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Fenômeno natural deixa rio com ares de lago paradisíaco no Acre

Rio Croa em Cruzeiro do Sul (Foto: Genival Moura/G1)Rio Croa é marcado pelas suas águas escuras (Foto: Genival Moura/G1)

O Rio Croa que corta parte do município de Cruzeiro do Sul (AC) perdeu parte das características naturais de um rio da Amazônia, mas ganhou a semelhança de um lago paradisíaco. Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) a mudança ocorreu há cerca de 13 anos, quando a água do Juruá, maior rio da região, mudou o curso em consequência do desbarrancamento por causa da correnteza e deixou de represar água para dentro do Croa no período de cheia.

Sem a inundação de todos os anos, o rio Croa ganhou caraterísticas diferentes. A pouca correnteza deixou a água mais escura devido à decomposição da floresta, provocando um reflexo com a luz do sol que proporciona uma beleza diferenciada ao lugar. Em vários pontos é possível encontrar as vitórias-régias, uma das maiores e mais belas plantas aquáticas do mundo. Também conhecida como estrela das águas, a planta que faz parte do folclore amazônico, pode atingir até dois metros de diâmetro.

Vitória-régia no Rio Croa (Foto: Genival Moura/G1)Vitórias-régias chamam a atenção ao longo do Croa  (Foto: Genival Moura/G1)

Outra planta aquática que os ribeirinhos chamam de pasta é encontrada em vários pontos. Pelo menos em um período do ano, os moradores organizam uma força-tarefa para retirar a vegetação do leito do rio que chega a impedir a navegação.

“Eu adoro esse lugar aqui é muito calmo e a natureza é muito linda. As pessoas que vêm visitar gostam tanto que não demoram e voltam. Não pretendo sair daqui para lugar nenhum”, comenta João Saraiva de Mendonça, um dos moradores mais antigos da comunidade formada por 52 famílias.

Política de preservação
As características de lago e a consciência dos moradores em preservar o local, fazem do Rio Croa uma fonte fácil de alimentos para a subsistência da comunidade. Segundo o secretário da Associação de Moradores do Rio Croa, Davi Nunes de Paula, ainda é bastante comum a presença de espécies de peixes raras como o pirarucu e a aruanã, além de diversos animais selvagens que habitam nos arredores.

Rio Croa em Cruzeiro do Sul (Foto: Genival Moura/G1)Mais de 50 famílias vivem na comunidade (Foto: Genival Moura/G1)

Para chegar ao Rio Croa é preciso percorrer 20 quilômetros saindo de Cruzeiro do Sul pela BR-364. Apesar das riquezas naturais não existe um plano de preservação para a área. O analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Pablo Saldo, explica que já foi realizado sem sucesso um estudo para a criação de uma reserva. 

“A comunidade queria a criação de uma unidade de conservação federal, depois houve a proposta de criar uma reserva estadual e não prosperou por questões políticas. Hoje funciona como um projeto de desenvolvimento sustentável que visa garantir a preservação dos moradores no local com regularização fundiária, no entanto, não tem tanto essa preocupação com os projetos de conservação”, explica Pablo Saldo.

Cultura da Ayahuasca
A maioria das famílias que residem às margens do Rio Croa é adepta e faz uso do chá de ayahuasca, bebida usada em rituais religiosos como o Santo Daime. Conhecida como chá, a bebida é preparada a partir do cipó de mariri (Banisteriopsis Caapi) e das folhas de chacrona (Psychotria viridis) plantas encontradas às margens do Rio Croa.

Jorge é curandeiro e recebe adeptos da ayahuasca (Foto: Genival Moura/G1)Jorge é curandeiro e recebe adeptos da ayahuasca (Foto: Genival Moura/G1)

Ao longo do rio, grupos diferentes possuem centros para rituais religiosos. O morador Jorge Nunes da Costa, de 59 anos, toda semana recebe adeptos da ayahuasca que segundo ele, vêm da cidade em busca de paz espiritual.

“Eu fui alcoólatra durante muito tempo até que encontrei essa santa bebida e achei o caminho. Hoje eu sou curandeiro da floresta, além de benzer as pessoas conheço muito bem e recomendo os remédios da floresta. Esse rio é um paraíso, tem seus encantos, quando a gente escuta o canto de um pássaro ou de uma cigarra tem que ficar ligado, porque alguma coisa eles estão dizendo. Eu aconselho muito os moradores a preservar, em um lugar desses quando se corta uma árvore tem que plantar duas”, comenta.

Jackson atua como guia turístico na comunidade (Foto: Genival Moura/G1)Jackson atua como guia turístico na comunidade (Foto: Genival Moura/G1)

O jovem Jackson dos Santos Messias, de 25 anos, casou coma uma indígena peruana adepta da ayahuasca. O casal também montou um centro onde são realizados rituais religiosos com o uso do chá às margens do Rio Croa. Jackson trabalha como uma espécie de guia turístico e acredita que a cultura religiosa da comunidade, aliada às belezas naturais do rio é uma boa combinação para atrair cada vez mais turistas.

“A gente recebe muitos turistas, tanto do Brasil como do exterior. As pessoas vêm em busca de terapia material e espiritual e esse é um lugar perfeito para isso. Além do rio temos as trilhas pela mata onde a gente pode caminhar e desfrutar a exuberância da floresta”, diz.

O jornalista Leandro Altheman sai da cidade com frequência para tomar o chá no Rio Croa. “Pra gente esse é um rio de encantos onde está presente a espiritualidade da natureza e o silêncio, por isso virou um polo para quem toma ayahuasca”, conclui.

Fonte G1

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Publicado por em 3 de fevereiro de 2014 em Tecnologia

 

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Vídeo mostra fenômeno raro de raio que sobe em direção ao céu em SP

O Pico do Jaraguá, ponto mais alto do município de São Paulo, e a Avenida Paulista, são os locais de pesquisa de um fenômeno meteorológico raro ocasionado pela urbanização.

Nesses pontos da cidade, treze raios ascendentes  – descargas que saem de objetos no solo e seguem em direção ao céu – foram registrados por pesquisadores em um único dia, durante uma tempestade.

Os raios partiram do alto de torres de transmissão instaladas no pico, localizado na Serra da Cantareira, e de antenas da região da Avenida Paulista. Cerca de 1% dos 57,8 milhões de raios que atingem o Brasil todos os anos são ascendentes.

Info raios ascendentes V2 (Foto: Editoria de Arte/G1)

Na tempestade do dia 16 de janeiro, pesquisadores do Grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Elat-Inpe) que registraram as descargas afirmam que dos 13 “disparos”, 11 ocorreram em apenas 45 minutos.

Marcelo Saba, pesquisador do Elat, explica que os raios ascendentes foram identificados no Brasil pela primeira vez em 2012 e só existem devido à ocupação das cidades, que têm passado por um processo intenso de verticalização, com a construção de prédios altos que ficam ainda maiores quando instalam-se no alto deles torres de transmissão de rádio e televisão.

Com isso, os “arranha-céus” ficam com tamanhos superiores a cem metros de altura e se tornam “berços ideais” para que o fenômeno ocorra.

Interação de partículas
O processo de formação desses raios funciona da seguinte maneira: o topo das torres de transmissão ou de energia, normalmente metálicas e com para-raios instalados, concentra uma alta carga elétrica negativa nas pontas.

Quando uma nuvem de tempestade, carregada de partículas positivas, se aproxima desses pontos, pode promover uma interação que faz as partículas elétricas concentradas nas torres em terra liberarem uma descarga em direção ao céu.

Esse raio chega a medir 2 km de comprimento e, quando encontra a base da nuvem de tempestade, forma ramificações que lembram raízes. Saba explica que é a “tentativa” do raio de se conectar com a nuvem.

A descarga ascendente tem duração de até dois segundos, mais que o dobro do tempo que dura um raio comum, que risca o céu por pouco mais de meio segundo.

Ainda não se sabe sua potência e intensidade. Mas descargas elétricas normalmente atingem o solo com 100 milhões de volts. Já a intensidade da corrente de um raio é, em média, de 30 mil ampères. Para se ter uma ideia, essa corrente é mil vezes mais intensa do que a de um chuveiro elétrico

Equipamentos em risco
De acordo com Saba, a formação desse tipo de raios afeta equipamentos eletrônicos e pode queimar sistemas de transmissão. Torres de energia eólica, por exemplo, são um dos artefatos que mais podem ser prejudicados por este tipo de fenômeno.

Segundo ele, os raios ascendentes precisam ser melhor estudados para evitar prejuízos a setores como a indústria de telecomunicações e energia. “Precisamos saber como podemos evitá-los. Ainda não temos dados suficientes para saber como nos proteger deles. Precisamos de mais tempo para investigá-los”, explica o pesquisador.

Esse tipo de raio não oferece risco a humanos, já que não atinge o solo, mas isso não significa que é possível se descuidar e descartar regras básicas de proteção contra descargas.

Por isso, em um dia de tempestade, mantenha-se em local fechado e protegido e não fique em áreas descampadas quando há muitos relâmpagos.

Levantamento feito pelo Elat, a partir de dados da Defesa Civil, do Ministério da Saúde e reportagens veiculadas em jornais, aponta que 2.640 pessoas de todo o país morreram atingidas por descargas entre 1991 e 2010. Por ano, morrem 130 pessoas vítimas de raios no Brasil.

Na imagem feita no dia 16 de janeiro, três raios ascendentes são vistos na região da Avenida Paulista durante tempestade (Foto: Marcelo Saba/Elat-Inpe)Na imagem feita no dia 16 de janeiro, três raios ascendentes são vistos na região da Avenida Paulista durante tempestade (Foto: Marcelo Saba/Elat-Inpe)

Fonte G1

 
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Publicado por em 28 de janeiro de 2014 em Tecnologia

 

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Aplicativo Snapchat ‘é um fenômeno de privacidade’, diz Mark Zuckerberg

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Publicado por em 16 de janeiro de 2014 em Tecnologia

 

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Grupo é atingido por ‘onda surpresa’ enquanto observava fenômeno em rio

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Um grupo de chineses e turistas foi atingido por uma onda às margens do rio Qiantang em Hangzhou, na província de Zhejiang, no domingo (25).

As ondas são causadas pela maré alta e “viajam” rio acima. Muitas pessoas costumam ficar perto da barreira de proteção para ver o fenômeno.

No entanto, às vezes, a água ultrapassa a barreira, provocando uma correria.

Na semana passada, cerca de 30 pessoas ficaram feridas quando uma onda gigante atingiu a margem do rio Qiantang.  As ondas teriam alcançado até 20 metros de altura.

Grupo de chineses e turistas foi atingido por uma onda às margens do rio Qiantang (Foto: Reuters)Grupo de chineses e turistas foi atingido por uma onda às margens do rio Qiantang (Foto: Reuters)

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Publicado por em 28 de agosto de 2013 em Tecnologia

 

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Astrônomo amador filma duplo fenômeno raro na Escócia

Filmagem captava nuvens noctilucentes quando aurora boreal apareceu, formando um espetáculo de luz. (Foto: BBC)Filmagem captava nuvens noctilucentes quando aurora boreal apareceu, formando um espetáculo de luz. (Foto: BBC)

Um astrônomo amador captou dois fenômenos raros no céu da Escócia.

Maciej Winiayczyk esperava apenas filmar as nuvens noctilucentes, que são formadas por minúsculos cristais de gelo e só podem ser vistas nas noites de verão, em locais próximos aos polos.

Essas nuvens brilham quando iluminadas pelo Sol, que já está abaixo do horizonte.

Para a surpresa do Winiayczyk, no meio da filmagem a aurora boreal se uniu às nuvens noctilucentes, formando um espetáculo de luz. Assista ao vídeo.

A aurora boreal ocorre devido ao contato dos ventos solares com o campo magnético do planeta.

O astrônomo amador espera que sua filmagem seja ser útil para campos da pesquisa científica que estudam como esses dois fenômenos podem interagir.

Ele conta que gravou as imagens das 22h às 3h e só parou quando a memória da câmera ficou cheia.

Filmagem captava nuvens noctilucentes quando aurora boreal apareceu, formando um espetáculo de luz. (Foto: BBC)Filmagem captava nuvens noctilucentes quando aurora boreal apareceu, formando um espetáculo de luz. (Foto: BBC)

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Publicado por em 24 de agosto de 2013 em Tecnologia

 

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