RSS

Arquivo da tag: cotas

Deputado Rogério Medina propõe cotas para evangélicos em concursos!

Share Button

Um deputado do PMDB propôs que 10% das vagas em concursos públicos sejam reservadas para evangélicos. Mas será que isso aconteceu mesmo?

A notícia apareceu na primeira quinzena de fevereiro de 2014 na web. De acordo com a manchete, o deputado estadual Rogério Medina (PMDB do Espírito Santo) teria feito uma proposta de lei que prevê cotas de 10% nas vagas em concursos públicos para os evangélicos. O autor do projeto, segundo o que afirma a notícia, teria alegado que os evangélicos são vítimas de preconceito nos departamentos de recursos humanos das empresas privadas e, por isso, as cotas iriam ajudar na recolocação dessas pessoas.

O texto, que foi compartilhado inúmeras vezes nas redes sociais e publicado em vários sites e blogs, ainda afirma que a proposta teria sido feita numa sessão solene em homenagem ao Dia do Evangélico, realizada na Assembleia Legislativa na última quarta-feira.

Será que essa notícia é real?

Deputado propõe cotas para evangélicos em concursos publico! Verdadeiro ou falso? (foto: reprodução/Facebook) Deputado propõe cotas para evangélicos em concursos publico! Verdadeiro ou falso? (foto: reprodução/Facebook)

A primeira “pista” que o texto nos deu seria a data em que o fato teria ocorrido. O autor da notícia afirma que a proposta teria sido feita no Dia do Evangélico, que é comemorado em novembro (dia 30). Em 2013, essa data caiu num sábado. Portanto, é bem provável que a tal proposta não tenha sido feita numa quarta-feira. Seria apenas uma confusão com as datas?

Deixando esse detalhe de lado, vamos ao personagem principal da matéria em questão: o deputado estadual pelo PMDB do Espírito Santo Rogério Medina. Tentamos encontrar seu nome na lista de deputados estaduais do Espírito Santo na Wikipédia e não encontramos nenhum Rogério Medina.

Claro! A Wikipédia não é uma fonte confiável! Por isso, fomos fazer uma busca no site da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo pelos deputados estaduais e, como já era de se imaginar, também não encontramos o nome do político em questão.

Ficamos, então, imaginando se havia a possibilidade da noticia ser antiga e que o mandato do deputado já pudesse ter acabado. Por isso, fizemos uma busca no site institucional do PMDB e, igualmente, não há nenhuma menção a algum Rogério Medina.

Só para que não reste nenhuma dúvida, fizemos também uma pesquisa no site da Câmara do Deputados, em Brasília. Nada encontrado para esse nome!

Além disso, uma busca por “Rogério Medina” no Google, nos retorna somente sites e blogs que apenas copiaram essa notícia. É como se o tal político só tivesse feito essa proposta em toda a sua vida política (e depois desapareceu) ou, o mais provável, que ele não exista!

Já nos conformando em admitir que o tal Rogério Medina não existe mesmo, resta saber quem é o homem que aparece na foto que ilustra a reportagem.

Não foi muito difícil descobrir que o senhor da fotografia é, na verdade, o vereador da cidade de Toronto (Canadá) Doug Ford, Jr. A imagem foi tirada dessa matéria publicada em novembro de 2013, no jornal Huffington Post.

Essa notícia falsa surgiu no dia 18 de novembro de 2013, em uma publicação no blog humorístico Bobagento e voltou a ser notícia em fevereiro de 2014, depois de ser republicada no já conhecido aqui do E-farsas, o Jornal VDD.

O autor dessa brincadeira é o humorista capixaba Fábio Flores que, inclusive, já inventou e espalhou várias notícias falsas pela web. Algumas já pesquisadas aqui no E-farsas como, por exemplo, o boato da nova bebida feita de sêmen que estaria fazendo sucesso na Europa.

Fabio Flores (divulgação) Fabio Flores (divulgação)

Um pouco mais sobre esse trollador da web pode ser lido nesse artigo que fizemos sobre os boateiros profissionais!

Atualização 13/02/2014

Em contato via Twitter, Fabio Flores nos explica que Rogério Medina é, na verdade, integrante de uma banda de axé:

Notícia falsa! Não existe nenhum deputado propondo cotas de evangélicos em concursos públicos. Tudo não passou de uma brincadeira que se espalhou como sendo real!

Share Button Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Fonte E-farsas

Anúncios
 
Deixe um comentário

Publicado por em 7 de março de 2014 em Tecnologia

 

Tags: , , , , , ,

Suíça vota cotas para imigração e ameaça fechar portas para europeus

Tendência de “portas fechadas” à imigração na Europa é vista com preocupação por especialistas (Foto: AP/BBC)Tendência de “portas fechadas” à imigração na Europa é vista com preocupação por especialistas (Foto: AP/BBC)

Os suíços decidem neste domingo se aprovam ou não uma iniciativa ‘contra a imigração em massa’. A proposta polêmica foi feita pelo Partido Popular Suíço (SVP, em alemão), de direita, e prevê cotas anuais de vistos para os vizinhos de países europeus viverem na Suíça.

Apesar de não ser parte da União Europeia desde 1999, a Suíça possui acordo de livre movimento de pessoas com os países do bloco. O que significa que europeus podem viver de três a seis meses na Suíça sem visto e, se tiverem um emprego, tem direito à residência no país sem restrições. Para cidadãos de outras nações do mundo já existem cotas de imigração em vigor.

Até 2015, outros dois referendos sobre imigração devem acontecer no país. O grupo verde Ecopop planeja limitar a imigração a 0,2% do crescimento populacional do país e os suíços também deverão votar pela inclusão da Croácia no acordo de livre movimento assinado com a União Europeia.

A tendência crescente de ‘portas fechadas’ à imigração é vista com preocupação por especialistas e suíços ouvidos pela BBC Brasil.

Cerca de 1,87 milhão de pessoas ou 23% da população total da Suíça hoje é composta por imigrantes, segundo dados oficiais do governo. É a maior porcentagem entre os países da Europa e corresponde à entrada de aproximadamente 63 mil estrangeiros em território suíço por ano. Italianos, alemães e portugueses são os maiores grupos.

Tensão
Para o professor de políticas migratórias da Universidade de Neuchâtel, Etienne Piguet, o debate sobre imigração reflete crescente mal-estar sobre o assunto e a tensão com a UE.

Segundo ele, nos últimos 40 anos, estes referendos têm acontecido a cada cinco ou dez anos e estão relacionados ao sistema de democracia direta e ao fato de a Suíça ser um país que acolhe muitos imigrantes.

‘Mas o mal-estar da população suíça em relação à imigração está crescendo. A situação há cinco anos era mais aberta’, afirmou Piguet.

Para o especialista, se a iniciativa for aprovada, as consequências seriam grandes para a Suíça, mas a maior parte não impactaria diretamente a imigração.

‘A iniciativa prevê cotas, mas não o nível delas, então, elas podem ser altas e a imigração continuar aumentando. Mas o fim da imigração livre com a Europa significa provavelmente o fim de muitos outros acordos com a União Europeia, como parcerias científicas comerciais, acadêmicas. E isso é extremamente delicado’, disse.

Segundo ele, a imigração tem atingido níveis altos nos últimos anos e a Suíça tem sido um país afortunado em meio à crise econômica europeia.

‘Mas é cada vez mais difícil encontrar moradia e os transportes públicos estão superlotados. Algumas pessoas atribuem isso à imigração. Está longe de ser verdade, porque tem mais a ver com a economia do país do que com a imigração’, afirmou Piguet.

Crise e expansão
A crise econômica e a expansão da União Europeia (em 2014 a Romênia e a Bulgária ganharam direito de livre acesso ao mercado de trabalho do bloco) são vistas como ameaças.

‘Os suíços têm medo de que, se a situação piorar em outros países da Europa, mais pessoas venham para cá em busca de emprego. Ninguém quer perder o alto padrão de vida daqui’, disse a brasileira-suíça Maria da Graça Almeida Costa, moradora de Genebra há 16 anos desde seu casamento com um suíço de origem portuguesa.

Em 2012, o desemprego na Suíça girava em torno de 3,1%, contra 11% na União Europeia. Altos salários e benefícios sociais generosos também contribuem para atrair imigrantes.

Pesquisa publicada em 29 de janeiro pela consultoria gfs.bern indicava que 50% dos eleitores votariam ‘não’ às cotas e 43% ‘sim’ – um aumento, porém, frente aos 37% de sondagem anterior veiculada em 10 de janeiro.

O governo e as empresas fazem coro contra a iniciativa. Nesta semana, a Câmara Internacional de Comércio da Suíça divulgou um comunicado alertando que as cotas ‘enviariam um sinal claro contra o livre mercado e prejudicariam as companhias suíças, que contribuem muito para a economia do país’.

Representantes de 12 setores empresariais, incluindo tecnologia, relógios e turismo também reclamaram em nota pública sobre a possível perda de mão-de-obra qualificada.

‘As consequências seriam devastadoras para nosso mercado de trabalho, que depende de especialistas’, afirmou Heinz Karrer, presidente da companhia Economiesuisse.

O ministro da Economia suíço, Johann Chneider-Ammann disse em entrevista ao jornal local Tribune de Geneve que se os suíços votarem ‘sim’, empregos serão perdidos.

‘Os suíços devem votar com suas cabeças, não com seu estômago’, disse o ministro.

Fonte G1

 
Deixe um comentário

Publicado por em 10 de fevereiro de 2014 em Brasil

 

Tags: , , , , ,