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Pescador salvadorenho encontra mãe de seu companheiro de naufrágio

O náufrago José Salvador Alvarenga durante entrevista nesta quarta-feira (5) em Majuro, mas Ilhas Marshall (Foto: AFP)O náufrago José Salvador Alvarenga diz ter passado mais de um ano à deriva (Foto: AFP)

O pescador salvadorenho José Salvador Alvarenga, que diz ter passado mais de um ano à deriva, cumpriu neste sábado (15) uma promessa que fez ao seu companheiro mexicano de naufrágio, Ezequiel Córdova Ríos, antes de ele morrer no meio do oceano.

A promessa era contar à mãe dele os últimos momentos de seu filho e as palavras que dedicou antes de morrer nas águas do Pacífico, em uma travessia que começou no México e terminou nas Ilhas Marshall, a 13 mil quilômetros de distância.

Após passar quatro meses juntos na mesma embarcação, Ríos morreu enquanto os dois estavam à deriva, e Alvarenga jogou seu corpo no mar três dias depois, contou hoje.

“Contou (à mãe de seu companheiro) que chorava em frente a Ezequiel, conversando com ele, dizendo que não estava morto, que só estava dormido. Foi difícil jogá-lo na água finalmente”, relatou o advogado que acompanhava o pescador, Benedicto Perea.

A família de Ezequiel realizará uma cerimônia fúnebre no próximo dia 31, embora não se saiba com certeza o dia exato em que morreu.

“No meio do mar, não tinha forma de saber a data, não tinha um calendário, mas para mim foi em março e assim o lembraremos”, explicou a mãe, que recebeu ao salvadorenho com lágrimas e um longo abraço.

O pescador salvadorenho, que chegou ontem ao México para se reunir com a família de seu falecido companheiro de viagem, disse se sentir “feliz e tranquilo” após conversar com Rosalía Ríos.

“Estou feliz de ter cumprido a promessa que fiz ao meu companheiro. Não disse mentiras, já que cumpri minha promessa”, disse aos jornalistas o pescador, que morava no México antes de se perder no oceano.

Ele não quis detalhar a mensagem que levou à mãe de Ezequiel, mas relatou aos irmãos que o naufrágio começou pouco depois de saírem para pescar tubarão, em 17 de novembro de 2012, da praia de Chocohuital.

“Ficamos presos por causa do mau tempo, o motor estragou, ficamos à deriva, foi muito complicado; só Deus sabe por que passamos por essas coisas, que não fui eu o que faleceu, que foi meu amigo”, afirmou o pescador.

“Eu não desejava que fosse assim, queria que nós dois estivéssemos aqui, mas não foi assim”, lamentou.

Durante os meses que esteve à deriva, o pescador de 37 anos de idade comeu pescado e aves cruas, e bebeu sangue de tartarugas e sua própria urina para sobreviver. Foi resgatado em 30 de janeiro nas Ilhas Marshall, no Pacífico Sul.

Alvarenga confirmou que não voltará ao mar e que voltará a viver com seus pais em El Salvador, junto de sua esposa e sua filha, que tinha deixado 12 anos antes do naufrágio para ser pescador no litoral mexicano.

O agora ex-pescador disse que se dedicará a “ir às igrejas, pregando a palavra de Deus, e espero que Deus me escute, tenho fé em isso, que ele foi que me deu minha vida, sem ele eu não estaria aqui”.

Rosalía Díaz disse se sentir “mais tranquila porque já sei quais foram as últimas palavras de meu filho. Vou guardá-las, é algo tão lindo e também tão triste que não gostaria publicar, era para mim”, acrescentou.

O advogado explicou que os testemunhos e atas a partir do desaparecimento de Ezequiel serão documentados para declarar formalmente a morte do jovem habitante de Chiapas, que ainda consta como desaparecido.

Fonte G1

 
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Publicado por em 16 de março de 2014 em Brasil

 

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Cientistas associam neurônio à escolha de companheiro por peixes

No peixe-arroz, neurônio TN-GnRH3 está ligado à preferência feminina por acasalar com machos que já conhece (Foto: Courtesy of Dr. Kiyoshi Naruse (National Institute for Basic Biology))No peixe-arroz, neurônio TN-GnRH3 está ligado à preferência feminina por acasalar com machos que já conhece (Foto: Courtesy of Dr. Kiyoshi Naruse (National Institute for Basic Biology))

As células nervosas dos peixes desempenham um papel importante na inclinação das fêmeas em acasalar com machos que já conhecem. Esta é a descoberta de estudo conduzido por cientistas japoneses e publicada na revista “Science”.

Segundo os pesquisadores, em várias espécies de vertebrados a familiaridade social afeta a preferência feminina de acasalamento. Por meio de uma série de experimentos em aquários eles descobriram que, nos peixes, o neurônio TN-GnRH3 é que modula esta preferência feminina.

Os pesquisadores monitoraram o tempo em que o peixe-arroz japonês, também conhecido como medaka, demora para acasalar desde a primeira tentativa de cortejo. Em peixes que tenham se visto uns aos outros antes de interagir este tempo é menor, comparado com aqueles que não se viram.

Ao estudar os neurônios nos cérebros desses animais, os cientistas mostraram que quando uma fêmea reconhece um macho os neurônios TN-GnRH3 entram em atividade. Segundo os especilistas, os neurônios ficam minimamente ativos na maioria do tempo, “silenciando” o interesse de uma fêmea em um macho que nunca viu. No entanto, quando ela avista um macho que já conhece, a familiaridade visual inflama a atividade dos neurônios.

Por sua vez, a atividade destes neurônios libera ao cérebro uma enxurrada de moléculas conhecidas como peptídeos, que tornam a fêmea mais aberta a um relacionamento. Portanto, os TN-GnRH3 servem como uma espécie de portão para ativar as preferências de acasalamento e influenciam na escolha do companheiro para acasalamento.

Fonte G1

 
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Publicado por em 10 de janeiro de 2014 em Tecnologia

 

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