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‘Gelo de fogo’ escondido em permafrost é fonte de energia do futuro?

O metano hidratado fica abaixo de muitas camadas de gelo ou no fundo do mar (Foto: Getty Images/BBC)O metano hidratado fica abaixo de muitas camadas de gelo ou no fundo do mar (Foto: Getty Images/BBC)

O mundo é viciado em combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás natural), e é fácil entender o por que: baratos, abundantes e fácil de extrair, eles alimentam o desenvolvimento da indústria mundial.

Cada vez mais, porém, os governos vêm buscando alternativas aos hidrocarbonetos tradicionais – seja porque são altamente poluentes ou porque sua extração tem se tornado mais difícil, à medida que algumas reservas vão se esgotando.

Um substituto potencial – em enormes quantidades – foi encontrado e repousa profundamente sob permafrost (solo gelado do Ártico) ou os leitos dos oceanos: o hidrato de metano.

Apesar de potencialmente menos poluente que petróleo e carvão, porém, sua extração apresenta enormes riscos ambientais.

Reservas gigantes
Conhecido como ‘gelo que arde’, o hidrato de metano consiste em cristais de gelo com gás preso em seu interior. Eles são formados a partir de uma combinação de temperaturas baixas e pressão elevada e são encontrados no limite das plataformas continentais, onde o leito marinho entra em súbito declive até chegar ao fundo do oceano.

Acredita-se que as reservas dessa substância sejam gigantescas, observa Chris Rochelle, do Serviço Geológico Britânico. A estimativa é de que haja mais energia armazenada em hidrato de metano do que na soma de todo petróleo, gás e carvão do mundo.

Ao reduzir a pressão ou elevar a temperatura, a substância simplesmente se quebra em água e metano – muito metano.

Um metro cúbico do composto libera cerca de 160 metros cúbicos de gás, o que o torna uma fonte de energia altamente intensiva. Por causa disso, da sua oferta abundante e da relativa facilidade para liberar o metano, um número grande de governos está cada vez mais animado com essa nova fonte de energia.

Produção comercial do gás metano ainda deve demorar (Foto: Alamy/BBC)Produção comercial do gás metano ainda deve
demorar (Foto: Alamy/BBC)

Desafios técnicos
O problema, porém, é extrair o hidrato de metano. Além do desafio de alcançá-lo no fundo do mar, operando sob altíssima pressão e baixa temperatura, há o risco grave de desestabilizar o leito marinho, provocando deslizamentos.

Uma ameaça ainda mais grave é o potencial escape de metano. Extrair o gás de uma área localizada não é tão complicado, mas prevenir que o hidratado se quebre e libere o metano no entorno é mais difícil.

E isso tem consequências sérias para o aquecimento global – estudos recentes sugerem que o metano é 30 vezes mais danoso que o CO2.

Por causa desses desafio técnicos, ainda não há escala comercial de produção de hidrato de metano em qualquer lugar do mundo. Mas alguns países estão chegando perto.

Os Estados Unidos, o Canadá e o Japão já investiram milhões de dólares em pesquisa e já realizam alguns testes, desde 1998. Os mais bem sucedidos ocorreram no Alasca em 2012 e na costa central do Japão em 2013, quando, pela primeira vez, houve uma exitosa extração de gás natural a partir de hidrato de metano no mar.

Os Estados Unidos lançaram um programa de pesquisa e desenvolvimento nacional já em 1982 e, em 1995, tinham terminado a sua avaliação dos recursos disponíveis do gás de hidratos no país. Desde então, têm realizado projetos-piloto na costa da Carolina do Sul, no norte do Alasca e no Golfo do México. Cinco ainda estão em execução.

Exploração comercial
O interesse do Japão é óbvio, assinala Stephen O’Rourke, da empresa de consultoria energética Wood Mackenzie: ‘Japão é o maior importador de gás do mundo’.

No entanto, ele ressalta que o orçamento anual do Japão para pesquisa na área é relativamente baixo – US$ 120 milhões (cerca de R$ 270 milhões). Os planos do país de produzir em escala comercial no fim desta década, portanto, parecem muito otimista. Mas mais à frente, o potencial é enorme.

‘O gás metano pode mudar o jogo para o Japão’, diz Laszlo Varro, da Agência Internacional de Energia (IEA).

Em outros países, porém, os incentivos para explorar o gás comercialmente são menores por enquanto. Os Estados Unidos estão priorizando suas reservas de gás de xisto, recurso que também é abundante no Canadá. Já a Rússia ainda tem enormes reservas de gás natural.

A China e a Índia, com sua feroz demanda por energia, são uma história diferente. No entanto, eles estão muito atrás em seus esforços para explorar o recurso.

‘Houve alguns progressos recentes, mas não prevemos produção comercial antes de 2030’, afirma O’Rourke. De fato, a IEA não incluiu gás hidratado nas suas projeções globais de energia para os próximos 20 anos.

Riscos
Mas se essa fonte for explorada, o que parece provável no futuro, as implicações ambientais podem ser extensas.

Apesar de ser menos poluente que o carvão ou o petróleo, continua sendo um hidrocarboneto e, portanto, emite CO2. E há ainda o risco mais sério da liberação direta de metano na atmosfera.

Alguns argumentam, porém, que pode não haver alternativa, na medida em que o aumento da temperatura global pode provocar a liberação do gás ‘naturalmente’, devido ao aquecimento dos oceanos e ao derretimento das calotas polares.

‘Se todo o metano for liberado, nós vamos ver um cenário de filme Mad Max’, diz Varro. ‘Mesmo usando estimativas conservadoras sobre as reservas de metano, isso faria todo o CO2 de recursos fósseis parecer uma piada’, destacou.

‘Por quanto tempo o gradual aquecimento global pode prosseguir sem liberar o metano? Ninguém sabe. Mas quanto mais ele avança, mais perto chegamos de jogar roleta russa’, acrescentou.

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Publicado por em 30 de abril de 2014 em Tecnologia

 

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Segunda parte de relatório do IPCC adverte sobre futuro sombrio do clima

Secas, inundações, conflitos, perdas econômicas cada vez mais profundas. Este é o cenário que aguarda o planeta caso não se reduzam as emissões de dióxido de carbono (CO2), advertem cientistas da ONU em seu próximo relatório sobre o aquecimento global.

O rascunho do próximo informe do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), ao qual a AFP teve acesso, faz parte de um amplo estudo que contribuirá para determinar políticas e orientar negociações nos próximos anos.

Os cientistas e representantes dos governos se reunirão na cidade japonesa de Yokohama a partir da terça-feira para redigir um resumo de 29 páginas, que será publicado juntamente com o relatório completo em 31 de março.

“Temos uma imagem mais clara do impacto e das consequências, inclusive as consequências para a segurança”, disse Chris Field, da americana Carnegie Institution, que chefia a pesquisa.

O trabalho vem a público seis meses depois do primeiro volume do V Relatório de Avaliação, no qual os cientistas deixaram claro sua certeza irrefutável de que o aquecimento global tem a mão do homem.

Primeira parte foi divulgada ano passado
No informe era previsto um aumento das temperaturas entre 0,3ºC e 4,8ºC neste século, 0,7ºC acima da média desde a Revolução Industrial. O nível dos oceanos aumentará entre 26 e 82 centímetros até 2100, segundo suas estimativas.

De acordo com o novo rascunho, os danos serão disparados a cada grau adicional, embora seja difícil quantificá-los. Um aumento nas temperaturas de 2,5ºC com relação à era pré-industrial – 0,5ºC a mais que a meta fixada pela ONU – reduzirá os ganhos mundiais anuais entre 0,2% e 2,0%, o que corresponde a centenas de bilhões de dólares.

“É certo que as avaliações que podemos fazer atualmente ainda subestimam o impacto real da mudança climática futura”, disse Jacob Schewe, do Instituto Postdam para a pesquisa das Mudanças Climáticas (PIK) na Alemanha, que não participou da elaboração do rascunho do IPCC.

O relatório destaca alguns perigos:
Inundações: as emissões crescentes de gases de efeito estufa aumentarão “significativamente” o risco de inundações, às quais Europa e Ásia estarão particularmente expostas. Se confirmado o aumento extremo de temperaturas, três vezes mais pessoas ficarão expostas a inundações devastadoras.

Seca: a cada primeiro adicional na temperatura, outros 7% da população mundial terão reduzidas em um quinto as fontes de água renováveis.

Aumento do nível dos mares: se nada for feito, em 2100 “centenas de milhões” de habitantes das regiões costeiras serão levados a se deslocar. Os pequenos países insulares do leste, sudeste e sul da Ásia verão suas terras reduzidas.

Fome: os cultivos de trigo, arroz e milho perderão em média 2% por década, enquanto a demanda de cultivos aumentará 14% em 2050, devido ao aumento da população mundial. Os mais prejudicados serão os países tropicais mais pobres.

Desaparecimento de espécies: “grande parte” das espécies terrestres e de água doce correrá risco de extinção, pois as mudanças climáticas destruirão seu hábitat.

Ameaça para segurança
“As mudanças climáticas no século 21 empurrarão os Estados a novos desafios e determinarão de forma crescente as políticas de segurança nacional”, adverte o esboço de resumo. Ainda assim, algumas repercussões transfronteiriças das mudanças climáticas – a redução das zonas geladas do planeta, as fontes de água compartilhadas ou a migração dos bancos de peixes – “têm o potencial de aumentar a rivalidade entre os países”, diz o informe.

A redução das emissões de gases de efeito estufa ‘nas próximas décadas’ permitirá desativar algumas das piores consequências das mudanças climáticas até o final do século, destacou o informe.

Em 13 de abril, o IPCC divulgará, em Berlim, seu terceiro volume sobre estratégias para fazer frente às emissões de gases de efeito estufa.

Em seus 25 anos de História, o IPCC publicou quatro “‘relatórios de avaliação”, e cada um fez um alerta sobre as gigatoneladas de dióxido de carbono emitidas pelo tráfego, as centrais energéticas e os combustíveis de origem fóssil, assim como o metano, gerado pelo desmatamento e pela pecuária.

O volume de Yokohama vai além dos anteriores, ao oferecer em detalhes o impacto regional das mudanças climáticas, assim como os riscos de conflito e o aumento do nível dos mares.

O último grande relatório publicado do IPCC, de 2007, contribuiu para criar um momento político propício que levou à convocação da cúpula do clima de Copenhague de 2009, mas sua reputação foi abalada por alguns erros que os céticos aproveitaram para demonstrar a existência de uma visão tendenciosa sobre esta ameaça.

IPCC - arte (Foto: G1)

Fonte G1

 
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Publicado por em 24 de março de 2014 em Tecnologia

 

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Hoverboard do filme De Volta Para o Futuro II virou realidade?

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Empresa anuncia lançamento de um skate flutuante semelhante ao mostrado no filme De Volta Para o Futuro II. Será que finalmente descobriram a antigravidade?

No dia 03 de março de 2014, uma empresa norte-americana chamada HUVr publicou dois vídeos que fizeram enorme sucesso no YouTube. Em menos de 24 horas, ambos os filmes alcançaram mais de 900.000 visualizações!

O que chama a atenção nos dois vídeos é o produto que a empresa está afirmado que lançará ainda nesse ano: Um tipo de skate que não possui rodas. Um hoverboard claramente inspirado no skate mostrado no segundo filme Back to The Future. De acordo com o que é mostrado, o aparelho parece flutuar mesmo!

Empresa teria criado um hoverboard que flutua igual no filme! Será? (foto: reprodução/YouTube) Empresa teria criado um hoverboard que flutua igual no filme! Será? (foto: reprodução/YouTube)

O skate exibido na propaganda é muito parecido com o skate futurista usado pelo personagem Martin McFly (vivido pelo ator Michael J. Fox) no segundo filme da trilogia De Volta Para o Futuro, de 1989. Para quem não conhece a história, McFly viaja para o futuro (para o longínquo ano de 2015) em um automóvel especial e lá tem que fugir de alguns garotos e é nessa hora que o hoverboard entra em cena.

O fato é que estávamos nos aproximando do ano de 2015 e nada de desenvolverem um sensacional skate como o que é mostrado na ficção. Até que uma equipe de formandos do curso de Pós-Graduação de Física do MIT parece ter descoberto uma maneira de vencer a força da gravidade.

Será verdade?

Assista a um dos vídeos abaixo e veja o que descobrimos:

O filme é muito bacana e conta com a participação de várias personalidades como o ator Christopher Lloyd (que interpretou o personagem Dr. Emmett Brown em De Volta Para o Futuro) e o skatista Tony Hawk, dentre outros que, aparentemente, testaram o novo produto.

Hoverboard que estaria sendo produzido pela HUVr (foto: Divulgação) Hoverboard que estaria sendo produzido pela HUVr (foto: Divulgação)

O hoverboard, de acordo com o que é afirmado na página da HUVr, foi uma ideia desenvolvida desde 2010, por um grupo de estudantes de Física do MIT e que, anos mais tarde, deu origem à empresa e ao skate flutuante. O aparelho está previsto para ser lançado em dezembro de 2014… Isso se ele existisse de fato!

Para tentar descobrir algo, o repórter Nick Statt, do site de notícias Cnet tentou entrar em contato com o e-mail informado na página da empresa, mas ninguém lhe retornou para darem mais detalhes sobre o produto. O mesmo aconteceu com Darrel Etherington, editor do Tech Crunch. Ele tentou contato com alguém da HUVr e não teve êxito.

Reprodução da foto dos "funcionários" da fictícia HUVr! Reprodução da foto dos “funcionários” da fictícia HUVr!

Uma busca pela ficha técnica dos produtores dos vídeos e vários leitores do E-farsas descobriram para nós que um dos integrantes do elenco é Lauren Biedenharn, uma figurinista e atriz que vive em Los Angeles (onde os vídeos foram filmados). Em seu currículo podemos ler que seu mais recente trabalho foi um “Comercial: De Volta Para o Futuro HUVR hovers.” Seu empregador e o produtor do referido comercial é: Web site de vídeos de comédia Funny Or Die.

Ou seja, o vídeo quem produziu os comerciais são os mesmo produtores de um famoso site de humor em língua inglesa!

Além disso, conforme nos alertou o leitor Rodrigo Hortenciano, o primeiro “funcionário” da empresa fictícia (que aparece de camiseta preta na foto acima e em parte do vídeo) é um ator e se chama Nelson Cheng. Em seu site pessoal podemos ver alguns de seus trabalhos:

Infelizmente, não! Podemos perceber em várias ocasiões nos vídeos que os artistas estão pendurados por fios. Na maioria delas, os fios foram removidos digitalmente, mas em alguns trechos podemos ver a sombra do guindaste que sustenta os atores:

Perceba a sombra do guindaste passando na guarita! (fotos: YouTube) Perceba a sombra do guindaste passando na guarita aos 3:28 de vídeo! (fotos: YouTube)

Não sabemos ainda quais são as intenções dos produtores dos vídeos. Talvez seja uma continuação do De Volta Para o Futuro, talvez seja apenas o início das comemorações do tão esperado ano de 2015 (que é o ano para onde o personagem Martin McFly é levado no futuro). Vamos aguardar mais alguns dias e, assim que for revelado o segredo, publicaremos aqui no E-farsas!

Atualização: 06/03/2014

Conforme nós já havíamos analisado, essa história era falsa mesmo e era uma brincadeira feita pelo site humorístico Funny or Die!

Depois de alcançar mais de 9 milhões de visualizações em apenas 3 dias, o grupo de humor apresentou um vídeo onde o ator Christopher Lloyd pede desculpas, numa clara demonstração de sua capacidade de atuação – com uma mistura de comédia com drama:

“Infelizmente, nós mentimos. A grande promessa do “De Volta para o Futuro II” não foi concretizada… ainda. E nós lamentamos profundamente por isso. Nós acreditamos que o skate poderia ser real, mas nos pregaram uma peça. As pessoas podem até me perguntar: ‘Chris, você não estava lá?’. Sim, eu estava, só que acabei ficando cego pelo que eu acreditava ser real” – disse o ator

Christopher Lloyd pedindo desculpas pela brincadeira do hoverboard! (foto: Reprodução/Funny or Die) Christopher Lloyd pedindo desculpas pela brincadeira do hoverboard! (foto: Reprodução/Funny or Die)

Um dos hoverboards usados nas filmagens foi todo autografado pelas celebridades que participaram da brincadeira e será sorteado na página do Funny or Die no Facebook! 

Os vídeos são falsos! Ainda não será esse ano que voaremos em skates flutuantes. Que pena!

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Fonte E-farsas

 
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Publicado por em 7 de março de 2014 em Tecnologia

 

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Vídeo de skate voador do filme ‘De volta para o futuro 2’ vira hit na web

Em vídeo postado no YouTube, o skatista Tony Hawk flutua no skate voador HUVr. (Foto: Reprodução/Youtube.com)Em vídeo postado no YouTube, o skatista Tony Hawk flutua no skate voador HUVr. (Foto: Reprodução/Youtube.com)

A promessa de andar em um skate flutuante, como o do filme “De volta para o futuro 2”, tem animado internautas. A responsável pela novidade é a empresa norte-americana HUVr Tech, que faz mistério sobre o funcionamento do skate, mas promove o produto com o slogan “o futuro chegou”. Apesar disso, a própria companhia alimenta os céticos, que dizem que o tal skate voador não passa de uma campanha promocional.

O vídeo publicado no YouTube nesta segunda-feira (3) em que a empresa demonstra o HUVr se tornou viral na internet e havia sido visto 3,1 milhões de vezes até a publicação deste texto. Nele, o ator Christopher Lloyd, o Doutor Emmet Brown dos filmes “De volta para o futuro”, surge dizendo que o futuro finalmente chegou (Veja o vídeo aqui). A companhia diz que as pré-vendas começam dentro de um mês.

Skatista testa o skate voador HUVr, da HUVr Tech. (Foto: Divulgação/HUVr Tech)Skatista testa o skate voador HUVr, da HUVr Tech.
(Foto: Divulgação/HUVr Tech)

O vídeo conta ainda com o skatista Tony Hawk que, entre uma manobra e outra no ar, avaliza a prancha voadora. “Flutuar desta forma é como andar de skate em sua forma mais pura, porque não há nenhum atrito, permite que você se concentre na essência, apenas o movimento”, diz.

Além dele, surgem na tela testando o skate voador o jogador de futebol americano Terrell Owens, o músico Moby e a atriz Agnes Bruckner. De acordo com a companhia, o skate funciona junto com um aplicativo, que, quando acionado no smartphone, faz a prancha flutuar. Para movimentá-lo, basta remar com os pés como em um skate com rodas.

Gravidade
“No HUVr há mais tecnologia do que nos satélites que a gente mandou ao espaço em 2007”, diz um dos criadores do projeto no vídeo postado no YouTube.

O tom grandiloquente para descrever o HUVr é mantido pela empresa em seu site. A companhia chega a afirmar que o que era apenas um projeto de verão de alunos do curso de física do Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT) se transformou no produto mais entusiasmante para ser desenvolvido fora da entidade de ensino desde que Yet-Ming Chiang criou a bateria de íons de lítio, em 2001.

Segundo a empresa, os especialistas responsáveis pelo HUVr desvendaram um dos mistérios da ciência: a chave para reverter a gravidade.

Na sessão de Termos e Condições, a empresa alimenta o burburinho em torno do skate voador e, ao mesmo tempo, coloca a veracidade da história em xeque. Se por um lado, a empresa informa que os usuários do skate devem ter pelo menos 16 anos e altura entre 1,25 metro e 1,95 metro.

Por outro lado, a companhia não se afasta qualquer comprometimento em levar o skate voador para o mercado. “A inclusão de qualquer produto ou serviço nesse site não garante que esses produtos ou serviços serão disponibilizados em qualquer momento.” Isso ao mesmo tempo que posiciona no alto de seu site um marcador –similar ao do carro que conduz o Dr. Brown e Marty McFly para o futuro– indicando o mês de dezembro de 2014, quando, segundo a companhia, começam as vendas.

Ainda na sessão Termos e Condições, a companhia afasta qualquer responsabilidade pelas informações de que há, de fato, um skate voador. “A HUVr não garante a precisão ou a plenitude da informação, material ou serviços fornecidos neste ou por meio deste site.”

Sites como o “TechCrunch” e o “Engadget” afirmam que o vídeo e o site, na verdade, são uma campanha para um novo jogo da franquia “Tony Hawk”.

Em vídeo publicado no YouTube, skatista demonstra como funciona o skate voador HUVr. (Foto: Reprodução/YouTube.com)Em vídeo publicado no YouTube, skatista demonstra como funciona o skate voador HUVr. (Foto: Reprodução/YouTube.com

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Publicado por em 7 de março de 2014 em Tecnologia

 

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Desmembrar usina é opção só no futuro, diz operadora de Fukushima

Presidente da Tokyo Electric Power, Naomi Hirose, durante entrevista na sede da companhia, em Tóquio (Foto: Reuters/Toru Hanai)Presidente da Tokyo Electric Power, Naomi Hirose,
durante entrevista na sede da companhia, em Tóquio
(Foto: Reuters/Toru Hanai)

Desmembrar a usina nuclear de Fukushima, da controladora Tokyo Eletric Power (Tepco), poderá ser uma opção apenas no futuro, caso a desativação da planta ocorra sem problemas.

Quase três anos depois de um devastador terremoto seguido de tsunami atingir a usina, a Tepco ainda está lutando para conter a água radioativa no local e recuperar suas finança.

“Pagar compensação (para desalojados), descontaminação da água e o trabalho na usina de Fukushima: há um monte de trabalho a ser feito… Temos que continuar fazendo isso, enquanto mantemos a segurança, o sentido de responsabilidade, o dever e a moral dos trabalhadores” , disse o presidente da Tepco, Naomi Hirose, em entrevista à Reuters, neste sábado (18).

Hirose disse que se as condições de trabalho melhorarem significativamente em Fukushima e a escassez de mão de obra deixar de ser um problema, a empresa poderá avaliar desmembrar a parte desativada Fukushima do resto da planta, sugestão feita por políticos desde o desastre. Mas, por enquanto, Hirose disse que continua se opondo a essa solução.

O Japão, na semana passada, aprovou um plano destinado à Tepco, maior empresa de serviço público da Ásia, cujo objetivo é reduzir em US$ 46 bilhões as despesas ao longo de 10 anos. Além disso, busca atualizar as usinas de combustíveis fósseis e realizar acordos com outras empresas para buscar gás natural liquefeito (GNL) de forma mais barata.

Mas o plano central para o renascimento da Tepco é o reinício dos reatores em Kashiwazaki Kariwa, a maior usina nuclear do mundo, já em julho, iniciativa que enfrenta forte oposição de um governador local, que defende a liquidação da empresa.

O governador Hirohiko Izumida, de Niigata, que abriga a usina Kashiwazaki – a cerca de 300 km a noroeste de Tóquio- disse na semana passada que o plano de Tepco não leva em conta a posição de acionistas e bancos responsáveis. Ele também disse que a Tepco não deve ser autorizada a considerar reiniciar suas outras instalações nucleares antes de uma revisão global do desastre de Fukushima.

Já a Tepco rebateu dizendo que pode ter de aumentar os preços de eletricidade em até 10% se a retomada de Kashiwazaki atrasar ainda mais.

Fonte G1

 
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Publicado por em 21 de janeiro de 2014 em Tecnologia

 

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DeLorean, carro do longa ‘De volta para o futuro 2’, vira hit na CES 2014

DeLorean, carro que vira uma máquina do tempo no filme 'De Volta para o Futuro 2', faz sucesso da CES 2014. (Foto: Gustavo Petró/G1)DeLorean, carro que vira uma máquina do tempo no filme ‘De Volta para o Futuro 2’, faz sucesso na CES 2014 (Foto: Gustavo Petró/G1)

O DeLorean, carro que se torna uma máquina do tempo nos filmes da franquia “De volta para o futuro” virou hit na feira Consumer Eletronics Show (CES) 2014, em Las Vegas, como parte de uma ação da fabricante de guitarras Gibson.

A empresa levou uma réplica do automóvel para a feira porque, no primeiro “De volta para o futuro”, o protagonista Marty McFly usa uma Gibson para tocar “Johnny B. Good”, de Chuck Berry, no baile de formatura do qual os pais dele participavam.

O exemplar exposto, porém, é uma versão do modelo que esteve nas telonas segundo filme da série. No longa, o cientista Doc Brown leva Marty McFly de 1985 para o “distante” futuro de 2015.

Na feira, os visitantes podem entrar no carro e tirar fotos. A réplica preserva todos os elementos do veículo, como o Capacitor de Fluxo, responsável pelas viagens no tempo, e o monitor em que é possível definir a data no tempo para quando se deseja viajar.

DeLorean, carro que vira uma máquina do tempo no filme 'De Volta para o Futuro 2', faz sucesso da CES 2014. (Foto: Gustavo Petró/G1)DeLorean, carro que vira uma máquina do tempo no filme ‘De volta para o futuro 2’, faz sucesso na CES 2014 (Foto: Gustavo Petró/G1)DeLorean, carro que vira uma máquina do tempo no filme 'De Volta para o Futuro 2', faz sucesso da CES 2014. (Foto: Gustavo Petró/G1)Réplica de DeLorean na CES 2014 tem monitor para definir a data da viagem da máquina (Foto: Gustavo Petró/G1)DeLorean, carro que vira uma máquina do tempo no filme 'De Volta para o Futuro 2', faz sucesso da CES 2014. (Foto: Gustavo Petró/G1)Capacitor de fluxo do DeLorean dos filmes ‘De volta para o futuro’ também aparece em réplica da feira CES 2014 (Foto: Gustavo Petró/G1)DeLorean, carro que vira uma máquina do tempo no filme 'De Volta para o Futuro 2', faz sucesso da CES 2014. (Foto: Gustavo Petró/G1)DeLorean, carro que vira uma máquina do tempo no filme ‘De volta para o futuro 2’, faz sucesso na CES 2014 (Foto: Gustavo Petró/G1)

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Publicado por em 9 de janeiro de 2014 em Tecnologia

 

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‘Cidade do futuro’ sul-coreana testa tecnologias inovadoras

A cidade experimental de Songdo, na Coreia do Sul (Foto: Divulgação/BBC)A cidade experimental de Songdo, na Coreia do Sul (Foto: Divulgação/BBC)

Uma cidade sul-coreana tornou-se fonte de inspiração para centros urbanos de todo o globo que buscam soluções tecnológicas para se tornarem mais ‘inteligentes’. Songdo fica nas proximidades de Seul, uma cidade já bastante ‘high-tech’, que oferece internet de alta velocidade no metrô e onde é possível assistir a vídeos on-line ou enviar mensagens de e-mail enquanto se caminha por movimentadas ruas do centro.

Ao contrário da capital sul-coreana, porém, Songdo é uma cidade experimental e já foi erguida incorporando em seu DNA as mais avançadas tecnologias de construção e urbanismo. Mas até que ponto uma cidade como essa pode ser considerada um sucesso?

A construção de um centro urbano a partir do nada oferece uma série de desafios e oportunidades.

No caso de Songdo, um dos desafios era incorporar tecnologias que fossem realmente inovadoras, uma vez que os sul-coreanos já estão acostumados com alguns recursos considerados novidades em outros lugares.

Em Seul, por exemplo, além das redes de wi-fi acessíveis em espaços públicos, há painéis eletrônicos nas saídas de estações ferroviárias que informam aos passageiros o tempo de espera para os ônibus de conexão. Empresas como a Samsung também estão desenvolvendo sistemas que ligam dispositivos domésticos aos celulares dos moradores da cidade.

O que mais uma cidade como Songdo pode oferecer?
Na área tecnológica, uma cidade novinha em folha permite o teste de hardwares futuristas, como sensores que monitoram a temperatura, o consumo de energia e o fluxo de tráfego pela cidade.

Esses sensores também podem – em teoria – avisar os usuários de transporte público quando seu ônibus está para chegar. E mesmo alertar autoridades locais quando há qualquer problema na cidade.

Questão ambiental
Muitas inovações estão sendo projetadas em função de preocupações ambientais. Entre elas, estações para recarregar a energia de carros elétricos e sistemas de reciclagem de água, que impedem que água potável seja usada em banheiros de escritório.

O sistema de coleta de lixo de Songdo também impressiona. Não há caminhões de lixo passando pela cidade nem grandes lixeiras na frente dos edifícios.

Em vez disso, os resíduos domésticos são sugados diretamente das cozinhas de edifícios residenciais por uma vasta rede subterrânea de túneis ligada a centros de processamento de lixo, onde cada resíduo é automaticamente classificado, desodorizado e tratado.

A ideia é usar parte desse lixo doméstico para produzir energia renovável, embora tal sistema ainda não esteja em operação – como muitas das inovações técnicas planejadas para Songdo.

Isso ocorre porque, hoje, menos da metade da cidade está ocupada.

Nos escritórios comerciais, a taxa de ocupação é menor que 20% e nas ruas, cafés e shoppings do centro há amplos espaços relativamente vazios – o que constitui o segundo grande desafio a ser vencido pelos idealizadores e administradores de Songdo.

Apesar de a cidade ser próxima ao aeroporto internacional da Coreia do Sul, as ligações de transporte com Seul são rudimentares. E, por enquanto, os incentivos para empresas que se deslocam para a nova cidade inteligente nem sempre superam os custos.

Mas Songdo já está atraindo famílias e jovens casais de Seul, embora não necessariamente por causa de suas soluções tecnológicas futuristas – nem pela pujânça de sua área comercial.

Áreas verdes
A cidade foi planejada em torno de um parque central, e sua disposição permite que os moradores das áreas residenciais possam caminhar por essa área verde para trabalhar no centro comercial.

Kwon, por exemplo, conta que se mudou para a Songdo há três anos e todos os dias seu deslocamento diário para a empresa em que trabalha como tradutora consiste em uma caminhada de 15 minutos pelo parque.

“Depois do almoço também ando um pouco no parque com meus colegas – isso se tornou algo importante na minha vida”, conta Kwon.

“Quando morava em Seul, tinha de dirigir para encontrar meus amigos ou para levar meu filho para ver os amigos dele. Em Songdo, meu filho vai de bicicleta para a casa de seus amigos e eu posso caminhar para encontrar os meus. A cidade também me aproximou dos meus vizinhos.”

Por enquanto, os apartamentos residenciais estão vendendo bem e ainda há muitos edifícios desse tipo em construção, mas Songdo parece ser menos atraente para o mercado corporativo.

Um ou outro negócio está començando a abrir as portas espontaneamente em suas grandes avenidas vazias.

Anarquia criativa
Mas a cidade ainda precisa ganhar cores e zumbidos urbanos – aquela anarquia criativa, típica de aglomerações populacionais não-planejadas.

Como costuma dizer Jonathan Thorpe, presidente da empresa americana Gale International, que construiu Songdo: “São os moradores que fazem uma cidade”.

“Estamos tentando adicionar diversidade e vitalidade (a Songdo), algo que o desenvolvimento orgânico (de uma cidade) garante”, explicou Thrope.

“É um desafio tentar replicar isso em um ambiente planejado. Ao mesmo tempo, com tal planejamento podemos desenvolver a infraestrutura da cidade de modo a garantir que ela funcione – não só agora, mas também daqui a 50 anos.”

O único porém é que 50 anos é muito tempo na Coreia do Sul. Este é um país em constante mudança. Quem sabe como Songdo vai funcionar em meio século?

Fonte G1

 
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Publicado por em 6 de setembro de 2013 em Tecnologia

 

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