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Obama diz que pode agir sem aval do Congresso em discurso anual

Barack Obama em seu discurso anual do Estado da União (Foto: Charles Dharapak/AP)Barack Obama em seu discurso anual do Estado da União (Foto: Charles Dharapak/AP)

O presidente americano, Barack Obama, pediu que o Congresso dos Estados Unidos ignore divisões e faça algo para melhorar as condições da classe média do país – ameaçando agir sozinho caso isso não aconteça –, durante seu discurso anual sobre o Estado da União, na madrugada desta quarta-feira (29), pelo horário de Brasília.

Nesse tradicional evento, previsto na Constituição dos EUA e apresentado em uma sessão conjunta das duas Casas do Congresso, o presidente deve informar o Legislativo sobre o “estado da União” e falar sobre medidas que julga necessárias ou recomendáveis. Na mensagem, normalmente são abordadas questões domésticas e/ou de política externa que preocupam o país. Além disso, o presidente precisa apresentar uma agenda legislativa e sua visão sobre o futuro da nação.

Falando diante de legisladores, juízes da Suprema Corte e convidados vips, Obama declarou sua “independência” do Congresso através da emissão de uma série de ordens executivas – um movimento que deve inflamar as já tensas relações entre o presidente democrata e os parlamentares republicanos. (Veja a análise do discurso no vídeo abaixo).

O chefe de Estado americano disse que 2014 pode ser um ano decisivo para o país, pois, “depois de cinco anos de coragem e esforço obstinado, os Estados Unidos estão mais bem posicionados para o século 21 que qualquer outra nação do planeta”.

“A questão para todos nesta Casa, que passam por todas as decisões que tomamos neste ano, é se vamos ajudar ou esconder o progresso. […] Quando nossas diferenças fecham o governo ou ameaçam a fé plena e a confiança nos Estados Unidos, aí nós não estamos fazendo o melhor pelos americanos. Devemos criar novos empregos, não novas crises”, disse Obama.

Ainda segundo o presidente, os EUA não ficam parados, e ele tampouco. “Assim, não importa onde e quando, poderei dar passos sem legislação para expandir as oportunidades para mais famílias americanas, e é o que eu vou fazer”, destacou.

Obama também denunciou o crescimento das desigualdades nos últimos 30 anos no país e reafirmou que a missão do governo é “reverter essas correntes”. Para isso, o democrata ofereceu uma série de propostas “concretas e práticas” para acelerar o crescimento, fortalecer a classe média e construir novas escadas de ascensão social.

O presidente ainda pediu ao Congresso que aumente o salário mínimo federal, desafiando os legisladores a ajudar a reverter a profunda disparidade de renda nos EUA. “Deem um aumento à América”, solicitou Obama, que deseja a criação de um projeto de lei que eleve a base salarial em cerca de 40%.

Além disso, o presidente americano disse que continuará trabalhando pela redução da violência, apesar da falta de apoio do Congresso para medidas de controle de armas que ele não conseguiu aprovar no ano passado.

“Vi a coragem de parentes, estudantes, pastores e policiais por todo o país, que dizem ‘não temos medo’, e eu pretendo continuar tentando, com ou sem o Congresso, ajudar a acabar com o fato de mais tragédias atingirem americanos inocentes em nossos cinemas, shoppings ou escolas.”

Congresso dos EUA fica cheio para ouvir o pronunciamento de Barack Obama. (Foto: Jewel Samad/AFP)Congresso dos EUA fica cheio para ouvir o pronunciamento de Barack Obama (Foto: Jewel Samad/AFP)

Energia
Em seu discurso no Congresso, Obama também defendeu a mudança para um tipo de energia mais “limpa”.

“Estamos nos tornando líderes mundiais em [energia] solar, também…Vamos continuar esse progresso com uma política fiscal mais inteligente, que pare de dar US$ 4 bilhões por ano a indústrias de combustíveis fósseis que não precisam, para que possamos investir mais em combustíveis do futuro que precisam”, afirmou o presidente.
“A mudança climática é um fato. E, quando os filhos dos nossos filhos nos olharem nos olhos e perguntarem se fizemos tudo o que podíamos para deixar um mundo mais seguro, um mundo mais estável, com novas fontes de energia, eu quero que sejamos capazes de dizer que sim, nós fizemos.”

Mulheres
Obama declarou, ainda, que é uma “vergonha” que em 2014 as mulheres continuem ganhando US$ 0,77 por dólar recebido pelos homens, e insistiu que elas merecem ganhar “o mesmo” por realizarem trabalhos iguais.

Além disso, o presidente falou que as mulheres “merecem a possibilidade de ter um filho sem sacrificar seu emprego”, e que uma mãe merece ter um dia livre para dar atenção a um filho doente ou a um pai doente sem que tenha problemas por isso.

“É hora de acabar com as políticas trabalhistas que parecem com as de um episódio de ‘Mad Men”’, afirmou Obama. “Tenho a firme convicção de que, quando as mulheres têm sucesso, os Estados Unidos têm sucesso”, completou o presidente.

Espionagem
Obama reafirmou a promessa de reformar os programas de espionagem eletrônica da Agência de Segurança Nacional (NSA, sigla em inglês), mas sem mencionar Edward Snowden, o ex-técnico da agência que revelou essas práticas em 2013, gerando uma grande crise diplomática internacional. Atualmente, ele está asilado na Rússia.

“Trabalharei com o Congresso para reformar os programas de vigilância, porque o trabalho vital realizado pelos nossos serviços de inteligência depende da confiança pública, aqui e no exterior, sem violar a privacidade dos cidadãos comuns”, disse Obama.

Política externa
O presidente reiterou, em seu discurso, que vai vetar quaisquer novas sanções enviadas pelo Congresso e que possam prejudicar os esforços diplomáticos com o Irã na questão nuclear. “Pelo bem da nossa segurança nacional, precisamos dar à diplomacia uma chance de sucesso.”

O governo americano colocou a rede terrorista Al-Qaeda “no caminho da derrota”, mas “sua ameaça evoluiu” e “grupos correlatos plantam raízes em novos lugares do mundo”, alertou o presidente. “No Iêmen, na Somália, no Iraque e em Mali, temos que continuar trabalhando com aliados para enfraquecer essas redes e torná-las inoperantes”, declarou Obama.

Síria e Oriente Médio
O chefe de Estado americano afirmou também que seu país continuará trabalhando para que a Síria alcance “um futuro livre da ditadura, do terror e do medo” e para que o conflito no Oriente Médio termine com um Estado palestino independente e um “Estado judeu” em Israel que não duvide de sua aliança com Washington.

O democrata deixou claro que os Estados Unidos apoiam as facções da oposição síria que “rejeita a agenda das redes terroristas” no país em guerra civil.

Ucrânia
O presidente abordou ainda a situação na Ucrânia e apoiou os protestos pró-democracia que abalam o país. Obama defendeu que os manifestantes têm o direito de serem ouvidos sobre seu futuro. “Na Ucrânia, defendemos o princípio de que a gente tenha o direito de se expressar livre e pacificamente, e que tenha a palavra para o futuro de seu país.”

O democrata disse também que a prisão americana de Guantánamo, em Cuba, deve ser fechada neste ano. Ele não mencionou, porém, os planos para as tropas no Afeganistão.

Fonte G1

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Publicado por em 30 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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Republicanos reagem a discurso de Obama em tom competitivo

Parlamentares republicanos responderam em tom competitivo ao pronunciamento anual do Estado da União do presidente dos EUA, Barack Obama, com diferentes alas do partido disputando para avançar com suas próprias receitas para o melhor caminho a ser trilhado pelo país.

A deputada Cathy McMorris Rodgers, responsável por entregar a resposta oficial dos republicanos a Obama, reforçou a antiga doutrina do partido que “defende o livre mercado e confia nas pessoas para que tomem suas próprias decisões, e não um governo que decida por você”.

McMorris Rodgers, em seu quinto mandato como parlamentar do Estado de Washington, desferiu um amplo golpe contra o Obamacare, projeto do governo para a área da saúde aprovado em 2010, mediante oposição dos republicanos. Ela atacou os atrasos e as quase 50 alterações significativas no programa de saúde desde sua sanção.

“Nós falamos com pessoas até demais que receberam notificações de cancelamento que não esperavam, ou que não poderiam mais consultar seus médicos de sempre”, disse McMorris Rodgers sobre a reforma no sistema de saúde, que enfrentou problemas no início de operação.

“Não, não devemos retornar a como era antes, mas a lei de saúde do presidente não está funcionando”, disse ela.

Os senadores Rand Paul, do Estado do Kentucky, e Mike Lee, do Utah, políticos de destaque do movimento conservador de oposição Tea Party, protagonizaram diferentes repostas ao discurso de Obama.

Paul, que entrou para o Senado em 2011 e é com frequência cotado como possível candidato presidencial para 2016, recorreu à base conservadora do Partido Republicano.

“O crescimento econômico virá quando baixarmos os impostos para todos”, disse Paul. “O gasto governamental não funciona.”

As iniciativas do Tea Party, segundo Lee, que vão de reformas na seguridade social e na justiça criminal à concessão de subsídios corporativos, “vai colocar os norte-americanos de volta ao trabalho, não só ao reduzir o tamanho do governo, mas ao consertar um governo quebrado”.

O presidente dos EUA, Barack Obama, é aplaudido após proferir seu discurso anual do Estado da União, no plenário do Congresso, em Washington DC. Ele pediu que o Congresso ignore divisões e faça algo para melhorar as condições da classe média do país. (Foto: Larry Downing/Reuters)O presidente dos EUA, Barack Obama, é aplaudido após proferir seu discurso anual do Estado da União, no plenário do Congresso (Foto: Larry Downing/Reuters)

Fonte G1

 
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Publicado por em 30 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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Michelle Obama convida heróis de atentado e atleta gay para discurso

A primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, discursa nesta segunda-feira (17) (Foto: AFP)A primeira-dama dos EUA, Michelle Obama
(Foto: AFP)

Heróis do atetando a bomba da Maratona de Boston, um bombeiro que liderou a ação de resgate no tornado de Oklahoma e um jogador de basquete que assumiu ser gay são alguns dos convidados da primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, para o discurso do Estado da União, que acontece nesta terça-feira (28).

A Casa Branca usa a área reservada para a primeira-dama no plenário da Câmara dos Deputados durante o discurso anual do presidente para destacar pessoas e temas importantes para ela e para o governo.

Uma professora de Washington e o estagiário mais jovem da Intel também estarão juntos da primeira-dama.

Abaixo seguem os nomes e as descrições dos convidados que a Casa Branca já divulgou:

Carlos Arredondo e Jeff Bauman, de Boston
Arredondo, com um chapéu branco de caubói, foi fotografado ajudando o gravemente ferido Bauman depois do atentado à Maratona de Boston no ano passado. A imagem se tornou um símbolo de esperança após o ataque. Bauman perdeu as duas pernas. Os dois homens se tornaram amigos próximos, segundo a Casa Branca.

Gary Bird, chefe dos bombeiros em Moore, Oklahoma
Bird liderou o resgate após o tornado que atingiu Moore, matando 25 pessoas, incluindo crianças. “O bombeiro Gary Bird representa todos os que se mobilizaram para ajudar a comunidade de Moore”, disse a Casa Branca.

Jason Collins, jogador de basquete
O veterano jogador de basquete Jason Collins anunciou no ano passado que era gay. Por 12 anos jogador da NBA, ele se tornou o primeiro atleta em atividade das quatro grandes ligas esportivas profissionais dos EUA a se declarar gay.

Joey Hudy, aprendiz da Intel
Hudy se encontrou com o presidente Barack Obama aos 14 anos durante uma feira de ciências na Casa Branca. Agora, aos 16, ele é o estagiário mais jovem da Intel, fabricante de chips.

Kathy Hollowell-Makle, professora em Washington
Hollowell-Makle foi a professora do ano do distrito de Columbia em 2013. “No final do ano, mais de 90 por cento dos alunos dela demonstraram conhecimentos de níveis adiantados, e, no ano passado, mais de 80% dos estudantes dela avançaram dois ou mais níveis de leitura”, declarou a Casa Branca.

Fonte G1

 
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Publicado por em 28 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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Arábia Saudita cancela discurso na ONU em protesto contra situação síria

A frustração da Arábia Saudita com a inação internacional em relação à Síria e aos palestinos levou o reino a cancelar nesta semana seu discurso na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) pela primeira vez na história, disse uma fonte diplomática.

O ministro das Relações Exteriores, príncipe Saud al-Faisal, faria um discurso para a assembleia-geral na tarde de terça-feira.

Pelos padrões do maior exportador de petróleo do mundo e berço do Islã, que geralmente expressa os temores diplomáticos apenas em privado, a decisão representou uma declaração de insatisfação inédita.

“A decisão saudita… reflete a insatisfação do reino com a posição da ONU sobre as questões árabes e islâmicas, principalmente a questão da Palestina, que a ONU não foi capaz de resolver em mais de 60 anos, assim como a crise síria”, disse a fonte.

O reino islâmico conservador é um dos principais defensores dos rebeldes que lutam contra o presidente sírio Bashar al-Assad em uma guerra civil que matou mais de 100.000 pessoas em dois anos e meio.

Pediu repetidamente à comunidade internacional que intervenha em nome dos rebeldes, a quem fornece armas, e disse que Assad deve ser derrubado porque as forças do governo sírio bombardearam áreas civis.

Arte Síria 17/09 (Foto: Arte/G1)

Fonte G1

 
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Publicado por em 4 de outubro de 2013 em Brasil

 

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