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Itamaraty não foi procurado sobre corpo enviado por correio no Japão

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O governo brasileiro informou nesta terça-feira (27) que nenhuma autoridade brasileira dos postos diplomáticos no Japão foi notificado ou procurado oficialmente sobre o caso de uma enfermeira cujo cadáver foi enviado de Osaka para Tóquio por um serviço de entrega expressa. Segundo agências internacionais, uma brasileira é suspeita de participação no crime.

Por meio da assessoria, o Itamaraty informou que as autoridades tiveram conhecimento do crime pela imprensa, mas que não foram procuradas pela polícia e nem receberam pedido de ajuda de familiares.

O corpo de Rika Okada, de 29 anos, percorreu cerca de 400 quilômetros e foi descoberto em uma caixa de papelão de 2 metros. No formulário de entrega, o conteúdo da encomenda foi descrito como sendo uma “boneca”. A caixa estava dentro de um contêiner alugado – espaço muito usado por japoneses como garagem ou depósito – na cidade de Hachioji, subúrbio da capital japonesa.

A “encomenda” foi entregue primeiro em um apartamento, alugado em nome de uma brasileira, cuja identidade não foi divulgada pela polícia. Os investigadores suspeitam que a brasileira e uma mulher chinesa possam estar envolvidas em um possível assassinato de Rika. As duas viajaram no início do mês para Xangai, na China, e não voltaram mais ao Japão.

Segundo a BBC, a brasileria teria se entregado nesta terça (27) ao Consulado Geral do Japão em Xangai. A polícia japonesa havia solicitado sua extradição porque ela teria viajado com um passaporte japonês falso, informou a emissora Fuji TV. Além do documento, a polícia suspeita que a brasileira tenha usado os cartões de crédito de Rika. O valor total dos gastos passa de US$ 10 mil (mais de R$ 22 mil).

O Itamaraty disse ainda que as autoridades brasileiras em Xangai também não foram notificadas oficialmente sobre o assunto.

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Publicado por em 27 de maio de 2014 em Brasil

 

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Corpo de Jair Rodrigues é velado na Assembleia Legislativa, em SP

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Família e amigos velam o corpo de Jair Rodrigues em São Paulo (Foto: Fabiana de Carvalho/G1)A mulher e os filhos de Jair Rodrigues no velório do cantor em São Paulo (Foto: Fabiana de Carvalho/G1)Jair Oliveira, parentes e amigos carregam o caixão com o corpo de Jair Rodrigues, na Assembleia Legislativa de São Paulo, nesta quinta-feira (8) (Foto: Leco Viana/Futura Press)Jair Oliveira, parentes e amigos carregam o caixão com o corpo de Jair Rodrigues, na Assembleia Legislativa de São Paulo, nesta quinta-feira (8) (Foto: Leco Viana/Futura Press)

O corpo de Jair Rodrigues começou a ser velado na Assembleia Legislativa, em São Paulo, às 19h25 desta quinta-feira (8). Família e amigos do cantor pediram privacidade e ficaram sozinhos, antes que a cerimônia fosse aberta ao público, cerca de 20 minutos depois.

Jairzinho fala com jornalistas no velório do corpo de Jair Rodrigues (Foto: G1)Jairzinho fala com jornalistas no velório do corpo de
Jair Rodrigues (Foto: G1)

A viúva Claudine Mello; os filhos Jair Oliveira e Luciana Mello; e a nora Tania Khalill homenagearam Jair. “É uma responsabilidade muito grande cuidar do legado que meu pai deixou. Ele tinha muita leveza e minha principal lembrança é o sorriso”, disse o filho do cantor. Jairzinho lembrou que o pai costumava dizer que era “o homem mais feliz do mundo”.

Amparada pelo filho, Claudine chorou em frente ao caixão. Ele disse que com o tempo a mãe vai conseguir sorrir de novo. “Ela vai se lembrar do sorriso do meu pai e vai sorrir também”, comentou.

O rapper Rapin Hood, a atriz Angelina Muniz e o cantor Max de Castro também estiveram na Assembleia Legislativa. “É inacreditável, mas quando o cara lá de cima decide a gente tem que ir. Ele jamais vai sair do meu coração. E que minha Silvinha receba ele lá em cima”, disse o cantor Eduardo Araújo.

Parentes, amigos e fãs rezam durante velório de Jair Rodrigues (Foto: G1)Parentes, amigos e fãs rezam durante velório de
Jair Rodrigues (Foto: G1)

O apresentador da TV Globo Serginho Groisman disse que fará uma homenagem em seu programa “Altas Horas”. “É uma pequena homenagem frente à alegria e à generosidade que ele sempre teve”, disse.

“É dificil acreditar que ele morreu, não pela idade, mas pela vitalidade”, acrescentou. Apesar da tristeza, o cantor deve ser lembrado com um sorriso. “Um homem que nessa idade ainfa ficava plantando bananeira é para a gente lembrar sorrindo mesmo.”

O publicitário Washington Olivetto comentou que teve privilégio de conhecer Jair e seus filhos. “Foi uma surpresa imensa, porque ele estava saudabilíssimo. Vi recentemente e estava exuberante. Jair é síntese da alegria do povo brasileiro”, resumiu Olivetto. “Era um cara muito humilde, um exemplo para os artistas”, elogiou Rapin Hood.

Coroas de flores no velório do cantor Jair Rodrigues, nesta quinta-feira (8), em São Paulo (Foto: Fabiana de Carvalho / G1)Coroas de flores no velório do cantor Jair
Rodrigues, nesta quinta-feira (8), em São Paulo
(Foto: Fabiana de Carvalho / G1)

Chorando muito, a cantora Roberta Miranda diz que Jair Rodrigues era uma pessoa a quem dava muito valor e por quem tinha gratidão. “Grata a Jair por ter jogado Roberta Miranda no mercado musical e em uma posição digna”, afirmou, citando a gravação de “A Majestade, O Sabiá”.

O músico Juca Chaves disse estar “muito triste, muito triste mesmo”. “Quando se morre de amor, não se morre. E ele era uma pessoa tão querida. Mais do que um grande artista, era um grande homem.”

A cantora Simoni, que participava da Turma do Balão Mágico ao lado de Jairzinho quando os dois eram crianças, lembrou da convivência com o cantor.

“Eu o conhecia desde pequena, sempre convivi com a família dele. Era querido demais, uma pessoa incrível e um palhaço também”, diz.

Juca Chaves, Raul Gil (centro) e Ari Toledo durante o velório do cantor Jair Rodrigues. (Foto: G1)Juca Chaves, Raul Gil (centro) e Ari Toledo durante
o velório do cantor Jair Rodrigues. (Foto: Fabiana
de Carvalho/G1)

Por volta das 22h30, o apresentador Raul Gil chegou à Assembleia Legislativa ao lado de Ary Toledo. Foram recebidos pelo cantor Juca Chaves.

“Eu e Jair crescemos juntos na vida artística. Eu tinha 23 e ele 22. Ele frequentava minha casa e quem inventou o apelido de Cachorrão fui eu. Tinha por ele o carinho de um irmão. Há pouco tempo fui ao aniversário dele,  cantamos juntos e eu ainda disse, ‘Olha a gente ai, firme com essa idade”, afirmou Raul Gil. Com voz trêmula, quase chorando, finalizou: “É uma tristeza muito grande. O Brasil perdeu seu cara mais alegre. Olha que eu o conheço há mais de 50 anos e nunca o vi triste”.

Ary Toledo elogiou o cantor: “Se enganam as pessoas que acham que ele viveu 75 anos. Ele morreu com 75, mas viveu 500. Era o eterno moleque. O maior intérprete e o artista mais eclético que o Brasil já conheceu”.

Acompanhada do músico Júnior Lima, a dupla sertaneja Chitãozinho e Xororó também foi ao velório. Júnior disse que se sentia órfão de Jair Rodrigues. “O Jair era o nosso James Brown.” “Sempre pensei que ele fosse viver uns 100 anos, estava sempre impecável, sempre bem cuidado”, afirmou Xororó.

Foram ainda ao velório de Jair Rodrigues a atriz Lúcia Veríssimo, o apresentador Leão Lobo e os cantores Luiza Possi, Agnaldo Rayol e Roberto Leal, que chorou ao se aproximar do caixão.

Jair tinha 75 anos e a causa da morte foi infarto agudo do miocárdio, informou a assessoria de imprensa do cantor. O corpo foi encontrado na sauna da casa em que Jair morava, em Cotia (SP), na manhã desta quinta. O enterro está marcado para o Cemitério Gethsêmani no Morumbi, na sexta-feira (9), às 11h, apenas para familiares e amigos.

Começo nos anos 60
Jair Rodrigues de Oliveira nasceu em Igarapava (SP), em 6 de fevereiro de 1939. Pai dos também cantores Jair de Oliveira e Luciana Mello, ele começou sua carreira nos anos 1960, em programas de calouros. Três anos antes, foi crooner em casas no interior de São Paulo.

O primeiro LP é “Vou de samba com você” (1964), que tinha “Deixa isso pra lá”. A canção fez Jair ser considerado pioneiro do rap no Brasil. Com versos mais falados do que cantados, a música, originalmente um samba, ganhou popularidade também graças à coreografia feita com as mãos. Em 1999, foi gravada em parceria com o grupo Camorra.

arte cronologia Jair Rodrigues (Foto: Arte G1)

O registro de estreia do cantor, no entanto, é de 1962. Trata-se de um disco de 78 rotações com as canções “Brasil sensacional” e “Marechal da vitória”, que tinham como tema a Copa do Mundo daquele ano, no Chile, vencida pela seleção brasileira.

Jair Rodrigues também ficou conhecido pelo trabalho ao lado de Elis Regina. Os dois iniciaram a parceria em 1965 e lançaram o disco ao vivo “Dois na bossa”. A boa repercussão do LP rendeu o convite para apresentar o programa O Fino da Bossa, que estreou em maio daquele ano na TV Record. Com Elis, o cantor lançou em 1966 e 1967 outros dois volumes da série “Dois na bossa”.

A vitória no II Festival de Música Popular Brasileira, em 1966, foi outro ponto marcante da trajetória de Jair Rodrigues. Ele concorreu com “Disparada”, escrita por Geraldo Vandré e Teo de Barros. Na final, dividiu o primeiro lugar com “A banda”, composição de Chico Buarque interpretada na ocasião por Nara Leão.

No IV Festival de Música Popular Brasileira, em 1968, Jair Rodrigues também se destacou. Com “A família”, de Chico Anysio e Ari Toledo, ficou em terceiro lugar segundo o júri popular.

Já na década seguinte, o cantor dedicou-se mais intensamente ao samba. Em 1971, saiu o LP “Festa para um rei negro”. Uma das canções era o samba-enredo que deu título ao trabalho, defendido pela escola de samba Acadêmicos do Salgueiro. A música era conhecida pelo refrão “Ô lê lê, ô lá lá/ pega no ganzê/ pega no ganzá”.

Outros álbuns do período são “Orgulho de um sambista”, “Ao vivo no Olympia de Paris”, “Eu sou o samba”, “Estou com o samba e não abro” e “Couro comendo” (1979). Durante esse período, o cantor se tornou pai. Em 1975, nasceu seu filho Jair Oliveira, o Jairzinho, estrela do grupo infantil Balão Mágico e depois passou a cantar MPB. Quatro anos depois, nasceu Luciana Mello. Influenciada pelo pai e pelo irmão, também seguiu a carreira musical. Jair deixa os filhos e a mulher, Clodine.

Na década de 1980, vieram álbuns de temática mais popular e por vezes romântica, caso de “Estou lhe devendo um sorriso”, “Alegria de um povo”, “Jair Rodrigues de Oliveira” e “Carinhoso”. Na década de 1990, houve uma predileção pela música sertaneja e caipira e por uma revisão de gêneros desde o seu início como artista.

Os nomes dos discos do período são autoexplicativos: “Lamento sertanejo”, “Viva meu samba”, “Eu sou… Jair Rodrigues”, “De todas as bossas” e “500 anos de folia – 100% ao vivo”. Nos últimos anos, Jair Rodrigues seguia na ativa em projetos com os filhos, em discos lançados por ele. Também se envolveu com homenagens a Elis Regina. Em 2012, participou de eventos que lembraram os 30 anos de morte da cantora e antiga parceira. Nos últimos anos, Jair Rodrigues seguia na ativa em projetos com os filhos, em discos lançados por ele e também ao participar de homenagens para Elis Regina.

Ele seguia em turnê para divulgar seu disco mais recente, “Samba mesmo”, que teve dois volumes lançados em março deste ano. Jair tinha apresentações marcadas para os próximos dias em Florianópolis e Contagem (MG). O cantor se despediu dos palcos e da música na última terça-feira (6) durante uma apresentação no Hotel Guanabara, em São Lourenço (MG). Segundo o organizador do show,  Daniel Moura, Jair cantou e dançou por mais de uma hora demonstrando a típica alegria e vitalidade.

Ele plantou bananeira no palco e fez uma homenagem para Elis Regina. Segundo Moura, antes de “Romaria”, conversava com a cantora como se ela estivesse no palco: “Olha Pimentinha, manda um abraço para São Pedro porque eu não estou com pressa”.

Coroa de flores deixada para Jair Rodrigues e o terno com o qual ele deve ser enterrado (Foto: G1)Coroa de flores deixada para Jair Rodrigues e o terno com o qual o corpo do cantor será velado (Foto: G1)

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Publicado por em 14 de maio de 2014 em Música

 

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Corpo de Jair Rodrigues chega a cemitério em SP após velório

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Corpo de Jair Rodrigues chega a cemitério em São Paulo. (Foto: Cauê Muraro/G1)Corpo de Jair Rodrigues chega a cemitério em
São Paulo. (Foto: Cauê Muraro/G1)

O corpo de Jair Rodrigues chegou na às 9h15 desta sexta-feira (9) ao Cemitério Gethsêmani, no Morumbi, em São Paulo.

O caixão chegou ao local em um carro aberto do Corpo dos Bombeiros. O filho do cantor, Jair de Oliveira, acompanhou o transporte do corpo e abraçou a irmã, a também cantora Luciana Mello, logo após descer do veículo. Familiares, amigos e fãs aplaudiram Jair Rodrigues no momento da chegada do caixão. Após a chegada ao cemitério, familiares e amigos, como o cantor Roberto Leal, se reuniram na capela do cemitério para uma cerimônia.

O cantor Jair de Oliveira acompanhou o transporte do corpo em um carro aberto do Corpo de Bombeiros. (Foto: Cauê Muraro/G1)O cantor Jair de Oliveira acompanhou o transporte
do corpo em um carro aberto do Corpo de
Bombeiros. (Foto: Cauê Muraro/G1)

Por volta das 8h20, o caixão deixou o saguão principal da Assembleia Legislativa, onde foi velado, sob aplausos. O enterro está marcado para as 11h, apenas para familiares e amigos.

Com mais de 50 anos de carreira e conhecido por sucessos como “Disparada” e “Deixa isso pra lá”, música que rendeu o título de “pai do rap brasileiro”, Jair foi encontrado morto na sauna de sua casa em Cotia (SP), na manhã desta quinta-feira (8). A causa da morte foi infarto agudo do miocárdio, informou a assessoria de imprensa do cantor, que tinha 75 anos. 

O velório teve início da noite desta quinta. Família e amigos do artista pediram privacidade e ficaram sozinhos, antes que a cerimônia fosse aberta ao público.

A viúva Claudine Mello; os filhos Jair Oliveira e Luciana Mello; e a nora Tania Khalill homenagearam Jair. “É uma responsabilidade muito grande cuidar do legado que meu pai deixou. Ele tinha muita leveza e minha principal lembrança é o sorriso”, disse o filho do cantor. Jairzinho lembrou que o pai costumava dizer que era “o homem mais feliz do mundo”.

Parentes, amigos e fãs rezam durante velório de Jair Rodrigues (Foto: G1)Parentes, amigos e fãs rezam durante velório de
Jair Rodrigues (Foto: G1)

Amparada pelo filho, Claudine chorou em frente ao caixão. Ele disse que com o tempo a mãe vai conseguir sorrir de novo. “Ela vai se lembrar do sorriso do meu pai e vai sorrir também”, comentou.

O rapper Rapin Hood, a atriz Angelina Muniz e o cantor Max de Castro também estiveram na Assembleia Legislativa. “É inacreditável, mas quando o cara lá de cima decide a gente tem que ir. Ele jamais vai sair do meu coração. E que minha Silvinha receba ele lá em cima”, disse o cantor Eduardo Araújo.

O apresentador da TV Globo Serginho Groisman disse que fará uma homenagem em seu programa “Altas Horas”. “É uma pequena homenagem frente à alegria e à generosidade que ele sempre teve”, disse.

Jairzinho fala com jornalistas no velório do corpo de Jair Rodrigues (Foto: G1)Jairzinho fala com jornalistas no velório do corpo de
Jair Rodrigues (Foto: G1)

“É dificil acreditar que ele morreu, não pela idade, mas pela vitalidade”, acrescentou. Apesar da tristeza, o cantor deve ser lembrado com um sorriso. “Um homem que nessa idade ainfa ficava plantando bananeira é para a gente lembrar sorrindo mesmo.”

O publicitário Washington Olivetto comentou que teve privilégio de conhecer Jair e seus filhos. “Foi uma surpresa imensa, porque ele estava saudabilíssimo. Vi recentemente e estava exuberante. Jair é síntese da alegria do povo brasileiro”, resumiu Olivetto. “Era um cara muito humilde, um exemplo para os artistas”, elogiou Rapin Hood.

Chorando muito, a cantora Roberta Miranda diz que Jair Rodrigues era uma pessoa a quem dava muito valor e por quem tinha gratidão. “Grata a Jair por ter jogado Roberta Miranda no mercado musical e em uma posição digna”, afirmou, citando a gravação de “A Majestade, O Sabiá”.

Coroas de flores no velório do cantor Jair Rodrigues, nesta quinta-feira (8), em São Paulo (Foto: Fabiana de Carvalho / G1)Coroas de flores no velório do cantor Jair
Rodrigues (Foto: Fabiana de Carvalho / G1)

O músico Juca Chaves disse estar “muito triste, muito triste mesmo”. “Quando se morre de amor, não se morre. E ele era uma pessoa tão querida. Mais do que um grande artista, era um grande homem.”

A cantora Simoni, que participava da Turma do Balão Mágico ao lado de Jairzinho quando os dois eram crianças, lembrou da convivência com o cantor.

“Eu o conhecia desde pequena, sempre convivi com a família dele. Era querido demais, uma pessoa incrível e um palhaço também”, diz.

Por volta das 22h30, o apresentador Raul Gil chegou à Assembleia Legislativa ao lado de Ary Toledo. Foram recebidos pelo cantor Juca Chaves.

“Eu e Jair crescemos juntos na vida artística. Eu tinha 23 e ele 22. Ele frequentava minha casa e quem inventou o apelido de Cachorrão fui eu. Tinha por ele o carinho de um irmão. Há pouco tempo fui ao aniversário dele,  cantamos juntos e eu ainda disse, ‘Olha a gente ai, firme com essa idade”, afirmou Raul Gil. Com voz trêmula, quase chorando, finalizou: “É uma tristeza muito grande. O Brasil perdeu seu cara mais alegre. Olha que eu o conheço há mais de 50 anos e nunca o vi triste”.

Ary Toledo elogiou o cantor: “Se enganam as pessoas que acham que ele viveu 75 anos. Ele morreu com 75, mas viveu 500. Era o eterno moleque. O maior intérprete e o artista mais eclético que o Brasil já conheceu”.

Acompanhada do músico Júnior Lima, a dupla sertaneja Chitãozinho e Xororó também foi ao velório. Júnior disse que se sentia órfão de Jair Rodrigues. “O Jair era o nosso James Brown.” “Sempre pensei que ele fosse viver uns 100 anos, estava sempre impecável, sempre bem cuidado”, afirmou Xororó.

Foram ainda ao velório de Jair Rodrigues a atriz Lúcia Veríssimo, o apresentador Leão Lobo e os cantores Luiza Possi, Agnaldo Rayol e Roberto Leal, que chorou ao se aproximar do caixão.

arte cronologia Jair Rodrigues (Foto: Arte G1)

Começo nos anos 60
Jair Rodrigues de Oliveira nasceu em Igarapava (SP), em 6 de fevereiro de 1939. Pai dos também cantores Jair de Oliveira e Luciana Mello, ele começou sua carreira nos anos 1960, em programas de calouros. Três anos antes, foi crooner em casas no interior de São Paulo.

O primeiro LP é “Vou de samba com você” (1964), que tinha “Deixa isso pra lá”. A canção fez Jair ser considerado pioneiro do rap no Brasil. Com versos mais falados do que cantados, a música, originalmente um samba, ganhou popularidade também graças à coreografia feita com as mãos. Em 1999, foi gravada em parceria com o grupo Camorra.

O registro de estreia do cantor, no entanto, é de 1962. Trata-se de um disco de 78 rotações com as canções “Brasil sensacional” e “Marechal da vitória”, que tinham como tema a Copa do Mundo daquele ano, no Chile, vencida pela seleção brasileira.

Jair Rodrigues também ficou conhecido pelo trabalho ao lado de Elis Regina. Os dois iniciaram a parceria em 1965 e lançaram o disco ao vivo “Dois na bossa”. A boa repercussão do LP rendeu o convite para apresentar o programa O Fino da Bossa, que estreou em maio daquele ano na TV Record. Com Elis, o cantor lançou em 1966 e 1967 outros dois volumes da série “Dois na bossa”.

A vitória no II Festival de Música Popular Brasileira, em 1966, foi outro ponto marcante da trajetória de Jair Rodrigues. Ele concorreu com “Disparada”, escrita por Geraldo Vandré e Teo de Barros. Na final, dividiu o primeiro lugar com “A banda”, composição de Chico Buarque interpretada na ocasião por Nara Leão.

No IV Festival de Música Popular Brasileira, em 1968, Jair Rodrigues também se destacou. Com “A família”, de Chico Anysio e Ari Toledo, ficou em terceiro lugar segundo o júri popular.

Já na década seguinte, o cantor dedicou-se mais intensamente ao samba. Em 1971, saiu o LP “Festa para um rei negro”. Uma das canções era o samba-enredo que deu título ao trabalho, defendido pela escola de samba Acadêmicos do Salgueiro. A música era conhecida pelo refrão “Ô lê lê, ô lá lá/ pega no ganzê/ pega no ganzá”.

Outros álbuns do período são “Orgulho de um sambista”, “Ao vivo no Olympia de Paris”, “Eu sou o samba”, “Estou com o samba e não abro” e “Couro comendo” (1979). Durante esse período, o cantor se tornou pai. Em 1975, nasceu seu filho Jair Oliveira, o Jairzinho, estrela do grupo infantil Balão Mágico e depois passou a cantar MPB. Quatro anos depois, nasceu Luciana Mello. Influenciada pelo pai e pelo irmão, também seguiu a carreira musical. Jair deixa os filhos e a mulher, Clodine.

Na década de 1980, vieram álbuns de temática mais popular e por vezes romântica, caso de “Estou lhe devendo um sorriso”, “Alegria de um povo”, “Jair Rodrigues de Oliveira” e “Carinhoso”. Na década de 1990, houve uma predileção pela música sertaneja e caipira e por uma revisão de gêneros desde o seu início como artista.

Os nomes dos discos do período são autoexplicativos: “Lamento sertanejo”, “Viva meu samba”, “Eu sou… Jair Rodrigues”, “De todas as bossas” e “500 anos de folia – 100% ao vivo”. Em 2012, participou de eventos que lembraram os 30 anos de morte da cantora e antiga parceira. Nos últimos anos, Jair Rodrigues seguia na ativa em projetos com os filhos, em discos lançados por ele e também ao participar de homenagens para Elis Regina.

Ele seguia em turnê para divulgar seu disco mais recente, “Samba mesmo”, que teve dois volumes lançados em março deste ano. Jair tinha apresentações marcadas para os próximos dias em Florianópolis e Contagem (MG). O cantor se despediu dos palcos e da música na última terça-feira (6) durante uma apresentação no Hotel Guanabara, em São Lourenço (MG). Segundo o organizador do show,  Daniel Moura, Jair cantou e dançou por mais de uma hora demonstrando a típica alegria e vitalidade.

Ele plantou bananeira no palco e fez uma homenagem para Elis Regina. Segundo Moura, antes de “Romaria”, conversava com a cantora como se ela estivesse no palco: “Olha Pimentinha, manda um abraço para São Pedro porque eu não estou com pressa”.

Família e amigos velam o corpo de Jair Rodrigues em São Paulo (Foto: Fabiana de Carvalho/G1)Família e amigos velam o corpo de Jair Rodrigues em São Paulo (Foto: Fabiana de Carvalho/G1)Jair Oliveira, parentes e amigos carregam o caixão com o corpo de Jair Rodrigues, na Assembleia Legislativa de São Paulo, nesta quinta-feira (8) (Foto: Leco Viana/Futura Press)Jair Oliveira, parentes e amigos carregam o caixão com o corpo de Jair Rodrigues, na Assembleia Legislativa de São Paulo, nesta quinta-feira (8) (Foto: Leco Viana/Futura Press)Coroa de flores deixada para Jair Rodrigues e o terno com o qual ele deve ser enterrado (Foto: G1)Coroa de flores deixada para Jair Rodrigues e o terno com o qual ele deve ser enterrado (Foto: G1)

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Publicado por em 14 de maio de 2014 em Música

 

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Corpo de Jair Rodrigues é velado na Assembleia Legislativa, em SP

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Família e amigos velam o corpo de Jair Rodrigues em São Paulo (Foto: Fabiana de Carvalho/G1)A mulher e os filhos de Jair Rodrigues no velório do cantor em São Paulo (Foto: Fabiana de Carvalho/G1)Jair Oliveira, parentes e amigos carregam o caixão com o corpo de Jair Rodrigues, na Assembleia Legislativa de São Paulo, nesta quinta-feira (8) (Foto: Leco Viana/Futura Press)Jair Oliveira, parentes e amigos carregam o caixão com o corpo de Jair Rodrigues, na Assembleia Legislativa de São Paulo, nesta quinta-feira (8) (Foto: Leco Viana/Futura Press)

O corpo de Jair Rodrigues começou a ser velado na Assembleia Legislativa, em São Paulo, às 19h25 desta quinta-feira (8). Família e amigos do cantor pediram privacidade e ficaram sozinhos, antes que a cerimônia fosse aberta ao público, cerca de 20 minutos depois.

Jairzinho fala com jornalistas no velório do corpo de Jair Rodrigues (Foto: G1)Jairzinho fala com jornalistas no velório do corpo de
Jair Rodrigues (Foto: G1)

A viúva Claudine Mello; os filhos Jair Oliveira e Luciana Mello; e a nora Tania Khalill homenagearam Jair. “É uma responsabilidade muito grande cuidar do legado que meu pai deixou. Ele tinha muita leveza e minha principal lembrança é o sorriso”, disse o filho do cantor. Jairzinho lembrou que o pai costumava dizer que era “o homem mais feliz do mundo”.

Amparada pelo filho, Claudine chorou em frente ao caixão. Ele disse que com o tempo a mãe vai conseguir sorrir de novo. “Ela vai se lembrar do sorriso do meu pai e vai sorrir também”, comentou.

O rapper Rapin Hood, a atriz Angelina Muniz e o cantor Max de Castro também estiveram na Assembleia Legislativa. “É inacreditável, mas quando o cara lá de cima decide a gente tem que ir. Ele jamais vai sair do meu coração. E que minha Silvinha receba ele lá em cima”, disse o cantor Eduardo Araújo.

Parentes, amigos e fãs rezam durante velório de Jair Rodrigues (Foto: G1)Parentes, amigos e fãs rezam durante velório de
Jair Rodrigues (Foto: G1)

O apresentador da TV Globo Serginho Groisman disse que fará uma homenagem em seu programa “Altas Horas”. “É uma pequena homenagem frente à alegria e à generosidade que ele sempre teve”, disse.

“É dificil acreditar que ele morreu, não pela idade, mas pela vitalidade”, acrescentou. Apesar da tristeza, o cantor deve ser lembrado com um sorriso. “Um homem que nessa idade ainfa ficava plantando bananeira é para a gente lembrar sorrindo mesmo.”

O publicitário Washington Olivetto comentou que teve privilégio de conhecer Jair e seus filhos. “Foi uma surpresa imensa, porque ele estava saudabilíssimo. Vi recentemente e estava exuberante. Jair é síntese da alegria do povo brasileiro”, resumiu Olivetto. “Era um cara muito humilde, um exemplo para os artistas”, elogiou Rapin Hood.

Coroas de flores no velório do cantor Jair Rodrigues, nesta quinta-feira (8), em São Paulo (Foto: Fabiana de Carvalho / G1)Coroas de flores no velório do cantor Jair
Rodrigues, nesta quinta-feira (8), em São Paulo
(Foto: Fabiana de Carvalho / G1)

Chorando muito, a cantora Roberta Miranda diz que Jair Rodrigues era uma pessoa a quem dava muito valor e por quem tinha gratidão. “Grata a Jair por ter jogado Roberta Miranda no mercado musical e em uma posição digna”, afirmou, citando a gravação de “A Majestade, O Sabiá”.

O músico Juca Chaves disse estar “muito triste, muito triste mesmo”. “Quando se morre de amor, não se morre. E ele era uma pessoa tão querida. Mais do que um grande artista, era um grande homem.”

A cantora Simoni, que participava da Turma do Balão Mágico ao lado de Jairzinho quando os dois eram crianças, lembrou da convivência com o cantor.

“Eu o conhecia desde pequena, sempre convivi com a família dele. Era querido demais, uma pessoa incrível e um palhaço também”, diz.

Juca Chaves, Raul Gil (centro) e Ari Toledo durante o velório do cantor Jair Rodrigues. (Foto: G1)Juca Chaves, Raul Gil (centro) e Ari Toledo durante
o velório do cantor Jair Rodrigues. (Foto: Fabiana
de Carvalho/G1)

Por volta das 22h30, o apresentador Raul Gil chegou à Assembleia Legislativa ao lado de Ary Toledo. Foram recebidos pelo cantor Juca Chaves.

“Eu e Jair crescemos juntos na vida artística. Eu tinha 23 e ele 22. Ele frequentava minha casa e quem inventou o apelido de Cachorrão fui eu. Tinha por ele o carinho de um irmão. Há pouco tempo fui ao aniversário dele,  cantamos juntos e eu ainda disse, ‘Olha a gente ai, firme com essa idade”, afirmou Raul Gil. Com voz trêmula, quase chorando, finalizou: “É uma tristeza muito grande. O Brasil perdeu seu cara mais alegre. Olha que eu o conheço há mais de 50 anos e nunca o vi triste”.

Ary Toledo elogiou o cantor: “Se enganam as pessoas que acham que ele viveu 75 anos. Ele morreu com 75, mas viveu 500. Era o eterno moleque. O maior intérprete e o artista mais eclético que o Brasil já conheceu”.

Acompanhada do músico Júnior Lima, a dupla sertaneja Chitãozinho e Xororó também foi ao velório. Júnior disse que se sentia órfão de Jair Rodrigues. “O Jair era o nosso James Brown.” “Sempre pensei que ele fosse viver uns 100 anos, estava sempre impecável, sempre bem cuidado”, afirmou Xororó.

Foram ainda ao velório de Jair Rodrigues a atriz Lúcia Veríssimo, o apresentador Leão Lobo e os cantores Luiza Possi, Agnaldo Rayol e Roberto Leal, que chorou ao se aproximar do caixão.

Jair tinha 75 anos e a causa da morte foi infarto agudo do miocárdio, informou a assessoria de imprensa do cantor. O corpo foi encontrado na sauna da casa em que Jair morava, em Cotia (SP), na manhã desta quinta. O enterro está marcado para o Cemitério Gethsêmani no Morumbi, na sexta-feira (9), às 11h, apenas para familiares e amigos.

Começo nos anos 60
Jair Rodrigues de Oliveira nasceu em Igarapava (SP), em 6 de fevereiro de 1939. Pai dos também cantores Jair de Oliveira e Luciana Mello, ele começou sua carreira nos anos 1960, em programas de calouros. Três anos antes, foi crooner em casas no interior de São Paulo.

O primeiro LP é “Vou de samba com você” (1964), que tinha “Deixa isso pra lá”. A canção fez Jair ser considerado pioneiro do rap no Brasil. Com versos mais falados do que cantados, a música, originalmente um samba, ganhou popularidade também graças à coreografia feita com as mãos. Em 1999, foi gravada em parceria com o grupo Camorra.

arte cronologia Jair Rodrigues (Foto: Arte G1)

O registro de estreia do cantor, no entanto, é de 1962. Trata-se de um disco de 78 rotações com as canções “Brasil sensacional” e “Marechal da vitória”, que tinham como tema a Copa do Mundo daquele ano, no Chile, vencida pela seleção brasileira.

Jair Rodrigues também ficou conhecido pelo trabalho ao lado de Elis Regina. Os dois iniciaram a parceria em 1965 e lançaram o disco ao vivo “Dois na bossa”. A boa repercussão do LP rendeu o convite para apresentar o programa O Fino da Bossa, que estreou em maio daquele ano na TV Record. Com Elis, o cantor lançou em 1966 e 1967 outros dois volumes da série “Dois na bossa”.

A vitória no II Festival de Música Popular Brasileira, em 1966, foi outro ponto marcante da trajetória de Jair Rodrigues. Ele concorreu com “Disparada”, escrita por Geraldo Vandré e Teo de Barros. Na final, dividiu o primeiro lugar com “A banda”, composição de Chico Buarque interpretada na ocasião por Nara Leão.

No IV Festival de Música Popular Brasileira, em 1968, Jair Rodrigues também se destacou. Com “A família”, de Chico Anysio e Ari Toledo, ficou em terceiro lugar segundo o júri popular.

Já na década seguinte, o cantor dedicou-se mais intensamente ao samba. Em 1971, saiu o LP “Festa para um rei negro”. Uma das canções era o samba-enredo que deu título ao trabalho, defendido pela escola de samba Acadêmicos do Salgueiro. A música era conhecida pelo refrão “Ô lê lê, ô lá lá/ pega no ganzê/ pega no ganzá”.

Outros álbuns do período são “Orgulho de um sambista”, “Ao vivo no Olympia de Paris”, “Eu sou o samba”, “Estou com o samba e não abro” e “Couro comendo” (1979). Durante esse período, o cantor se tornou pai. Em 1975, nasceu seu filho Jair Oliveira, o Jairzinho, estrela do grupo infantil Balão Mágico e depois passou a cantar MPB. Quatro anos depois, nasceu Luciana Mello. Influenciada pelo pai e pelo irmão, também seguiu a carreira musical. Jair deixa os filhos e a mulher, Clodine.

Na década de 1980, vieram álbuns de temática mais popular e por vezes romântica, caso de “Estou lhe devendo um sorriso”, “Alegria de um povo”, “Jair Rodrigues de Oliveira” e “Carinhoso”. Na década de 1990, houve uma predileção pela música sertaneja e caipira e por uma revisão de gêneros desde o seu início como artista.

Os nomes dos discos do período são autoexplicativos: “Lamento sertanejo”, “Viva meu samba”, “Eu sou… Jair Rodrigues”, “De todas as bossas” e “500 anos de folia – 100% ao vivo”. Nos últimos anos, Jair Rodrigues seguia na ativa em projetos com os filhos, em discos lançados por ele. Também se envolveu com homenagens a Elis Regina. Em 2012, participou de eventos que lembraram os 30 anos de morte da cantora e antiga parceira. Nos últimos anos, Jair Rodrigues seguia na ativa em projetos com os filhos, em discos lançados por ele e também ao participar de homenagens para Elis Regina.

Ele seguia em turnê para divulgar seu disco mais recente, “Samba mesmo”, que teve dois volumes lançados em março deste ano. Jair tinha apresentações marcadas para os próximos dias em Florianópolis e Contagem (MG). O cantor se despediu dos palcos e da música na última terça-feira (6) durante uma apresentação no Hotel Guanabara, em São Lourenço (MG). Segundo o organizador do show,  Daniel Moura, Jair cantou e dançou por mais de uma hora demonstrando a típica alegria e vitalidade.

Ele plantou bananeira no palco e fez uma homenagem para Elis Regina. Segundo Moura, antes de “Romaria”, conversava com a cantora como se ela estivesse no palco: “Olha Pimentinha, manda um abraço para São Pedro porque eu não estou com pressa”.

Coroa de flores deixada para Jair Rodrigues e o terno com o qual ele deve ser enterrado (Foto: G1)Coroa de flores deixada para Jair Rodrigues e o terno com o qual o corpo do cantor será velado (Foto: G1)

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Publicado por em 10 de maio de 2014 em Música

 

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Corpo de Jair Rodrigues é enterrado em São Paulo

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O corpo de Jair Rodrigues foi enterrado nesta sexta-feira (9) no Cemitério Gethsêmani, no Morumbi, em São Paulo, por volta de 12h30. Todos bateram palmas e aplaudiram, ao som de músicas de Jair, cantadas por um coral. Amparada pela nora Tania Khalill, a viúva Clodine Mello chorou bastante no final da cerimônia.

Caixão com corpo de Jair Rodrigues após a missa, pouco antes do enterro nesta sexta-feira (Foto: Cauê Muraro/G1)Caixão com corpo de Jair Rodrigues após a missa,
pouco antes do enterro (Foto: Cauê Muraro/G1)

O caixão chegou ao local em um carro aberto do Corpo dos Bombeiros. O filho do cantor, Jair de Oliveira, acompanhou o transporte do corpo e abraçou a irmã, a também cantora Luciana Mello, após descer do veículo. Familiares, amigos e fãs aplaudiram Jair Rodrigues no momento da chegada do caixão. O padre que conduziu a missa antes do enterro perguntou se alguém queria cantar. Roberto Leal se ofereceu e cantou o “Pai nosso”. Em seguida, Leal afirmou que Jair deixou uma marca de “alegria, paz e amor”. “Jamais ele iria dizer que foi um exemplo, mas nós sabemos que ele foi um exemplo de vida”, comentou o cantor português.

“O mais próximo que cheguei de um anjo foi conviver com ele. Aprendendo, ensinando e recebendo este banho de alegria. Essa criança que ele carrega com ele está com ele onde ele estiver, continua sorrindo, plantando bananeiro, batucando…”, disse Jair Oliveira. “Foi um grande pai, maravilhoso”, disse Luciana Mello. Nesse momento, fãs gritaram em coro de fora do cemitério: “Queremos ver Jair”.

 Enterro do cantor Jair Rodrigues no Cemitério Gethsemani, no Morumbi, em São Paulo (SP), na manhã desta sexta-feira (9) (Foto: Alice Vergueiro/Futura Press/Estadão Conteúdo) Enterro do cantor Jair Rodrigues no Cemitério
Gethsemani, no Morumbi, em São Paulo (Foto: Alice
Vergueiro/Futura Press/Estadão Conteúdo)
Corpo de Jair Rodrigues chega a cemitério em São Paulo. (Foto: Cauê Muraro/G1)Corpo de Jair Rodrigues chega a cemitério
(Foto: Cauê Muraro/G1)

Após o pedido, o público conseguiu entrar para homenagear Jair e dar adeus ao ídolo. Grupos formados por cinco pessoas passavam rapidamente perto do caixão. Muitos tocavam na testa do cantor. A entrada de fãs na capela não estava prevista, mas o apelo foi atentido pelos familiares.

Durante a cerimônia, um dos padres no altar disse: “Que o Jair possa ter a paz gloriosa do paraíso que ele sempre procurou”. “Mesmo em meio a dor, quero dizer parabéns à sua esposa. Cumpriram a palavra empenhada”, declarou outro padre, referindo-se ao casamento de 40 anos de Jair e Clodine. Por volta das 8h20, o caixão deixou, também sob aplausos, o saguão principal da Assembleia Legislativa, onde foi velado. Após a chegada ao cemitério, familiares e amigos, como o cantor Roberto Leal, se reuniram na capela do cemitério para uma cerimônia.

Com mais de 50 anos de carreira e conhecido por sucessos como “Disparada” e “Deixa isso pra lá”, música que rendeu o título de “pai do rap brasileiro”, Jair foi encontrado morto na sauna de sua casa em Cotia (SP), na manhã desta quinta-feira (8). A causa da morte foi infarto agudo do miocárdio, informou a assessoria de imprensa do cantor, que tinha 75 anos. 

arte cronologia Jair Rodrigues (Foto: Arte G1)

Começo nos anos 60
Jair Rodrigues de Oliveira nasceu em Igarapava (SP), em 6 de fevereiro de 1939. Pai dos também cantores Jair de Oliveira e Luciana Mello, ele começou sua carreira nos anos 1960, em programas de calouros. Três anos antes, foi crooner em casas no interior de São Paulo.

O primeiro LP é “Vou de samba com você” (1964), que tinha “Deixa isso pra lá”. A canção fez Jair ser considerado pioneiro do rap no Brasil. Com versos mais falados do que cantados, a música, originalmente um samba, ganhou popularidade também graças à coreografia feita com as mãos. Em 1999, foi gravada em parceria com o grupo Camorra.

O registro de estreia do cantor, no entanto, é de 1962. Trata-se de um disco de 78 rotações com as canções “Brasil sensacional” e “Marechal da vitória”, que tinham como tema a Copa do Mundo daquele ano, no Chile, vencida pela seleção brasileira.

Jair Rodrigues também ficou conhecido pelo trabalho ao lado de Elis Regina. Os dois iniciaram a parceria em 1965 e lançaram o disco ao vivo “Dois na bossa”. A boa repercussão do LP rendeu o convite para apresentar o programa O Fino da Bossa, que estreou em maio daquele ano na TV Record. Com Elis, o cantor lançou em 1966 e 1967 outros dois volumes da série “Dois na bossa”.

A vitória no II Festival de Música Popular Brasileira, em 1966, foi outro ponto marcante da trajetória de Jair Rodrigues. Ele concorreu com “Disparada”, escrita por Geraldo Vandré e Teo de Barros. Na final, dividiu o primeiro lugar com “A banda”, composição de Chico Buarque interpretada na ocasião por Nara Leão.

No IV Festival de Música Popular Brasileira, em 1968, Jair Rodrigues também se destacou. Com “A família”, de Chico Anysio e Ari Toledo, ficou em terceiro lugar segundo o júri popular.

Já na década seguinte, o cantor dedicou-se mais intensamente ao samba. Em 1971, saiu o LP “Festa para um rei negro”. Uma das canções era o samba-enredo que deu título ao trabalho, defendido pela escola de samba Acadêmicos do Salgueiro. A música era conhecida pelo refrão “Ô lê lê, ô lá lá/ pega no ganzê/ pega no ganzá”.

Outros álbuns do período são “Orgulho de um sambista”, “Ao vivo no Olympia de Paris”, “Eu sou o samba”, “Estou com o samba e não abro” e “Couro comendo” (1979). Durante esse período, o cantor se tornou pai. Em 1975, nasceu seu filho Jair Oliveira, o Jairzinho, estrela do grupo infantil Balão Mágico e depois passou a cantar MPB. Quatro anos depois, nasceu Luciana Mello. Influenciada pelo pai e pelo irmão, também seguiu a carreira musical. Jair deixa os filhos e a mulher, Clodine.

Na década de 1980, vieram álbuns de temática mais popular e por vezes romântica, caso de “Estou lhe devendo um sorriso”, “Alegria de um povo”, “Jair Rodrigues de Oliveira” e “Carinhoso”. Na década de 1990, houve uma predileção pela música sertaneja e caipira e por uma revisão de gêneros desde o seu início como artista.

Os nomes dos discos do período são autoexplicativos: “Lamento sertanejo”, “Viva meu samba”, “Eu sou… Jair Rodrigues”, “De todas as bossas” e “500 anos de folia – 100% ao vivo”. Em 2012, participou de eventos que lembraram os 30 anos de morte da cantora e antiga parceira. Nos últimos anos, Jair Rodrigues seguia na ativa em projetos com os filhos, em discos lançados por ele e também ao participar de homenagens para Elis Regina.

Ele seguia em turnê para divulgar seu disco mais recente, “Samba mesmo”, que teve dois volumes lançados em março deste ano. Jair tinha apresentações marcadas para os próximos dias em Florianópolis e Contagem (MG). O cantor se despediu dos palcos e da música na última terça-feira (6) durante uma apresentação no Hotel Guanabara, em São Lourenço (MG). Segundo o organizador do show,  Daniel Moura, Jair cantou e dançou por mais de uma hora demonstrando a típica alegria e vitalidade.

Ele plantou bananeira no palco e fez uma homenagem para Elis Regina. Segundo Moura, antes de “Romaria”, conversava com a cantora como se ela estivesse no palco: “Olha Pimentinha, manda um abraço para São Pedro porque eu não estou com pressa”.

 O caixão com o corpo do cantor Jair Rodrigues chega ao Cemitério Gethsêmani, no bairro do Morumbi, na zona sul de São Paulo (Foto: Dario Oliveira/Código19/Estadão Conteúdo) Caixão com o corpo do cantor Jair Rodrigues chega ao Cemitério Gethsêmani, no bairro do Morumbi, na zona sul de São Paulo (Foto: Dario Oliveira/Código19/Estadão Conteúdo)Família e amigos velam o corpo de Jair Rodrigues em São Paulo (Foto: Fabiana de Carvalho/G1)Família e amigos velam o corpo de Jair Rodrigues em São Paulo (Foto: Fabiana de Carvalho/G1)Jair Oliveira, parentes e amigos carregam o caixão com o corpo de Jair Rodrigues, na Assembleia Legislativa de São Paulo, nesta quinta-feira (8) (Foto: Leco Viana/Futura Press)Jair Oliveira, parentes e amigos carregam o caixão com o corpo de Jair Rodrigues, na Assembleia Legislativa de São Paulo, nesta quinta-feira (8) (Foto: Leco Viana/Futura Press)Coroa de flores deixada para Jair Rodrigues e o terno com o qual ele deve ser enterrado (Foto: G1)Coroa de flores deixada para Jair Rodrigues e o terno com o qual ele deve ser enterrado (Foto: G1)new WM.Player( { videosIDs: “3335331”, sitePage: “g1/saopaulo/musica/videos”, zoneId: “110461”, width: 620, height: 349 } ).attachTo($(“#3335331”)[0]);

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Publicado por em 10 de maio de 2014 em Música

 

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Corpo de Jair Rodrigues chega a cemitério em SP após velório

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Corpo de Jair Rodrigues chega a cemitério em São Paulo. (Foto: Cauê Muraro/G1)Corpo de Jair Rodrigues chega a cemitério em
São Paulo. (Foto: Cauê Muraro/G1)

O corpo de Jair Rodrigues chegou na às 9h15 desta sexta-feira (9) ao Cemitério Gethsêmani, no Morumbi, em São Paulo.

O caixão chegou ao local em um carro aberto do Corpo dos Bombeiros. O filho do cantor, Jair de Oliveira, acompanhou o transporte do corpo e abraçou a irmã, a também cantora Luciana Mello, logo após descer do veículo. Familiares, amigos e fãs aplaudiram Jair Rodrigues no momento da chegada do caixão. Após a chegada ao cemitério, familiares e amigos, como o cantor Roberto Leal, se reuniram na capela do cemitério para uma cerimônia.

O cantor Jair de Oliveira acompanhou o transporte do corpo em um carro aberto do Corpo de Bombeiros. (Foto: Cauê Muraro/G1)O cantor Jair de Oliveira acompanhou o transporte
do corpo em um carro aberto do Corpo de
Bombeiros. (Foto: Cauê Muraro/G1)

Por volta das 8h20, o caixão deixou o saguão principal da Assembleia Legislativa, onde foi velado, sob aplausos. O enterro está marcado para as 11h, apenas para familiares e amigos.

Com mais de 50 anos de carreira e conhecido por sucessos como “Disparada” e “Deixa isso pra lá”, música que rendeu o título de “pai do rap brasileiro”, Jair foi encontrado morto na sauna de sua casa em Cotia (SP), na manhã desta quinta-feira (8). A causa da morte foi infarto agudo do miocárdio, informou a assessoria de imprensa do cantor, que tinha 75 anos. 

O velório teve início da noite desta quinta. Família e amigos do artista pediram privacidade e ficaram sozinhos, antes que a cerimônia fosse aberta ao público.

A viúva Claudine Mello; os filhos Jair Oliveira e Luciana Mello; e a nora Tania Khalill homenagearam Jair. “É uma responsabilidade muito grande cuidar do legado que meu pai deixou. Ele tinha muita leveza e minha principal lembrança é o sorriso”, disse o filho do cantor. Jairzinho lembrou que o pai costumava dizer que era “o homem mais feliz do mundo”.

Parentes, amigos e fãs rezam durante velório de Jair Rodrigues (Foto: G1)Parentes, amigos e fãs rezam durante velório de
Jair Rodrigues (Foto: G1)

Amparada pelo filho, Claudine chorou em frente ao caixão. Ele disse que com o tempo a mãe vai conseguir sorrir de novo. “Ela vai se lembrar do sorriso do meu pai e vai sorrir também”, comentou.

O rapper Rapin Hood, a atriz Angelina Muniz e o cantor Max de Castro também estiveram na Assembleia Legislativa. “É inacreditável, mas quando o cara lá de cima decide a gente tem que ir. Ele jamais vai sair do meu coração. E que minha Silvinha receba ele lá em cima”, disse o cantor Eduardo Araújo.

O apresentador da TV Globo Serginho Groisman disse que fará uma homenagem em seu programa “Altas Horas”. “É uma pequena homenagem frente à alegria e à generosidade que ele sempre teve”, disse.

Jairzinho fala com jornalistas no velório do corpo de Jair Rodrigues (Foto: G1)Jairzinho fala com jornalistas no velório do corpo de
Jair Rodrigues (Foto: G1)

“É dificil acreditar que ele morreu, não pela idade, mas pela vitalidade”, acrescentou. Apesar da tristeza, o cantor deve ser lembrado com um sorriso. “Um homem que nessa idade ainfa ficava plantando bananeira é para a gente lembrar sorrindo mesmo.”

O publicitário Washington Olivetto comentou que teve privilégio de conhecer Jair e seus filhos. “Foi uma surpresa imensa, porque ele estava saudabilíssimo. Vi recentemente e estava exuberante. Jair é síntese da alegria do povo brasileiro”, resumiu Olivetto. “Era um cara muito humilde, um exemplo para os artistas”, elogiou Rapin Hood.

Chorando muito, a cantora Roberta Miranda diz que Jair Rodrigues era uma pessoa a quem dava muito valor e por quem tinha gratidão. “Grata a Jair por ter jogado Roberta Miranda no mercado musical e em uma posição digna”, afirmou, citando a gravação de “A Majestade, O Sabiá”.

Coroas de flores no velório do cantor Jair Rodrigues, nesta quinta-feira (8), em São Paulo (Foto: Fabiana de Carvalho / G1)Coroas de flores no velório do cantor Jair
Rodrigues (Foto: Fabiana de Carvalho / G1)

O músico Juca Chaves disse estar “muito triste, muito triste mesmo”. “Quando se morre de amor, não se morre. E ele era uma pessoa tão querida. Mais do que um grande artista, era um grande homem.”

A cantora Simoni, que participava da Turma do Balão Mágico ao lado de Jairzinho quando os dois eram crianças, lembrou da convivência com o cantor.

“Eu o conhecia desde pequena, sempre convivi com a família dele. Era querido demais, uma pessoa incrível e um palhaço também”, diz.

Por volta das 22h30, o apresentador Raul Gil chegou à Assembleia Legislativa ao lado de Ary Toledo. Foram recebidos pelo cantor Juca Chaves.

“Eu e Jair crescemos juntos na vida artística. Eu tinha 23 e ele 22. Ele frequentava minha casa e quem inventou o apelido de Cachorrão fui eu. Tinha por ele o carinho de um irmão. Há pouco tempo fui ao aniversário dele,  cantamos juntos e eu ainda disse, ‘Olha a gente ai, firme com essa idade”, afirmou Raul Gil. Com voz trêmula, quase chorando, finalizou: “É uma tristeza muito grande. O Brasil perdeu seu cara mais alegre. Olha que eu o conheço há mais de 50 anos e nunca o vi triste”.

Ary Toledo elogiou o cantor: “Se enganam as pessoas que acham que ele viveu 75 anos. Ele morreu com 75, mas viveu 500. Era o eterno moleque. O maior intérprete e o artista mais eclético que o Brasil já conheceu”.

Acompanhada do músico Júnior Lima, a dupla sertaneja Chitãozinho e Xororó também foi ao velório. Júnior disse que se sentia órfão de Jair Rodrigues. “O Jair era o nosso James Brown.” “Sempre pensei que ele fosse viver uns 100 anos, estava sempre impecável, sempre bem cuidado”, afirmou Xororó.

Foram ainda ao velório de Jair Rodrigues a atriz Lúcia Veríssimo, o apresentador Leão Lobo e os cantores Luiza Possi, Agnaldo Rayol e Roberto Leal, que chorou ao se aproximar do caixão.

arte cronologia Jair Rodrigues (Foto: Arte G1)

Começo nos anos 60
Jair Rodrigues de Oliveira nasceu em Igarapava (SP), em 6 de fevereiro de 1939. Pai dos também cantores Jair de Oliveira e Luciana Mello, ele começou sua carreira nos anos 1960, em programas de calouros. Três anos antes, foi crooner em casas no interior de São Paulo.

O primeiro LP é “Vou de samba com você” (1964), que tinha “Deixa isso pra lá”. A canção fez Jair ser considerado pioneiro do rap no Brasil. Com versos mais falados do que cantados, a música, originalmente um samba, ganhou popularidade também graças à coreografia feita com as mãos. Em 1999, foi gravada em parceria com o grupo Camorra.

O registro de estreia do cantor, no entanto, é de 1962. Trata-se de um disco de 78 rotações com as canções “Brasil sensacional” e “Marechal da vitória”, que tinham como tema a Copa do Mundo daquele ano, no Chile, vencida pela seleção brasileira.

Jair Rodrigues também ficou conhecido pelo trabalho ao lado de Elis Regina. Os dois iniciaram a parceria em 1965 e lançaram o disco ao vivo “Dois na bossa”. A boa repercussão do LP rendeu o convite para apresentar o programa O Fino da Bossa, que estreou em maio daquele ano na TV Record. Com Elis, o cantor lançou em 1966 e 1967 outros dois volumes da série “Dois na bossa”.

A vitória no II Festival de Música Popular Brasileira, em 1966, foi outro ponto marcante da trajetória de Jair Rodrigues. Ele concorreu com “Disparada”, escrita por Geraldo Vandré e Teo de Barros. Na final, dividiu o primeiro lugar com “A banda”, composição de Chico Buarque interpretada na ocasião por Nara Leão.

No IV Festival de Música Popular Brasileira, em 1968, Jair Rodrigues também se destacou. Com “A família”, de Chico Anysio e Ari Toledo, ficou em terceiro lugar segundo o júri popular.

Já na década seguinte, o cantor dedicou-se mais intensamente ao samba. Em 1971, saiu o LP “Festa para um rei negro”. Uma das canções era o samba-enredo que deu título ao trabalho, defendido pela escola de samba Acadêmicos do Salgueiro. A música era conhecida pelo refrão “Ô lê lê, ô lá lá/ pega no ganzê/ pega no ganzá”.

Outros álbuns do período são “Orgulho de um sambista”, “Ao vivo no Olympia de Paris”, “Eu sou o samba”, “Estou com o samba e não abro” e “Couro comendo” (1979). Durante esse período, o cantor se tornou pai. Em 1975, nasceu seu filho Jair Oliveira, o Jairzinho, estrela do grupo infantil Balão Mágico e depois passou a cantar MPB. Quatro anos depois, nasceu Luciana Mello. Influenciada pelo pai e pelo irmão, também seguiu a carreira musical. Jair deixa os filhos e a mulher, Clodine.

Na década de 1980, vieram álbuns de temática mais popular e por vezes romântica, caso de “Estou lhe devendo um sorriso”, “Alegria de um povo”, “Jair Rodrigues de Oliveira” e “Carinhoso”. Na década de 1990, houve uma predileção pela música sertaneja e caipira e por uma revisão de gêneros desde o seu início como artista.

Os nomes dos discos do período são autoexplicativos: “Lamento sertanejo”, “Viva meu samba”, “Eu sou… Jair Rodrigues”, “De todas as bossas” e “500 anos de folia – 100% ao vivo”. Em 2012, participou de eventos que lembraram os 30 anos de morte da cantora e antiga parceira. Nos últimos anos, Jair Rodrigues seguia na ativa em projetos com os filhos, em discos lançados por ele e também ao participar de homenagens para Elis Regina.

Ele seguia em turnê para divulgar seu disco mais recente, “Samba mesmo”, que teve dois volumes lançados em março deste ano. Jair tinha apresentações marcadas para os próximos dias em Florianópolis e Contagem (MG). O cantor se despediu dos palcos e da música na última terça-feira (6) durante uma apresentação no Hotel Guanabara, em São Lourenço (MG). Segundo o organizador do show,  Daniel Moura, Jair cantou e dançou por mais de uma hora demonstrando a típica alegria e vitalidade.

Ele plantou bananeira no palco e fez uma homenagem para Elis Regina. Segundo Moura, antes de “Romaria”, conversava com a cantora como se ela estivesse no palco: “Olha Pimentinha, manda um abraço para São Pedro porque eu não estou com pressa”.

Família e amigos velam o corpo de Jair Rodrigues em São Paulo (Foto: Fabiana de Carvalho/G1)Família e amigos velam o corpo de Jair Rodrigues em São Paulo (Foto: Fabiana de Carvalho/G1)Jair Oliveira, parentes e amigos carregam o caixão com o corpo de Jair Rodrigues, na Assembleia Legislativa de São Paulo, nesta quinta-feira (8) (Foto: Leco Viana/Futura Press)Jair Oliveira, parentes e amigos carregam o caixão com o corpo de Jair Rodrigues, na Assembleia Legislativa de São Paulo, nesta quinta-feira (8) (Foto: Leco Viana/Futura Press)Coroa de flores deixada para Jair Rodrigues e o terno com o qual ele deve ser enterrado (Foto: G1)Coroa de flores deixada para Jair Rodrigues e o terno com o qual ele deve ser enterrado (Foto: G1)

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Publicado por em 9 de maio de 2014 em Música

 

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Homem ateia fogo no corpo e abraça político na Índia

Expectadores indianos tentam conter o incêndio do estúdio (Foto: STR/ AFP)Expectadores indianos tentam conter o incêndio do
estúdio (Foto: STR/ AFP)

Um homem ateou fogo no corpo e, em seguida, abraçou um líder político durante um debate exibido na TV por ocasião das eleições gerais da Índia, informaram nesta terça-feira (29) a polícia e várias testemunhas, que afirmam que os dois estão em estado crítico.

O debate foi organizado por uma rede de televisão em um parque de Sultanpur (nordeste).

Durgesh Kumar Singh emergiu da multidão, jogando gasolina no próprio corpo e ateando fogo. Em chamas, agarrou Kamruzzama Fauji, líder local do partido Bahujan Samaj.

Singh teve 95% do corpo queimado e Fauji 75%, segundo a polícia.

As eleições legislativas indianas vão durar várias semanas, até 16 de maio. O opositor partido nacionalista hindu Bharatiya Janata Party (BJP) é considerado o favorito, à frente do Congresso de Sonia Gandhi, enfraquecido por 10 anos de governo e vários casos de corrupção.

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Publicado por em 30 de abril de 2014 em Brasil

 

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