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Quase 1.900 morreram na Síria desde início da conferência de paz, diz ONG

Quase 1.900 pessoas morreram na Síria desde 22 de janeiro, quando começaram na Suíça as negociações de paz de Genebra 2 entre o regime e a oposição, afirmou nesta sexta-feira (31) o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Ao menos 498 civis estão entre as vítimas do conflito, que não foi interrompido durante o encontro entre representantes do governo e dos rebeldes em uma cúpula que até o momento não apresentou resultados.

“Entre 22 e 30 de janeiro, houve 1.870 mortos, entre eles 498 civis”, disse Rami Abdel Rahman, diretor da entidade ligada à oposição síria.

Até agora, a difícil negociação mediada pela ONU não trouxe nenhum resultado prático.

“Além dos 646 rebeldes, 208 jihadistas da Frente al Nosra e do Estado Islâmico do Iraque e o Levante (EIIL), 515 soldados e milicianos leais ao regime e 3 combatentes curdos perderam a vida durante este período”, acrescentou.

Estes combatentes morreram em confrontos entre distintas frentes: forças leais ao governo contra os rebeldes ou insurgentes contra jihadistas e curdos.

“Isso dá uma média de 208 mortos por dia e o número real de mortes é certamente mais elevado”, enfatizou Abdel Rahman.

“A conferência de paz de Genebra deveria ter sido realizada com um cessar total das operações militares e das prisões. Pedimos à comunidade internacional que atua de forma séria e real para deter o assassinato e as violações dos direitos humanos na Síria antes de promover uma solução política”, afirmou ainda.

arte síria versão 24.01 (Foto: Arte/G1)

Fonte G1

 
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Publicado por em 3 de fevereiro de 2014 em Brasil

 

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Conferência de Genebra é ‘primeiro passo’ para a paz, diz sírio em SP

Mahmoud Al Zouhby está no Brasil há três anos (Foto: Caio Kenji/G1)Mahmoud Al Zouhby está no Brasil há três anos e falou ao G1 na sede da Cáritas, em São Paulo (Foto: Caio Kenji/G1)

A primeira vez que Mahmoud Al Zouhby contrariou o governo de seu país foi aos 18 anos, quando se recusou a prestar o serviço militar obrigatório no exército sírio. Ele achava que a instituição não servia para proteger a nação, mas apenas a família do então presidente Hafez al-Assad, pai do atual, Bashar. Hoje, vivendo em São Paulo como refugiado, ele tem outros mil motivos para criticar o clã que está no poder há 44 anos na Siria. Mahmoud perdeu amigos, viu seus irmãos deixarem o país e recebe diariamente relatos trágicos de uma guerra macabra. “Tem que acabar. Precisa acabar. Ninguém aguenta mais, nem os radicais. É uma das piores coisas que já vi e estudei”, disse ele em entrevista ao G1.

Em meio a uma verdadeira aula de geopolítica – Mahmoud é formado em economia, tem mestrado em economia política e cursa agora doutorado na USP em relações internacionais -, ele conta como recebe as notícias da guerra em sua terra natal. “As fotos que aparecem no meu Facebook são inacreditáveis. Há relatos de uma mãe com cinco filhos que foi encontrada por soldados em uma casa. Os soldados mataram todas as crianças e fizeram ela nadar no sangue do chão. As pessoas estão morrendo de fome, comendo gato, cachorro, é terrível.”

Após três anos de guerra, iniciada com a repressão a manifestações antiregime, o governo e a oposição sírios estão reunidos em Genebra, na Suíça, para tentar negociar – pela segunda vez – uma resolução pacífica para o conflito. Durante a conferência, a mediadora ONU também tenta conseguir passagem para um comboio de ajuda humanitária destinado a 2.500 pessoas cercadas e famintas na cidade velha de Homs.

O refugiado sírio diz que gosta do Brasil. 'Aqui tenho minha liberdade', diz ele (Foto: Caio Kenji/G1)O refugiado sírio diz que gosta do Brasil. ‘Aqui tenho minha liberdade’, diz ele (Foto: Caio Kenji/G1)

“É um jogo político complexo. Há muitos atores, é preciso olhar para os vizinhos”, diz Mahmoud, apontando para o grande mapa mundi na parede da Cáritas, instituição que ajuda refugiados e onde ele falou com o G1. “Por que o Irã protege Assad, por exemplo? É importante para o governo xiita exportar sua revolução, controlar a região ao seu redor. Já Arábia Saudita e Jordânia temem que qualquer grande mudança se aproxime de seus frágeis reinados. Ao passo que na Síria, 80% do território não está sob controle do governo e nem do [opositor] Exército Livre da Síria – há grupos radicais muitíssimo perigosos, como a ramificação da Al-Qaeda, o Estado Islâmico do Iraque e do Levante.”

Para Mahmoud, quando no ano passado os Estados Unidos ameaçaram atacar o regime de Assad após um ataque com armas químicas, um acordo foi logo conseguido, dando uma “chance para Assad tentar ficar e vencer a guerra”.

Ele acredita que a Conferência de Paz é um primeiro passo para uma possível paz, mas também um aviso de que o tempo de Assad está acabando. “A América ainda dará algum tempo a Assad, mas não muito. O problema é quem entrará no lugar dele, quem poderá dar segurança e estabilidade para a região. Porque ninguém aguenta mais. É preciso acabar, todo mundo precisa que acabe, os países vizinhos estão cheios de problemas.”

Com esse cenário nada otimista, Mahmoud não pretende sair do Brasil. Aqui ele estuda e trabalha como analista político para alguns jornais internacionais. Segundo suas projeções, se a guerra acabasse agora, a Síria ainda levaria uns 10 anos para voltar a ter segurança, uns 15 para se recuperar economicamente, e ao menos três gerações para ter alguma estabilidade social. “Aqui tenho minha liberdade. Eu gosto do Brasil, dos brasileiros. Vocês gostam de fazer amizade com estrangeiros, isso não acontece na Europa. Ah, e tem o Corinthians!”

arte síria versão 24.01 (Foto: Arte/G1)

Fonte G1

 
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Publicado por em 3 de fevereiro de 2014 em Brasil

 

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NSA espionou negociadores da Conferência de Copenhague de 2009

A Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês)  dos Estados Unidos monitorou as comunicações de outros governos antes e durante a Conferência sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas em 2009, informa um documento vazado pelo ex-analista da NSA Edward Snowden e divulgado pelo portal de notícias e blogs americano “The Huffington Post”.

O documento foi publicado na rede interna da NSA no dia 7 de dezembro de 2009, o primeiro dia da conferência, e indica que “analistas aqui na NSA, assim como nossos parceiros, irão continuar a fornecer aos formuladores de políticas visões únicas e valiosas sobre as preparações e objetivos de países-chave para a conferência, assim como as deliberações entre os países sobre mudanças nas políticas de clima e estratégias de negociações.”

Os parceiros aos quais o documento se refere são as agências de inteligência do Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. “Enquanto o resultado da conferência permanece incerto, os sinais de inteligência irão sem dúvida ter um papel significante em manter nossos negociadores o mais bem informados possível durante as duas semanas do evento”, diz o texto.

A Conferência sobre Mudanças Climáticas da ONU de 2009 foi a 15 do tipo a ser realizada, a primeira desde a eleição de Barack Obama nos EUA. Havia a expectativa de grandes avanços. Entretanto, se encerrou com um acordo mínimo e sem unanimidade.

O documento vazado por Snowden indica que a NSA planejava recolher informações conforme os líderes e negociadores dos países realizassem reuniões privadas durante a conferência. Os dados obtidos muito provavelmente seriam fornecidos aos participantes americanos, como a então secretária de Estado Hillary Clinton.

O texto não detalha como a NSA pretendia continuar recolhendo informações durante a conferência.

Fonte G1

 
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Publicado por em 30 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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Excluir Irã da conferência de paz da Síria é um erro, diz Rússia

A Rússia considera um “erro” a decisão da ONU de não convidar o Irã para a conferência de paz sobre a Síria, que começa nesta quarta-feira (22)  na Suíça, disse nesta terça o chanceler russo, Serguei Lavrov.

“Está claro que é um erro”, disse Lavrov. “Sempre dissemos que todos os atores exteriores teriam que estar representados.”

Já o Irã lamentou nesta terça que a ONU tenha retirado “sob pressão” o convite para que Teerã participasse de Genebra II.

“Lamentamos que o secretário-geral Ban Ki-moon tenha retirado seu convite sob pressão”, declarou o ministro das Relações Exteriores iraniano, Mohamad Javad Zarif, citado pela agência Isna.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, decidiu excluir o Irã da conferência, logo após tê-lo convidado, após a oposição ao regime do presidente sírio Bashar al-Assad ter ameaçado não ir aos debates.

Os Estados Unidos aceitam a participação iraniana, contanto que Teerã se comprometa com apoiar um governo de transição na Síria, sem Assad.

O Irã é o principal aliado do contestado regime de Assad, que enfrenta uma rebelião interna que já provocou mais de 130 mil mortes ao longo de quase três anos, destruindo a infraestrutura do país, provocando uma crise humanitária e de refugiados e gerando instabilidade no Oriente Médio.

Um alto funcionário iraniano afirmou que, sem a participação do país, a negociação de Genebra não deve ter sucesso.

“Todos sabem que, sem o Irã, as chances (de alcançar) uma verdadeira solução na Síria não são tão grandes”, declarou o vice-ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, ao ser questionado pela televisão estatal sobre o assunto.

Fonte G1

 
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Publicado por em 22 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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Irã rejeita condições prévias para participar de conferência sobre Síria

O Irã, principal aliado regional do regime do presidente Bashar al-Assad na Síria, participará da conferência de paz Genebra II, mas não aceita as condições prévias para comparecer à mesma, declarou a porta-voz do ministro das Relações Exteriores, Marzieh Afkham, citada pela agência oficial Irna.

“Com base no convite oficial (do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon), o Irã participará desta conferência sem condições prévias”, declarou a porta-voz.

O Irã se comprometeu a ter “um papel positivo e construtivo” para colocar fim ao conflito sírio, afirmou no domingo Ban, quando anunciou o convite feito a Teerã.

No entanto, Washington, Paris e Londres disseram nesta segunda-feira que, para poder participar da conferência de paz sobre a Síria prevista para começar na quarta-feira, Teerã deveria aceitar o comunicado adotado em Genebra no dia 30 de junho de 2012 que pede um governo de transição na Síria.

Para a Rússia, outro aliado de Damasco, a ausência do Irã na conferência seria “um erro imperdoável”.

Por sua vez, a oposição síria ameaçou se retirar da conferência se o convite ao Irã se mantiver.

Já a Arábia Saudita rejeitou a participação do Irã na conferência de paz, já que Teerã rejeita a instauração de um governo de transição em Damasco.

“Todo convite à conferência de Genebra deve estar vinculado à aceitação (…) de um governo de transição” na Síria, declarou um porta-voz oficial de Riad. “Ao não adotar publicamente esta posição, o Irã se encontra desqualificado para participar da conferência”, acrescentou.

Fonte G1

 
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Publicado por em 22 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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Oposição síria ameaça boicotar conferência de paz se Irã participar

A Coalizão Nacional Síria, da oposição, não comparecerá às negociações de paz de Genebra II, que devem começar na quarta-feira, se o convite para o Irã participar não for retirado até a noite desta segunda-feira (20), declarou à AFP um líder desta coalizão.

“Antes das 19h GMT (17h de Brasília) deve ser confirmado que o Irã não está convidado à conferência, ou não compareceremos” a ela, declarou Hadi AlBahra, que insistiu que a participação da República Islâmica nestas negociações era algo impossível.

O governo dos Estados Unidos está em contato com as Nações Unidas para discutir o convite feito ao Irã e espera que ele seja retirado, informou nesta segunda-feira uma fonte oficial.

O Irã, aliado do regime sírio, “nunca apoiou o comunicado de Genebra I”, que pede um governo de transição na Síria, razão pela qual “esperamos que o convite seja retirado”, afirmou um funcionário de alto escalão do Departamento de Estado dos EUA.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse ao Conselho de Segurança que estavam sendo feitas “conversações urgentes” sobre o tema.

Fonte G1

 
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Publicado por em 22 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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Papa pede que conferência de Genebra 2 inicie pacificação da Síria

O Papa Francisco pediu nesta segunda-feira (13) que a conferência de Genebra 2, prevista para 22 de janeiro, inicie a pacificação da Síria, atualmente em uma sangrenta guerra civil.

“Espero que a conferência de Genebra 2, convocada para o dia 22 de janeiro, marque o início do desejado caminho da pacificação”, declarou o pontífice, que também pediu “o pleno respeito ao direito humanitário”.

“É inaceitável que a população civil inocente seja atingida, sobretudo as crianças”, afirmou o Papa argentino, que pediu “para que seja garantida de todas as formas a ajuda humanitária”.

Por iniciativa de Francisco, o Vaticano organizava nesta segunda-feira uma conferência de especialistas para fornecer contribuições ou pistas a uma solução de paz na Síria.

É a primeira vez que o pontífice, eleito em março, dirige sua saudação aos membros do corpo diplomático, na sala clementina do Vaticano.

Francisco também pediu à comunidade internacional para “fornecer e garantir, da melhor maneira possível, a necessária e urgente assistência a grande parte da população, sem esquecer os esforços louváveis de países, principalmente de Líbano e Jordânia, que com generosidade acolheram em seus territórios vários refugiados sírios”.

arte cronologia síria 31/12/2013 (Foto: 1)

Fonte G1

 
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Publicado por em 14 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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