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Com apoio de empresários, Obama anuncia ações em energia renovável

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tem índice de rejeição de 52%, segundo pesquisa (Foto: harles Dharapak/AP)O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em foto de arquivo (Foto: harles Dharapak/AP)

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai anunciar nesta sexta-feira (9) o aumento do uso de painéis solares, a ampliação da eficiência energética em edifícios federais e treinamento de mais pessoas para trabalhar na área de energias renováveis, informou a Casa Branca.

Obama, que fará o anúncio durante uma visita ao Wal-Mart, em Mountain View, Califórnia, também vai destacar os compromissos por parte das empresas para levar a geração de energia solar às suas instalações. Wal-Mart, Apple, Yahoo, Google e Ikea estão entre as empresas que assumiram tais compromissos.

Várias instituições financeiras, incluindo Citigroup e o Goldman Sachs, anunciaram novos planos para “investimento em larga escala e programas inovadores” para desenvolver instalações de energia solar e renovável, informou a Casa Branca.

As determinações de Obama vão apoiar esforços de algumas universidades para que 50 mil trabalhadores entrem no setor de energia solar até 2020, informou o comunicado da Casa Branca.

Outra iniciativa vai pressionar por US$ 2 bilhões em atualizações para eficiência energética em edifícios federais ao longo dos próximos três anos, ampliando um outro compromisso de 2 bilhões de dólares de 2011. Ações para fortalecer os códigos de construção também são parte dos planos.

“Investir em energia solar e eficiência faz sentido para reduzir nossas emissões de carbono, mas também para os nossos bolsos e para a nossa economia”, disse Dan Utech, assessor de recursos energéticos para Obama, durante uma teleconferência na segunda-feira para divulgar o anúncio do presidente.

“Desde que o presidente Obama assumiu o cargo, já aumentamos a produção de energia solar dos Estados Unidos em mais de dez vezes e, no ano passado , a produção de eletricidade a partir de energia solar dos Estados Unidos foi o dobro em relação há apenas dois anos.”

Um porta-voz de Obama também anunciou a conclusão de um projeto para a instalação de painéis solares na Casa Branca. “O projeto, que ajuda a demonstrar que os edifícios históricos podem incorporar atualizações em energia solar e eficiência energética, deve pagar seus custos com economia de energia ao longo dos próximos oito anos”, disse o porta-voz Matt Lehrich.

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Publicado por em 10 de maio de 2014 em Tecnologia

 

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‘Gelo de fogo’ escondido em permafrost é fonte de energia do futuro?

O metano hidratado fica abaixo de muitas camadas de gelo ou no fundo do mar (Foto: Getty Images/BBC)O metano hidratado fica abaixo de muitas camadas de gelo ou no fundo do mar (Foto: Getty Images/BBC)

O mundo é viciado em combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás natural), e é fácil entender o por que: baratos, abundantes e fácil de extrair, eles alimentam o desenvolvimento da indústria mundial.

Cada vez mais, porém, os governos vêm buscando alternativas aos hidrocarbonetos tradicionais – seja porque são altamente poluentes ou porque sua extração tem se tornado mais difícil, à medida que algumas reservas vão se esgotando.

Um substituto potencial – em enormes quantidades – foi encontrado e repousa profundamente sob permafrost (solo gelado do Ártico) ou os leitos dos oceanos: o hidrato de metano.

Apesar de potencialmente menos poluente que petróleo e carvão, porém, sua extração apresenta enormes riscos ambientais.

Reservas gigantes
Conhecido como ‘gelo que arde’, o hidrato de metano consiste em cristais de gelo com gás preso em seu interior. Eles são formados a partir de uma combinação de temperaturas baixas e pressão elevada e são encontrados no limite das plataformas continentais, onde o leito marinho entra em súbito declive até chegar ao fundo do oceano.

Acredita-se que as reservas dessa substância sejam gigantescas, observa Chris Rochelle, do Serviço Geológico Britânico. A estimativa é de que haja mais energia armazenada em hidrato de metano do que na soma de todo petróleo, gás e carvão do mundo.

Ao reduzir a pressão ou elevar a temperatura, a substância simplesmente se quebra em água e metano – muito metano.

Um metro cúbico do composto libera cerca de 160 metros cúbicos de gás, o que o torna uma fonte de energia altamente intensiva. Por causa disso, da sua oferta abundante e da relativa facilidade para liberar o metano, um número grande de governos está cada vez mais animado com essa nova fonte de energia.

Produção comercial do gás metano ainda deve demorar (Foto: Alamy/BBC)Produção comercial do gás metano ainda deve
demorar (Foto: Alamy/BBC)

Desafios técnicos
O problema, porém, é extrair o hidrato de metano. Além do desafio de alcançá-lo no fundo do mar, operando sob altíssima pressão e baixa temperatura, há o risco grave de desestabilizar o leito marinho, provocando deslizamentos.

Uma ameaça ainda mais grave é o potencial escape de metano. Extrair o gás de uma área localizada não é tão complicado, mas prevenir que o hidratado se quebre e libere o metano no entorno é mais difícil.

E isso tem consequências sérias para o aquecimento global – estudos recentes sugerem que o metano é 30 vezes mais danoso que o CO2.

Por causa desses desafio técnicos, ainda não há escala comercial de produção de hidrato de metano em qualquer lugar do mundo. Mas alguns países estão chegando perto.

Os Estados Unidos, o Canadá e o Japão já investiram milhões de dólares em pesquisa e já realizam alguns testes, desde 1998. Os mais bem sucedidos ocorreram no Alasca em 2012 e na costa central do Japão em 2013, quando, pela primeira vez, houve uma exitosa extração de gás natural a partir de hidrato de metano no mar.

Os Estados Unidos lançaram um programa de pesquisa e desenvolvimento nacional já em 1982 e, em 1995, tinham terminado a sua avaliação dos recursos disponíveis do gás de hidratos no país. Desde então, têm realizado projetos-piloto na costa da Carolina do Sul, no norte do Alasca e no Golfo do México. Cinco ainda estão em execução.

Exploração comercial
O interesse do Japão é óbvio, assinala Stephen O’Rourke, da empresa de consultoria energética Wood Mackenzie: ‘Japão é o maior importador de gás do mundo’.

No entanto, ele ressalta que o orçamento anual do Japão para pesquisa na área é relativamente baixo – US$ 120 milhões (cerca de R$ 270 milhões). Os planos do país de produzir em escala comercial no fim desta década, portanto, parecem muito otimista. Mas mais à frente, o potencial é enorme.

‘O gás metano pode mudar o jogo para o Japão’, diz Laszlo Varro, da Agência Internacional de Energia (IEA).

Em outros países, porém, os incentivos para explorar o gás comercialmente são menores por enquanto. Os Estados Unidos estão priorizando suas reservas de gás de xisto, recurso que também é abundante no Canadá. Já a Rússia ainda tem enormes reservas de gás natural.

A China e a Índia, com sua feroz demanda por energia, são uma história diferente. No entanto, eles estão muito atrás em seus esforços para explorar o recurso.

‘Houve alguns progressos recentes, mas não prevemos produção comercial antes de 2030’, afirma O’Rourke. De fato, a IEA não incluiu gás hidratado nas suas projeções globais de energia para os próximos 20 anos.

Riscos
Mas se essa fonte for explorada, o que parece provável no futuro, as implicações ambientais podem ser extensas.

Apesar de ser menos poluente que o carvão ou o petróleo, continua sendo um hidrocarboneto e, portanto, emite CO2. E há ainda o risco mais sério da liberação direta de metano na atmosfera.

Alguns argumentam, porém, que pode não haver alternativa, na medida em que o aumento da temperatura global pode provocar a liberação do gás ‘naturalmente’, devido ao aquecimento dos oceanos e ao derretimento das calotas polares.

‘Se todo o metano for liberado, nós vamos ver um cenário de filme Mad Max’, diz Varro. ‘Mesmo usando estimativas conservadoras sobre as reservas de metano, isso faria todo o CO2 de recursos fósseis parecer uma piada’, destacou.

‘Por quanto tempo o gradual aquecimento global pode prosseguir sem liberar o metano? Ninguém sabe. Mas quanto mais ele avança, mais perto chegamos de jogar roleta russa’, acrescentou.

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Publicado por em 30 de abril de 2014 em Tecnologia

 

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Obama lança medidas para promover energia solar nos EUA

Usina solar tem capacidade de gerar energia que pode abastecer 140 mil moradias (Foto: Steve Marcus/Reuters)Usina solar instalada em deserto dos Estados Unidos (Foto: Steve Marcus/Reuters)

A Casa Branca anunciou nesta quinta-feira (17) uma série de medidas modestas para desenvolver a energia solar nos Estados Unidos, com incentivos à instalação de painéis solares nos terrenos públicos do governo federal.

O presidente Barack Obama e os democratas do Congresso promovem políticas para lutar contra o aquecimento global, mas os republicanos, que dominam a Câmara de Representantes, bloqueiam desde 2011 qualquer iniciativa legislativa neste sentido. Por esta razão, a única saída para o governo é utilizar a via regulamentar ou administrativa.

Assim, o governo federal lançou nesta quinta-feira um programa para incentivar as agências federais, instalações militares e edifícios que recebem subsídios públicos na região de Washington a instalarem mais painéis solares em seus tetos, estacionamentos ou terrenos baldios.

Nesta semana, o Departamento de Energia emitiu um apelo público para garantir US$ 2,5 bilhões em empréstimos para financiar projetos de energia solar ‘inovadores’.

A Agência de Proteção do Meio Ambiente (EPA) criou nesta quinta-feira uma rede de associação de instituições (empresas, colégios, lojas, etc) para dobrar a utilização de energias renováveis em 10 anos. Também deve destinar US$ 15 milhões para estimular iniciativas locais.

Segundo a Casa Branca, a capacidade solar instalada nos Estados Unidos passou de 1,2 gigawatt em 2008 a 13 gigawatts atualmente. O custo dos painéis solares caiu 60% desde 2010.

O presidente Obama tem um recurso eficaz para reduzir as emissões de gás carbônico, já que pode estimular mudanças no Departamento de Defesa, principal consumidor de energia do país.

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Publicado por em 30 de abril de 2014 em Tecnologia

 

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Projeção na Hungria contra energia nuclear lembra tragédia de Fukushima

Organização Greenpeace projeta nome Fukushima e logomarca que representa o uso de energia nuclear no prédio do Parlamento húngaro, em Budapeste (Foto: MTI, Balazs Mohai/AP)Organização Greenpeace projeta nome Fukushima e logomarca que representa o uso de energia nuclear no prédio do Parlamento húngaro, em Budapeste (Foto: MTI, Balazs Mohai/AP)

Ativistas da organização ambiental Greenpeace projetaram na madrugada desta terça-feira (11) no edifício do Parlamento da Hungria, em Budapeste, o nome da cidade de Fukushima e o símbolo usado pela ONG que remete ao uso de energia nuclear.

A ação lembra os três anos de um dos maiores desastres nucleares da história, ocorrido em março de 2011, quando a planta energética instalada em Fukushima sofreu danos graves após ser atingida por um terremoto, que gerou um tsunami.

Depois do acidente nuclear, 200 mil pessoas foram retiradas de localidades próximas da central de energia e 50 mil delas continuam sem poder voltar para seus lares em um raio de entre 10 e 20 km ao redor da usina.

Em todo o Japão, aproximadamente 267 mil pessoas ainda vivem em alojamentos temporários, mais da metade dos 470 mil que tiveram que deixar suas casas há três anos devido ao tsunami, o terremoto e o acidente nuclear.

No total, o terremoto e o tsunami causaram 15.884 mortos e 2.633 desaparecidos, segundo os últimos dados da Agência Nacional de Polícia.

Ação lembra os três anos do desastre de Fukushima, acidente nuclear provocado pelo terremoto e tsunami que atingiram o Japão em março de 2011 (Foto: MTI, Balazs Mohai/AP)Ação lembra os três anos do desastre de Fukushima, acidente nuclear provocado pelo terremoto e tsunami que atingiram o Japão em março de 2011 (Foto: MTI, Balazs Mohai/AP)

Fonte G1

 
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Publicado por em 13 de março de 2014 em Tecnologia

 

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Casa em São José gera própria energia e pode ter conta de luz zerada

Casa em São José gera própria energia e pode ter conta de luz zerada 2 (Foto: Arquivo Pessoal/Daniel Secches)Sete painéis fixados no teto da casa fazem captação e produção de energia (Foto: Arquivo Pessoal/Daniel Secches)

Quem vê a fachada moderna da casa no Jardim Urbanova, na zona oeste de São José dos Campos (SP), não imagina que além do estilo inovador ela tem outro destaque: é o primeiro imóvel da região a gerar sua própria energia. Ao todo, apenas 81 imóveis em todo o Brasil contam com o sistema de microgeração de energia, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Ainda em fase de acabamento, a casa deve ser ocupada na segunda quinzena desse mês  pelo engenheiro civil Daniel Secches, de 38 anos. A energia é gerada por painéis solares e se o local consumir o equivalente ao que produzir, a conta não é cobrada pela distribuidora. O controle é feito por um relógio bidirecional, implantado no local pela EDP Bandeirante no dia 26 de fevereiro.

No total, Secches investiu cerca de R$ 25 mil somente na instalação das placas fotovoltaicas – que fazem a captação de energia solar. Para implantação do sistema, ele procurou uma empresa especializada em projetos de geração de energia e, em seguida, a Bandeirante. “Para ligação [do sistema] existe um processo junto a concessionária que leva aproximadamente 45 dias e envolve a aprovação do projeto, vistoria da instalação e finalmente a troca do medidor.  Mas tudo ocorreu sem muita burocracia”, explicou Secches.

Casa em São José gera própria energia e pode ter conta de luz zerada (Foto: Arquivo Pessoal/Daniel Secches)Para construção da casa foram investidos cerca de
R$ 700 mil (Foto: Arquivo Pessoal/Daniel Secches)

O modelo é pioneiro em toda a rede de operação da EDP Bandeirante, distribuidora de energia em 28 municípios do estado de São Paulo – destes, 19 no Vale do Paraíba.  “Espero ter um retorno financeiro daqui oito a dez anos. O sistema tem vida útil de até 30 anos e já foi dimensionado para equilibrar o que eu consumo e o que produzo”, afirmou o proprietário.

Ao todo, sete painéis solares fixados no teto do imóvel produzem a energia, que é medida de forma diferenciada pela distribuidora. “Toda a energia que eu não estou consumindo, poderá ser consumida pelo meu vizinho”, ressalta. Se a casa produzir menos do que consumir, o morador pode ter descontos equivalentes na conta de luz.

Segundo o engenheiro, a construção do imóvel também foi feita de forma sustentável e teve reaproveitamento de resíduos e água. Com dois andares, cozinha e sala integrados,  três suítes, o imóvel está em uma área de 370 m² e, segundo o engenheiro, é avaliado em R$ 1,4 milhão. Os gastos totais com a construção da casa chegaram a R$ 700 mil.

Sistema
A instalação do sistema de medição bidirecional é pouco utilizado no país e ainda está sendo avaliado pela EDP Bandeirante. A situação foi regulamentada pela Aneel em abril de 2012 e estabelece que quem gerar energia em casa pode compartilhar o excedente com a rede pública e ter abatimentos na conta.

“É o primeiro caso que temos e estamos vendo como a Secretaria da Fazenda avalia em termos de [pagamento] impostos”, afirmou o relações institucionais da EDP, Marcos Scarpo. De acordo com ele, a microgeração de energia pode contribuir principalmente em picos de consumo em todo país. “No momento do horário de ponta, o sistema está fora da nossa rede e pode contribuir para postergar investimentos”, analisa.

(*) Colaborou: Daniel Corrá

Fonte G1

 
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Publicado por em 7 de março de 2014 em Tecnologia

 

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China dá maior impulso à energia eólica já visto no mundo

Novos parques eólicos estão sendo criados em ritmo acelerado em território chinês (Foto: BBC)Novos parques eólicos estão sendo criados em ritmo acelerado em território chinês (Foto: BBC)

Os chineses deram início ao maior impulso que as energias renováveis já receberam em todo o mundo, prometendo – entre outras coisas – dobrar o número de turbinas eólicas no país ao longo dos próximos seis anos.

Já ocupando o posto de o maior gerador de energia pelo vento do mundo, a China agora planeja intensificar massivamente esse setor.

Com uma capacidade instalada de energia eólica de cerca de 75 gigawatts (GW), o país pretende atingir a marca de 200 GW até 2020.

Os países da União Europeia, em comparação, têm juntos um total de 90 GW de capacidade instalada de energia eólica. Apesar de ser visto como um dos países de maior potencial na geração de energia eólica no mundo, o Brasil possui uma capacidade instalada de energia eólica de apenas 2,2 GW, segundo cálculo do Ministério de Minas e Energia.

Desafios
Novos parques eólicos estão sendo criados em ritmo acelerado na China.

“Há sete anos, conseguíamos produzir uma turbina a cada dois dias. Agora conseguíamos fazer duas em um dia”, diz Jiang Bo, engenheiro da empresa Goldwind, que produz turbinas.

No entanto, um dos principais desafios é integrar a cadeia produtiva da energia eólica. As regiões onde há mais vento, como Xinjiang, costumam ser muito distantes das cidades grandes, onde a demanda por energia elétrica é maior.

E o valor da construção de campos eólicos costuma exceder a das conexões necessárias para ligar as turbinas na rede de distribuição.

Também há problemas nas linhas de distribuição, pouco acostumadas à intermitência da energia gerada pelo vento.

Mas uma questão ainda mais fundamental recai sobre a contribuição da energia eólica para a insaciável demanda de energia chinesa.

Dados recentes, de 2012, indicam que enquanto o carvão gera 75% da eletricidade do país, a eólica produz 2% (no Brasil, essa participação é de 1,7%).

No entanto, em números absolutos, a geração total de energia eólica na China é mais do que o produzido em toda a União Europeia.

“Dois por cento parece pouco, mas quando você considera o total de eletricidade usado no país, você percebe que não é pouco”, diz Liming Qiao, diretor para a China do Global Wind Energy Council (GWEC).

“Na verdade, no ano passado, a eólica superou a nuclear e se tornou a terceira matriz energética do país, após as termoelétricas a carvão e as hidrelétricas.”

Duas usinas são instaladas por dia na região de Xinjiang (Foto: BBC)Duas usinas são instaladas por dia na região de
Xinjiang (Foto: BBC)

Impacto internacional
A escala do mercado eólico chinês vem ajudando na redução de preços de produção e incentivando a inovação no setor.

Antes, os chineses obtinham licenças para produzir turbinas de países ocidentais. Agora, o boom do setor levou a uma enxurrada de novos – e mais modernos – modelos nacionais.

O desenvolvimento dessa indústria na China também vem puxando os preços para baixo em outros países, segundo Paolo Frankl, da Agência Internacional de Energia.

Ele acredita que os chineses ampliem as exportações no setor para mercados na Ásia, América Latina e África.

Subsídios
O governo chinês vê as energias renováveis como estratégia prioritária, liberando uma série de subsídios.

A altíssima poluição do ar em muitas cidades do país também vem incentivando o uso desse tipo de energia.

Mas ainda precisa ser respondida a questão quanto a se o custo da energia eólica poderá ser reduzido a ponto de ficar abaixo do das termoelétricas a carvão.

Ma Jinru, vice-presidente da Goldwind, acredita que sim.

“No futuro, quando os recursos ficarem ainda mais limitados, os preços subirem mais e a poluição piorar, a sociedade vai cobrar o custo social disso. Então, a longo prazo, o custo da energia eólica vai ficar abaixo do de carvão. O custo da eólica também vai cair por conta da inovação tecnológica, e o setor vai ter um imenso crescimento.”

E se algum país pode produzir energia a partir do vendo em níveis industriais e fazer disso algo rentável, esse país e a China.

Uma prévia desse cenário futuro pode ser encontrada em Xinjiang, próxima à antiga rota da seda, onde há florestas de turbinas metálicas brancas – algumas prontas, outras aguardando para receber hélices e muitas mais prestes a sair do papel.

Fonte G1

 
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Publicado por em 11 de janeiro de 2014 em Tecnologia

 

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Demanda da China por energia vai superar EUA e Europa até 2035

Trabalhadores realizam trabalho de manutenção em uma subestação de energia elétrica em Xuzhou, na China (Foto: China Daily/Reuters)Trabalhadores realizam trabalho de manutenção
em uma subestação de energia elétrica em Xuzhou,
na China (Foto: China Daily/Reuters)

A demanda da China por energia elétrica dobrará até 2026 e ultrapassará a demanda combinada dos Estados Unidos e da Europa até 2035, com o gás natural contribuindo com parte significativa do suprimento, disse a empresa de pesquisa IHS nesta terça-feira (10).

A China hoje é a segunda maior consumidora de energia do mundo, atrás dos Estados Unidos. Pequim definiu um plano “de cinco anos” para elevar a capacidade total de energia instalada em 54 por cento, a partir dos níveis de 2010, para 1.490 gigawatts (GW) até 2015.

O crescimento da demanda na última década foi fenomenal – a China acrescentou 80 GW de nova infraestrutura energética a cada ano, ou um parque elétrico do tamanho do sistema do Japão a cada quatro anos, disse a IHS.

Esse crescimento será em média de 4,1% ao ano nas próximas duas décadas, um terço da taxa da última década, conforme a economia desloca o foco pesado em manufatura e se vê diante de um impulso por eficiência energética.

O crescimento em combustíveis mais limpos como gás natural, energia eólica e solar terão expansão mais rápida, mas as usinas a carvão ainda serão dominantes, disse a empresa de pesquisa.

Estima-se que a quantidade de gás natural usada para gerar eletricidade, por exemplo, cresça dez vezes até 2035, quando então a China rivalizará com os Estados Unidos como o maior consumidor de gás do planeta, disse a firma.

Fonte G1

 
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Publicado por em 12 de dezembro de 2013 em Tecnologia

 

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