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Arquivo da tag: Governo

E-mail ‘seguro’ do governo terá ‘porta dos fundos’, admite Serpro

Um executivo do Serviço de Processamento de Dados do governo federal (Serpro) admitiu que o sistema de e-mail seguro do governo, chamado de Expresso, terá uma “porta dos fundos” ou “backdoor” – uma “chave mestra” que permitirá ler qualquer mensagem protegida pelo sistema.

“Por lei, pelo Marco Civil da Internet, eu tenho que garantir a auditabilidade desses meios de comunicação. Se eu uso criptografia ponto a ponto, como as boas práticas nos indicam, eu faço com que aquela criptografia seja invisível para qualquer outra pessoa. Se eu não tiver um modelo HSM de chave mestra, ela passa a ser não auditável. Ou seja, eu estou descumprindo questões legais”, afirmou Marcos Melo, coordenador de ações governamentais do Serpro.

A declaração foi feita pelo executivo durante o 12º Fórum de Certificação Digital (CertForum) nesta quarta-feira (28), em resposta a um questionamento feito por Paulo Roque, da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes). Há um vídeo do canal do YouTube do site “Convergência Digital” disponível na web (assista) com a pergunta de Roque e a resposta de Melo.

O Marco Civil da Internet não determina especificações para requerimentos de auditoria de conteúdo das comunicações, apenas de registros de acesso, que normalmente não sofrem interferência de criptografia em conteúdo. A lei possui, no entanto, algumas regras específicas para administração pública. Melo não informou qual artigo especificamente do Marco Civil, ou de outra legislação, exige que o sistema do governo tenha a “chave mestra”.

Segundo ele, a chave mestra usará um módulo de segurança em hardware (HSM, na sigla em inglês) que dependerá de autorização de múltiplas pessoas para ser ativado. Só então é possível abrir o e-mail protegido. Isso garantiria a segurança do processo.

Após essa resposta, Roque perguntou a Melo se essa “porta dos fundos” do sistema não poderia ser explorada por organizações com muitos recursos, como a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA). Melo disse que não pode garantir que nenhum sistema é 100% seguro, mas que o projeto do Expresso é aberto e tem sido realizado com a cooperação de diversos especialistas para que o sistema fosse o mais seguro possível. “Tudo que está feito, tudo que está sendo estudado, é para que o sistema seja seguro, inclusive da NSA”, afirmou.

A criptografia mais comum para uso em e-mails, baseada no protocolo PGP, usa o modelo ponto a ponto mencionado por Melo. Nele, somente o destinatário da mensagem é capaz de decifrar o conteúdo da mesma. Gratuita e aberta, a tecnologia foi usada, por exemplo, pelo jornalista Glenn Greenwald para se comunicar com Edward Snowden, que vazou documentos da NSA.

Snowden também usava o provedor de e-mails Lavabit que fazia uso de criptografia ponto a ponto. Para obter acesso às mensagens dos clientes, o governo norte-americano solicitou que fosse criado um mecanismo de porta dos fundos no serviço. O dono da empresa resolveu fechá-la em vez de ceder às solicitações do governo.

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Publicado por em 31 de maio de 2014 em Tecnologia

 

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Hamas e Fatah chegam a acordo para governo palestino de unidade nacional

As facções rivais palestinas Fatah e Hamas concordaram com a formação de um governo de unidade nesta terça-feira (27), disseram dirigentes de ambos os lados, no passo mais significativo adotado até agora para curar as feridas de sete anos de disputas.

Os grupos tomaram decisões sobre uma lista de ministros independentes e tecnocratas que vão governar as áreas sob controle palestino até as eleições nacionais dentro de pelo menos seis meses, em uma iniciativa que eles esperam possa reviver instituições paralisadas desde que os dois lados travaram uma breve guerra civil em 2007.

Autoridades de ambas as partes disseram em uma entrevista à imprensa na Faixa de Gaza que o presidente palestino, Mahmoud Abbas, fará um anúncio formal sobre o novo governo no final desta semana, depois da escolha do ministro de Assuntos Religiosos.

Israel tem objeções quanto às iniciativas de reconciliação e considera o Hamas, grupo que se recusa a reconhecer o Estado judaico e a renunciar às armas, uma organização terrorista. O país ameaça impor sanções financeiras contra o governo de Abbas na Cisjordânia, ocupada por Israel, se for firmado um governo de unidade.

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Publicado por em 28 de maio de 2014 em Brasil

 

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Reuniões com governo venezuelano são suspensas, afirma oposição

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A aliança de oposição venezuelana Mesa de la Unidad Democrática (MUD, mesa da unidade democrática) informou nesta segunda-feira (12) sobre a ‘paralisação’ das reuniões técnicas de trabalho com o governo dentro do processo de diálogo até a próxima quinta-feira (15), quando é esperada a chegada dos chanceleres da União das Nações Sul-americanas (Unasul) no país.

“As reuniões foram paralisadas até a chegada dos chanceleres da Unasul para poder fazer assim um balanço de tudo o que aconteceu na presença dos mesmos”, disse à Agência EFE um dos representantes da MUD no processo de diálogo, o presidente do partido Copei, Roberto Henríquez.

Além disso, o secretário-executivo adjunto da MUD, Ramón José Medina, divulgou no Twitter uma publicação do site ‘La Patilla’ que recolhe suas próprias declarações afirmando que as reuniões estão suspensas como forma de rejeição “à repressão injustificada contra estudantes e manifestantes”.

Segundo a publicação, as reuniões dos grupos de trabalho das Comissões de Anistia, da Verdade, Descentralização e de Designação dos Membros dos Poderes Públicos foram suspensas.

Espera-se que a quarta reunião no processo de diálogo entre governo e oposição, que começou no dia 10 de abril, aconteça na próxima quinta-feira com a presença dos três chanceleres da Unasul que se comprometeram a acompanhar as conversas que têm como objetivo amenizar a crise política na Venezuela.

A chanceler da Colômbia, María Ángela Holguín, que integra a comissão de chanceleres junto com seus colegas do Equador, Ricardo Patiño, e do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo, confirmou nesta segunda em Bogotá que na quinta-feira será realizada essa reunião entre as partes em conflito.

A Venezuela continua vivendo um clima de protestos e nesta segunda aconteceram novos conflitos entre grupos de mascarados e a polícia, que impediu a passagem de uma manifestação em direção ao centro de Caracas que pedia a libertação de 11 pessoas detidas na quinta-feira passada após a remoção dos acampamentos de manifestantes.

Os protestos antigovernamentais vêm acontecendo durante os últimos três meses, a maioria de maneira pacífica, mas os incidentes violentos ocorridos em alguns deles deixaram um saldo de 42 mortos, o último deles no dia da remoção dos acampamentos, e mais de 800 feridos.

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Publicado por em 14 de maio de 2014 em Brasil

 

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Governo fecha acordo para nova tecnologia de smartphones no país

O governo brasileiro assinou nesta quinta-feira (8) memorando de entendimento com a Qualcomm Serviços de Telecomunicações, subsidiária de empresa que é uma das líderes mundiais de semicondutores para dispositivos móveis, para para que empresas instaladas no Brasil possam produzir, no fim deste ano, ou em 2015, uma nova tecnologia de “alta performance” para “smartphones” no país, informou o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Ricardo Schaefer.

O presidente da Qualcomm para a América Latina, Rafael Steinhauser, informou que o acordo fechado com o governo brasileiro prevê a validação, até o fim deste ano, e venda posterior no Brasil, de uma  nova tecnologia para smartphones que ainda não existe no mercado. “Não existe comercialmente ainda, mas não é um semicondutor novo. Pode ter impacto na performance, no tamanho, na velocidade e no custo [dos aparelhos]”, declarou ele, que não quis dar mais detalhes sobre o projeto. Segundo o governo, duas empresas instaladas no Brasil devem levar este projeto adiante.

Steinhauser lembrou que a Qualcomm não tem fábricas próprias e que atua somente no modelo de negócios. “Desenhamos e contratamos uma rede de parceiros que fabricam estes produtos e depois comercializamos. Como não fabricamos, temos uma grande quantidade de empresas que fazem esses dispositivos. A Qualcomm conhece profundamente cadeia de valor, empresas e países onde estão assentados e sabemos quais são as condições mínimas para atrair investimentos”, concluiu ele.

Atração de investimentos
Além do projeto de validação e produção de uma nova tecnologia “smartphones” no país, o governo também assinou outro memorando de entendimentos com a Qualcomm para identificar as condições que o Brasil precisa ofertar para atrair investimentos no setor de semicondutores, que movimenta, anualmente, US$ 351 bilhões. O déficit do Brasil relativo a componentes de semicondutores é de US$ 11 bilhões a US$ 12 bilhões por ano, informou o Ministério do Desenvolvimento.

“O objetivo é realizarmos conjuntamente com a Qualcomm uma avaliação dos instrumentos de politica pública e de condições que o Brasil precisa ofertar para atração de investimentos produtivos dessa cadeia global no Brasil. A Qualcomm tem compreensão como essa cadeia vem se organizando no mundo e quais são as condições inexoráveis que precisamos desenvolver atrair o investimento estrangeiro direto”, explicou Schaefer, do Ministério do Desenvolvimento.

Ele observou que a indústria de semicondutores é “muito complexa” e que demorou décadas para ser implementada em outros países. “O Brasil conseguiu criar um pequeno ecossistema de semicondutores, fruto desse esforço que o governo realizou nos últimos anos. Agora vamos dar um salto de qualidade junto com a Qualcomm, que vai nos ajudar a definir quais são nossos alvos de adensamento da cadeira de semicondutores e quais condições exatas precisamos criar para que esses investimentos venham para o Brasil”, acrescentou Schaefer.

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Publicado por em 14 de maio de 2014 em Tecnologia

 

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Governo sírio é acusado de ataques com cloro em três cidades

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O exército sírio bombardeou em abril três cidades da Síria com barris de cloro, afirma a organização Human Rights Watch (HRW), que alega ter provas sólidas sobre os ataques.

“As provas sugerem fortemente que os helicópteros do governo sírio lançaram barris de cloro contra cidades do norte da síria em meados de abril”, afirma a HRW, uma ONG com sede em Nova York.

Fontes da oposição acusaram o regime de ter executado vários ataques com cloro, enquanto a televisão estatal síria atribuiu um ataque deste tipo aos jihadistas da Frente Al-Nosra.

Os médicos que trataram as vítimas indicaram que pelo menos 11 pessoas morreram nos ataques e que quase 500 apresentavam “sintomas correspondentes a uma exposição ao cloro”, afirma o comunicado da HRW.

Os ataques aconteceram em Kafr Zita, província de Hama, em 11 e 18 de abril, em Al-Temana, na província de Idleb, em 13 e 18 de abril, e em Telmans (Idleb) em 21 de abril, segundo o comunicado.

As três cidades são controladas pelos rebeldes.

Um vídeo mostra, nas localidades atacadas, barris com o código CL2, símbolo do cloro, segundo a HRW, que no entanto não conseguiu confirmar de forma independente se teriam sido lançados pelos helicópteros.

Mas a organização considera pouco provável que fosse um jogo de cena, já que médicos e testemunhas relataram sintomas correspondentes a “uma exposição ao cloro”.

“O uso aparente de cloro como arma – sem falar do fato que aponta para civis – é uma flagrante violação da lei internacional”, afirmou Nadim Houry, subdiretor de HRW para o Oriente Médio e a África do Norte.

“É uma razão a mais para que o Conselho de Segurança da ONU leve o caso da Síria ao Tribunal Penal Internacional”, completou Houry.

Em abril, a Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) anunciou que investigaria as acusações de ataques com cloro na Síria.

arte síria versão 15.04 (Foto: Arte/G1)

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Publicado por em 14 de maio de 2014 em Brasil

 

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Manifestantes pedem formação de novo governo na Tailândia

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Policiais disparam canhão de água contra manifestantes na Tailândia (Foto: Kerek Wongsa/Reuters)Policiais disparam canhão de água contra manifestantes na Tailândia (Foto: Kerek Wongsa/Reuters)

Pelo menos quatro pessoas ficaram feridas nesta sexta-feira (9) quando manifestantes tentaram invadir o Centro de Administração da Paz e da Ordem em um dos protestos organizados em Bangcoc contra a situação no governo da Tailândia.

Os agentes policiais que protegem o edifício governamental utilizaram canhões com jatos d’água e bombas de gás para expulsar os manifestantes que abriram caminho entre as barreiras de arame farpado.

O serviço médico de urgências Erawan informou que duas mulheres e dois homens com ferimentos deram entrada no hospital Vibhavadi.

Segundo o jornal local “Bangcoc Post”, uma das vítimas é o monge Laung Pu Buddha Issara, líder de uma das facções que participam dos protestos desde outubro do ano passado.

Milhares de tailandeses saíram nesta sexta às ruas de Bangcoc para pedir a formação de um governo provisório não eleito após a destituição da primeira-ministra interina, Yingluck Shinawatra, acusada de negligência na condução do programa de subsídios ao arroz e retirada do cargo.

A marcha, que inicialmente foi convocada para o dia 14, acabou sendo antecipada após a decisão do Tribunal Constitucional na última quarta-feira, que opinou que a ex-primeira-ministra cometeu abuso de poder e violou a Carta Magna durante a troca de um alto funcionário.

Além disso, a Comissão Anticorrupção acusou ontem, formalmente, Yingluck de negligência na condução do programa de subsídios ao arroz, o que pode deixá-la inelegível em qualquer cargo político por cinco anos.

O líder dos protestos, o ex-parlamentar Suthep Thaugsuban, classificou as marchas que ocorrem na capital como ‘a batalha final’ contra o Executivo de Yingluck.

A principal reivindicação dos manifestantes é invocar o artigo 7º da Constituição para que o rei da Tailândia, o octogenário Bhumibol Adulyadej, designe o próximo chefe de governo sem eleições.

Um ‘conselho popular’, liderado pelo primeiro-ministro designado pelo rei e não eleito, ficaria responsável por fazer uma série de reformas políticas, como a descentralização do poder do Estado e a reformulação da polícia, entre outras, antes de convocar um referendo que devolvesse a iniciativa à soberania popular.

A Tailândia vive uma grave crise política desde o golpe militar que derrubou Thaksin Shinawatra – irmão mais velho de Yingluck – em 2006 e, desde então, manifestações e protestos populares vêm ocorrendo sucessivamente com a intenção de paralisar o governo da vez.

O ministro interino do Comércio, Niwattumrong Boonsongpaisan, foi escolhido para ocupar a chefia do Executivo enquanto são organizadas as eleições gerais para o dia 20 de julho, das quais Yingluck não poderá concorrer se for inabilitada pela Comissão Anticorrupção.

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Publicado por em 10 de maio de 2014 em Brasil

 

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Governo chinês acusa EUA de elevar tensões no Mar do Sul da China

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O Ministério de Relações Exteriores chinês acusou nesta sexta-feira (9) os Estados Unidos de alimentar as tensões no Mar do Sul da China, disputado por vários países, ao estimular nações da região a adotar comportamento perigoso. A afirmação se seguiu ao aumento da tensão entre a China e as Filipinas e o Vietnã.

Esta semana a China acusou o Vietnã de colidir intencionalmente com seus navios no Mar do Sul da China, depois que o governo vietnamita garantiu que embarcações chinesas usaram canhões d’água e bateram de propósito em oito de suas embarcações no fim de semana, perto de uma plataforma de petróleo.

Os EUA vêm qualificando a atitude da China de implantar a plataforma como “provocativa e de pouca ajuda” para a segurança na região e pedem contenção de todos os lados.

O porta-voz do Ministério de Relações exteriores da China, Hua Chunying, repetiu que as águas onde a plataforma está situada, no entorno das ilhas Paracel, são território chinês e que nenhum outro país tem o direito de interferir.

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Publicado por em 10 de maio de 2014 em Brasil

 

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