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Cristina Kirchner será investigada por acordo com Chevron

A Justiça argentina ordenou nesta terça-feira (13) uma investigação sobre a presidente Cristina Kirchner pela assinatura do acordo entre a companhia petrolífera estatal YPF e a americana Chevron para a exploração de petróleo não convencional na formação de Vaca Muerta, segundo agências e a imprensa local.

A denúncia é de que Kirchner teria beneficiado a petroleira americana e assumido risco ambiental com a prática de fracking, ao assinar o decreto 929/13. A técnica permite extraar gás em rochas por meio da injeção a pressão de líquidos no terreno com o objetivo de aumentar as fraturas do substrato rochoso onde se encontram os jazidas, o que pode gerar contaminação nos aquíferos.

A Sala II da Câmara Federal de Buenos Aires anulou a sentença do procurador Eduardo Taiano, que tinha desprezado uma denúncia de um grupo de deputados opositores contra a governante, pelos supostos delitos de “abuso de autoridade, descumprimento de deveres de funcionário público e dano ambiental em grau de tentativa”.

“Estou muito contente que a Justiça tenha considerado possível que se abra uma investigação”, declarou à Agência Efe um dos denunciantes, Alejandro Bodart, legislador do partido opositor Nova Esquerda.

Bodart, junto ao advogado ambientalista Enrique Viale, apresentou em 2013 uma denúncia contra a presidente argentina pelo decreto 929/2013, com o qual o governo criou o Regime de Promoção de Investimento para o Exploração de Hidrocarbonetos, ao sustentar que beneficiou a Chevron no exploração de Vaca Muerta.

“Leis foram violadas. O acordo violenta a Lei de Hidrocarbonetos de nosso país, que protege o meio ambiente, e vai provocar danos irreversíveis na região e para os povos originais que a habitam”, explicou o legislador.

A decisão de Taiano foi cancelada primeiro pela juíza María Servini de Cubría e agora confirmada pela Câmara Federal, que considera que “existe uma hipótese penal suscetível de ser investigada”.

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Publicado por em 14 de maio de 2014 em Tecnologia

 

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Ausência de Cristina Kirchner de atos públicos provoca rumores

Presidente argentina Cristina Fernández de Kirchner discursa ao lado de ex-presidentes Fernando de La Rua e Adolfo Rodriguez Saa no Museu del Bicentenario (Foto: Juan Mabromata/ AFP)Presidente argentina Cristina Fernández de
Kirchner discursa em foto de dezembro
de 2013 (Foto: Juan Mabromata/ AFP)

No meio de uma inundação de especulações sobre seu silêncio, a presidente argentina, Cristina Kirchner, completa este fim de semana um mês fora da cena política e ausente de qualquer ato público, apesar dos últimos eventos que aconteceram no país.

A última aparição da presidente foi em 19 de dezembro, na cerimônia dos novos altos cargos das Forças Armadas, e desde então nem os saques em nas províncias por causa de uma greve de policiais ou os maciços cortes de luz pela onda de calor a devolveram à cena pública.

“Não temos nem um motivo, e o rumor ganhou a rua, e isso é um luxo que nenhum governo administrando sua comunicação se pode permitir”, disse à agência EFE Orlando D’Adamo, co-diretor do Centro de Opinião Pública da Universidade de Belgrano.

A intensa atividade da presidente sofreu uma freada forte quando ela foi submetida em outubro a uma cirurgia craniana e ao repouso de um mês para recuperação.

Apesar de sua reaparição em novembro, com uma imagem renovada e aparentemente recuperada, seu hermetismo do último mês voltou a disparar as especulações sobre seu estado de saúde.

“O silêncio é preocupante, porque então se tecem muitas alternativas e muitas explicações que vão desde a saúde até as estratégias políticas”, assegurou D’Adamo.

Entre esses dois extremos, segundo o diretor, os cidadãos podem sentir igualmente uma “indiferença diante de seus problemas”, o que afetaria negativamente no futuro a imagem da presidente que, segundo as pesquisas de avaliação, teve uma queda de 10 pontos desde que voltou da licença médica.

A prolongada ausência de Cristina contrasta com a intensa agenda que sempre a caracterizou, com viagens diárias por todo o país para inaugurar obras e apresentar projetos em eventos transmitidos pela televisão, ou liderando reuniões com funcionários e representantes de diferentes setores.

Esse lugar está sendo ocupado agora pelo seu chefe de Gabinete, Jorge Capitanich, a quem ela deu representatividade e quem, como o resto da equipe de Governo, reforça em cada um de seus discursos que a presidente “segue à frente do Executivo e da tomada de decisões” embora não apareça em público.

“Mas a ausência está mal vista pela opinião pública, principalmente quando passamos de um contraste de quase duas aparições diárias ao sumiço da imprensa”, ressaltou D’Adamo.

Esta semana, a imprensa ressaltou as visitas de Cristina a sua mãe, Ofelia Wilhem, que está internada em um hospital de Buenos Aires para se recuperar de uma cirurgia.

Os meios de comunicação também contabilizaram os deslocamentos da presidente da residência oficial de Olivos até a Casa Rosada, onde despacha, mas sem atos programados.

Se não houver mudanças de última hora, Cristina retomará sua agenda internacional no fim de mês, segundo a última informação oficial divulgada, para a Cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), que acontece dias 28 e 29 em Havana e em seguida para Caracas para participar, dia 31, da reunião do Mercosul.

Fonte G1

 
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Publicado por em 21 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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‘Sumiço’ de Cristina sugere novo estilo e divide argentinos

Presidente costumava fazer discursos diários, mas tem aparecido menos diante das câmeras (Foto: Reuters)Presidente costumava fazer discursos diários, mas tem aparecido menos diante das câmeras (Foto: Reuters)

A presidente Cristina Kirchner retornou à Casa Rosada, a sede da Presidência, na última segunda-feira, após passar quase um mês sem falar à nação e 19 dias de isolamento em sua casa particular em El Calafate, na Patagônia, extremo sul do país.

O sumiço da presidente, que gerou críticas da oposição e de seus críticos, dividiu a opinião dos argentinos e sugere um novo estilo, segundo analistas ouvidos pela BBC Brasil.

A presidente era vista em cerimônias quase diárias, transmitidas ao vivo por diferentes emissoras, e em discursos em redes nacionais de televisão, mas sem permitir perguntas da imprensa.

Cristina também era forte adepta das redes sociais, preferindo emitir anúncios e opiniões em sua conta no Twitter. Ela tem mais de 2,5 milhões seguidores na rede social, mas até o meio desta semana seu último tuíte era de 13 de dezembro do ano passado.

Para analistas e populares, um dos principais fatores que levaram a esta mudança de comportamento é a derrota do candidato do governo na maior província do país (Buenos Aires), na eleição de outubro.

Além disso, logo após o pleito, ela foi submetida a uma cirurgia para a retirada de um hematoma no crânio e passou 47 dias de repouso – fato que contribuiu para os rumores na virada do ano.

Ausência
O analista político Roberto Bacman, do instituto CEOP, que apoiou o governo em eleições anteriores, disse estar ‘surpreso’ com o que chamou de ‘novo estilo’ da presidente.

‘Os Kirchner, Néstor (morto em 2010) e ela, nunca tiraram férias longas. Por isso agora essa atitude dela chamou atenção. Não é que o país esteja sem governo, mas ela esteve ausente, mesmo quando ocorreram fatos fortes como a greve dos policiais, os saques e mortes e durante a onda de calor recorde que afetou a energia elétrica’, disse Bacman.

Para o analista, também ‘causou surpresa’ o fato de a presidente ter colocado um chefe de gabinete ‘tão presente’ e com ‘aparições diárias’.

O governador de Chaco, Jorge Capitanich, nomeado por Cristina para o cargo, fala diariamente com os jornalistas na Casa Rosada, o que antes não ocorria.

Ele se tornou chefe de gabinete na reforma ministerial promovida pela presidente após a eleição legislativa do ano passado.

‘A presidente o empossou, ele passou a cumprir o papel de virtual primeiro-ministro e ela tirou férias. Não acho que a oposição tenha razão ao dizer que existe vazio de poder, porque ela governa, mas surgiram esses fatos novos’, disse Bacman.

O analista econômico Orlando Ferreres disse que existe uma ‘estética da ausência e ninguém sabe porque existe’. Segundo ele, esse silêncio da presidente ‘abre espaço para as especulações e afeta planos de investimentos e pode influenciar o crescimento econômico e a geração de empregos’.

Divisão
Para Bacman, a questão dividiu a população argentina; alguns acham que ‘ela é humana e merece férias’, outros, que não a apoiam, que ‘existe algo estranho por trás da ausência’.

Nas ruas de Buenos Aires na quarta-feira, os eleitores pareciam reforçar essa opinião. ‘Dizem que ela pode renunciar. Será verdade?’, perguntou Alejandra, professora de inglês, que preferiu não ter o sobrenome divulgado.

‘Acho que ela resolveu tirar longas férias depois da derrota do ano passado. E sinceramente pra mim não faz a menor diferença. Estávamos já cansados. Agora, é acostumar e esperar a eleição de 2015’, disse a contadora aposentada Mariel Muñoz, de 63 anos.

Uma funcionária pública que se identificou apenas como Gimena, de 35 anos, disse que votou na presidente na primeira eleição e na reeleição e entende que ‘ela precisava de descanso’.

‘Acho que ela fez e faz muitas coisas boas para o país, mas ficou sentida com o resultado das urnas. Acho que os que não votaram nela queriam um tempo da sua presença e ela entendeu isso e resolveu colocar um chefe de Gabinete (Casa Civil) para falar a nação. Mas quem governa é ela’, disse.

Fonte G1

 
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Publicado por em 10 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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Cristina Kirchner se recupera bem de cirurgia na Argentina, diz boletim

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, evolui favoravelmente e sem compliocações no primeiro dia do pós-operatório, após a internação para a extração de um hematoma em sua cabeça, informou nesta quarta-feira (9) o boletim médico oficial.

O texto da Fundação Favarolo, onde Cristina foi operada, afirma que “seu estado de espírito é muito bom” e que nesta quarta ela inicia uma dieta oral.

A presidente foi operada de um coágulo entre o cérebro e o crânio, detectado no sábado e originário de um traumatismo sofrido em 12 de agosto.

“Ela tem os parâmetros vitais dentro dos níveis normais” e continua sob “estrito controle médico”, diz o texto.

O próximo boletim deve sair nesta quinta (10) ao meio-dia.

Simpatizantes da presidente argentina Cristina Kirchner fazem vigília em frente a clínica em Buenos Aires nesta terça-feira (8) (Foto: AFP)Simpatizantes da presidente argentina Cristina Kirchner fazem vigília em frente a clínica em Buenos Aires nesta terça-feira (8) (Foto: AFP)

Fonte G1

 
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Publicado por em 9 de outubro de 2013 em Brasil

 

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Papa deseja ‘total restabelecimento’ a Cristina após cirurgia na Argentina

O Papa Francisco, que é argentino, desejou nesta quarta-feira (9) um “total restabelecimento” à presidente Cristina Kirchner, que passou por uma cirurgia na véspera em Buenos Aires.

“Peço à Virgem Maria, Nossa Senhora de Luján, que a fortaleça par que novamente possa voltar a suas responsabilidades cotidianas”, afirmou o pontífice em uma mensagem calorosa dirigida simplesmente a “Cristina”.

Jorge Maria Bergoglio, que não manteve boas relações com Néstor e Cristina Kirchner quando era cardeal de Buenos Aires, afirmou rezar pelo total restabelecimento da presidente.

Cristina foi operada de hematoma subdural, em um procedimento bem sucedido, e agora se recupera, segundo o governo argentino.

Ela deve permanecer alguns dias afastada de suas funções.

Simpatizantes da presidente argentina Cristina Kirchner comemoram o sucesso da cirurgia em frente a clínica em Buenos Aires nesta terça-feira (8) (Foto: Natacha Pisarenko/AP)Simpatizantes da presidente argentina Cristina Kirchner comemoram o sucesso da cirurgia em frente a clínica em Buenos Aires nesta terça-feira (8) (Foto: Natacha Pisarenko/AP)

Fonte G1

 
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Publicado por em 9 de outubro de 2013 em Brasil

 

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Entenda a crise de saúde de Cristina Kirchner e suas consequências políticas

A presidente da Argentina, Cristina Kichner, surpreendeu o mundo político ao se afastar temporariamente do cargo para tratamento médico. Nesta terça-feira, ela deverá se submeter a uma cirurgia para cuidar de um hematoma no crânio.

Os problemas de saúde de Cristina vieram à tona no sábado, quando o governo informou que ela ficaria afastada por um mês, em repouso, para tratar de um hematoma subdural crônico. Em seu lugar assume o vice, Amado Boudou.

No domingo, no entanto, a presidente sentiu um ‘formigamento no braço esquerdo’, o que, segundo uma nota oficial, fez os médicos reverem seu tratamento. Nesta segunda-feira, o governo comunicou que a presidente se submeterá a uma cirurgia.

Vários líderes regionais manifestaram solidariedade a Cristina. A presidente Dilma Rousseff disse em sua conta de Twitter que a colega argentina é sua ‘amiga e amiga do Brasil’.

O que Cristina Kirchner tem?
Segundo comunicado da Casa Rosada, Cristina sofre um ‘hematoma subdural crônico’. O diagnóstico foi divulgado após uma consulta médica de rotina no Hospital Universitário da Fundação Favaloro, em Buenos Aires.

Uma forte dor de cabeça levou os médicos a submeter a presidente a uma tomografia computadorizada, quando se teria descoberto o problema.

Segundo o porta-voz da presidência, Cristina sofreu uma queda em agosto, o que poderia ter motivado o quadro. Não foram divulgados, no entanto, detalhes sobre o incidente.

A imprensa local chegou a especular que Cristina teria caído da escada do avião presidencial e batido a cabeça.

Os veículos mais críticos ao governo cobraram maior transparência a respeito das condições clínicas de Cristina e as circunstâncias em que se deu sua ‘consulta de rotina’.

O agora presidente em exercício, Amado Boudou, se encarregou de responder aos questionamentos.

‘Não tem nenhuma incerteza ou coisa estranha’, disse. ‘Cristina só está tendo um descanso de que precisava’, disse.

O que é um hematoma subdural?
Hematoma subdural é o quadro de acúmulo de sangue na região entre o crânio e o cérebro.

Trata-se de um quadro relativamente comum em casos de traumatismo envolvendo pessoas de idade média e avançada.

Cristina tem 60 anos de idade e, segundo a Presidência, sofreu uma queda em agosto.

Hematomas assim podem desaparecer com repouso (quando o líquido é reabsorvido) ou com intervenção cirúrgica para drenagem.

Segundo comunicado do hospital, a presidente fez vários exames. A opção pela cirurgia se deu após o formigamento no braço esquerdo e após ‘leve perda da força muscular do mesmo membro superior’.

Desde a morte repentina em 2011 do ex-presidente e marido de Cristina, Néstor Kirchner, o governo tem sido extremamente cauteloso com a saúde da mandatária.

Em várias ocasiões Cristina suspendeu sua agenda, inclusive encontros internacionais, após sentir tontura ou cansaço físico como decorrência de sua baixa pressão arterial.

Em janeiro de 2012, Cristina se submeteu a uma cirurgia para extrair a glândula tireoide. Chegou-se a anunciar na ocasião que a presidente sofria de um câncer, mas exames após a operação mostraram que se tratava de um diagnóstico equivocado.

E agora, quem manda?
Assim que se anunciou o afastamento da presidente, o vice, Amado Boudou, foi convocado. Ele estava em viagem ao Brasil e partiu imediatamente à Argentina.

Boudou assumiu oficialmente o cargo interino na segunda-feira.

‘É igual ao ano passado. Não tem nada estranho’, disse, em referência ao afastamento de Cristina durante a cirurgia anterior.

‘Ela pediu para manter a gestão e toda a equipe da presidente vai manter a gestão’, disse.

Após ganhar a simpatia de Cristina no último governo, Boudou ficou relegado a segundo plano nos últimos meses.

O vice é investigado por suposto enriquecimento ílicito durante sua gestão como ministro da Economia.

Boudou é personagem central do escândalo Ciccone. A Justiça tenta esclarecer se o então ministro havia feito tráfico de influência e informação durante a compra da empresa gráfica Ciccone Calcográfia, que entrou em falência pouco antes de ser estatizada.

Setores da oposição classificaram como ‘inadequada’ a transmissão interina de cargo a Boudou.

Quais a consequências políticas do afastamento de Cristina?
O governo assegura que a agenda do Executivo não muda. O impacto mais provável pode se dar no contexto partidário, já que no dia 27 de outubro os argentinos vão para as urnas para eleger deputados e senadores.

A expectativa é de votos pouco simpáticos ao governo, que saiu derrotado nas eleições primárias em agosto, um termômetro para as eleições parlamentares.

O afastamento de Cristina se dá na reta final da campanha, cuja batalha mais difícil ocorre na Província de Buenos Aires, tradicional reduto peronista.

As pesquisas mostram o ex-aliado de Cristina e provável candidato à sua sucessão, o também peronista Sergio Massa, como favorito.

Nas primárias, Massa venceu o candidato governista, Martín Insaurralde. Cristina agora tenta recuperar a força do kirchnerismo na Província a fim de assegurar apoio político para os dois últimos anos de seu governo, que acaba em 2015.

Fonte G1

 
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Publicado por em 9 de outubro de 2013 em Brasil

 

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Cristina Kirchner já está sendo operada, diz presidência da Argentina

Simpatizantes da presidente argentina Cristina Kirchner fazem vigília em frente a clínica em Buenos Aires nesta terça-feira (8) (Foto: AFP)Simpatizantes da presidente argentina Cristina Kirchner fazem vigília em frente a clínica em Buenos Aires nesta terça-feira (8) (Foto: AFP)

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, começou a ser operadaa na manhã desta terça-feira (8) de um hematoma subdural (acúmulo de sangue na cabeça). A cirurgia começou às 8h18, segundo a presidência argentina.

Cristina foi internada na segunda para ser submetida a exames cardiovasculares pré-cirúrgicos, após sentir um formigamento no braço esquerdo, acrescentaram os médicos.

“A presidente apresentou no domingo um formigamento em seu braço esquerdo (…) registrando uma transitória e leve perda de força muscular em seu membro superior. É indicada a intervenção cirúrgica que consiste na retirada do hematoma”, indicou a Fundação Favaloro.

O estado de saúde da presidente gera preocupação e especulações no país.

A operação é simples e de bom prognóstico, disse à AFP o doutor Anders Cohen, chefe de Neurocirurgia do Brooklyn Hospital Center de Nova York.

“É uma intervenção simples, de curta hospitalização, talvez três dias, seguida de um período de reabilitação. Ela poderá retomar suas atividades em 4 a 6 semanas (…). O prognóstico deve ser muito bom.”

O que afeta a presidente é uma das coisas mais comuns com pessoas que sofrem um trauma na cabeça. “Ocorre regularmente após um acidente”, disse.

Kirchner, 60 anos, sofreu em 12 de agosto um traumatismo craniano, após o qual não apresentou sintomas, mas no sábado passado foi detectado um hematoma subdural crônico.

“Isto é muito possível, se a veia que se rompeu era muito pequena, o sangue flui muito lentamente e não é anormal que após várias semanas surja o hematoma”, disse Cohen.

“Trata-se de um hematoma que está entre o cérebro e o crânio. O sangue acumulado faz pressão no cérebro, então fazemos uma pequena incisão para abrir uma janela, isto dura cerca de 45 minutos, não é um procedimento longo, se remove o sangue e se certifica de que não há atividade sanguínea no local. Depois se coloca um dreno, algo que o paciente normalmente tolera muito bem”, disse.

“É uma cirurgia que se faz há mais de 100 anos, de procedimento simples, e pode ocorrer com segurança em qualquer lugar do mundo”.

Eleições
O hematoma vai manter a combativa líder, de 60 anos, fora de ação durante um mês, faltando apenas três semanas para a eleição legislativa de meio de mandato, em 27 de outubro, a qual vai determinar quanto poder no Congresso ela terá nos dois últimos anos no governo.

O vice-presidente Amado Boudou antecipou durante o fim de semana o retorno de uma viagem ao Brasil e à França e assumiu a Presidência.

Segundo o porta-voz presidencial, o estado da presidente pode ser resultado de uma queda sofrida em agosto, embora na ocasião ela tenha sido liberada pelos médicos.

Cristina, conhecida por acompanhar de perto o trabalho de seu gabinete, pode ter dificuldades para se manter distante durante um período politicamente sensível para a Argentina, a terceira maior economia da América Latina.

Além disso, o seu governo está no auge de uma batalha em tribunais dos Estados Unidos sobre a crise do calote da dívida argentina, um caso do qual ela gosta de falar publicamente.

Pesquisas recentes indicaram que o governo pode perder o controle do Congresso na eleição de meio de mandato, um resultado que tiraria de Cristina a oportunidade de fazer uma reforma constitucional que lhe permitiria disputar um terceiro mandato em 2015.

Reeleita em 2011 com base na promessa de elevar o papel do governo na economia, a presidente tem dito que não pensa em um terceiro mandato. Mas persistem as especulações de que seus partidários querem emendar a Constituição para que ela possa concorrer novamente.

Cristina foi eleita pela primeira vez em 2007, quando a Argentina se recuperava do catastrófico calote da dívida em 2002.

Suas políticas comerciais protecionistas, controles cambiais e de nacionalização das principais companhias aérea e de petróleo e do sistema de previdência privada mantiveram a Argentina como um pária dos mercados internacionais.

Fonte G1

 
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Publicado por em 8 de outubro de 2013 em Brasil

 

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