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BlackBerry quer reverter queda com lançamento de celular de baixo custo

Smartphone Z3, da BlacBerry. (Foto: Beawiharta/Reuters)Smartphone Z3, da BlacBerry. (Foto: Beawiharta/Reuters)

A A BlackBerry lançou nesta terça-feira o Z3, um smartphone de tela sensível ao toque, com a promessa de chegar às lojas por baixo custo, em um momento em que a fabricante de celulares busca recuperar suas vendas em mercados emergentes como o da Indonésia.

O aparelho, lançado em um grande evento em Jacarta, capital da Indonésia nesta terça-feira (13), é o primeiro de uma linha de aparelhos produzidos pela FIH Mobile, uma unidade da gigante chinesa Foxconn, conhecida por montar produtos para a Apple.

O modelo começará a ser vendido por menos de US$ 200 a partir de 15 de maio e o sucesso do produto é crucial para o futuro da Blackberry.

“Se o aparelho permitir a eles [BlackBerry] crescer de novo, mesmo que num avanço pequeno, mas estável, esse já será um sucesso”, disse Ryan Lai, analista de mercado da consultoria IDC.

O Z3 é o primeiro celular lançado pela BlackBerry desde que o novo presidente-executivo, John Chen, assumiu a empresa no ano passado. Depois da Indonésia, o modelo será lançado gradualmente em seis outros países, incluindo Filipinas, Índia, Vietnã e Malásia.

John Chen, presidente-executivo da BlackBerry, apresenta o novo smartphone da companhia, o Z3. (Foto: Beawiharta/Reuters)John Chen, presidente-executivo da BlackBerry, apresenta o novo smartphone da companhia, o Z3. (Foto: Beawiharta/Reuters)

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Publicado por em 14 de maio de 2014 em Tecnologia

 

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Baixo custo e beleza mística atraem acreanos para o Peru

Arquiteta decidiu aproveitar o Ano Novo em Cusco (Foto: Diana Bastos / Arquivo Pessoal)Arquiteta decidiu aproveitar o Ano Novo em Cusco (Foto: Diana Bastos / Arquivo Pessoal)

A arquiteta acreana Diana Bastos decidiu aproveitar o recesso do trabalho no fim de 2013 para realizar um sonho: conhecer o Peru. Ela se uniu com um casal de amigos e foi de carro para Cusco, onde passou a virada de ano. Diana não foi a única que decidiu entrar 2014 ou mesmo passar alguns dias no país vizinho.

Ao chegar em Cusco, ela percebeu que o destino está sendo bastante procurado pelos acreanos. “A gente encontra muito acreano aqui em Cusco. Encontramos até uns amigos. Acho que o dinheiro conta bastante, porque com R$ 2 mil você come em bons restaurantes, compra joias, roupas, artesanatos. É tudo muito barato”, disse Diana.

A arquiteta afirma que preferiu usar o dinheiro que gastaria em uma festa durante a virada de ano em Rio Branco para conhecer o país vizinho.

“Já tinha ouvido falar sobre o ano novo em Cusco. As opções de Rio Branco estão cada vez mais caras e de péssima qualidade, então em vez de gastar mil reais em uma festa de Rio Branco, preferi gastar o mesmo dinheiro conhecendo o país vizinho, que é lindo e rico culturalmente”, afirma.

Para ela, a experiência está sendo inexplicável. “A viagem está sendo muito boa, é lindo. Desde a estrada até chegar em Cusco já vemos neve, montanhas, vilarejos, rios. E as construções daqui são lindas”, comenta.

Já Suzana Saraiva fez a viagem ao Peru de ônibus com um grupo de seis pessoas e conta que escolheu o destino para conhecer as ruínas e a cidade sagrada. “São lugares muito bonitos. Aqui há vários estrangeiros, conheci pessoas da Argentina, Chile e encontrei muitos brasileiros também. Eu vim de ônibus, achei a viagem muito cansativa, muita gente sofrendo enjôo e falta de ar, ainda bem que comigo tudo correu bem”, diz.

Mas para ela, o cansaço valeu a pena. “Conhecer lugares novos, outras culturas é sempre muito bom. Ficamos 2 dias em Cusco e viemos para Lima, pois alguns do grupo não se adaptaram ao clima e à altitude. Lima é uma cidade muito bonita, muitas opções de bares, boates, casa de dança e salsa. As coisas aqui são bem mais baratas do que em Cusco. A única coisa que não me agradou muito foram as águas da praia do Pacífico, pois o mar é de pedra, com pouca areia e a água é muito gelada”, comenta.

Diana adorou os prédios da cidade peruana (Foto: Diana Bastos / Arquivo Pessoal)Diana adorou os prédios da cidade peruana (Foto: Diana Bastos / Arquivo Pessoal)

A atendente de uma agência de turismo, Euda Ribeiro, explica que a procura por pacotes de viagem para o Peru são frequentes. “Como o Peru é próximo, as pessoas sabem que é fácil ir do Acre, então estão sempre procurando. Feriados, finais de semana, férias, Natal, Réveillon”, explica.

Diana se diverte ao ver neve no Peru (Foto: Diana Bastos/ Arquivo Pessoal)Diana se diverte ao ver neve no Peru
(Foto: Diana Bastos/ Arquivo Pessoal)

Ela diz que a agência trabalha com voos de companhias aéreas saindo de Puerto Maldonado e que o valor dos pacotes muda de acordo com as especificações do cliente. “De Rio Branco para Puerto, a pessoa vai por conta. Tem táxi, ônibus ou as pessoas podem ir de veículo próprio. Os nosso pacotes saem de Puerto para Cusco, Lima ou outras cidades menos procuradas. Tudo influencia no preço, depende do que o cliente quer, quanto tempo vai ficar, acomodações. O valor do dólar também influencia bastante”, diz.

Mas nem todos comemoram as vendas de passagens para o Peru. O vendedor Carlos Alves, que trabalha em uma empresa de ônibus com viagens para a Cusco, afirma que está decepcionado com as vendas deste ano. “As vendas estão fracas, temos dois carros por semana que estão saindo com 38 passageiros, sendo que temos 42 lugares. Não estamos lotados”, afirma.

Suzana Saraiva conhece um pouco da cultura do país (Foto: Arquivo pessoal)Suzana Saraiva conhece um pouco da cultura do país (Foto: Arquivo pessoal)

Para ele, é possível que a maioria dos turistas esteja preferindo outras formas de viagem. “É bem provável que estejam fazendo a viagem de carro. Ou então indo de Rio Branco até Assis Brasil, pegando um taxi até Puerto Maldonado e de lá um ônibus para Cusco. Lá em Cusco tem muito turista, mas gente que vai de avião ou táxi, pela empresa não está vendendo muito”, acredita.

A viagem de ônibus pela Movil Tours para Cusco custa R$ 151,80, com ônibus às quartas e sábados sempre às 9h30. O passageiro chega no destino às 6h30. O transporte vai de Rio Branco para Puerto Maldonado e de lá outro ônibus para Cusco.

Pela terceira vez, o estudante de medicina veterinária Diego Vítor, 22 anos, decidiu passar o recesso de fim de ano em Cusco, no Peru, em companhia de amigos. “Vim com amigos, dois cariocas que aproveitaram a ida ao Acre para estender até Cusco. O Peru atrai pela mitologia, culinária e preços. Além disso, o destino internacional é economicamente mais vantajoso”, ressalta.

Cusco, Peru (Foto: Diego Vítor/ Arquivo pessoal)Estudante diz que Peru atrai pelos preços, mitologia e culinária (Foto: Diego Vítor/ Arquivo pessoal)

O estudante diz que foi para passar uma semana na cidade, o retorno para o Brasil está marcado para esta sexta-feira (3). Ele conta como foi seu roteiro. “De início fiz o City Tour, que pode ser contratado em qualquer agência de turismo às margens da Plaza de Armas, que conhece os sítios arqueológicos próximos a Cusco, além de Machu Picchu e Águas Calientes”, diz.

Diego diz que escolheu Cusco pelas opções que a cidade oferece. “Os programas radicais como o mais alto bungee jump da América e o rafting, que ainda não consegui fazer”. A dica dada pelo o estudante é válida. “É fazer uma carteirinha de estudante internacional, porque é aceito em quase todos os locais incluindo as taxas de turismo pagas ao governo”, diz.

O estudante e os amigos estão no hotel Tambo de Montero, próximo à Praça de Armas. “Viemos de táxi lotação até Iñapari e depois viemos de lotação até Puerto Maldonado e seguimos de ônibus, assim tínhamos autonomia de horários”, destaca.

Fonte G1

 
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Publicado por em 3 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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Motorola lança no Brasil smartphones Android de baixo custo

RAZR D1 e D3 se destacam por um bom conjunto de recursos, incluindo câmeras capazes de tirar melhores fotos sob pouca luz, e uma versão recente do sistema com garantia de atualização

A Motorola está lançando no Brasil mais dois aparelhos da família RAZR, o D1 e o D3. São modelos de baixo custo, mas que ainda assim se destacam por um conjunto de recursos bastante sofisticado, que inclui câmeras capazes de tirar melhores fotos mesmo sob pouca luz, TV digital e analógica, suporte a dois SIM-Cards, NFC e a versão mais recente do sistema operacional Android, com garantia de atualização.

O RAZR D1 chama a atenção pelo preço em relação à quantidade de recursos oferecidos. É baseado em um processador de 1 GHz com 1 GB de RAM, 4 GB de memória interna e tem uma tela de 3.5 polegadas, porém com baixa resolução (320 x 480 pixels). O principal destaque é a câmera de 5 MP (sem Flash) baseada em um sensor com a tecnologia BSI (Backside Illumination), que permite fotos melhores mesmo em ambientes com pouca luz. Também é possível fazer fotos em HDR, técnica que resulta em melhor equilíbrio entre as áreas de luz e sombra da imagem.

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RAZR D1 e sua antena flexível (opcional)

A Motorola irá comercializar três versões do RAZR D1. A mais simples, com slot para um SIM Card e TV digital e analógica, custará R$ 499. Há também uma intermediária, Dual-SIM mas sem TV, e uma mais completa, com TV Digital e Analógica e Dual-SIM por R$ 549.  As versões com TV digital tem um detalhe curioso: não tem a “antena de radinho de pilha” comum em outros aparelhos com este recurso. Em vez dela, usam o cabo do fone de ouvido como antena. Caso o usuário não queira plugar o fone de ouvido, ou esteja em uma área com sinal fraco, pode usar uma antena flexível (inclusa com o aparelho), que também serve como extensão de fone de ouvido e ajuda a amplificar o sinal.

Já o RAZR D3 é um aparelho mais sofisticado, baseado em um processador dual-core de 1.2 GHz, também com 1 GB de RAM e 4 GB de memória interna. A tela de 4” é revestida por Gorilla Glass, o que lhe dá maior resistência a riscos. A câmera traseira tem um sensor de 8 MP, também com a tecnologia BSI e capaz de fazer fotos em HDR, além de gravar vídeos em HD. Há uma câmera frontal de 1.2 MP para videochamadas. Além de 3G, Wi-Fi e GPS (também presentes no D1) o D3 tem NFC, tecnologia que facilita a transferência de dados entre dois aparelhos (basta tocar um no outro) e pode ser usada em sistemas de pagamento eletrônico. 

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RAZR D3: NFC, processador dual-core de 1.2 GHz e Android 4.1

O RAZR D3 estará disponível em duas versões, com um SIM Card ou um modelo Dual-SIM, que tem preço sugerido de R$ 799. Tanto o RAZR D1 quanto o RAZR D3 estarão disponíveis nas cores preta ou branca.

Android sempre fresquinho

Os novos RAZR rodam o sistema operacional Android 4.1 “Jelly Bean”, com recursos como o navegador Google Chrome e o assistente pessoal Google Now, que segundo a Motorola mapeia a rotina do usuário e entrega informações e alertas relacionados ao contexto ao longo do dia. Ao se aproximar de uma estação de trem, por exemplo, o usuário verá os horários das próximas partidas. Na hora do almoço, indicações de restaurantes na região. E no fim do dia, uma estimativa do tempo necessário para voltar para casa, de acordo com as condições atuais do trânsito.

Mas o mais interessante é que a Motorola está garantindo a atualização dos aparelhos para a próxima versão do Android. E não estamos falando da 4.2 (uma variante da Jelly Bean, já disponível), mas da que virá após ela, conhecida por enquanto pelo codinome “Key Lime Pie”, sobre a qual devemos descobrir mais durante o Google I/O em Maio deste ano. É uma ótima notícia para quem tem medo de investir em um smartphone e rapidamente acabar com um aparelho “obsoleto” nas mãos.

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Publicado por em 22 de junho de 2013 em Tecnologia

 

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Qualcomm quer sofisticar smartphones de baixo custo

Fabricante de chips dos EUA disse que irá lançar as duas CPUs, projetadas para redes 3G, no ano que vem.

06 de dezembro de 2012 – 10h10

A Qualcomm está preparando dois novos processadores com quatro núcleos para o mercado de smartphones populares, com suporte para diversos padrões chineses.

A fabricante de chips dos EUA disse que irá lançar as duas CPUs, projetadas para redes 3G, em sua linha Snapdragon, no ano que vem. Elas virão com amostras – que ficarão disponíveis até junho – para os fabricantes de celulares. Os processadores MSM8226 e MSM8626 da Qualcomm suportam recursos que hoje são padrão em smartphones de alto nível, como a captura de vídeo de 1080p de alta definição e  reprodução e suporte para câmeras com até 13 megapixels de resolução.

Processadores quad-core são atualmente utilizados principalmente em smartphones de alto padrão, como o Samsung Galaxy SIII. Mas, quando os custos de produção baixam, ofertas como os novos processadores da Qualcomm trazem a tecnologia para modelos mais simples também. 

A companhia disse que os chips serão feitos usando um processo de fabricação de 28 nanômetros, e irá apoiar padrões CDMA e HSPA usados na China, onde os celulares normalmente custam menos do que nos EUA e Europa. A empresa disse ainda que os chips são otimizados para  bateria de longa duração, mas mesmo assim entregam gráficos avançados.

O foco da Qualcomm em dispositivos móveis tem ajudado a empresa a crescer, enquanto outros fabricantes de chips lutam em um mercado estagnado. O mercado global de chips terá declínio de 2,3% em 2012, e sete das dez principais fabricantes verão suas receitas cair, de acordo com a IHS iSuppli.

A Qualcomm está procurando usar suas reservas de dinheiro para expandir a criação de novos componentes. A empresa concluiu um acordo com a fabricante japonesa Sharp para, em conjunto, produzirem telas de dispositivos móveis baseadas na tecnologia que está desenvolvendo por meio da subsidiária Pixtronix. A fabricante de chips poderá investir até 120 milhões de dólares na Sharp.

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Publicado por em 20 de março de 2013 em Tecnologia

 

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Relatório do ProPublica critica estimativas de custo do cibercrime

Cooperativa de jornalistas investigativos alerta que o conflito de interesses dos fornecedores de programas de segurança do governo americano pode estar superestimando os valores

O presidente norte-americano Barack Obama falou do custo estimado do cibercrime em um importante discurso sobre cibersegurança. Senadores dos EUA abordaram-no enquanto promoviam o seu Cyber Security Act de 2012. O general Keith Alexander, diretor da Agência de Segurança Nacional (NSA) e chefe do CiberComando dos EUA, referiu-se a ele enquanto advertia para a “maior transferência de riqueza na história”, devido ao roubo de propriedade intelectual.

Mas a mera citação do custo estimado do cibercrime não o torna realidade, diz um relatório do ProPublica.

Há um consenso geral de que o custo mundial do cibercrime está na casa de centenas de milhões de dólares. Mas quantas centenas de milhões é uma questão em debate, na sequência do relatório do ProPublica, que questionou as estimativas mais amplamente citadas por duas grandes empresas de segurança.

A McAfee estimou o custo anual do cibercrime em todo o mundo em mil biliões de dólares. A Symantec estimou o custo anual de roubo de propriedade intelectual nos EUA em 250 mil milhões de dólares.

O relatório diz que são exageros – talvez grandes – observando que a figura dos mil bilhões de dólares não está sequer no relatório da McAfee, mas nos comunicados de imprensa sobre o assunto.

E os jornalistas autores do relatório do ProPublica não são os únicos a colocarem essas estimativas em questão. A avaliação da qualidade dos estudos sobre o cibercrime dos pesquisadores Dinei Florêncio e Cormac Herley, da Microsoft Research, autores de um recente trabalho intitulado “Sex, Lies and Cyber-crime Surveys“, é dura: “eles são tão comprometidos e parciais que nenhuma fé pode ser colocada nas suas conclusões”.

O relatório do ProPublica diz que a estimativa da McAfee é contestada por alguns daqueles que analisaram os dados no relatório de 2009, que foi baseado em informações obtidas a partir de um inquérito a 1.000 profissionais de TI.

Eugene Spafford, um dos três investigadores independentes da Universidade disse ter ficado “realmente horrorizado quando o número foi publicado pela imprensa,  porque era muito, muito grande”.

Outro investigador, Ross Anderson, professor de segurança informática na Universidade de Cambridge, disse ao ProPublica que “teria desaprovado a divulgação da estimativa de mil bilhões de dólares se soubesse. A qualidade intelectual disto está abaixo do abismal”.

“A estimativa da Symantec foi de fato mencionada num relatório da empresa , mas não é um número da Symantec e a sua origem permanece um mistério”, diz o relatório.

Sal Viveros, responsável de relações públicas da McAfee que supervisionou o relatório de 2009, não respondeu a um pedido de comentário até a pulbicação desta reportagem. Mas escreveu em um e-mail ao ProPublica que a empresa trabalha ”com grupos de reflexão [“think tanks”] e universidades para garantir que os relatórios não sejam tendenciosos e sejam tão precisos quanto possível”.

Outros especialistas em segurança e analistas tendem a concordar com o ProPublica, dizendo que não só as estimativas são inflacionadas mas que qualquer estimativa de um fornecedor de segurança deve ser tratada com algum cepticismo, porque existe um conflito interno de interesses – quanto pior forem os riscos na segurança e custos, melhor é para o seu negócio.

Além disso, os relatórios da indústria não estão sujeitos ao tipo de análise [“peer review”] feito em revistas acadêmicas e profissionais.

Mas os especialistas também estão dispostos a dar alguma folga às empresas, por muitas razões. Primeiro, é muito difícil estimar este tipo de coisas. Às vezes, as empresas nem sequer sabem que foram atacadas. Muitas vezes, quando descobrem, não querem falar sobre isso, para não danificar a sua marca. E às vezes é difícil calcular quanto foi o dano real.

“Não as reprovo por isso”, disse Jason Healey, do Atlantic Council e antigo oficial de segurança da Casa Branca e da Goldman Sachs. “Os especialistas há muito tempo que têm problemas em concordar em estimativas” [que são tão diferentes].

Healey diz que as estimativas de danos do primeiro ciberincidente em larga escala, o worm Morris em 1988, “variou de 200 dólares para mais de 53 mil dólares por instalação, enquanto a estimativa mais citada dos danos totais variaram de 100 mil a 10 milhões de dólares: duas ordens de magnitude. E isso foi há 24 anos”.

Gary McGraw, CTO da Cigital, disse suspeitar que a McAfee “seguiu o protocolo no seu relatório até ao final, onde fez uma matemática maluca – acho que o controle foi  entregue às pessoas do marketing”.

Mas ele admite: “tenho citado o número de mil bilhões de dólares no meu próprio trabalho. Estava escrevendo um artigo sobre a ciberguerra para um ‘think tank’ e pensando como o cibercrime era pior do que a ciberguerra – como os riscos da ciberguerra eram exagerados, e o cibercrime era pior. Que ironia”.

Há outras razões pelas quais as estimativas são difíceis. Em recente artigo, “Measuring the Cost of Cybercrime“, feito para o Ministério da Defesa do Reino Unido, os autores apresentam um gráfico que sugere que o custo anual do cibercrime em todo o mundo foi de 225 mil milhões de dólares – menos de 25% da estimativa da McAfee.

Mas os autores incluíram uma série de advertências, incluindo: “existem mais de 100 diferentes fontes de dados sobre cibercrime, no entanto as estatísticas disponíveis são ainda insuficientes e fragmentadas; eles vão de sub a super estimadas, dependendo de quem as regista, e os erros podem ser tanto intencionais (por exemplo, fornecedores e agências de segurança jogando com as ameaças) como não intencionais (por exemplo, efeitos das respostas ou desvio na amostra)”.

Eles também observam que há diferenças entre os custos diretos e indiretos. Na realidade, o grupo recusa-se mesmo a juntar os seus próprios valores para determinar um total, observando que “muitas destas são estimativas extremamente brutas – acreditamos que é totalmente enganador fornecer totais especialmente por poderem ser citados fora de contexto, sem todas as advertências e cuidados que fornecemos”.

Em suma, eles são muito mais cautelosos do que qualquer McAfee ou Symantec.

Mas a outra razão porque alguns especialistas estão dispostos a conceder às empresas alguma margem de manobra é que, qualquer que seja o número exato, ele é muito grande.

Na verdade, há histórias diárias sobre violações de dados – o recente caso do Dropbox, que resultou no roubo de nomes de utilizadores e passwords, é apenas um dos mais recentes.

Um estudo da NetBenefit revelado pelo vendedor de software SecurityCoverage detectou que o número de informações ilegalmente vendidas durante o primeiro trimestre de 2012 cresceu 67% relativamente aos valores de 2010.

“Não é bom inflacionar as estimativas”, disse Gary McGraw. “Mas o cibercrime é um problema enorme. Pode-se falar sobre ciberespionagem e ciberguerra, mas o cibercrime é muito pior”.

A solução é “fazer as coisas corretamente”, diz. “Se o fizéssemos, reduziríamos a probabilidade da guerra e da espionagem e muitos crimes”.

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Publicado por em 10 de outubro de 2012 em Tecnologia

 

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Relatório do ProPublica critica estimativas de custo do cibercrime

Cooperativa de jornalistas investigativos alerta que o conflito de interesses dos fornecedores de programas de segurança do governo americano pode estar superestimando os valores

O presidente norte-americano Barack Obama falou do custo estimado do cibercrime em um importante discurso sobre cibersegurança. Senadores dos EUA abordaram-no enquanto promoviam o seu Cyber Security Act de 2012. O general Keith Alexander, diretor da Agência de Segurança Nacional (NSA) e chefe do CiberComando dos EUA, referiu-se a ele enquanto advertia para a “maior transferência de riqueza na história”, devido ao roubo de propriedade intelectual.

Mas a mera citação do custo estimado do cibercrime não o torna realidade, diz um relatório do ProPublica.

Há um consenso geral de que o custo mundial do cibercrime está na casa de centenas de milhões de dólares. Mas quantas centenas de milhões é uma questão em debate, na sequência do relatório do ProPublica, que questionou as estimativas mais amplamente citadas por duas grandes empresas de segurança.

A McAfee estimou o custo anual do cibercrime em todo o mundo em mil biliões de dólares. A Symantec estimou o custo anual de roubo de propriedade intelectual nos EUA em 250 mil milhões de dólares.

O relatório diz que são exageros – talvez grandes – observando que a figura dos mil bilhões de dólares não está sequer no relatório da McAfee, mas nos comunicados de imprensa sobre o assunto.

E os jornalistas autores do relatório do ProPublica não são os únicos a colocarem essas estimativas em questão. A avaliação da qualidade dos estudos sobre o cibercrime dos pesquisadores Dinei Florêncio e Cormac Herley, da Microsoft Research, autores de um recente trabalho intitulado “Sex, Lies and Cyber-crime Surveys“, é dura: “eles são tão comprometidos e parciais que nenhuma fé pode ser colocada nas suas conclusões”.

O relatório do ProPublica diz que a estimativa da McAfee é contestada por alguns daqueles que analisaram os dados no relatório de 2009, que foi baseado em informações obtidas a partir de um inquérito a 1.000 profissionais de TI.

Eugene Spafford, um dos três investigadores independentes da Universidade disse ter ficado “realmente horrorizado quando o número foi publicado pela imprensa,  porque era muito, muito grande”.

Outro investigador, Ross Anderson, professor de segurança informática na Universidade de Cambridge, disse ao ProPublica que “teria desaprovado a divulgação da estimativa de mil bilhões de dólares se soubesse. A qualidade intelectual disto está abaixo do abismal”.

“A estimativa da Symantec foi de fato mencionada num relatório da empresa , mas não é um número da Symantec e a sua origem permanece um mistério”, diz o relatório.

Sal Viveros, responsável de relações públicas da McAfee que supervisionou o relatório de 2009, não respondeu a um pedido de comentário até a pulbicação desta reportagem. Mas escreveu em um e-mail ao ProPublica que a empresa trabalha ”com grupos de reflexão [“think tanks”] e universidades para garantir que os relatórios não sejam tendenciosos e sejam tão precisos quanto possível”.

Outros especialistas em segurança e analistas tendem a concordar com o ProPublica, dizendo que não só as estimativas são inflacionadas mas que qualquer estimativa de um fornecedor de segurança deve ser tratada com algum cepticismo, porque existe um conflito interno de interesses – quanto pior forem os riscos na segurança e custos, melhor é para o seu negócio.

Além disso, os relatórios da indústria não estão sujeitos ao tipo de análise [“peer review”] feito em revistas acadêmicas e profissionais.

Mas os especialistas também estão dispostos a dar alguma folga às empresas, por muitas razões. Primeiro, é muito difícil estimar este tipo de coisas. Às vezes, as empresas nem sequer sabem que foram atacadas. Muitas vezes, quando descobrem, não querem falar sobre isso, para não danificar a sua marca. E às vezes é difícil calcular quanto foi o dano real.

“Não as reprovo por isso”, disse Jason Healey, do Atlantic Council e antigo oficial de segurança da Casa Branca e da Goldman Sachs. “Os especialistas há muito tempo que têm problemas em concordar em estimativas” [que são tão diferentes].

Healey diz que as estimativas de danos do primeiro ciberincidente em larga escala, o worm Morris em 1988, “variou de 200 dólares para mais de 53 mil dólares por instalação, enquanto a estimativa mais citada dos danos totais variaram de 100 mil a 10 milhões de dólares: duas ordens de magnitude. E isso foi há 24 anos”.

Gary McGraw, CTO da Cigital, disse suspeitar que a McAfee “seguiu o protocolo no seu relatório até ao final, onde fez uma matemática maluca – acho que o controle foi  entregue às pessoas do marketing”.

Mas ele admite: “tenho citado o número de mil bilhões de dólares no meu próprio trabalho. Estava escrevendo um artigo sobre a ciberguerra para um ‘think tank’ e pensando como o cibercrime era pior do que a ciberguerra – como os riscos da ciberguerra eram exagerados, e o cibercrime era pior. Que ironia”.

Há outras razões pelas quais as estimativas são difíceis. Em recente artigo, “Measuring the Cost of Cybercrime“, feito para o Ministério da Defesa do Reino Unido, os autores apresentam um gráfico que sugere que o custo anual do cibercrime em todo o mundo foi de 225 mil milhões de dólares – menos de 25% da estimativa da McAfee.

Mas os autores incluíram uma série de advertências, incluindo: “existem mais de 100 diferentes fontes de dados sobre cibercrime, no entanto as estatísticas disponíveis são ainda insuficientes e fragmentadas; eles vão de sub a super estimadas, dependendo de quem as regista, e os erros podem ser tanto intencionais (por exemplo, fornecedores e agências de segurança jogando com as ameaças) como não intencionais (por exemplo, efeitos das respostas ou desvio na amostra)”.

Eles também observam que há diferenças entre os custos diretos e indiretos. Na realidade, o grupo recusa-se mesmo a juntar os seus próprios valores para determinar um total, observando que “muitas destas são estimativas extremamente brutas – acreditamos que é totalmente enganador fornecer totais especialmente por poderem ser citados fora de contexto, sem todas as advertências e cuidados que fornecemos”.

Em suma, eles são muito mais cautelosos do que qualquer McAfee ou Symantec.

Mas a outra razão porque alguns especialistas estão dispostos a conceder às empresas alguma margem de manobra é que, qualquer que seja o número exato, ele é muito grande.

Na verdade, há histórias diárias sobre violações de dados – o recente caso do Dropbox, que resultou no roubo de nomes de utilizadores e passwords, é apenas um dos mais recentes.

Um estudo da NetBenefit revelado pelo vendedor de software SecurityCoverage detectou que o número de informações ilegalmente vendidas durante o primeiro trimestre de 2012 cresceu 67% relativamente aos valores de 2010.

“Não é bom inflacionar as estimativas”, disse Gary McGraw. “Mas o cibercrime é um problema enorme. Pode-se falar sobre ciberespionagem e ciberguerra, mas o cibercrime é muito pior”.

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Publicado por em 9 de outubro de 2012 em Tecnologia

 

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“Custo Brasil” mantém alto o preço de iPhone fabricado no País

AppId is over the quota

Quem esperava que a fabricação do iPhone no Brasil tornasse o aparelho mais acessível vai ficar frustrado. Os primeiros terminais produzidos na planta industrial da Foxconn, em Jundiaí, interior de São Paulo, começaram a ser vendidos ao mesmo preço do smartphone importado. A versão 4 de 8GB, montada aqui, custa 1 800 reais, mesmo valor do modelo importado.

As vendas do iPhone Made in Brazil começaram sem muito alarde. O aparelho desbloqueado pode ser adquirido pelo site brasileiro da Apple Store, com opção de parcelamento em até 12 vezes sem juros. Entretanto, o preço praticado é o mesmo do smartphone 4 de 8G importado, quando ele foi lançado em agosto de 2010.

A Foxconn nem a Apple comentaram sobre as razões de o iPhone brasileiro ser mais caro que o que vem de fora, uma vez que a produção local conta com incentivos do governo federal. O modelo montado no País está enquadrado no Processo Produtivo Básico (PPB) da Lei de Informática (regras para que o fabricante tenha incentivos) e obteve redução da alíquota do IPI de 15% para 3%.


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Review: Testamos o iPhone 4S
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“A decisão de preço é da empresa e o governo não tem nenhum controle sobre essas questões”, afirma o secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Sepin-MCTI), Vírgilio Augusto Fernandes Almeida. Ele informa que a contrapartida da Foxconn para fabricação do iPhone da Apple no País está sendo cumprida: a geração de mil empregos numa primeira fase e uso da cadeia produtiva local de suprimentos disponível no mercado nacional.

“Acredito que não chegaram ainda a um preço diferenciado pela falta de escala”, diz o secretário da Sepin. Ele espera que essa questão seja resolvida mais para frente, para que o iPhone nacional se torne mais acessível ao consumidor brasileiro.

De toda forma, o governo estuda enquadrar smartphones na Lei do Bem, a mesma medida que reduziu o preço dos computadores no País em quase 10%. Essa lei reduz a incidência do PIS e do Cofins.

iPhone4s300
Geração anterior mais cara: iPhone 4 feito no Brasil custa o mesmo quando o aparelho foi lançado no país


Custo Brasil
O advogado tributarista Bruno Henrique Coutinho de Aguiar, sócio do escritório Rayes & Fagundes Advogados, não acredita que o iPhone nacional tenha redução de preços no longo prazo por causa do famoso “Custo Brasil”. 

“A redução de tributos não é a única variável a ser considerada”, informa o tributarista. Ele não acredita que a indústria e a Apple estão ganhando nas margens de vendas.

Segundo ele, há outros custos que são considerados no preço final do iPhone, como de mão de obra, com a alta carga de impostos trabalhistas, e os gastos de manutenção da fábrica.

Aguiar observa que uma parte das peças para montagem do iPhone no Brasil vem de fora, o que duplicam os custos. Ainda assim, o tributarista avalia que a fabricação local de iPhone, mesmo custando mais que o importado, é bom para o Brasil. “A montagem local gera emprego para o País, renda e transferência de tecnologia”, acredita o tributarista.

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Publicado por em 10 de março de 2012 em Tecnologia

 

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