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EUA vão reforçar apoio a aliados da Otan por crise na Ucrânia

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O Pentágono estuda medidas de apoio adicionais a seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Leste Europeu, diante da preocupação crescente com as manobras militares russas às portas da Ucrânia, informou um porta-voz militar americano nesta terça-feira (29).

Os Estados Unidos planejam fortalecer os exercícios de treinamento programados para junho nos países bálticos, no momento em que Moscou caracteriza as sanções decididas contra ela como a “Cortina de Ferro” do Ocidente.

Segundo o contra-almirante John Kirby, o Pentágono pretende fazer exercícios por mar e terra “mais fortes, usando elementos adicionais que já se encontram na Europa – provavelmente mais aviões, possivelmente mais navios”.

O secretário americano da Defesa, Chuck Hagel, sugeriu isso a seu homólogo da Estônia, Sven Mikser, durante uma reunião nesta terça no Pentágono.

Em paralelo, o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, reuniu-se na Casa Branca com a primeira-ministra da Letônia, Laimdota Straujuma, e destacou o “firme compromisso” de Washington com a defesa coletiva de seus aliados da Otan, anunciou o Executivo americano em um comunicado.

“Ambos os líderes conversaram sobre a importância crítica de fortalecer a segurança energética da Europa, por meio de ações coordenadas entre os Estados europeus”, completou a nota

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Publicado por em 1 de maio de 2014 em Brasil

 

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China endurece lei contra poluidores para conter crise ambiental

Chaminés liberam fumaça de um planta de aquecimento em Jilin, na China; estudo mostra que poluição chinesa chega até os Estados Unidos (Foto: Reuters/Stringer)Chaminés liberam fumaça de um planta de aquecimento em Jilin, na China (Foto: Reuters/Stringer)

A China aprovou nesta quinta-feira (24) a primeira emenda em 25 anos à sua lei de proteção ambiental, impondo penalidades mais duras sobre poluidores depois que o governo declarou “guerra” à poluição.

As mudanças aprovadas pelo comitê permanente do Congresso Nacional do Povo (CNP), o Parlamento chinês, entrarão em vigor em 1º de janeiro de 2015 e ocorrem em meio a um descontentamento público crescente a respeito da poluição.

As leis revistas impõem “punições mais severas a maus-feitos ambientais e tem artigos e provisões específicos para combater o “smog (mistura de neblina e fumaça), tornando o cidadão mais consciente da proteção ambiental e protegendo os denunciantes”, informou a agência de notícias oficial Xinhua.

A norma também prevê até 15 dias de detenção para autoridades em companhias que, entre outras violações, evitam “avaliações de impactos ambientais e se recusam a suspender a produção após ter sofrido uma interdição”. “A nova lei determina que as companhias serão nominadas e expostas publicamente por violar leis ambientais”, afirmou.

O arranha-céu de 75 andares de Shenyang é visto na província de Liaoning 10 dias atrás e nesta segunda (21), à direita, mostrando a diferença na qualidade do ar. A poluição, uma das preocupações crescentes na China, deixou a visibilidade inferior a 200 m. (Foto: Reuters/Stringer)Comparação: arranha-céu de 75 andares de Shenyang
sem smog (à esquerda) e com smog (à direita)
(Foto: Reuters/Stringer)

Crise ambiental
Após décadas de florescimento econômico, a China está mergulhada em problemas ambientais, com grandes partes do país cobertas por um espesso “smog” e canais e porções de terra poluídos. A poluição emergiu como um impulsionador do descontentamento com o governo, provocando protestos ocasionais.

Segundo a agência Xinhua, a emenda marcou “a primeira mudança na legislação em 25 anos”. A emenda aprovada nesta quinta-feira – que também pede aos cidadãos para adotar um “estilo de vida frugal e de baixo carbono” – foi aprovada depois que o premier Li Keqiang prometeu, no mês passado, declarar “guerra” à poluição.

Sessenta por cento da água subterrânea na China, oficialmente monitorada, está poluída demais para ser ingerida diretamente, segundo a imprensa estatal, reforçando os graves problemas ambientais do país.

O ministério de Meio Ambiente da China estimou recentemente que 16% da área terrestre do país estavam poluídos, com quase um quinto de áreas de cultivo contaminado por elementos inorgânicos, como o cádmio.

A qualidade do ar estava abaixo dos padrões nacionais em quase todas as grandes cidades chinesas no ano passado, informou uma alta autoridade ambiental no mês passado. Apenas três de 74 cidades monitoradas pelo governo alcançaram o padrão de qualidade do ar.

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Publicado por em 30 de abril de 2014 em Tecnologia

 

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Crise da Ucrânia pode afetar pacto de arma atômica, diz secretário da ONU

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, alertou nesta segunda-feira (24) que a crise na Ucrânia pode ter profundas implicações para a integridade de um tratado mundial concebido para evitar a disseminação de armas nucleares.

A Ucrânia desistiu de seu arsenal nuclear da era soviética em 1994, conforme os termos do Memorando de Budapeste, assinado em conjunto com Grã-Bretanha, Estados Unidos e Rússia. O tratado deu garantias à soberania e integridade da Ucrânia em troca do compromisso, uma vez cumprido, de desistir das armas nucleares do país.

No entanto, a Rússia se apoderou da região ucraniana da Crimeia, cuja população é majoritariamente de origem russa, depois da queda em fevereiro do presidente pró-russo da Ucrânia e de meses de protestos em massa contra o governo.

Nesta segunda-feira, a Ucrânia ordenou que suas tropas remanescentes deixem a Crimeia, depois que as forças russas invadiram uma das últimas bases ucranianas nessa região do Mar Negro.

Os comentários de Ban sugerem a preocupação de que os acontecimentos na Ucrânia possam fazer com que alguns países se tornem mais relutantes em desistir de qualquer capacidade que possuam no âmbito das armas nucleares, ou levar outros a buscar produzi-las.

Em um pronunciamento em uma cúpula sobre segurança nuclear, em Haia, Ban disse que as garantias de segurança foram uma condição essencial para a posterior adesão da Ucrânia ao Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), de 1970 – o pacto antiarmas nucleares firmado por 189 nações.

“No entanto, a credibilidade das garantias dadas à Ucrânia no Memorando de Budapeste de 1994 foi seriamente abalada pelos últimos acontecimentos”, disse ele à cúpula, da qual participam líderes de 53 países, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Fonte G1

 
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Publicado por em 26 de março de 2014 em Brasil

 

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Presidente chinês faz 1ª viagem à Europa em plena crise da Crimeia

O presidente chinês, Xi Jinping, chegou neste sábado (22) à Holanda em sua primeira visita oficial à Europa, em plena crise diplomática após a anexação da Crimeia pela Rússia.

Presidente chinês, Xi Jinping, e a mulher Peng Liyuan na chegada em Amsterdã (Foto: Peter De Jong/AFP)Presidente chinês, Xi Jinping, e a mulher Peng Liyuan na chegada em Amsterdã (Foto: Peter De Jong/AFP)

Xi, no poder há pouco mais de um ano, chegou pouco depois do meio-dia (8h de Brasília) ao aeroporto de Amsterdã, onde foi recebido pelo rei Willem-Alexander e por sua esposa, a argentina Máxima.

O mandatário chinês está acompanhado de sua esposa, a popular cantora e general do Exército Peng Liyuan, e de cerca de 200 empresários, que participarão de um fórum econômico sino-holandês no domingo.

A chegada do líder chinês acontece às vésperas de uma reunião do G7, na segunda-feira. No encontro do seleto grupo dos sete grandes países industrializados -Reino Unido, França, Canadá, Alemanha, Japão e Estados Unidos- serão discutidas novas sanções contra a Rússia pela anexação da Crimeia, em meio à maior crise na Europa desde a Guerra Fria.

Pequim, que mostrou uma indulgente neutralidade com Moscou, absteve-se no sábado passado durante a votação de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU condenando o referendo da Crimeia. O documento contou com o apoio do restante dos países e recebeu o veto da Rússia.

O presidente Xi Jinping terá que defender essa posição diante de seu homólogo americano, Barack Obama, com quem deve se reunir, aproveitando a Cúpula sobre Segurança Nuclear (NSS, segundo suas siglas em inglês).

Esta cúpula, que será realizada na segunda e na terça-feira em Haia por iniciativa de Obama, vai reunir cerca de 50 líderes de todo mundo para analisar as formas de evitar atentados terroristas nucleares.

Obama quer deixar como legado a segurança nuclear. Em 2009, afirmou que o terrorismo nuclear é a “ameaça mais imediata e extrema para a segurança mundial”.

Xi Jinping também deve falar da crise na Ucrânia durante seus encontros com a chanceler alemã, Angela Merkel, e com o presidente francês, François Hollande.

A Ucrânia é um assunto difícil para a China. O governo de Pequim está dividido entre sua defesa tradicional da integridade territorial e sua solidariedade a Moscou, considerado um aliado contra Washington.

Vários assuntos, em particular as acusações de ciberespionagem, deixam Estados Unidos e China em lados opostos.

Apesar disso, os especialistas não esperam que Xi vá fazer grandes declarações sobre a situação na ex-república soviética.

O mandatário chinês deve visitar a França na terça à noite em ocasião do 50º aniversário do reconhecimento da China Popular pelo general De Gaulle. Na sexta, irá a Berlim e, no domingo seguinte, a Bruxelas, onde fará uma visita de dois dias.

No dia 1º de abril, ele realizará a primeira visita de um presidente chinês às instituições europeias em Bruxelas, capital da União Europeia, maior sócio comercial da China.

As autoridades chinesas anunciaram na sexta-feira seu desejo de encerrar uma investigação antidumping contra exportadores europeus de vinho, depois do acordo alcançado entre organizações profissionais vitícolas da China e da União Europeia.

Fonte G1

 
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Publicado por em 24 de março de 2014 em Brasil

 

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Ban Ki-moon relata sua preocupação com crise na Ucrânia a Putin

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, afirmou nesta quinta-feira (20) ao presidente russo Vladimir Putin que se encontra muito preocupado com crise na Ucrânia, depois da anexação da Crimeia por parte da Rússia.

“Como secretário-geral, não posso ocultar que estou profundamente preocupado com a atual situação”, declarou Ban.

Putin, por sua vez, lembrou que a Rússia, como país fundador do organismo mundial, “sempre, de maneira permanente e consequente, respaldou o papel central da ONU” na arena internacional.

Acrescentou que a Rússia avalia altamente os esforços do secretário-geral da ONU na solução das “crises anteriores e as possíveis crises existentes”.

Antes de se reunir com Putin, Ban teve um encontro com o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov.

Na sexta-feira (21), o secretário-geral estará na Ucrânia para se reunir com o presidente interino, Oleksandr Turchinov; o primeiro-ministro Arseni Yatsenyuk; e outros responsáveis, acrescentou a nota.

Durante sua estadia em Kiev, Ban se encontrará também com membros da missão das Nações Unidas para a supervisão dos direitos humanos na Ucrânia e com personalidades da sociedade civil.

A viagem de Ban é parte de seus esforços diplomáticos para encorajar todas as partes a resolver a atual crise de forma pacífica. Ainda segundo o texto, o secretário-geral insistiu repetidamente em que se alcance uma solução guiada pelos princípios da Carta das Nações Unidas.

A viagem acontece justo depois de a Rússia anexar formalmente a península da Crimeia dois dias depois do referendo realizado no domingo passado, e cuja legalidade foi rejeitada pela Ucrânia e boa parte da comunidade internacional. O Conselho de Segurança das Nações Unidas realizará nesta tarde uma nova reunião para tratar da crise.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, é fotografado enquanto conversa com o presidente russo, Vladimir Putin, em visita a Moscou para tratar da crise entre Rússia e Ucrânia (Foto: Sergei Ilnitsky/Reuters)O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, é fotografado enquanto conversa com o presidente russo, Vladimir Putin, em visita a Moscou para tratar da crise entre Rússia e Ucrânia (Foto: Sergei Ilnitsky/Reuters)

Fonte G1

 
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Publicado por em 21 de março de 2014 em Brasil

 

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UE apliará lista de pessoas sancionadas por crise na Ucrânia

A União Europeia (UE) ampliará a lista de personalidades russas e ucranianas pró-Moscou que terão vistos proibidos e bens congelados, anunciou a chanceler alemã Angela Merkel, que não descartou sanções econômicas em caso de escalada.

Nas últimas semanas, Merkel endureceu a posição contra a Rússia por causa das ações na Ucrânia, país do qual a Crimeia decidiu se separar para se integrar à Rússia.

“No Conselho Europeu que começa hoje, os chefes de Estado e de Governo da UE fixarão as sanções (da fase 2) decididas há duas semanas […] Entre elas, uma ampliação da lista de pessoas afetadas pela proibição de visto e o congelamento de bens”, declarou no Parlamento.

A UE já impôs restrições de viagens e congelamento de ativos a pessoas apontadas como responsáveis pela ocupação russa da Crimeia. A escalada das sanções envolveria a ampliação das restrições, passando em seguida para sanções comerciais e financeiras mais amplas.

“No caso de escalada estamos dispostos a passar a qualquer momento à fase três das sanções, que significará sem dúvida sanções econômicas”, completou, poucas horas antes da reunião de chefes de Estado e de Governo europeus em Bruxelas.

A anexação da Crimeia pela Rússia exige “uma resposta decidida e unida da Europa e de seus sócios”, insistiu.

Quanto ao futuro da Rússia no G8 e uma reunião de cúpula do G8 em junho, a chanceler declarou: “Enquanto as condições políticas não estiverem reunidas para uma reunião desta envergadura, não há G8, nem reunião de cúpula, nem formato deste tipo”.

Os preparativos para o encontro do G8 em junho na cidade russa de Sochi foram suspensos por causa da situação na Crimeia.

Ao falar sobre as consultas governamentais Alemanha-Rússia previstas para o fim de abril, a chanceler deixou a porta aberta para todas as opções.

“O governo alemão decidirá se acontecem ou não, e em qual formato”, advertiu.

Fonte G1

 
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Publicado por em 21 de março de 2014 em Brasil

 

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Agência de risco ameaça baixar a nota da Rússia por crise na Ucrânia

A agência de avaliação Standard & Poor’s baixou nesta quinta-feira para ‘negativa’ a perspectiva da nota da dívida da Rússia, em razão dos riscos ligados às sanções ocidentais contra Moscou após a anexação da Crimeia.

“O aumento dos riscos geopolíticos e a perspectiva de sanções econômicas (…) podem reduzir os fluxos de investimentos e aumentar a fuga de capitais, enfraquecendo assim o desempenho econômico da Rússia, já em deterioração”, explicou a agência em um comunicado.

Nota de risco (Foto: Editoria de Arte/G1)

O rating, ou nota de risco, é definido por agências internacionais e é uma referência para investidores sobre a “saúde financeira” e a possibilidade de não pagamento das dívidas e outras obrigações. Essa nota influencia o custo de se levantar dinheiro no mercado, já que se pode cobrar juros maiores porque o risco também é mais alto.

Moscou, que tem uma dívida pública relativamente baixa, é classificado como “BBB” pela S&P, considerado o nível mais baixo da categoria grau de investimento pelo mercado.

“Para nós, a situação geopolítica já teve um impacto negativo sobre a economia russa”, acrescentou a agência, indicando que a estimativa de fuga de capitais no primeiro trimestre de 2014 aumenta para cerca de US$ 60 bilhões, ou seja, o equivalente ao total durante todo o ano passado.

A União Europeia e os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira novas medidas de punição contra Moscou, que respondeu ratificando a integração da península da Crimeia e com sanções contra autoridades americanas.

Fonte G1

 
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Publicado por em 21 de março de 2014 em Brasil

 

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Crise ucraniana é teste para unidade europeia

Os próximos dias colocarão à prova a determinação e a habilidade da Europa em lidar com a crise ucraniana.

“Será um grande teste à unidade europeia pós-Guerra Fria”, resumiu um funcionário do alto escalão da União Europeia (UE).

A UE, que discute sanções contra a Rússia, advertiu Moscou das ‘consequências’ caso não participe de um diálogo sério a respeito da crise e recue suas tropas.

Crise ucraniana colocará à prova a unidade europeia e a relação entre UE e Rússia (Foto: reuters)Crise ucraniana colocará à prova a unidade europeia e a relação entre UE e Rússia (Foto: reuters)

Essa pressão deverá ser reforçada em encontros entre chanceleres europeus, nesta semana.

Até agora, a Europa fez um gesto: suspendeu as negociações de um pacto econômico com a Rússia e as facilitações para emissões de visto. Para Moscou, essas medidas causam apenas uma leve irritação.

Tanto os Estados Unidos como a UE dizem que não vão reconhecer o referendo realizado na Crimeia, em que 97% votaram pela anexação do território ucraniano à Rússia.

O presidente francês, François Hollande, alega que não reconhece o que chamou de “pseudo-consulta”; o chanceler britânico, William Hague, afirma que “chegou a hora para medidas restritivas mais duras”.

Dilemas
Embaixadores europeus em Bruxelas definiram que 21 autoridades russas (ainda
não identificadas) e ucranianas serão alvo das sanções, que incluem o congelamento de bens e restrições a viagens ao bloco.

Todas as ações, até agora cautelosas e modestas, têm a intenção de aumentar os custos de uma ação russa em território ucraniano.

Mas a verdadeira questão é se a UE está preparada para adotar sanções econômicas que afetem as exportações e os negócios russos (semelhantes, por exemplo, às sanções adotadas contra o Irã).

Isso afetaria a economia russa em um momento vulnerável: os custos de seus empréstimos estão crescendo, e acredita-se que alguns dos maiores bancos do mundo estejam reduzindo suas linhas de crédito a clientes russos.

Mas as sanções econômicas estão muito longe de acontecer. Seria necessário obter o apoio unânime dos 28 Estados-membros da UE, e muitos hesitariam em tomar tal medida.

O ministro alemão de Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, advertiu que qualquer medida deve deixar abertas “possibilidades para impedir uma escalada que leve a um racha mais profundo na Europa”.

Seu par holandês agregou que “fará todo o possível para impedir sanções”, por acreditar que elas “trariam sofrimento a todos”.

O dilema se estende por toda a Europa: as sanções só serão adotadas se os países estiverem preparados para também aceitar as perdas que vierem com elas – e num momento em que muitos países ainda lutam para superar os efeitos da crise de 2008.

A cautela europeia deriva de seus próprios interesses econômicos e, até certo ponto, de sua dependência energética: 30% do gás natural da UE é de origem russa.

Ideia eurasiana
Além disso, as exportações europeias à Rússia totalizaram 123 bilhões de euros (R$ 402 bilhões). A Alemanha, em especial, tem se beneficiado de uma relação econômica com Moscou que tem sido especialmente benéfica a seu setor exportador – mais de 6 mil empresas alemãs fazem negócios com a Rússia.

Uma opção para a UE seria almejar os líderes das poderosas empresas russas Gazprom e Rosneft, ou então isolar o setor bancário do país.

Haveria retaliação, mas os ministros europeus terão de decidir se sua credibilidade política é mais importante do que seus interesses comerciais.

No início da crise, o governo alemão de Angela Merkel defendiam o caminho do diálogo, e não o da punição, e pedia a criação de um grupo de debate com a Rússia.

Até agora isso não aconteceu, e a Alemanha e o restante da UE terão de decidir como vão lidar com o presidente russo, Vladimir Putin, no futuro.

Putin sonha com uma união eurasiana – que inclua Rússia, Ucrânia, Belarus e Cazaquistão -, competindo com a influência da UE sobretudo no Leste Europeu.

Quanto à crise na Ucrânia, Putin defende a criação de um grupo internacional de apoio, mas desde que Kiev aceite a anexação da Crimeia por Moscou.

‘Nossa terra’
Os Estados Unidos e a Europa ainda tentam facilitar o diálogo entre o Kremlin e o novo governo ucraniano, mas as negociações estão cada vez mais difíceis.

Cerca de 70% dos russos estão convencidos de que a população de origem russa está sob perigo real na Ucrânia. Muitos compartilham do apego emocional de Putin à Ucrânia e acreditam que seu país precisa combater os ‘fascistas’ em Kiev.

Com isso, um meio-termo fica mais distante. E, se as tropas russas invadirem outras partes do território ucraniano, provavelmente será impossível impedir que o conflito ganhe proporções mais amplas.

Ao mesmo tempo, muitos agora admitem que a UE cometeu um erro estratégico na Ucrânia: o acordo de aproximação bilateral (cuja recusa, em novembro, pelo presidente destituído Viktor Yanukovych, desencadeou a atual crise) foi conduzido basicamente por tecnocratas.

O acordo previa tirar a Ucrânia da órbita russa. Mas, como disse uma autoridade, pedindo anonimato: “Nunca fizemos um debate substancial sobre onde achamos que é o lugar da Ucrânia” ou sobre como a Rússia reagiria.

Alguns também acham que a UE errou ao apoiar em demasia a oposição (agora no poder) ucraniana.

E a UE, que investiu pesado para construir uma Ucrânia mais democrática, agora tem de apoiar o novo governo em Kiev, cujo ministro da Defesa disse recentemente que “esta é nossa terra e não vamos sair daqui”.

Fonte G1

 
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Publicado por em 18 de março de 2014 em Brasil

 

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Crise na Espanha faz produtora pornô faturar com ‘amadoras’

Violeta, nome artístico (Foto: BBC)Violeta, nome artístico (Foto: BBC)

É um dia muito importante para Violeta. A madrilenha de 21 anos, cabelo loiro, liso, com franjinha, olhos azuis brilhantes, 1,59 metro e alguns quilinhos a mais vai gravar a primeira cena dela como atriz pornô.

Ela trabalha há dois anos na maior produtora de conteúdo erótico para internet na Espanha, mas nunca tinha gravado uma sequência de sexo explícito.

Antes, ela passava de quatro a seis horas ao dia exibindo-se de lingerie em frente a uma webcam conectada à internet. Aos que se dispõem a pagar R$ 4,50 por minuto do seu tempo, ela faz um show de strip-tease e “algo mais, a pedido do cliente”.

O nome é artístico. Violeta diz ter 27 anos e trabalhava como recepcionista até ficar grávida e perder o emprego, dois anos atrás. Mora com os pais, duas irmãs e o filho, dividindo um apartamento de 50 m² numa cidade proletária ao sul de Madri.

Ela é uma das cem mulheres que trabalham com carteira assinada para essa produtora. Praticamente todas têm o mesmo perfil, definido por eles como “a vizinha”: garotas normais, de 20 a 30 anos, espanholas, atraentes, mas longe do estereótipo de filmes pornográficos – a típica modelo turbinada e com quilos de maquiagem.

Não fazem filmes inteiros, apenas “cenas” de no máximo 15 minutos, em que os atores, diferentemente das atrizes, não recebem um tostão. “Ninguém vê pornografia pelo ator e, se o homem não tem valor, por que pagá-lo? Não tem sentido comercial”, explica o comediante Ignacio Allende, de 43 anos, dono da produtora e o único ator profissional da empresa.

Os demais são assinantes do site, que participam por fetiche, ou se oferecem aproveitando a visibilidade para tentar participar de outras produções – estrangeiras, porque a indústria pornô espanhola está há três anos sem lançar um filme no mercado nacional.

No mesmo período, Allende (conhecido como Torbe) quadruplicou seus lucros e chega a faturar R$ 600 mil em apenas um mês com seus vídeos, que são disponibilizados para assinantes pela internet.

Fantasia com a vizinha
Torbe teve a ideia do que batizou há cerca de 15 anos de “Pornô Freak”, porque não se leva a sério e foge dos padrões de beleza atuais.

“Quem nunca fantasiou uma aventura com aquela vizinha linda? O que fazemos é aproximar a pornografia à vida real, com homens e mulheres reais”, afirma Torbe, que na época gravava no seu próprio apartamento.

Atualmente, no loft que usa como estúdio ao lado da Plaza de España, bairro nobre de Madri, grava no mínimo nove cenas por semana, enquanto a média do mercado não passa da quatro.

A Apeoga, associação que reúne as 14 principais produtoras de cinema pornográfico, nega a teoria de que não souberam evoluir para se manter no mercado. “Isso é uma besteira, a culpa foi da pirataria”, esbraveja Antonio Marcos, sócio da produtora Canal X e presidente da entidade, que reúne 90% das antigas empresas do mercado.

Algumas saíram da Espanha e continuam produzindo, principalmente ao público americano.

Mas a maioria teve que mudar de atividade. “Nós vendemos bombas e extensores para aumentar o pênis, além de gravar anúncios de publicidade como uma produtora normal”, explica.

Sonho e dinheiro
No estúdio de Torbe, de 700 m², a ausência de paredes permite acesso e visibilidade a praticamente todos cômodos da casa. À esquerda, dez computadores colocados frente a frente em linhas de cinco são onde algumas das modelos vem exibir-se nas webcams. Mas a grande maioria o faz da própria casa.

Violeta chega tarde.”Não tinha com quem deixar meu filho e tive que recorrer a uma prima”, revela. Apenas suas irmãs e seu namorado sabem da nova profissão. “Meus pais acham que eu ainda trabalho de recepcionista, mas o que eles diriam se descobrissem? Somos minha irmã mais nova – que é cabeleireira – e eu que mantemos a casa”.

Ela justifica a mudança com o aumento da renda. “Na webcam eu ganho de R$ 3.500 a R$ 4.500 por mês, mas com as cenas posso dobrar essa quantia”, explica.

Violeta pede licença para ir ao vestiário. Ao mesmo tempo, a porta do estúdio se abre e de lá sai uma mulher nua. Aparenta ter 18 a 20 anos, cabelo castanho claro, pele morena, 1,65 m de altura e quatro tatuagens distribuídas pelo belo corpo atlético e bem definido. Com um sorriso, ela cumprimenta e caminha sem pressa para o banheiro.

Menos de cinco minutos depois ela volta já vestida, com o cabelo molhado, calças jeans e camiseta básica rosa e um perfume suave. Silvana tem 20 anos e é do norte da Espanha. Há menos de seis meses em Madri, grava em média quatro cenas por semana e ganha de R$ 450 a R$ 900 por cada uma, dependendo do “conteúdo”.

“No mesmo dia em que saiu minha primeira cena, já comecei a receber mensagens no celular e no Facebook com insultos e ameaças de amigos e familiares. Foi horrível”, conta Silvana, que, mesmo sem contar com a aprovação dos seus pais, tem seu apoio. “Quando eu contei que estava deixando a escola de cabeleireiros para ser atriz pornô, eles não gostaram, mas me disseram que sou uma mulher adulta e consciente pra tomar minhas decisões.”

Silvana diz que está realizando um sonho. “Eu via os vídeos pela internet e dizia ‘eu quero ser uma dessas mulheres!’. Então um dia busquei no Google, encontrei o Torbe e hoje estou aqui, encantada”, explica, alegando que se apaixonou por um dos atores, hoje seu namorado.

Torbe conta que recebe em média 40 contatos via Twitter ou e-mail de mulheres interessadas em ser atriz pornô. Por interesse, como Silvana, ou por necessidade, como Violeta.

Atores
Enquanto Silvana fala, o interfone toca quatro vezes. São os “atores” que vão gravar com Violeta. Sua primeira cena será de sexo grupal. Ela e quatro homens: Ángel, um mecânico madrilenho de 30 anos; Damasio, um aspirante a ator pornô e manobrista de 29; Juan José, 41, segurança de uma agência bancária; e Esteban, um argentino professor de idiomas, de 33 anos, que trouxe a namorada para acompanhar a gravação.

Nenhum deles receberá um centavo. Mesmo que sua tarefa não seja fácil. “É dez vezes mais difícil encontrar um ator que uma atriz pornô”, afirma Torbe, que hoje tem apenas dez homens de confiança para gravar cenas individuais.

“Todo mundo quer ser ator pornô, mas na hora H uns não querem aparecer, outros ficam nervosos diante da câmara, outros saem com muita sede ao pote… É mais complicado do que parece”, explica o Torbe.

Um dos recrutados pelo produtor é o segurança Juan José, que se prepara para gravar com Violeta e espera participar mais vezes. “Consumo pornografia desde moleque e isso pra mim é a realização de um sonho… uma fantasia”, conta o homem de pele pálida, aproximadamente 1,80 m, barriguinha de chope e ligeira escoliose. É solteiro e pouco lhe importa se alguém do seu entorno descobrir sua atividade paralela.

Também existem os aspirantes a atores pornôs, como Damasio Tapia, que está “tentando a vida” há sete anos. “Já gravei 62 cenas e nunca falhei”, vangloria-se. O pouco cabelo que lhe resta na cabeça não lhe falta no peito, barriga e nas costas. Ele vê nos 20 mil usuários únicos diários do site de Torbe uma chance de ganhar visibilidade e deixar o trabalho de manobrista para se dedicar 100% à pornografia. “É meu destino, tenho certeza.”

Chega Violeta, vestida apenas de lingerie de oncinha. No estúdio, há uma cama king size com lençóis roxos, um divã e dois sofás de couro sintético.

Os homens tiram suas roupas e se asseiam com lenços úmidos. Violeta se senta na cama e começa. “Olá, sou Violeta e esta é minha primeira… Ah não! Vou fazer de pé porque sentada todo mundo vai ver os meus pneus”, diz sorrindo a aspirante a atriz.

Ela se levanta e volta a olhar para a câmera. “Olá, sou Violeta e esta é minha primeira cena como atriz pornô. Espero que você goste…”

Fonte G1

 
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Publicado por em 18 de março de 2014 em Brasil

 

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EUA pedem à Rússia disposição para buscar fim para a crise na Ucrânia

Os Estados Unidos pediram nesta segunda-feira (10) que a Rússia forneça provas de que está disposta a agir em relação a uma série de propostas de Washington destinadas a colocar fim à crise na Ucrânia.

O secretário americano de Estado, John Kerry, compartilhou uma série de ideias com seu colega russo, Serguei Lavrov, e está disposto a continuar com o diálogo “quando tivermos evidências concretas de que a Rússia está disposta a avançar sobre estas propostas”, declarou a porta-voz do departamento de Estado, Jen Psaki.

Segundo a agência Reuters, Kerry pode inclusive encontrar Lavrov nesta semana para negociar as propostas, mas quer que a Rússia se engage com seriedade no caso.

Nesta segunda-feira, o primeiro-ministro ucraniano, Arseni Yatseniuk, disse que participará da sessão do Conselho de Segurança da ONU que o abordará a crise na Ucrânia, ao mesmo tempo em que pediu a Moscou que faça tudo para anular o referendo com o qual a Crimeia que se unir à Rússia.

Com relação à consulta que foi convocada para 16 de março pelo Governo pró-russo da Crimeia, Yatseniuk assinalou que “a Federação Russa deve anular urgentemente o referendo que vai ocorrer no território da República Autônoma da Crimeia, que é uma parte inalienável da Ucrânia”.

“Não há nenhum poder legítimo na Crimeia: são um grupo de criminosos que chegaram ao poder por meios anticonstitucionais e com a proteção de 18 mil soldados russos”, acrescentou.

Fonte G1

 
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Publicado por em 11 de março de 2014 em Brasil

 

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