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Análise: Papa ainda tem desafio de quebrar resistências dentro da Igreja

Papa Francisco bebe em uma cuia durante audiência na Praça São Pedro no Vaticano, em outubro de 2013. (Foto: Gabriel Bouys/AFP)Papa Francisco bebe em uma cuia durante audiência na Praça São Pedro no Vaticano, em outubro de 2013. (Foto: Gabriel Bouys/AFP)

Jamais a Santa Sé seria a mesma depois daqueles dias surpreendentes, entre os meses de fevereiro e março de 2013. Em Roma, como enviado especial da GloboNews para a cobertura do conclave convocado pelo próprio Papa Bento XVI, foi possível acompanhar uma série de acontecimentos inéditos no Vaticano, que teve início com a decisão de Ratzinger em renunciar ao seu pontificado. Isso não ocorria há seis séculos.

Tão surpreendente quanto a renúncia, foi também a escolha pelos purpurados que se reuniram na Capela Sistina naqueles dias de muito frio e chuva: depois de cinco escrutínios, foi eleito o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, o primeiro papa latino-americano, o primeiro papa jesuíta e o primeiro papa Francisco da história da Igreja.

O gesto revolucionário de Bento XVI abriria espaço para as mudanças que ele não havia conseguido fazer durante os oito anos que ficou à frente da Igreja.

Ao longo do primeiro ano de pontificado, Francisco promoveu profundas transformações dentro e fora dos muros do Vaticano. Em poucos meses, o novo Papa tirou a Igreja da agenda negativa em que vivia: disputa de poder na Cúria Romana, suspeitas de fraude no Banco do Vaticano, vazamento de documentos secretos e escândalos de pedofilia, entre outros problemas. Com seu estilo simples e pastoral, Francisco conquistou as massas, aumentou a frequência nas igrejas e deu novo vigor aos fiéis.

Recentemente, ouvi do cardeal de Aparecida, dom Raymundo Damasceno, presidente da CNBB, uma observação que me chamou atenção para definir o pontificado de Francisco: “As pessoas no tempo do Papa João Paulo II iam à Roma para ver o Papa. No tempo do papa Bento XVI, as pessoas iam para escutar o Papa Bento. E agora as pessoas estão indo à Roma para tocar no Papa Francisco.”

Também começo a perceber esse sentimento em relação ao Papa Francisco. Isso ficou claro na cobertura jornalística da primeira grande aparição internacional do novo papa, no Rio de Janeiro, em julho, durante a Jornada Mundial da Juventude.

Os olhos do mundo estavam em cada gesto e reação de Francisco. E foi durante a visita ao Brasil que o papa concedeu a primeira entrevista exclusiva, que foi ao ar pela Globonews e pelo Fantástico, da Rede Globo (ver vídeo acima).

Na longa conversa que tive com o Papa, ele antecipou as principais diretrizes do pontificado: condenou o luxo e pregou uma Igreja mais simples e acolhedora. “Para mim é fundamental a proximidade da Igreja. Porque a Igreja é mãe. E nem você nem eu conhecemos uma mãe por correspondência. A mãe… dá carinho, toca, beija, ama”, disse o Papa Francisco, numa síntese do seu pensamento.

Em outra longa entrevista, Francisco aprofundou o tema com novos recados para a Igreja. Foram três encontros com o jesuíta italiano Antonio Spadaro. O resultado dessa conversa foi publicado em setembro, na revista “La Civiltà Cattolica”. O texto mostra que Bergoglio não tocará na doutrina da Igreja Católica. Mas sinaliza para uma significativa mudança de tom na Santa Sé. O Papa ressalta que a Igreja não pode ser obcecada por temas morais como a condenação ao aborto, à contracepção e ao casamento entre homossexuais.

Contra o retrato de Super-Homem
A necessidade de mudança não se refletiu apenas no tom, mas também nas ações do novo Papa. Em pouco tempo, Francisco substituiu os titulares de cargos estratégicos na Cúria Romana. Na Congregação do Clero, saiu o cardeal conservador Mauro Piacenza e entrou o cardeal Beniamino Stella. Para a Secretaria de Estado, o papa substituiu o ex-poderoso cardeal Tarcisio Bertone pelo cardeal Pietro Parolin.

Para aprofundar o processo de reforma da Cúria, o governo da Igreja Católica, o Papa Francisco acionou o G-8, como é conhecido o conselho de oito cardeais. Um dos primeiros resultados dos encontros foi a criação de uma comissão para proteger os menores vítimas de abusos sexuais e combater os casos de pedofilia no clero.

Recentemente, ao fazer um balanço de seu primeiro ano de pontificado, Francisco tirou a Igreja das cordas sobre esse tema, ao afirmar em entrevista ao jornal italiano  “Corriere della Sera” que “ninguém tem feito mais na luta contra a pedofilia do que a Igreja Católica, que talvez seja a única instituição pública que atua com transparência e responsabilidade (sobre o assunto)”.

Nesse balanço de seu primeiro ano como Pontífice, Francisco contou ainda que não gosta da “mitologia” criada em torno dele e que considerou ofensivo um Papa ser retratado como um Super-Homem.

Além de levar a vida com extrema simplicidade, Francisco começou a cobrar o exemplo por parte dos integrantes da cúpula da Igreja. Numa decisão surpreendente, determinou o afastamento do bispo alemão Tebartz-Van Elst. Conhecido como “bispo de luxo” por gastar cerca de 35 milhões de euros em uma casa paroquial, ele foi obrigado a deixar a diocese por um período indeterminado.

Em outra atitude inédita, o Papa determinou que fosse enviado às paróquias de todo o mundo um amplo questionário para a preparação da Assembléia de Bispos, o sínodo sobre a família. O questionário de 38 perguntas aborda de forma direta temas-tabu, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, adoção por casais homossexuais e o divórcio.

Contra a redução de católicos
Em apenas um ano, a Igreja avançou em relação ao seu maior desafio atual: estancar a queda no número de católicos praticantes. Algumas pesquisas já apontam esse fenômeno na Europa. O “efeito Francisco” também chegou às redes sociais. Quando assumiu, a conta do Papa no Twitter tinha 2 milhões de seguidores. No fim de outubro, atingiu a marca de 10 milhões de seguidores  – um salto de 400% em sete meses.

Em dezembro, Francisco foi eleito a personalidade do ano pela revista norte-americana “Time”, que ressaltou que o Papa se tornou a voz da consciência e que poucas vezes, um novo ator no cenário mundial captou tanta atenção de maneira tão rápida como fez Francisco.

Mas se de um lado Francisco teve sucesso na estratégia de atrair mais fiéis para a Igreja, por outro, já começa a enfrentar reação de setores mais conservadores, incomodados com as mudanças.

O vaticanista espanhol Juan Arias, do jornal “El País”, registrou em artigo que o Papa levantou o debate sobre a situação dos divorciados na Igreja. Mas que, em seguida, o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, cardeal Ludwing Müller, afirmou em artigo no jornal “Observatório Romano” que não se pode mudar a doutrina católica para readmitir os descasados nos sacramentos. O gesto foi interpretado como uma referencia indireta à posição do Papa. O cardeal Marx, arcebispo de Munique, reagiu e afirmou que Müller não poderia impedir a discussão sobre a comunhão aos divorciados.

Fora da Igreja, também há críticas, como a dos integrantes do Tea Party, grupo americano de extrema direita do Partido Republicano, que chamou Francisco de marxista. O próprio Papa, em entrevista ao jornal italiano “La Stampa”, afirmou não se sentir ofendido em ser chamado de marxista. E defendeu a doutrina social da igreja.

Reforma da Cúria
No primeiro documento escrito exclusivamente pelo novo Papa, Francisco apresentou o plano da maior reforma feita no Vaticano em pelo menos meio século ao propor a descentralização da Igreja. Na Exortação Apostólica intitulada “A Alegria do Evangelho”, Francisco diz preferir uma Igreja ferida e suja, porque esteve nas ruas, a uma Igreja doente por estar confinada e agarrada à sua própria segurança.

Ele condenou o que define como a “globalização da indiferença” e reafirmou a “opção preferencial pelos pobres”. Ao destinar uma parte importante de seu texto à situação mundial, ele criticou o modelo econômico atual.

Em janeiro, o anúncio da primeira lista de criação de cardeais de Francisco foi um claro sinal do que ele deseja para o seu pontificado. Dos 16 purpurados com menos de 80 anos, e que, portanto, podem votar num conclave, apenas quatro ocupam cargos na Cúria Romana e 12 são titulares de arquidioceses espalhadas pelo Mundo.

A nomeação mais surpreendente foi a do monsenhor Chibly Langlois, bispo de Les Cayes: o primeiro cardeal do Haiti. Um forte sinal de que Francisco deve usar o título de cardeal para fortalecer a posição de prelados da Igreja em países periféricos e que enfrentam dificuldades políticas e socais.

Para a América Latina, além do Haiti, o Papa Francisco fez questão de indicar com as primeiras nomeações prelados próximos e de sua confiança, como dom Orani Tempesta, no Rio, e o sucessor dele em Buenos Aires, o arcebispo Mario Aurelio Poli.

Nessa primeira lista, chama atenção a ausência da nomeação de cardeais de sedes tradicionais, como a do patriarcado de Veneza ou do arcebispado de Turim. Ao invés de favorecer nomes da Cúria e da Itália, Francisco aprofundou a estratégia de universalização da Igreja.

Um destaque especial para a lista foi a nomeação de Loris Capovilla, de 98 anos, que foi secretário do Papa João XXIII. Apesar de não poder votar num conclave por causa da idade, a escolha de Capovilla foi uma homenagem e um símbolo de que Francisco quer resgatar a importância do pontificado de João XXIII, responsável por convocar o Concílio Vaticano II.

Esse, talvez, será o grande desafio de Francisco para os próximos anos: abrir caminhos e quebrar resistências em todos os níveis da Igreja Católica para conseguir implementar suas mudanças e retomar o concílio. Para um observador distante, os passos de Francisco podem ser lentos. Mas para os padrões da Santa Sé, a velocidade dessas transformações em tão pouco tempo é algo sem precedentes nas últimas décadas.

Mesmo assim, já é consenso dentro dos muros do Vaticano que muitas das mudanças sugeridas só devem ser adotadas nos futuros pontificados. Afinal, esse é o tempo da Igreja.

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Fonte G1

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Publicado por em 13 de março de 2014 em Brasil

 

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Desafio: tente encarar esse cara sem rir

Não sei vocês, mas quanto mais vezes eu olho, mais eu rio junto com ele.

Sorry, I could not read the content fromt this page.

Fonte: ahnegao.com.br

 
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Publicado por em 12 de setembro de 2013 em Tecnologia

 

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Streaming de vídeo das Olimpíadas são desafio para TI

Funcionários tentam acompanhar os jogos pelos dispositivos móveis. BYOD pode ganhar o ouro olímpico no controle dos custos de telecom

Os gerentes de TI em empresas e governos estão tomando medidas para assegurar que os Jogos Olímpicos, que acontecem até agosto em Londres, não causem problemas em redes ou orçamentos. A Olimpíada será transmitida ao vivo por meio da internet, e a diferença de horário da capital londrina para o Brasil significa que muitos esportes vão ocorrer durante a jornada de trabalho.

As organização dizem que, no mínimo, vão monitorar as redes e estão preparadas para cortar o acesso de streaming se necessário for. Alguns gestores de TI estão lembrando os funcionários sobre as políticas de uso da rede corporativa.

Outro problema é o potencial aumento dos custos de comunicação móvel. Muitos empregadores realizaram a gestão de dispositivos e têm mais capacidade de streaming hoje do que tiveram durante a Olimpíada de 2008, em Pequim, e esse é um prato cheio para o usuário.

Na época, o iPhone tinha apenas um ano de idade e iPad e smartphones Android haviam acabado de chegar ao mercado. Todos esses dispositivos incentivam streaming com a ajuda de aplicativos. E as operadoras têm respondido à demanda com pacotes de planos de dados.

Para as companhias que fornecem equipamentos móveis e pagam as contas diretamente, há o risco de que funcionários excedam os limites de uso e contribuam para aumentar os orçamentos móveis. Mas algumas políticas do traga seu próprio dispositivo (BYOD) ajudam a driblar esse desafio, possibilitando que os empregadores ofereçam reembolso até um certo valor gasto com telefonia.

Gestão de gastos

Tom Amburgey, CIO da cidade de Wellington, na Flórida, nos Estados Unidos, afirma que implementou recentemente um programa de reembolso para usuários móveis. “Com isso, não estamos pagando diretamente as taxas de dados, e se os usuários ultrapassam o limite, o pagamento será por conta de cada um”, um benefício de BYOD, observa.

“Com isso em mente, estamos enviando avisos sobre o uso de vídeo e as implicações que podem ocorrer. Trata-se de um lembrete amigável”, afirma Amburgey.

Da mesma forma, Deborah Gash, vice-presidente e CIO do Sistema de Saúde São Lucas, em Kansas City, nos Estados Unidos, disse que o hospital adotou um sistema de bolsa para dispositivos inteligentes “por isso não se preocupa com custos adicionais”, observa.

Uma empresa que tem uma visão de contas de celular em toda a sua base de clientes é a Tangoe, empresa de gestão de despesa de telecom. A Tangoe vê problemas potenciais para as empresas que pagam as contas diretamente, especialmente com as que suportam planos de dados.

Daniel Rudich, vice-presidente sênior de gestão de gasto em tempo real da Tangoe, disse que a Olimpíada poderia ter um impacto de 5% a 10% nos orçamentos globais móveis das empresas se os usuários não estiverem preparados.

Grandes problemas podem vir de funcionários que viajam para o exterior, disse Rudich. Um cliente Tangoe, por exemplo, identificou um empregado que acumulou mais de 30 mil dólares em despesas, graças ao aplicativo Final Four, que mostra as pontuações de um campeonato norte-americano de basquete, atualizando-as em tempo real.

Outro empregado gastou 175 mil em tarifas de roaming, depois de baixar a primeira temporada completa da série Seinfeld em um país que não tinha TV em inglês.

Monitoramento das redes

Em termos de redes, sete gerentes de TI entrevistados disseram que vão monitorar redes para transmissão de uso, e estão prontos para tomar medidas, se necessário for.

“Tenho algumas preocupações”, revela Eric Lindgren, CIO da PerkinElmer, fabricante de dispositivos médicos. De acordo com ele, o tráfego de rede da empresa já está equipada com tecnologias de qualidade de serviço (QoS). “Assim, o tráfego da internet sempre terá prioridade mais baixa e não vai impactar em nossas aplicações críticas de negócios, como o SAP”, comenta.

Brandon Jackson, CIO da Gaston County, Carolina do Norte, no Estados Unidos, disse que a empresa deverá “bloquear sites de streaming de mídia para a maioria dos nossos 1,2 mil usuários”. No entanto, ele disse que exceções são feitas para os profissionais que têm “um caso de negócio documentado” para acessar streaming.

Os fabricantes também estão esperando um aumento do tráfego. Ramsey McGrory, CEO do AddThis, plataforma de mídia social que permite aos usuários compartilhar facilmente conteúdo, disse que a empresa espera que essa atividade cresça 30% mais do que o registrado em outros grandes eventos, como o Super Bowl [compeonato de futebol americano].

A empresa, que tem cerca de mil servidores, com chips da AMD em hardware da Hewlett-Packard em seus centros de dados, planeja ter equipe extra para verificar a atividade de rede em tempo real. “Esperamos um aumento na atividade social”, assinala Stewart Allen, CTO da AddThis.

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Publicado por em 19 de outubro de 2012 em Tecnologia

 

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Doodle ‘Olímpico’ do Google é desafio de corrida com obstáculos

Primeiro logotipo especial em homenagem aos Jogos de Londres é um divertido minigame; jogo de amanhã também pode ser acessado

Após uma série de logotipos comemorativos (doodles) dos Jogos de Londres, o Google inovou nesta terça (7) com um especial. O logo da página de busca é um divertido minigame que permite fazer uma corrida de obstáculos – basta usar as setas direita e esquerda para correr e a barra de espaços para saltar.

doodleolympi

Ao final, é possível postar o tempo no Google+, a rede social do Google, jogar novamente ou pesquisar o termo “Corrida de obstáculos” – que leva para uma página com resultados.

O doodle de amanhã (8) é outro minigame, desta vez em homenagem ao basquete. Neste, o objetivo é fazer o máximo de cestas o possível dentro do tempo determinado, usando leves toques na barra de espaço.

A coleção completa de logotipos comemorativos de Londres pode ser acessada aqui.

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Publicado por em 18 de outubro de 2012 em Tecnologia

 

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Streaming de vídeo das Olimpíadas são desafio para TI

Funcionários tentam acompanhar os jogos pelos dispositivos móveis. BYOD pode ganhar o ouro olímpico no controle dos custos de telecom

Os gerentes de TI em empresas e governos estão tomando medidas para assegurar que os Jogos Olímpicos, que acontecem até agosto em Londres, não causem problemas em redes ou orçamentos. A Olimpíada será transmitida ao vivo por meio da internet, e a diferença de horário da capital londrina para o Brasil significa que muitos esportes vão ocorrer durante a jornada de trabalho.

As organização dizem que, no mínimo, vão monitorar as redes e estão preparadas para cortar o acesso de streaming se necessário for. Alguns gestores de TI estão lembrando os funcionários sobre as políticas de uso da rede corporativa.

Outro problema é o potencial aumento dos custos de comunicação móvel. Muitos empregadores realizaram a gestão de dispositivos e têm mais capacidade de streaming hoje do que tiveram durante a Olimpíada de 2008, em Pequim, e esse é um prato cheio para o usuário.

Na época, o iPhone tinha apenas um ano de idade e iPad e smartphones Android haviam acabado de chegar ao mercado. Todos esses dispositivos incentivam streaming com a ajuda de aplicativos. E as operadoras têm respondido à demanda com pacotes de planos de dados.

Para as companhias que fornecem equipamentos móveis e pagam as contas diretamente, há o risco de que funcionários excedam os limites de uso e contribuam para aumentar os orçamentos móveis. Mas algumas políticas do traga seu próprio dispositivo (BYOD) ajudam a driblar esse desafio, possibilitando que os empregadores ofereçam reembolso até um certo valor gasto com telefonia.

Gestão de gastos

Tom Amburgey, CIO da cidade de Wellington, na Flórida, nos Estados Unidos, afirma que implementou recentemente um programa de reembolso para usuários móveis. “Com isso, não estamos pagando diretamente as taxas de dados, e se os usuários ultrapassam o limite, o pagamento será por conta de cada um”, um benefício de BYOD, observa.

“Com isso em mente, estamos enviando avisos sobre o uso de vídeo e as implicações que podem ocorrer. Trata-se de um lembrete amigável”, afirma Amburgey.

Da mesma forma, Deborah Gash, vice-presidente e CIO do Sistema de Saúde São Lucas, em Kansas City, nos Estados Unidos, disse que o hospital adotou um sistema de bolsa para dispositivos inteligentes “por isso não se preocupa com custos adicionais”, observa.

Uma empresa que tem uma visão de contas de celular em toda a sua base de clientes é a Tangoe, empresa de gestão de despesa de telecom. A Tangoe vê problemas potenciais para as empresas que pagam as contas diretamente, especialmente com as que suportam planos de dados.

Daniel Rudich, vice-presidente sênior de gestão de gasto em tempo real da Tangoe, disse que a Olimpíada poderia ter um impacto de 5% a 10% nos orçamentos globais móveis das empresas se os usuários não estiverem preparados.

Grandes problemas podem vir de funcionários que viajam para o exterior, disse Rudich. Um cliente Tangoe, por exemplo, identificou um empregado que acumulou mais de 30 mil dólares em despesas, graças ao aplicativo Final Four, que mostra as pontuações de um campeonato norte-americano de basquete, atualizando-as em tempo real.

Outro empregado gastou 175 mil em tarifas de roaming, depois de baixar a primeira temporada completa da série Seinfeld em um país que não tinha TV em inglês.

Monitoramento das redes

Em termos de redes, sete gerentes de TI entrevistados disseram que vão monitorar redes para transmissão de uso, e estão prontos para tomar medidas, se necessário for.

“Tenho algumas preocupações”, revela Eric Lindgren, CIO da PerkinElmer, fabricante de dispositivos médicos. De acordo com ele, o tráfego de rede da empresa já está equipada com tecnologias de qualidade de serviço (QoS). “Assim, o tráfego da internet sempre terá prioridade mais baixa e não vai impactar em nossas aplicações críticas de negócios, como o SAP”, comenta.

Brandon Jackson, CIO da Gaston County, Carolina do Norte, no Estados Unidos, disse que a empresa deverá “bloquear sites de streaming de mídia para a maioria dos nossos 1,2 mil usuários”. No entanto, ele disse que exceções são feitas para os profissionais que têm “um caso de negócio documentado” para acessar streaming.

Os fabricantes também estão esperando um aumento do tráfego. Ramsey McGrory, CEO do AddThis, plataforma de mídia social que permite aos usuários compartilhar facilmente conteúdo, disse que a empresa espera que essa atividade cresça 30% mais do que o registrado em outros grandes eventos, como o Super Bowl [compeonato de futebol americano].

A empresa, que tem cerca de mil servidores, com chips da AMD em hardware da Hewlett-Packard em seus centros de dados, planeja ter equipe extra para verificar a atividade de rede em tempo real. “Esperamos um aumento na atividade social”, assinala Stewart Allen, CTO da AddThis.

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Doodle ‘Olímpico’ do Google é desafio de corrida com obstáculos

Primeiro logotipo especial em homenagem aos Jogos de Londres é um divertido minigame; jogo de amanhã também pode ser acessado

Após uma série de logotipos comemorativos (doodles) dos Jogos de Londres, o Google inovou nesta terça (7) com um especial. O logo da página de busca é um divertido minigame que permite fazer uma corrida de obstáculos – basta usar as setas direita e esquerda para correr e a barra de espaços para saltar.

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Ao final, é possível postar o tempo no Google+, a rede social do Google, jogar novamente ou pesquisar o termo “Corrida de obstáculos” – que leva para uma página com resultados.

O doodle de amanhã (8) é outro minigame, desta vez em homenagem ao basquete. Neste, o objetivo é fazer o máximo de cestas o possível dentro do tempo determinado, usando leves toques na barra de espaço.

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Funcionários tentam acompanhar os jogos pelos dispositivos móveis. BYOD pode ganhar o ouro olímpico no controle dos custos de telecom

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Outro problema é o potencial aumento dos custos de comunicação móvel. Muitos empregadores realizaram a gestão de dispositivos e têm mais capacidade de streaming hoje do que tiveram durante a Olimpíada de 2008, em Pequim, e esse é um prato cheio para o usuário.

Na época, o iPhone tinha apenas um ano de idade e iPad e smartphones Android haviam acabado de chegar ao mercado. Todos esses dispositivos incentivam streaming com a ajuda de aplicativos. E as operadoras têm respondido à demanda com pacotes de planos de dados.

Para as companhias que fornecem equipamentos móveis e pagam as contas diretamente, há o risco de que funcionários excedam os limites de uso e contribuam para aumentar os orçamentos móveis. Mas algumas políticas do traga seu próprio dispositivo (BYOD) ajudam a driblar esse desafio, possibilitando que os empregadores ofereçam reembolso até um certo valor gasto com telefonia.

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Tom Amburgey, CIO da cidade de Wellington, na Flórida, nos Estados Unidos, afirma que implementou recentemente um programa de reembolso para usuários móveis. “Com isso, não estamos pagando diretamente as taxas de dados, e se os usuários ultrapassam o limite, o pagamento será por conta de cada um”, um benefício de BYOD, observa.

“Com isso em mente, estamos enviando avisos sobre o uso de vídeo e as implicações que podem ocorrer. Trata-se de um lembrete amigável”, afirma Amburgey.

Da mesma forma, Deborah Gash, vice-presidente e CIO do Sistema de Saúde São Lucas, em Kansas City, nos Estados Unidos, disse que o hospital adotou um sistema de bolsa para dispositivos inteligentes “por isso não se preocupa com custos adicionais”, observa.

Uma empresa que tem uma visão de contas de celular em toda a sua base de clientes é a Tangoe, empresa de gestão de despesa de telecom. A Tangoe vê problemas potenciais para as empresas que pagam as contas diretamente, especialmente com as que suportam planos de dados.

Daniel Rudich, vice-presidente sênior de gestão de gasto em tempo real da Tangoe, disse que a Olimpíada poderia ter um impacto de 5% a 10% nos orçamentos globais móveis das empresas se os usuários não estiverem preparados.

Grandes problemas podem vir de funcionários que viajam para o exterior, disse Rudich. Um cliente Tangoe, por exemplo, identificou um empregado que acumulou mais de 30 mil dólares em despesas, graças ao aplicativo Final Four, que mostra as pontuações de um campeonato norte-americano de basquete, atualizando-as em tempo real.

Outro empregado gastou 175 mil em tarifas de roaming, depois de baixar a primeira temporada completa da série Seinfeld em um país que não tinha TV em inglês.

Monitoramento das redes

Em termos de redes, sete gerentes de TI entrevistados disseram que vão monitorar redes para transmissão de uso, e estão prontos para tomar medidas, se necessário for.

“Tenho algumas preocupações”, revela Eric Lindgren, CIO da PerkinElmer, fabricante de dispositivos médicos. De acordo com ele, o tráfego de rede da empresa já está equipada com tecnologias de qualidade de serviço (QoS). “Assim, o tráfego da internet sempre terá prioridade mais baixa e não vai impactar em nossas aplicações críticas de negócios, como o SAP”, comenta.

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