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‘Vivo um personagem e quero esquecer quando voltar ao Brasil’, diz garoto de programa

O estigma em torno da prostituição masculina e o temor de serem descobertos por família e amigos no Brasil são alguns dos fatores que dificultam a apuração de dados sobre a presença de garotos de programa brasileiros na Grã-Bretanha.

Apesar de não haver dados oficiais, uma pesquisa divulgada em dezembro pela British HIV Association (BHIVA) aponta que 39% dos trabalhadores do sexo na Inglaterra são sul-americanos. Deste total, 97% são brasileiros.

São homens que querem ganhar dinheiro com a indústria do sexo, que apesar da recessão na Grã-Bretanha, continua muito lucrativa. As leis britânicas não classificam como ilegal a prostituição punindo apenas quem solicita e paga por sexo ou aqueles que exploram comercialmente a atividade sexual de outras pessoas.

Agentes de saúde sexual ouvidos pela BBC Brasil confirmaram que os brasileiros formam a maior parte de seus pacientes.

Eles são na maioria jovens, com idades entre 25 e 35 anos, e usam o dinheiro dos programas para ajudar a família no Brasil, pagar os estudos ou complementar a renda que ganham com outros empregos.

Muitos trabalham na atividade temporariamente, enquanto outros querem se estabelecer no país porque apreciam a abertura de Londres ‘ao estilo de vida gay’, como avalia Gregory King, enfermeiro-chefe do Working Men project, clínica de saúde sexual do sistema de saúde público britânico (NHS).

Mas, segundo ele, independentemente das intenções e do tempo em que atuam na indústria do sexo, parece ser consenso o fato de que estes brasileiros, em diferentes proporções, sofrem com o estigma e querem preservar o anonimato.

A BBC Brasil conversou com brasileiros que fazem programa em Londres. Apesar de concordar em conceder a entrevista, eles não quiseram enviar fotos ou gravar matérias de vídeo.

No depoimento em primeira pessoa abaixo, o carioca Augusto (nome fictício) conta por que trabalha com prostituição, como lida com o dilema emocional e o quer para o futuro.

‘Eu vivo um personagem quando estou trabalhando. Não dou verdade ao que faço e quando voltar para o Brasil quero esquecer.

Eu vim para Londres porque estava muito decepcionado com minha vida profissional no Brasil. Tenho 25 anos, sou formado em administração de empresas e nunca consegui um emprego na área. No meu último estágio ganhava R$ 400 por mês e depois que me formei fui mandado embora.

Consegui um visto de estudante há três meses e vim morar com um amigo, também brasileiro. Ele é professor de educação física, já fazia programa e me explicou como eu também poderia ganhar um bom dinheiro com isso.

Mas eu não queria só fazer programa. Então também consegui emprego em um bar, onde trabalho das 23h às 2h. A rotina é puxada. Às vezes eu saio do bar, vou atender os clientes e no dia seguinte tenho aula de inglês.

Fico muito cansado, mas fazer o que? Não estou em Londres para descansar, estou aqui para ganhar dinheiro. Meu objetivo é juntar uma grana para voltar para o Brasil no final do ano e abrir um negócio. Uma granja, no interior do Rio. (Ele não revela quanto pretende guardar).

Só o trabalho no bar me sustentaria. O salário varia por causa da gorjetas, mas em média tiro 1,5 mil libras por mês. Mas quero mais.

Cobro £ 200 por hora e posso fazer um desconto de £ 50 se o cliente quiser mais tempo. Eu prefiro os programas que duram mais, para que não sejam uma coisa tão mecânica, só sexo e dinheiro.

E os clientes gostam disso, dizem que não faço o tipo garoto de programa tradicional, que está ali só para fazer sexo, ganhar dinheiro e ir embora. E acabam me procurando de novo.

Já fiz £ 3 mil em um final de semana e quando é assim fico sem trabalhar uma semana ou mais.

Eu prefiro os clientes estrangeiros, que estão em Londres a passeio ou a trabalho. E evito os ingleses porque eles geralmente são muito pesados, querem usar drogas. Eu não uso, mas às vezes finjo que estou sob efeito de alguma coisa.

Também não gosto dos que oferecem mais para não usar camisinha. Essa clientela não me interessa.

Eu sou bissexual, mas prefiro atender os homens. Aliás, eles são a maior parte dos clientes. Todas as mulheres que me chamaram estavam com homens porque são eles que têm o dinheiro.

Eu sempre vou até os clientes, em hotéis, na maior parte das vezes. E eles adoram os brasileiros, o nosso jeito de ser. Acham a gente sexy.

Às vezes é dificil lidar com o dilema emocional. Já tive que usar viagra quando não estava com vontade e algumas vezes não consegui ter ereção.

Mas vejo tudo isso como uma fase. Sou uma outra pessoa aqui e minha família e amigos no Brasil nem imaginam que faço programa. Por isso tomo muito cuidado para não ser identificado nos sites em que coloco meus anúncios.

Sou de uma família de classe média, estudei em escola particular e tive uma educação muito tradicional.

Mas estou muito focado no meu objetivo, que é recuperar o tempo perdido no Brasil e ganhar dinheiro. Para isso, faço o que for preciso.’

Fonte G1

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Publicado por em 30 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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Microsoft deve melhorar o Win8 e esquecer RT, diz IDC

A previsão atual da empresa de pesquisa de marketing é de que tablets com Windows – incluindo o Win7 e o Win8 – capturem apenas 2,8% do mercado este ano

Aprimorar o Windows 8 é a melhor aposta da Microsoft para pegar uma fatia maior das vendas de tablet nos próximos quatro anos, mas parece que não há muito o que fazer para acelerar o crescimento lento do Windows RT sobre o mesmo período de tempo, diz a IDC.

“A decisão da Microsoft de “empurrar” dois sistemas operacionais diferentes para tablets, o Windows 8 e o Windows RT, não produziu grandes resultados no mercado até agora”, diz Tom Mainelli, diretor de pesquisa da IDC para tablets. “Os consumidores não estão comprando a proposta de valor do Windows RT, e, no longo prazo, achamos que a Microsoft e seus parceiros seriam melhor servidos ao focar suas atenções em melhorar o Windows 8. Isso poderia impulsionar o crescimento da participação na categoria de tablets.”

O Windows 8 roda em pcs com processadores x86 e o Windows RT roda em máquinas com chips ARM. A previsão atual da IDC é de que tablets com Windows – incluindo o Win7 e o Win8 – capturem apenas 2,8% do mercado este ano, o terceiro atrás do Android com 48,8% e o iOS, da Apple, com 46%. A projeção é uma boa notícia para as vendas de tablets Android em 2013, que foram revistas para mais de 41,5% no ano passado. A Apple está pagando o preço, caindo de 51% em 2012.

Até o final de 2017, fatias de tablets com Windows aumentarão para 7,4%, fazendo maior progresso do que ambos Android e iOS, que comandarão 46% e 43,5% do mercado, respectivamente. A IDC elevou sua projeção sobre o número de tablets que serão vendidos este ano de 172.4 milhões para 190.9 milhões, um salto de 10,7%. Isto é baseado no aumento da popularidade de dispositivos de baixo preço, metade dos quais têm um tamanho de tela menor do que 8 polegadas, de acordo com o Worldwide Quarterly Tablet Tracker da IDC. As vendas de tablets em 2017 serão mais de 350 milhões, de acordo com a empresa.

Esses tablets menores continuarão crescendo em popularidade, diz Jitesh Ubrani, analista de pesquisa da IDC. “Os fornecedores estão se movendo rapidamente para competir neste espaço, já que os consumidores estão percebendo que estes pequenos dispositivos são muitas vezes mais ideais do que os tablets maiores para seus hábitos diários de consumo”, diz ele.

A popularidade crescente de pequenos tablets irá minar as vendas dos dedicados e-readers, que diminuirão de forma permanente a partir de 2015, diz a IDC.

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Publicado por em 31 de maio de 2013 em Tecnologia

 

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