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Holanda se desculpa pela detenção de diplomata russo

A Holanda apresentou suas desculpas ante a Rússia por ter detido um diplomata russo durante várias horas no fim de semana passado, anunciou nesta quarta-feira (9) o ministério das Relações Exteriores.

“Com base em relatórios policiais, o ministro das Relações Exteriores Frans Timmermans chegou à conclusão de que a detenção do diplomata russo, que goza de imunidade completa, foi uma violação da Convenção de Viena”, assinalou o porta-voz da chancelaria em um correio eletrônico.

Dessa forma, acrescentou, a Holanda apresentou suas desculpas à Rússia.

Dimitri Borodin, primeiro-secretário da embaixada da Rússia na Holanda, foi detido em sua residência no domingo acusado de maltratar seus filhos, segundo denúncia dos vizinhos.

O presidente russo Vladimir Putin havia exigido desculpas da Holanda.

As relações entre a Rússia e a Holanda se deterioraram depois da prisão em território russo dos militantes do Greenpeace.

A Holanda informou a adoção de iniciativas legais para libertar os ativistas da organização ecológica, em função da convenção das Nações Unidas sobre o direito marítimo.

Fonte G1

 
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Publicado por em 9 de outubro de 2013 em Brasil

 

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Putin exige desculpas da Holanda por detenção de diplomata russo

Presidente da Rússia, Vladimir Putin, participa na Indonésia da APEC (Foto: Beawiharta/ AFP)Presidente da Rússia, Vladimir Putin, participa na Indonésia da APEC (Foto: Beawiharta/ AFP)

O presidente russo, Vladimir Putin, exigiu nesta terça-feira (8) desculpas à Holanda pela detenção em seu domicílio de um diplomata da embaixada da Rússia em Haia, que foi interrogado durante a noite.

“É a maior violação da Convenção de Viena. Estamos esperando explicações e desculpas e que os culpados sejam castigados”, disse Putin, citado pela agência estatal de notícias Ria Novosti durante a cúpula regional Ásia-Pacífico na Indonésia.

“Nossa reação dependerá da maneira de agir da Holanda”, acrescentou.

O ministro russo das Relações Exteriores enviou na terça-feira uma nota de protesto ao embaixador holandês na Rússia sobre o inaceitável incidente, disse o porta-voz do ministério, Alexander Lukashevich, às agências de notícias russas.

Segundo o porta-voz, policiais holandeses invadiram no domingo à noite o domicílio de Dmitri Borodin, primeiro secretário da embaixada da Rússia na Holanda, “sob o pretexto inventado de que maltratava seus filhos”.

“Algemaram nosso diplomata e o levaram a uma delegacia, onde foi interrogado durante toda a noite”, disse Lukashevich, que declarou que o trabalhador da embaixada informou à polícia sobre seu status.

“Depois foi liberado sem nenhum tipo de explicações ou desculpas”.

A televisão estatal russa informou amplamente sobre o caso.

“Estamos cientes do incidente e estamos investigando-o antes de realizar qualquer comentário”, disse à AFP o porta-voz do ministério holandês das Relações Exteriores, Thijs van Son.

A polícia holandesa não quis comentar o incidente.

As relações entre Rússia e Holanda se deterioraram após a detenção na Rússia dos 30 tripulantes do barco do Greenpeace “Artic Sunrise”, com bandeira holandesa, durante uma operação de protesto pelas extrações petrolíferas no Ártico.

A Holanda informou sobre a adoção de iniciativas legais para libertar os ativistas da organização ecologista.

Fonte G1

 
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Publicado por em 9 de outubro de 2013 em Brasil

 

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Corte Europeia condena Rússia por detenção de Kasparov em 2007

Gary Kasparov é considerado por muitos o maior enxadrista de todos os tempos (Foto: Paulo Guilherme/G1)Gary Kasparov é considerado por muitos o maior
enxadrista de todos os tempos (Foto: Paulo
Guilherme/G1)

As autoridades russas violaram a liberdade de reunião e de associação ao deter em 2007 o opositor Garry Kasparov durante uma manifestação em Moscou, afirmou nesta quinta-feira a Corte Europeia de Direitos Humanos (CEDH).

A detenção do ex-campeão de xadrez convertido em opositor ao Kremlin, e de outros oito opositores russos, “não era uma medida proporcionada para a manutenção da ordem pública”, consideraram os juízes europeus.

Kasparov foi detido junto a centenas de pessoas no dia 14 de abril de 2007 no centro de Moscou, quando tentava se unir a uma manifestação contra a política do presidente Vladimir Putin. Os detidos foram libertados após algumas horas.

Garry Kasparov, um dos líderes do movimento opositor A Outra Rússia, esteve detido cinco horas em uma delegacia e depois foi levado a um tribunal, onde foi condenado a uma multa de 1.000 rublos (28,5 euros) por participar de uma concentração não autorizada.

As autoridades russas deverão pagar 10.000 euros ao opositor, que reside atualmente em Genebra. Outros dois demandantes receberão a mesma soma, e outros seis 4.000 euros cada um por danos morais.

Fonte G1

 
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Publicado por em 3 de outubro de 2013 em Brasil

 

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ONU questiona detenção de brasileiro em Londres, diz jornal

David Miranda ficou nove horas detido (Foto: AFP)David Miranda ficou nove horas detido (Foto: AFP)

Há pouco mais de duas semanas desde a detenção do brasileiro David Miranda no aeroporto de Heathrow, em Londres, dois representantes da ONU fizeram um alerta ao governo britânico no qual ressaltam que a necessidade de proteger segredos de Estado não pode servir de desculpa para ‘intimidar a imprensa’, segundo o jornal britânico “The Guardian”.

De acordo com a publicação, Frank de La Rue, relator especial das Nações Unidas para a liberdade de expressão, e Ben Emmerson, relator para temas de direitos humanos e combate ao terrorismo, escreveram para o governo do primeiro-ministro David Cameron pedindo informações sobre a legalidade da detenção de Miranda.

‘Sob nenhuma circunstância jornalistas, membros da mídia ou da sociedade civil que tiverem acesso a informações secretas sobre violações aos direitos humanos podem ser intimidados ou punidos’, teria dito La Rue.

O brasileiro foi detido por nove horas no dia 18 e questionado com base na lei antiterror, que permite às forças de segurança britânicas pararem qualquer pessoa em trânsito pelo país.

Além disso, documentos e dispositivos eletrônicos que ele levava foram confiscados.

Na ocasião, Miranda voltava de Berlim, onde esteve com a cineasta americana Laura Poitras, que trabalha com seu companheiro, Glenn Greenwald, nas investigações do material vazado por Edward Snowden, ex-prestador de serviços da Agência Nacional de Segurança americana (NSA, sigla em inglês).

Debate público
La Rue também teria defendido um debate público sobre as revelações feitas por Snowden sobre a existência de uma extensa rede de espionagem na qual agentes americanos teriam acesso a e-mails, ligações via Skype e trocas de mensagem online de milhares de cidadãos americanos e estrangeiros.

No último fim de semana, uma reportagem veiculada pela TV Globo denunciou a existência de documentos secretos conseguidos junto a Snowden que mostrariam que a NSA teria monitorado inclusive conversas entre a presidente Dilma Rousseff e seus principais assessores.

A denúncia causou grande mal-estar entre o governo brasileiro e a Casa Branca e há rumores de que Dilma poderia adiar sua visita aos Estados Unidos, prevista para o mês que vem.

Na quarta-feira, Obama cogitou publicamente pela primeira vez uma proposta de lei que limitaria os poderes da NSA.

Fonte G1

 
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Publicado por em 6 de setembro de 2013 em Brasil

 

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Horrores de campos de detenção norte-coreanos são expostos na ONU

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Execuções públicas e torturas são ocorrências cotidianas nas prisões da Coreia do Norte, segundo o dramático testemunho de ex-detentos a uma comissão de inquérito da ONU que começou a funcionar nesta terça-feira em Seul.

Essa é a primeira vez que a situação dos direitos humanos na Coreia do Norte é examinada por uma comissão de especialistas, embora o regime comunista norte-coreano não reconheça a legitimidade da comissão e não tenha autorizado visitas dos investigadores.

Desertores hoje radicados na Coreia do Sul fizeram horripilantes relatos sobre como os guardas cortaram o dedo de um homem, forçavam presos a comerem sapos, e obrigaram uma mãe a matar seu próprio bebê.

“Não fazia nem ideia…, achava que minha mão inteira seria decepada no pulso, então fiquei grato por ter só meu dedo arrancado”, disse Shin Dong-hyuk, punido por deixar cair uma máquina de costura.

Nascido em uma prisão chamada Campo 14 e obrigado a assistir à execução da sua mãe e do seu irmão, que ele entregou para garantir sua própria sobrevivência, Shin é o mais conhecido desertor e sobrevivente de prisões da Coreia do Norte. Ele disse considerar que a comissão da ONU é a única forma de melhorar a situação dos direitos humanos no seu miserável e isolado país natal.

“Uma vez que o povo norte-coreano não pode pegar em armas como na Líbia e na Síria…, eu pessoalmente acho que essa é a primeira e última esperança que resta”, disse Shin. “Há muito para eles acobertarem, embora eles não admitam nada.”

Estimativas independentes apontam para 150 a 200 mil pessoas detidas nos campos prisionais norte-coreanos, e desertores dizem que os presos ficam desnutridos e trabalham até morrer.

Jee Heon-a, de 34 anos, contou à comissão que desde o primeiro dia de prisão, em 1999, percebeu que sapos salgados eram um dos poucos alimentos disponíveis. “Os olhos de todos estavam afundados. Todos pareciam animais. Os sapos eram pendurados em botões nas ruas roupas, colocados em um saco plástico e tinham a pele arrancada, disse ela. “Eles comiam sapos salgados, então comi também.”

Em voz baixa, ela suspirou profundamente ao contar em detalhes como uma mãe teve de matar seu bebê. “Era a primeira vez que eu via um recém-nascido, e fiquei feliz. Mas de repente houve passos, e um guarda de segurança chegou e disse à mãe para virar o bebê de cabeça para baixo em uma vasilha com água”, contou a mulher.

“A mãe implorou ao guarda para poupá-la, mas ele continuou batendo nela. Então a mãe, com as mãos trêmulas, pôs o rosto do bebê na água. O choro parou, e uma bolha subiu quando ele morreu. Uma avó que havia entregado o bebê discretamente o levou embora.”

Poucos especialistas esperam que a comissão tenha um impacto imediato sobre a situação dos direitos humanos, mas ela servirá para divulgar uma campanha que tem pouca visibilidade global.

“A ONU já tentou de várias formas pressionar a Coreia do Norte ao longo dos anos no campo dos direitos humanos, e essa é uma forma de intensificar um pouco a pressão”, disse Bill Schabas, professor de direito internacional na Universidade de Middlesex, na Grã-Bretanha.

“Mas é óbvio que a Coreia do Norte é um osso duro de roer, e os meios da ONU são limitados. Haveria a necessidade de profundas mudanças políticas na Coreia do Norte para que houvesse avanços no campo dos direitos humanos”.

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Publicado por em 22 de agosto de 2013 em Brasil

 

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