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Entenda como são feitas as buscas pelo avião da Malaysia Airlines

Ao menos 26 países se mobilizaram nas buscas pelo Boeing da Malaysia Airlines que desapareceu no dia 8 com 239 pessoas a bordo. Nesta segunda-feira (24), o governo da Malásia afirmou que o avião caiu no sul do Oceano Índico, a 2.500 km a sudoeste de Perth, a grande cidade da costa oeste australiana, um dos lugares mais inóspitos do mundo.

A posição exata onde o avião teria caído ainda é uma dúvida. A queda na região foi concluída por causa de registros de satélites da Inglaterra que confirmaram um último sinal recebido pelo avião nessas imediações, que uma hora depois não existia mais.

Imagens de satélite da França, da China e da Austrália registradas nos últimos dias levantaram indícios de que possíveis destroços do voo MH370 poderiam estar flutuando pelo sul do Oceano Índico. Mas, até o momento, equipes de resgate não tiveram êxito em encontrar sinais definitivos da aeronave.

Nesta segunda-feira, uma aeronave australiana, envolvida nas buscas, avistou dois novos objetos. Um deles era circular e de cor verde acinzentada. O segundo, laranja e retangular. 

Agora, os trabalhos de busca estão sendo coordenados pela Austrália, que é o país mais próximo da última posição conhecida do avião, em conjunto com autoridades da Malásia e da China. As área de buscas têm cerca de 2,97 milhões de milhas quadradas – uma área quase do tamanho dos Estados Unidos. Consultado pelo G1, o oceanógrafo David Zee, que é professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), estima que a profundidade na região de buscas seja de cerca de 1.500 metros.

Nesta terça-feira (25), as buscas foram interompidas devido ao mau tempo na região, afetada por fortes ventos e ondas gigantes, informou a Autoridade Australiana de Segurança Marítima (AMSA, na sigla em inglês). As circunstâncias climáticas são perigosas para qualquer atividade de busca, visto que não há nenhum lugar próximo onde os aviões podem pousar.

Veja o que está sendo usados nas buscas:

P-3AM Orion, avião que será utilizado no patrulhamento da região do pré-sal (Foto: Divulgação/FAB)P-3AM Orion (Foto: Divulgação/FAB)

Aeronaves
Ao menos 10 aeronaves de reconhecimento, com militares, e também outros modelos, equipados com sensores termais, estão no local à procura dos destroços.

Quatro aviões civis de pequeno porte da região também estão na área. Austrália, Nova Zelândia, Inglaterra, Estados Unidos e Japão mandaram aviões de modelos semelhantes ao P3 Orion, que é dotado de radares e equipamentos eletro-ópticos.

O mesmo modelo de avião é usado pela Força Aérea Brasileira para as buscas de um avião que desapareceu no Pará e também para patrulhar a costa do país na proteção do pré-sal.

Foi um P3 Orion da Força Aérea Real da Nova Zelândia que localizou peças que poderiam ser do avião nesta segunda-feira (24).  O avião tem capacidade de longo alcance – podendo voar por até 16 horas em patrulhas marítimas – e é perfeito para este tipo de busca, segundo especialistas. Seus sofisticados sensores conseguem captar dados a até 304 metros de profundidade.

Avião da Força Aérea chinesa deve se juntar às buscas pelo voo que desapareceu. (Foto: Jason Reed/Reuters)Avião da Força Aérea chinesa apoia os trabalhos
(Foto: Jason Reed/Reuters)

Os EUA mandaram também um P8 Poseidon, recém-adquirido ao arsenal da marinha americana e que possui um alcance de até 12 mil metros, divulgou o governo norte-americano.

A aeronave fará durante as buscas, no entanto, voos curtos visuais a uma distância máxima de até 1.524 metros, em zigue-zague no Oceano e a baixa velocidade e altitude. O objetivo é permitir que os militares possam observar no mar se há alguma peça do avião.

Já a Força Aérea chinesa enviou dois aviões Ilyushin Il-76. Com quatro turbinas e de médio alcance, é um avião de transporte militar que tem equipamentos de transferência de informações, que poderiam ser úteis caso algo concreto seja retirado do mar.

Aeronave australiana procura por destroços do avião da Malasyian Airlines (Foto: Richard Wainwright/Pool/Reuters)Aeronave australiana procura por destroços 
(Foto: Richard Wainwright/Pool/Reuters)
vale este mapa malásia MH370 atualiza 24/3 (Foto: Arte G1)

Navios
O navio australiano HMAS Success está perto e é possível que recolha os objetos avistados em breve, segundo o ministro malaio dos Transportes, Hishamuddin Hussein. A embarcação está equipada com um guindaste, o que permite enganchar e rebocar destroços de grande envergadura.

A China enviou sete barcos, entre eles um quebrador de gelo que atua na Antártica. Outros dois navios mercantes, um deles britânico, que estavam passando pela rota, foram chamados para apoiar nas buscas.

A Marinha britânica também despachou para a região o navio de patrulha costeira HMS Echo, que opera desde 2002 e é equipado com submarinos e coleta de material oceanográfico, podendo oferecer apoio de perícia e análises químicas, em caso de necessidade.

A 7ª Frota da Marinha dos EUA enviou também embarcações e navios sofisticados de buscas, que ainda estão a caminho do local, segundo a agência Reuters. O porta-voz da 7º frota, comandante William J. Marks, afirma que um dos navios possui o sistema “TPL-25 Towed Pinger Locator System”, sistema que pode ser jogado no mar para localizar os sensores das caixas-pretas a até 6.096 metros de profundidade, segundo a emissora de TV CNN.

Satélites
Imagens de satélites da China, França e Estados Unidos estão sendo usadas para rastrear possíveis destroços. É atribuído ao modelo de observação terreste “Gaofen-1” a identificação das últimas imagens que apontam destroços a sudoeste da Austrália. Um satélite comercial australiano também está direcionado para apoiar possíveis objetos no Oceano Índico.

A NASA também divulgou que está solicitando de um satélite que possui câmeras operadas a partir da Estação Espacial Internacional o envio de imagens em boa resolução para tentar identificar objetos nas profundezas do Oceano Índico.

Especialistas alemães querem buscar avião malaio com minisubmarino (Foto: Reprodução/Geomar.de)Especialistas alemães querem buscar avião malaio
com minisubmarino (Foto: Reprodução/Geomar.de)

Submarinos
Um grupo de especialistas do Instituto Helmholtz de Oceanografia de Kiel, no norte da Alemanha, ofereceu o minissubmarino não-tripulado “Abyss”, um dos três submarinos que existem no mundo em condições de realizar buscas a três mil metros de profundidade.

Outros dois modelos norte-americanos, que participaram das buscas do Airbus da Air France, que caiu no Oceano Atlântico em 2009, também participarão do trabalho conjunto quando o avião for localizado.

A Malásia pediu aos Estados Unidos que forneçam a tecnologia de vigilância submarina para ajudar nas buscas, anunciou o Pentágono, que ainda avalia os equipamentos que irá enviar.

Fonte G1

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Publicado por em 26 de março de 2014 em Brasil

 

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Crimeia pede para fazer parte da Rússia; entenda com mapas a crise

O Parlamento regional da Crimeia, uma república autônoma da Ucrânia que ocupa uma península no sul do país, aprovou nesta quinta-feira (6) uma moção em que pede à Federação Russa que a região passe a fazer parte do país.

De acordo com os parlamentares, se o pedido foi aceito pelas autoridades de Moscou – que ainda não se pronunciaram -, a separação da Ucrânia será colocada em votação em um referendo no dia 16 de março.

A Crimeia, cuja maioria da população é russa ou de origem russa, está no centro da tensão entre Moscou e Kiev. Tropas pró-Rússia mantém o controle sobre a península há vários dias.

O governo provisório da Ucrânia não conhece o governo da Crimeia, que foi empossado em uma sessão de emergência no Parlamento na semana passada. O primeiro-ministro interino em Kiev, Arseniy Yatsenyuk, disse que a Crimeia se juntar à Rússia seria inconstitucional. O argumento é que o Parlamento da Crimeia não tem poderes para determinar a secessão.

Por sua vez, o vice-primeiro-ministro da Crimeia, Rustam Temirgaliev, disse que as autoridades no poder em Kiev não são legítimas e descartou a alegação de inconstitucionalidade.

No leste da Ucrânia, onde há uma significativa população russa, o líder dos ativistas pró-Rússia da cidade de Donetsk, Pavel Gubarev, foi detido por forças de segurança ucranianas no momento em que estava dando uma entrevista para a BBC. Donetsk tem sido palco de confrontos entre forças pró e contrárias à Rússia nos últimos dias.

Os desdobramentos na Ucrânia ocorreram no mesmo dia em que representantes da União Europeia e ucranianos estão reunidos em Bruxelas para uma reunião de emergência, em que discutem a situação na ex-república soviética.

A crise começou em novembro de 2013 quando o governo do então presidente ucraniano Viktor Yanukovych anunciou que havia abandonado um acordo que estreitaria as relações do país com a União Europeia. Posteriormente o governo procurou uma aproximação maior com a Rússia.

Manifestantes contrários ao governo, que lutavam pelo fortalecimento das ligações da Ucrânia com a União Europeia, exigiram a renúncia de Yanukovych e eleições antecipadas.

Por meio de uma série de mapas, a BBC explica a seguir os principais pontos da crise na Ucrânia.

mapa importância estratégica Ucrânia (Foto: BBC)

Importância estratégica
A maioria da região da Crimeia habitada por moradores falantes de russo tem grande importância política e estratégica tanto para a Rússia como para a Ucrânia.

A esquadra russa no Mar Negro tem sua base histórica na cidade de Sevastopol. Depois que a Ucrânia se tornou independente, um contrato foi elaborado para que a frota continuasse a operar de lá.

Em 2010, este contrato foi estendido para 2024 em troca de suprimentos mais baratos de gás russo para a Ucrânia.

mapa kiev (Foto: BBC)

Papel central de Kiev
Ocorreram diversos protestos pelo país, mas o coração do movimento se estabeleceu na praça da Independência em Kiev e lá permaneceu por três meses.

Apesar de pacífico na maior parte do tempo, ataques de violência deixaram centenas de feridos e mais de 80 mortos.

Quando a violência sofreu uma escalada, o parlamento ucraniano votou pela deposição do presidente Yanukovych e ele fugiu para a Rússia.

mapa ucrânia dividida (Foto: BBC)

Ucrânia dividida
Contudo, as divisões na Ucrânia remontam a episódios muito anteriores à crise atual. O país tem estado dividido entre leste e oeste desde o colapso da União Soviética em 1991 – e a separação se reflete também na cultura e na língua.

O russo é falado abertamente em partes do leste e do sul. Em algumas áreas, incluindo a península da Crimeia, ele é o idioma mais usado.

Em regiões ocidentais – próximas à Europa – o ucraniano é a língua principal e muitas pessoas se identificam com a Europa central.

Essa divisão normalmente se reflete nas eleições do país. As áreas com grandes proporções de falantes de russo são aquelas nas quais Yanukovych foi mais votado em 2010.

mapa ucrânia e união europeia (Foto: BBC)mapa ucrânia e união europeia (Foto: BBC)

União Europeia e Rússia
A Ucrânia tem laços econômicos tanto com a União Europeia quanto com a Rússia.

Os gasodutos russos para a Europa passam pelo país – fato que ficou bastante claro em 2006 quando Moscou cortou brevemente o fornecimento de gás, soando um alarme na Europa ocidental.

As ações recentes para chegar a um acordo com a União Europeia aumentaram a tensão com a Rússia, que as entendem como um passo em direção à integração à União Europeia.

A Rússia preferiria interromper essa integração com os europeus para aumentar a influência de Moscou sobre a Ucrânia por meio de uma união aduaneira.

mapa ucrânia gasodutos (Foto: BBC)

Fonte G1

 
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Publicado por em 7 de março de 2014 em Brasil

 

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Entenda a crise de saúde de Cristina Kirchner e suas consequências políticas

A presidente da Argentina, Cristina Kichner, surpreendeu o mundo político ao se afastar temporariamente do cargo para tratamento médico. Nesta terça-feira, ela deverá se submeter a uma cirurgia para cuidar de um hematoma no crânio.

Os problemas de saúde de Cristina vieram à tona no sábado, quando o governo informou que ela ficaria afastada por um mês, em repouso, para tratar de um hematoma subdural crônico. Em seu lugar assume o vice, Amado Boudou.

No domingo, no entanto, a presidente sentiu um ‘formigamento no braço esquerdo’, o que, segundo uma nota oficial, fez os médicos reverem seu tratamento. Nesta segunda-feira, o governo comunicou que a presidente se submeterá a uma cirurgia.

Vários líderes regionais manifestaram solidariedade a Cristina. A presidente Dilma Rousseff disse em sua conta de Twitter que a colega argentina é sua ‘amiga e amiga do Brasil’.

O que Cristina Kirchner tem?
Segundo comunicado da Casa Rosada, Cristina sofre um ‘hematoma subdural crônico’. O diagnóstico foi divulgado após uma consulta médica de rotina no Hospital Universitário da Fundação Favaloro, em Buenos Aires.

Uma forte dor de cabeça levou os médicos a submeter a presidente a uma tomografia computadorizada, quando se teria descoberto o problema.

Segundo o porta-voz da presidência, Cristina sofreu uma queda em agosto, o que poderia ter motivado o quadro. Não foram divulgados, no entanto, detalhes sobre o incidente.

A imprensa local chegou a especular que Cristina teria caído da escada do avião presidencial e batido a cabeça.

Os veículos mais críticos ao governo cobraram maior transparência a respeito das condições clínicas de Cristina e as circunstâncias em que se deu sua ‘consulta de rotina’.

O agora presidente em exercício, Amado Boudou, se encarregou de responder aos questionamentos.

‘Não tem nenhuma incerteza ou coisa estranha’, disse. ‘Cristina só está tendo um descanso de que precisava’, disse.

O que é um hematoma subdural?
Hematoma subdural é o quadro de acúmulo de sangue na região entre o crânio e o cérebro.

Trata-se de um quadro relativamente comum em casos de traumatismo envolvendo pessoas de idade média e avançada.

Cristina tem 60 anos de idade e, segundo a Presidência, sofreu uma queda em agosto.

Hematomas assim podem desaparecer com repouso (quando o líquido é reabsorvido) ou com intervenção cirúrgica para drenagem.

Segundo comunicado do hospital, a presidente fez vários exames. A opção pela cirurgia se deu após o formigamento no braço esquerdo e após ‘leve perda da força muscular do mesmo membro superior’.

Desde a morte repentina em 2011 do ex-presidente e marido de Cristina, Néstor Kirchner, o governo tem sido extremamente cauteloso com a saúde da mandatária.

Em várias ocasiões Cristina suspendeu sua agenda, inclusive encontros internacionais, após sentir tontura ou cansaço físico como decorrência de sua baixa pressão arterial.

Em janeiro de 2012, Cristina se submeteu a uma cirurgia para extrair a glândula tireoide. Chegou-se a anunciar na ocasião que a presidente sofria de um câncer, mas exames após a operação mostraram que se tratava de um diagnóstico equivocado.

E agora, quem manda?
Assim que se anunciou o afastamento da presidente, o vice, Amado Boudou, foi convocado. Ele estava em viagem ao Brasil e partiu imediatamente à Argentina.

Boudou assumiu oficialmente o cargo interino na segunda-feira.

‘É igual ao ano passado. Não tem nada estranho’, disse, em referência ao afastamento de Cristina durante a cirurgia anterior.

‘Ela pediu para manter a gestão e toda a equipe da presidente vai manter a gestão’, disse.

Após ganhar a simpatia de Cristina no último governo, Boudou ficou relegado a segundo plano nos últimos meses.

O vice é investigado por suposto enriquecimento ílicito durante sua gestão como ministro da Economia.

Boudou é personagem central do escândalo Ciccone. A Justiça tenta esclarecer se o então ministro havia feito tráfico de influência e informação durante a compra da empresa gráfica Ciccone Calcográfia, que entrou em falência pouco antes de ser estatizada.

Setores da oposição classificaram como ‘inadequada’ a transmissão interina de cargo a Boudou.

Quais a consequências políticas do afastamento de Cristina?
O governo assegura que a agenda do Executivo não muda. O impacto mais provável pode se dar no contexto partidário, já que no dia 27 de outubro os argentinos vão para as urnas para eleger deputados e senadores.

A expectativa é de votos pouco simpáticos ao governo, que saiu derrotado nas eleições primárias em agosto, um termômetro para as eleições parlamentares.

O afastamento de Cristina se dá na reta final da campanha, cuja batalha mais difícil ocorre na Província de Buenos Aires, tradicional reduto peronista.

As pesquisas mostram o ex-aliado de Cristina e provável candidato à sua sucessão, o também peronista Sergio Massa, como favorito.

Nas primárias, Massa venceu o candidato governista, Martín Insaurralde. Cristina agora tenta recuperar a força do kirchnerismo na Província a fim de assegurar apoio político para os dois últimos anos de seu governo, que acaba em 2015.

Fonte G1

 
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Publicado por em 9 de outubro de 2013 em Brasil

 

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Entenda o impasse que fez parar parte do governo dos EUA

Uma barreira de trânsito com a palavra “pare” no lado Senado, no Capitólio dos EUA, em Washington, nesta terça-feira (1º) (Foto: Jonathan Ernst/Reuters)Barreira de trânsito com a palavra “pare” em Washington, nesta terça-feira (1º) (Foto: Jonathan Ernst/Reuters)


Um impasse político em torno do orçamento dos Estados Unidos fez com que grande parte do setor público do país parasse de funcionar a partir desta terça-feira (1º), o que não acontecia há 17 anos.

Entenda o que levou o país a essa situação e o que pode acontecer.

Por que parte dos serviços públicos dos Estados Unidos pararam?
O governo federal ficou sem permissão para efetuar gastos não essenciais.

Por que isso aconteceu?
O Congresso precisava aprovar um orçamento para permitir os gastos federais, o que costuma ser feito com antecedência – mas o prazo terminou nesta segunda-feira (30). Os republicanos da Câmara e os democratas do Senado não chegaram a um acordo e nada foi aprovado.

Sem esse orçamento, o governo federal vinha tendo seus gastos garantidos por permissões temporárias, chamadas de “resoluções continuadas”. A última, aprovada em março, expirou na segunda-feira (30).

O que acontece sem a aprovação para continuar a gastar?
A partir da 0h01 desta terça-feira (1º), os serviços considerados não essenciais foram paralisados. Cerca de 800 mil trabalhadores federais foram colocados em licença não remunerada.

Quais serviços foram interrompidos?
Ficarão fechados parques nacionais e museus. A emissão de passaportes para norte-americanos poderá ser interrompida ou sofrer atrasos, assim como de vistos para estrangeiros (a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, no entanto, afirmou que isso não deve ocorrer ao menos em um primeiro momento). O processamento de impostos pode sofrer atrasos, assim como o pagamento de alguns benefícios, como os direcionados aos veteranos das Forças Armadas.

Também podem ser interrompidos os pagamentos de subsídios agrícolas e novas concessões de benefícios sociais e de garantias federais para empréstimos, incluindo para pequenas empresas e compra de imóveis. Serviços de coleta de lixo também podem sofrer interrupção em Washington, onde são controlados pelo governo federal. 

O que continua funcionando?
O fechamento não deve afetar o controle de tráfego aéreo, controle de passaportes, pagamentos de pensões, correios, serviços militares, serviços médicos e controle de fronteiras, entre outros.

Por que o Congresso não aprovou uma nova permissão para gastos?
Há um impasse entre os partidos Democrata, do presidente Barack Obama, e Republicano.

Os republicanos, que comandam a Câmara, se recusam a aprovar uma nova permissão de gastos se não forem atendidos dois pedidos: adiar em um ano a entrada em vigor da lei de assistência à saúde do presidente Obama – o chamado “Obamacare” – e eliminar um imposto criado para financiar a cobertura de pessoas sem plano de saúde. Essas pessoas devem começar a ser cadastradas nesta terça-feira. Os democratas, por sua vez, não querem mudanças no projeto de saúde.

O que deve ser feito a partir de agora?
O Congresso dos Estados Unidos precisa chegar a um consenso e aprovar o orçamento. Nesta terça, contudo, o Senado votou contra a mais recente tentativa da Câmara de modificar o projeto de lei de financiamento emergencial do governo. Os republicanos haviam pedido início de negociações formais para reverter o impasse.

Já houve outras paralisações como de agora?
Sim. A última aconteceu em 1995/1996, quando os serviços não essenciais foram paralisados uma semana antes do Natal, por 26 dias, durante o governo do também democrata Bill Clinton.

Quais as consequências para a economia?
A paralisação dos serviços pode impactar o crescimento econômico do país. Entre outras consequências, o governo pode ter mais dificuldade em vender títulos para se financiar, e acabar elevando as taxas de juros. Taxas mais altas atrapalham o crescimento da economia, pois tornam mais caro investir. Por outro lado, isso pode gerar consequências negativas para os demais países, pois juros mais altos nos EUA tenderão a atrair recursos e “esvaziar” de dólares o resto do mundo.

O que acontece agora?
Os serviços não essenciais devem permanecer paralisados até que o Congresso aprove um orçamento ou uma nova “resolução continuada” que forneça uma licença temporária para os gastos federais.

Os EUA estão sem dinheiro para pagar essas contas?
Não. No momento, o que falta é essa autorização para realizar gastos. Em algumas semanas, no entanto, o país deve atingir o limite de endividamento aprovado pelo Congresso. Se um outro acordo (para elevar esse limite) não for alcançado, aí sim, poderá faltar dinheiro ao governo para pagar empréstimos e cumprir compromissos financeiros.

Fonte G1

 
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Publicado por em 2 de outubro de 2013 em Brasil

 

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Entenda o caso de Bradley Manning, condenado por vazar segredos

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O soldado Bradley Manning, acusado de fornecer arquivos secretos dos Estados Unidos ao site de vazamentos WikiLeaks, foi sentenciado a 35 anos de prisão por ter fornecido mais de 700 mil arquivos secretos, vídeos de confrontos e comunicações diplomáticas para o WikiLeaks, um site pró-transparência – entre eles 250 mil “cables” (como são chamados os telegramas diplomáticos) do Departamento de Estado.

O soldado trabalhava como analista de inteligência – tendo acesso a informações sigilosas – em Bagdá, capital do Iraque, em 2010, quando entregou os documentos, foi condenado em julho por 20 acusações, incluindo espionagem e roubo.

Ele não foi considerado culpado da acusação mais grave, de ajudar o inimigo, que previa uma possível sentença de prisão perpétua, sem liberdade condicional.

O soldado Bradley Manning chega para audiência na qual foi condenado a 35 anos de prisão (Foto: Patrick Semansky/AP)O soldado Bradley Manning chega para audiência na qual foi condenado a 35 anos de prisão (Foto: Patrick Semansky/AP)

O vazamento provocou uma tempestade na diplomacia mundial, assim como a ira das autoridades dos EUA.

O WikiLeaks se tornou conhecido em todo o mundo – e alvo dos EUA. Recentemente, novas revelações de documentos secretos, que confirmaram atos de espionagem dos EUA, levaram o ex-analista da CIA Edward Snowden a ser procurado pelos EUA e ajudado pelo WikiLeaks.

Jovem soldado que completou 25 anos em 2012, natural de Crescent, Oklahoma, Manning entrou para o Exército em 2007 depois de uma infância difícil, durante a qual teve de lidar com as brincadeiras de seus colegas de escola por seu aspecto “nerd”, ou por sua homossexualidade.

Vários funcionários do governo o descreveram como um ser “deprimido”, “ansioso”, “às vezes tomado de ataques de pânico”, que sofria de mutismo e sonambulismo, entre outros transtornos.

Confira abaixo a cronologia do caso:

Fevereiro de 2010 – época do primeiro vazamento de informações reconhecido posteriormente por Manning. Ele enviou dados da embaixada dos EUA na Islândia ao WikiLeaks.

Maio de 2010 – Manning é preso pelo Exército por ter por relação com a divulgação de um vídeo que mostrava um ataque feito pelo país em Bagdá, no Iraque, em 2007, que na época causou a morte de diversas pessoas (posteriormente, ele reconheceu ter divulgado o vídeo por ter ficado “horrorizado com a gravação”). Ele trabalhava como analista de inteligência em Bagdá. Em julho, ele é levado para a prisão de Quantico, onde fica em uma solitária. Ao longo de 2010, o WikiLeaks publica mais de 500 mil documentos secretos sobre as guerras no Afeganistão e no Iraque.

Janeiro de 2011 – Anistia Internacional denuncia a situação de Manning na prisão

11 de março de 2011 – Acusações contra Manning são atualizadas e chegam a 22, incluindo “conluio com o inimigo”.

Abril de 2011 – Manning é transferido de Quantico para a prisão de Fort Leavenworth, no Kansas (centro dos EUA).

19 de junho de 2011 – O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, que encorajou as ações de Manning, se refugia na embaixada do Equador em Londres e pede por asilo no país em uma última tentativa de evitar sua extradição para a Suécia, onde é acusado de estupro.

Março de 2012 – A ONU afirma que Manning tem sido submetido a um “tratamento cruel e degradante”.

28 de fevereiro de 2013 – Em audiência, Manning se declara culpado de uso indevido de material confidencial, que ele disse ter sentido que “deveria se tornar público”, mas nega a acusação mais grave, de conluio com o inimigo. Ele justificou seus atos pelo desejo de “provocar um debate público sobre as Forças Armadas e a Política Externa” dos Estados Unidos. Na ocasião, Bradley disse que se interessou pelos documentos, os quais ele “tinha certeza de que não causariam dano” à segurança nacional. A promotoria segue suas acusações e pede que ele seja condenado pelas acusações mais graves, que poderiam gerar uma pena de prisão perpétua sem liberdade condicional.

3 de junho de 2013 – Começa o julgamento militar no qual Manning é réu.

30 de julho de 2013 – Manning é considerado culpado de 19 acusações criminais relacionadas aos vazamentos, mas é inocentado da mais séria das acusações, a de “conluio com o inimigo”. Ele é condenado por cinco acusações de espionagem, cinco de furto, uma de fraude eletrônica e outras infrações militares.

14 de agosto de 2013 – Manning pede desculpas diante do tribunal militar e reconhece que “causou dano” aos Estados Unidos. Essa foi a primeira vez que o soldado mostrou algum arrependimento pelo vazamento das informações militares e diplomáticas sigilosas. Também é anunciado que ele sofria de um “desequilíbrio mental” ligado à sua identidade sexual, que lhe causava episódios de cólera, mas nunca perdeu o acesso a arquivos sigilosos.

19 de agosto de 2013 – Promotoria pede pena mínima de 60 anos de prisão para Manning – pelos crimes aos quais foi condenado, o soldado poderia enfrentar uma pena máxima de 90 anos. Defesa alegaram que Manning deveria ter uma pena branda, alegando que ele era ingênuo, mas bem-intencionado.

21 de agosto de 2013 – A juíza do caso, a coronel Denise Lind, condena Manning a 35 anos de prisão. Ele também sofrerá uma dispensa desonrosa do exército, de acordo com a juíza. WikiLeaks classifica a pena como uma “vitória estratégica”, uma vez que o soldado poderá pleitear liberdade condicional em menos de nove anos.

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Publicado por em 21 de agosto de 2013 em Brasil

 

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Entenda como funcionam as baterias de seus dispositivos móveis

Elementos químicos e circuitos eletrônicos formam a combinação necessária para que elas possam alimentar seus aparelhos por muito tempo

As baterias em seus dispositivos móveis são verdadeiros milagres da engenharia química. Mas você já se perguntou como elas funcionam? 

A maioria dos aparelhos modernos usa baterias de íons de lítio (também chamadas de Li-ion ou Lítio-ion), que consistem em duas partes: um par de eletrodos e um eletrólito entre eles. Os materiais dos quais os eletrodos são feitos variam (como lítio ou grafite), mas todas elas são baseadas nas características químicas do lítio.

Leia também
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Ele é um metal reativo, o que significa que tem a tendência a se combinar com outros elementos. Lítio puro é tão reativo que pode pegar fogo se exposto ao ar, então a maioria das baterias usa uma opção mais segura chamada de óxido de lítio e cobalto. Entre os eletrodos da bateria está o eletrólito, que geralmente é um solvente orgânico líquido que permite que os elétrons fluam entre eles. Quando a bateria é carregada o óxido de lítio e cobalto captura e armazena os elétrons, que são liberados durante a descarga da bateria, quando o seu aparelho está em uso.

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Várias baterias de íons de lítio, usadas em smartphones

A tecnologia de íons de lítio é a forma mais comum de bateria porque pode armazenar a maior quantidade de energia no menor espaço. A medida disso é a Densidade de Energia, que indica quanta energia, em Watts-Hora, um kilograma de material consegue armazenar. Numa bateria de Li-íon o número pode variar entre 150 a 250 Watts-Hora por Kg, enquanto numa bateria de Níquel Metal Hidreto (NiMH) a densidade é de 100 Watts-Hora. Em outras palavras, as baterias de Li-íon são menores e mais leves que as de outros tipos, o que significa que os aparelhos podem ser menores e ter melhor autonomia.

Toda essa química significa uma coisa: a bateria de seu aparelho está armazenando energia, e os elementos químicos dentro dela estão ansiosos para liberar esta energia de qualquer forma possível. E isso pode ser um grande problema, como a Boeing descobriu recentemente quando as baterias de um 787 Dreamliner pegaram fogo enquanto o avião estava estacionado.

Este é um dos problemas da tecnologia Lítio-íon: se as baterias são descarregadas demais a reação se desequilibra e cria um excesso de óxido de lítio, que se incendeia e cria mais óxido de lítio, e por aí vai. É o que os químicos chamam de Thermal Runaway (uma reação descontrolada que gera calor, que por sua vez alimenta ainda mais a própria reação), e o que os leigos chamam de “FOGO!”.


Isso é o que acontece a uma bateria de lítio quando perfurada

Outro perigo é caso as baterias sejam perfuradas, já que o lítio reage com o ar e pega fogo. É por isso que a FAA, entidade responsável pelo setor de aviação civil nos EUA, recomenda que os passageiros embalem cuidadosamente as baterias de lítio e as transportem na bagagem de mão, e nunca em malas despachadas no compartimento de carga.

Medindo a capacidade de uma bateria
A capacidade de uma bateria é medida em Miliamperes-Hora (ou mAh), que indica quanto de energia uma bateria pode fornecer ao longo do tempo. Por exemplo, se uma bateria tem capacidade de 1.000 mAh, significa que pode fornecer uma corrente de 1.000 miliamperes por uma hora. Se seu aparelho precisa só de 500 miliampéres, então a bateria deve durar duas horas.

Mas o cálculo da autonomia de um dispositivo é mais complicado do que isso, já que a quantidade de energia necessária varia de acordo com o uso. Se a tela do aparelho está ligada, o rádio está transmitindo e o processador está trabalhando a todo vapor, o consumo será muito maior do que se a tela estiver desligada e o rádio e processador estiverem ociosos.

É por isso que você deve ter cautela com as estimativas de autonomia de bateria. Os fabricantes podem aumentá-la artificalmente diminuindo o brilho da tela, ou desligando certos recursos e componentes. Assim o produto parece mais atraente, mas o usuário irá se desapontar ao conseguir um autonomia muito menor no dia-a-dia. 

Se você está curioso pode instalar em seu smartphone, por exemplo, um app que monitore o consumo de energia e status da bateria do aparelho. No Android recomendamos o Battery Monitor Widget, e no iOS uma boa opção é o Battery Life Pro.

Mantendo a energia sob controle
Por causa de sua tendência a se incendiar, baterias de íons de lítio tem de ser constantemente monitoradas. Os fabricantes fazem isso integrando a elas um controlador de carga que gerencia o fluxo da eletricidade. Ou seja, cada bateria tem dentro dela um pequeno computador que impede que ela seja descarregada rápido demais, ou a um nível baixo demais. O componente também regula o fluxo de energia para a bateria durante a recarga, reduzindo-o à medida em que a bateria chega próxima à carga máxima para impedir uma sobrecarga.

baterias_controlador-360px.jpg
Um circuito controlador de carga. Os embutidos
dentro das baterias de lítion são bem menores
(crédito: BatteryJunction.com)

Para ilustrar como o processo funciona, carregamos a bateria de um Samsung Galaxy Note e medimos o fluxo de energia para o dispositivo, comparado à percentagem de carga da bateria relatada por ele. Como você pode ver no gráfico abaixo, o fluxo de energia para a bateria é mais intenso quando ela está mais vazia, e vai diminuindo à medida em que ela atinge a capacidade máxima. As últimas etapas do processo levam mais tempo, já que o controlador reduz o fluxo a um mínimo para que a bateria não seja sobrecarregada.

O futuro das baterias
A tecnologia das baterias está sempre sendo aprimorada, com laboratórios ao redor do mundo procurando por novos materiais para substituir o lítio ou novos métodos para construir baterias com os materiais atuais. Entre as novas tecnologias estão os supercapacitores, que podem ser recarregados muito mais rapidamente, mas liberam toda a energia armazenada de uma vez só, o que é o oposto do que é necessário na maioria dos dispositivos móveis. 

Células de combustível que usam hidrogênio para gerar energia também deverão estar disponíveis em breve. O sistema Nectar, anunciado durante a CES 2013 em janeiro, usa um cartucho que US$ 10 para gerar energia suficiente para alimentar um celular por até duas semanas. Entretanto as células de combustível ainda não são pequenas o suficiente para caber dentro de um smartphone. O Nectar recarrega a bateria de lítio do aparelho, em vez de substituí-la.

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Célula de combustível da Nectar produz
energia elétrica a partir do hidrogênio

Eventualmente o enxofre pode se juntar às baterias. Cientistas da universidade de stanford demonstraram recentemente uma bateria que usa nanotecnologia para adicionar enxofre à mistura de elementos químicos, o que aumentou a densidade de energia em cinco vezes e também ampliou a vida útil da bateria. Entretanto, esta tecnologia ainda levará alguns anos para chegar ao mercado.

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Publicado por em 24 de junho de 2013 em Tecnologia

 

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Entenda como as redes sem-fio que vem aí são muito mais velozes

Novas redes wireless operando na frequência de 60 GHz serão capazes de transmitir múltiplos gigabits de dados por segundo

Prepare-se para um inacreditável salto no desempenho das redes sem fio. Dois grupos estão competindo para lançar equipamentos que são pelo menos sete vezes mais rápidos que os atuais roteadores Gigabit baseados no padrão 802.11ac. Aproveitando uma faixa de frequência não licenciada de 60 GHz, estes aparelhos serão capazes de oferecer largura de banda superior à de uma conexão através de um cabo USB 3.0.

A disputa traz memórias da guerra entre o VHS e o Betamax (quem se lembra?), com uma exceção: um dos lados já está oferecendo produtos há mais de um ano, enquanto o outro não irá fazer isso até o ano que vem. E embora as duas tecnologias possam coexistir, acredito que apenas uma irá prevalecer.

O WirelessHD Consortium, liderado pela fabricante de chips Silicon Image, é o grupo por trás dos produtos que já estão disponíveis hoje. A Wireless Gigabit Alliance (WiGig), liderada pelos fabricantes de chips Marvell e Wilocity, não irá iniciar seu programa de certificação até 2014, embora isso não tenha impedido um fabricante de lançar um aparelho WiGig não certificado. 

Mas não se preocupe, você não acabou de gastar US$ 200 num roteador “obsoleto”. Em seus estágios iniciais a tecnologia WiGig estará presente apenas em redes ponto-a-ponto, como equipamentos para “streaming” de conteúdo de um PC para uma TV HD, ou para conectar, sem fios, seu notebook a uma docking station.

Qual lado irá prevalecer?

Apesar da considerável dianteira da equipe Wireless HD, acredito que a longo prazo o WiGig irá vencer a batalha. Em primeiro lugar porque a tecnologia é definida em um padrão do IEEE (Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos, órgão dos EUA responsável pela definição dos padrões para redes sem-fio), o 802.11ad. Muitos consumidores estão familiarizados com os padrões de rede do IEEE porque tem experiência com os mais antigos como o 802.11a, b, g, n e o novo ac, que será ratificado no início de 2014.

Segundo, a WiGig Alliance recentemente se fundiu com a Wi-Fi Alliance, um grupo responsável por garantir aos consumidores que quaisquer equipamentos com o seu logo estampado serão capazes de conversar entre si. Ou seja, é uma garantia de interoperabilidade mesmo entre equipamentos de diferentes fabricantes.

Ainda assim é difícil ignorar o fato de que você pode comprar produtos com a tecnologia WirelessHD (como o DVDO Air) hoje mesmo. Eles são aparelhos ponto-a-ponto projetados para transferir sem fios conteúdo em alta-definição de uma fonte (um player, PC ou console de videogame) para uma tela.

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O DVDO Air (acima) transmite sem fios imagens em alta-definição
de um Blu-Ray Player, videogame ou PC para uma TV

Já testei alguns deles e sei que funcionam: basta plugar a saída HDMI de seu player de Blu-Ray em um transmissor WirelessHD, a entrada do projetor a um receptor WirelessHD e você poderá transmitir vídeo do player para o projetor sem precisar de um cabo HDMI de 10 metros esticado pela sala. Infelizmente tanto o transmissor quanto o receptor são grandes, e necessitam de sua própria fonte de alimentação. Pior ainda, transmissor e receptor tem que estar na mesma sala.

60 GHz para viagem

Parece que a Silicon Image, que em 2011 adquiriu a SiBeam, pioneira na tecnologia WirelessHD, será a primeira fabricante de chips a resolver o problema do tamanho do transmissor, já que desenvolveu um novo chip pequeno e com consumo baixo o suficiente para ser incorporado em dispositivos móveis. A empresa alega que o transmissor UltraGig 6400 é capaz de enviar vídeo 1080p com áudio em múltiplos canais a partir de um tablet ou smartphone para uma TV ou projetor. Amostras do chip já estão nas mãos de alguns fabricantes de aparelhos.

O novo chip também é compatível com receivers Wireless HD 1.1. Mas só a Silicon Image o produz, e a maioria dos fabricantes de aparelhos é relutante em incorporar componentes vindos de um único pequeno fabricante (um único fabricante de grande porte como a Intel ou Qualcomm, por exemplo, seria uma história diferente).

O primeiro produto WiGig

Enquanto isso a Dell foi a primeira empresa a lançar um produto baseado na tecnologia WiGig, a Wireless Dock D5000 (US$ 250 nos EUA, ou US$ 187 se adquirida junto com um computador), compatível com notebooks equipados com uma interface WiGig Dell 1601. Entretanto, o Ultrabook Latitude 6430u (que custa US$ 940, incluindo a interface WiGig) é a única máquina no mercado que atende a este requisito.

De acordo com a Dell, a Dock oferece uma conexão wireless que é 10 vezes mais rápida que o Wi-Fi (802.11n)”, mas tal velocidade depende da dock estar plugada à sua rede usando um cabo ethernet. Ela também pode controlar duas telas adicionais (uma via HDMI e outra via DIsplayPort), e tem três portas USB para um mouse, teclado e outros periféricos.

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Ultrabook Dell Latitude 6430u e Docking Station Wireless
Dock D5000: os primeiros produtos WiGig no mercado

Mas antes que você fique muito empolgado com o potencial das redes de 60 GHz, deve estar ciente de seu calcanhar de Aquiles: alcance. Um sinal na frequência de 60 GHz tem dificuldade em atravessar paredes. E a essa frequência as moléculas de oxigênio do ar começam a absorver energia eletromagnética. É por isso que os aparelhos já existentes, como a dock da Dell e o DVDO Air) são projetados para serem usados na mesma sala.

Tanto o consórcio WirelessHD quanto a aliança WiGig estão trabalhando em algoritmos para transmissão direcional (beam forming) visando “focar” o sinal e aliviar o problema com o alcance. Em vez de transmitir o sinal indiscriminadamente em todas as direções, um transmissor capaz de “beam forming” determina qual a posição do cliente no espaço ao seu redor e concentra os sinais em um “feixe” estreito e focado diretamente nele.

Combinando um transmissor com esta tecnologia e refletores montados na paredes parece ser possível “rebater” um sinal de 60 GHz em um caminho indireto, ao redor de paredes e outros obstáculos, para eliminar o requisito de visão direta e aumentar o alcance do transmissor.

Roteadores tri-banda

Em um futuro não muito distante roteadores tri-banda (com rádios operando nas frequências de 2.4 GHz, 5 GHz e 60 GHz) chegarão ao mercado. Um deles, provavelmente combinado com o esquema de refletores que mencionei anteriormente, por tornar possível a criação de redes de 60 GHz com múltiplos dispositivos. Se tais rádios serão baseados na tecnologia WirelessHD ou WiGig ainda não é certo. Mas novamente, prevejo que o WiGig irá vencer a disputa.

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Publicado por em 23 de junho de 2013 em Tecnologia

 

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