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Rússia conversará com Irã sobre construção de nova central nuclear

Um representante da Agência Federal Russa de Energia Atômica (Rosatom) viaja na terça-feira (11) ao Irã para conversar sobre um projeto de construção de uma segunda central nuclear em Bushehr, informou a Organização Iraniana de Energia Atômica.

“Nikolai Spasky, subdiretor da Rosatom, viaja amanhã (terça-feira) a Teerã para falar sobre a construção de uma nova central nuclear”, declarou o porta-voz da organização iraniana, Behruz Kamalvandi, citado pela agência oficial Irna.

“É preciso ver como se desenvolvem as negociações”, acrescentou.

Em meados de fevereiro, o embaixador iraniano em Moscou havia anunciado que o Irã estava negociando com a Rússia a construção de um novo reator nuclear em troca de petróleo, no âmbito de um vasto acordo comercial.

Mehdi Sanaei confirmou, assim, a existência de “negociações sobre um conjunto completo de questões econômicas, de bancárias a energéticas”, que prevê “a entrega de petróleo iraniano na Rússia”.

O embaixador informou que podem ser “várias centenas de milhares de barris diários” de petróleo extraído na República Islâmica e que um acordo pode ser assinado até agosto.

“O Irã pode consagrar uma parte dos fundos à construção por companhias russas de um segundo reator da central de Bushehr”, havia indicado o diplomata.

A central de Bushehr, construída pela Rússia e que entrou em funcionamento em 2011, é atualmente a única instalação nuclear civil do Irã. As potências ocidentais suspeitam que a República Islâmica tenta fabricar uma bomba atômica.

No fim de novembro em Genebra, o Irã concluiu com o grupo 5+1 (China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Rússia e Alemanha) um primeiro acordo de seis meses de congelamento de determinadas atividades nucleares em troca de um levantamento parcial das sanções.

No entanto, o presidente americano, Barack Obama, lançou uma advertência na semana passada às empresas que fazem negócios com o Irã enquanto um acordo definitivo não for alcançado.

Fonte G1

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Publicado por em 10 de março de 2014 em Brasil

 

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Dilma e Obama podem conversar sobre espionagem, diz assessor

O vice-assessor de segurança para comunicações estratégicas da Casa Branca, Ben Rhodes, disse nesta quinta-feira (5) que o governo dos Estados Unidos vai “trabalhar” com o governo brasileiro para ter um “melhor entendimento” em relação às denúncias de que a presidente Dilma Rousseff foi espionada pela principal agência americana de inteligência.

Os presidentes Barack Obama e Dilma Rousseff conversam antes do início da reunião do G20 em São Petersburgo. (Foto: Pablo Martinez Monsivais/Reuters)Os presidentes Barack Obama e Dilma Rousseff conversam antes do início da reunião do G20 em São Petersburgo. (Foto: Pablo Martinez Monsivais/Reuters)

Rhodes afirmou que o presidente Barack Obama deve encontrar Dilma à margem da reunião de cúpula do G20, em São Petersburgo, na Rússia, para discutir essas questões.

Ele também disse que a Casa Branca vai continuar lidando com este problema através de outros “canais diplomáticos e de inteligência” com o Brasil.

Segundo o assessor, a Casa Branca considera a relação entre EUA e Brasil muito importante, não apenas para as Américas, mas também em nível mundial.

Questionado sobre o pedido de desculpas feito pelo Itamaraty ao governo americano após o vazamento dos documentos, Rhodes afirmou que o foco é certificar que o Brasil “entenda exatamente” a natureza dos esforços americanos de inteligência.

Cronologia Snowden (Foto: Arte/G1)

Segundo ele, esse tipo de coleta de informações é feito, pelos EUA, em praticamente todos os países do mundo.

“Então, esperamos dar passos para lidar com essas questões em uma base bilateral”, disse a jornalistas.

No início da tarde desta quinta, em Brasília, o vice-presidente da República, Michel Temer, disse que o encontro entre Dilma e Obama na Rússia “é possível”.

Questionado pela imprensa se Dilma e Obama conversarão sobre espionagem em São Petersburgo, Temer disse não ter a confirmação, mas que há “gestões nesse sentido”. “É possível que venha a acontecer. Eles estão juntos lá no G20. Formal ou informalmente eu creio que conversarão”, afirmou.

O caso da espionagem a Dilma
Reportagens do jornal “O Globo” publicadas a partir de 6 de julho, com dados coletados por Snowden, mostraram que milhões de e-mails e ligações de brasileiros e estrangeiros em trânsito no país foram monitorados.

Ainda segundo os documentos, uma estação de espionagem da NSA, principal agência de inteligência dos EUA, funcionou em Brasília pelo menos até 2002.

Os dados apontam ainda que a embaixada do Brasil em Washington e a representação na ONU, em Nova York, também podem ter sido monitoradas.

Outros países da América Latina também são monitorados, segundo os dados.

De acordo com o jornal, situações similares ocorrem no México, Venezuela, Argentina, Colômbia e Equador.

O interesse dos EUA não seria apenas em assuntos militares, mas também em relação a questões de petróleo e da produção de energia.

A revista “Época” também publicou reportagem sobre documento secreto que revela como os Estados Unidos espionaram ao menos oito países – entre eles o Brasil – para aprovar sanções contra o Irã.

No dia 1º de setembro, o “Fantástico” exibiu reportagem ,com base em documentos obtidos com exclusividade.

Os arquivos classificados como ultrassecretos, que fazem parte de uma apresentação interna da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos, mostram a presidente Dilma Roussef, e o que seriam seus principais assessores, como alvo direto de espionagem da NSA.

Um código indica isso.

Fonte G1

 
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Publicado por em 6 de setembro de 2013 em Brasil

 

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