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Sony Mobile quer dobrar capacidade de produção no Brasil em 2014

A Sony Mobile planeja dobrar sua capacidade de produção de celulares no Brasil no próximo ano, numa estratégia para ampliar sua participação em um dos mercados em que a marca mais cresce no mundo, afirmou o presidente da companhia para o país.

Nos planos da divisão de dispositivos móveis da Sony está o aumento de portfólio de aparelhos com foco nas tecnologias de terceira e quarta geração (3G e 4G), e aproveitar o previsto aumento no consumo do país com a Copa do Mundo.

“A gente poderia estar vendendo mais. Hoje temos uma situação de um problema bom, de termos mais demanda que nossa capacidade de produção”, disse Ricardo Junqueira, presidente da Sony Mobile Brasil, sem revelar números.

“A gente está estudando todas as alternativas”, afirmou o executivo, ao ser questionado sobre um eventual aproveitamento de capacidades de produção da divisão de eletrônicos em Manaus na ampliação de produção de celulares no país.

Atualmente, os modelos da Sony Mobile são produzidos sob contrato com a Foxconn, numa fábrica no interior de São Paulo dedicada exclusivamente aos produtos da marca.

Segundo Junqueira, um eventual aumento do contrato com a Foxconn, em vez de produção própria pela Sony Mobile, também está sendo estudado. “Nos próximos meses deveremos ter uma conclusão (…) Obviamente, a Foxconn é um grande parceiro nosso no Brasil e mundialmente”, disse ele, evitando dar detalhes sobre nível atual de produção no país.

O executivo está há 15 anos no grupo Sony e assumiu em março o comando da recém-criada divisão no país. Antes da reformulação da unidade, as operações no Brasil eram comandadas por uma divisão que reunia toda a América Latina.

Com a reformulação, a empresa poderá acelerar no Brasil o lançamento de modelos anunciados no exterior, de até três meses para quatro semanas, no máximo, disse Junqueira.

A empresa, que no Brasil ocupa a quinta posição entre os maiores fabricantes de celulares inteligentes, planeja se tornar a terceira maior do segmento, apesar de não revelar informações específicas sobre participação. Procurada, a empresa de medição de mercado GfK informou que não pode divulgar dados sobre fatias das empresas no segmento.

No mundo, a Sony Mobile, que produz celulares com o sistema operacional Android, do Google, tem pela frente a sul-coreana Samsung e a norte-americana Apple, que mais recentemente lançou modelo do iPhone voltado a mercados emergentes como Índia e China.

O momento da formação da Sony Mobile é favorável para a empresa, que pode ser favorecer de problemas vividos por rivais.

Neste mês, a canadense BlackBerry firmou acordo para ser vendida para um fundo de investimentos por 4,7 bilhões de dólares e fechará seu capital e a Nokia, antiga líder em smartphones, teve a área de celulares vendida à Microsoft por 7,2 bilhões.

“Alguns concorrentes estão em um período de transição, por isso que a gente vislumbra a necessidade de acelerar”, disse Junqueira.

MAIS BARATO

A estratégia de ampliação do porfólio também está sendo adotada pela Sony Mobile no Brasil, onde a empresa ingressou neste ano na categoria de preço de 499 reais, com modelo capaz de operar com chips de duas operadoras celulares. Até 2012, o modelo mais barato pela companhia custava 799 reais.

Segundo Junqueira, o segmento de aparelhos até 499 reais representa mais de 70 por cento do mercado de smartphones do Brasil, o que ampliou a atuação da empresa no país. Não há planos para o curto prazo de oferta pela empresa de aparelhos abaixo desse patamar.

Ele afirmou que a recente valorização do dólar contra o real ainda não gerou aumentos significativos de preços dos produtos do setor no país, mas isso poderá ser revisto. “No curto prazo, fica difícil reposicionar preços (…) Mas se continuar nestes patamares, veremos.”

“Mas não é uma variação de 10 a 15 por cento no preço que poderá afetar a demanda no Brasil. Isso pode afetar em mercados mais maduros.”

Apesar do crescimento lento da economia brasileira neste ano, Junqueira afirmou que a expectativa para o mercado de smartphones do país é crescer de 19 milhões de unidades em 2012 para 29 milhões este ano, o equivalente a um faturamento de 18 bilhões de reais pelo setor.

Para 2014, a estimativa é de 36 milhões de smartphones e 23 bilhões de reais em receitas. Em tablets, a previsão é 7,2 milhões de unidades em 2013 e 8,9 milhões em 2014, segundo dados da empresa de pesquisa IDC, citados pela Sony.

“Não tem nada que sinalize que o mercado brasileiro vá se retrair nos próximos 12 a 24 meses (…) Se for para 34 milhões de unidades em 2014, mesmo assim vai ser um forte crescimento”, disse Junqueira. Ele exibiu modelos de smartphones premium, como o Z1 e Z Ultra, que serão lançados a partir de outubro com recursos de televisão digital, algo incomum no segmento.

A companhia está ampliando o porfólio no país de 3 aparelhos em 2012 para 9 este ano, incluindo um tablet importado. Para o ano que vem, deve ampliar o volume de modelos lançados para além do número deste ano, afirmou Junqueira, acrescentando que, eventualmente, o tablet também poderá ser produzido no país.

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Publicado por em 2 de outubro de 2013 em Tecnologia

 

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NSA teria capacidade de quebrar criptografia usada na web, diz jornal

A Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês) e o GCHQ, o serviço de inteligência britânico, teriam capacidade para quebrar a segurança de boa parte das comunicações transmitidas pela internet. A informação está em documentos vazados ao jornal “The Guardian” por Edward Snowden , ex-colaborador terceirizado da NSA.

Além do “The Guardian”, o jornal “New York Times” e o site “ProPublica” também publicaram artigos sobre as revelações contidas nos documentos. De acordo com o “The Guardian”, oficiais de inteligência pediram aos jornais que o artigo não fosse publicado. Em resposta, alguns trechos teriam sido removidos das reportagens.

Os documentos revelam que a NSA e o GCHQ trabalham juntos em um programa que tem custado US$ 250 milhões (R$ 581 milhões) por ano e que tem como objetivo decodificar dados protegidos com criptografia, procedimento que impede a leitura de informações interceptadas.

O programa teria sido criado após o fracasso da NSA em garantir que todas as tecnologias de criptografia tivessem uma “porta dos fundos” para o uso da agência.

O programa é composto por iniciativas de quebra dos algoritmos de segurança com o uso de supercomputadores. É uma área conhecida como “criptoanálise”.

Além disso, a NSA também conta com a cooperação de empresas, que forneceriam as chaves de segurança após pedidos judiciais para que as comunicações interceptadas possam ser lidas. Outra medida seria a invasão dos sistemas de empresas de internet para o roubo dos certificados de segurança para esse mesmo fim.

Os documentos não informam quais empresas seriam colaboradoras ou o nome de tecnologias específicas que já teriam sido quebradas pela NSA.

Em uma entrevista ao “The Guardian” em junho, Edward Snowden disse que a NSA não era capaz de quebrar certos algoritmos de criptografia, mas que nesses casos a Agência tirava proveito de falhas nos próprios sistemas para interceptar a comunicação já decodificada, não os dados codificados em transmissão.

Segundo os documentos, a NSA estaria competindo nessa área com outras potências, entre as quais a China e a Rússia. “No futuro, as superpotências existirão ou não com base na força de seus programas de criptoanálise. É o preço da entrada dos Estados Unidos para manter acesso e uso irrestrito do ciberespaço”, diz um dos documentos, datado de 2007.

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Publicado por em 9 de setembro de 2013 em Tecnologia

 

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Game pode melhorar capacidade cognitiva de idosos, mostra estudo

Um grupo de cientistas criou um videogame capaz de medir e reparar a deterioração neuronal relacionada ao envelhecimento, informou a revista científica britânica “Nature” nesta quarta-feira (4).

Segundo a pesquisa da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, o cérebro de uma pessoa idosa é mais flexível do que se acredita. Com treinamento concreto é possível evitar que diminuam com a idade algumas aptidões como atenção, memória e capacidade de realizar várias tarefas ao mesmo tempo.

Para comprovar a hipótese, os cientistas pediram que um grupo de especialistas em tecnologia e entretenimento projetasse um jogo de corrida, que recebeu o nome de “NeuroRacer”, no qual o jogador poderia ter uma única tarefa ou várias ao mesmo tempo.

“Uma das condições do videogame foi que os jogadores estivessem expostos a distrações durante as partidas para analisar sua atenção e sua capacidade de realizar múltiplas tarefas”, explicou Adam Gazzaley, chefe do projeto.

Após testar o jogo com um grupo de pessoas entre 20 e 79 anos, os pesquisadores concluíram que os participantes mais velhos tinham mais dificuldades para superar a versão com várias tarefas simultâneas.

Posteriormente, eles concentraram a avaliação em pessoas entre 60 e 85 anos e as dividiram em diversos grupos para que jogassem versões diferentes do “NeuroRacer” três horas por semana durante um mês.

Assim, os cientistas conseguiram comprovar que o grupo que jogou a versão multitarefas do “NeuroRacer” melhorou sua capacidade de desempenhar duas funções simultâneas que demandam atenção.

Após seis meses de treinamento contínuo, os idosos não só melhoraram essa capacidade mas também chegaram a superar os resultados dos jovens de 20 anos que não tinham treinado dessa forma.

“Eu gosto da ideia de que seja possível intervir no processo de envelhecimento das pessoas, e que os mais velhos possam melhorar suas capacidades cognitivas jogando”, disse Gazzaley.

Para demonstrar seus resultados, a equipe de cientistas da Califórnia também mediu a atividade cerebral dos participantes através de eletroencefalogramas, tanto antes como depois dos treinos.

“O jogo provocou mudanças no cérebro”, declarou o cientista em referência à maior atividade que se registrou nas ondas “theta” do cérebro dos participantes, associadas à memória plástica e à capacidade de aprendizagem.

Segundo o pesquisador da Califórnia, o treino contínuo com o “NeuroRacer” também trouxe melhoras para a memória de trabalho e para a atenção dos idosos.

“Esta é uma prova importante que confirma o que se pode conseguir com estes tratamentos, como diagnosticar deficiências neuronais e melhorar as capacidades cognitivas do cérebro”, acrescentou o chefe do projeto.

Embora Gazzaley reconheça que ainda há muito trabalho pela frente, já foram iniciadas novas pesquisas, também com videogames, para estudar este tipo de tratamentos em jovens e crianças.

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Publicado por em 6 de setembro de 2013 em Tecnologia

 

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Cingapura quer dobrar capacidade de aeroporto que seria melhor do mundo

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Aeroporto de Changi, em Cingapura, conta com instalações luxuosas e até piscina (Foto: WikiCommons)Aeroporto de Changi, em Cingapura, conta com
instalações luxuosas e até piscina
(Foto: WikiCommons)

O governo de Cingapura anunciou planos para dobrar a capacidade do aeroporto internacional de Changi, considerado um dos melhores do mundo.

O primeiro-ministro do país, Lee Hsien, afirmou que as obras de ampliação, denominadas Project Jewel (‘Projeto Joia’, em inglês), devem começar em breve.

“T5 (Terminal 5) soa como um terminal, mas é, na verdade, um aeroporto inteiro, tão grande como o aeroporto de Changi é hoje”, disse o premiê segundo a agência de notícias AFP.

O novo terminal tem previsão para ficar pronto depois de 2020.

O aeroporto de Changi foi apontado como o melhor do mundo em 2013 pela consultoria britânica Skytrax e é famoso por oferecer uma extensa gama de serviços aos passageiros.

Entre esses serviços estão passeios grátis pela cidade para todos os que permanecem por cinco horas ou mais em Changi. Além disso, o aeroporto conta com piscina, jardins, trilhas arborizadas e cinemas.

O aeroporto também foi um dos primeiros do mundo a introduzir áreas com internet sem fio e já ganhou o mesmo prêmio da Skytrax em 2000, 2006 e 2010.

Custo e mais luxo
Lee Hsien não divulgou qual será o custo da expansão do aeroporto, mas o projeto prevê o uso de uma área de 3,5 hectares (35 mil metros quadrados) para a construção de lojas, um enorme jardim coberto com cachoeira, entre outras atrações.

O premiê afirmou que Changi sofre uma crescente e forte concorrência de outros grandes aeroportos internacionais no sudeste asiático e lembrou que há planos de expansão do Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, na Malásia, e do Aeroporto Internacional Suvarnabhumi, na Tailândia.

Atualmente, o aeroporto de Changi possui três terminais com uma capacidade total para receber 66 milhões de passageiros por ano. Em 2012, o aeroporto recebeu 51 milhões de passageiros, um aumento de 10% em relação a 2011.

Em janeiro de 2013, Changi atendeu mais de 6,5 mil voos por semana com 110 linhas aéreas conectando Cingapura a 240 cidades em 60 países.

Em fevereiro deste ano, o aeroporto iniciou a demolição do terminal para linhas aéreas mais baratas para a instalação de um novo terminal, o Terminal 4, que terá capacidade para receber 16 milhões de passageiros e deve ser aberto em 2017, segundo a AFP.

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Publicado por em 21 de agosto de 2013 em Brasil, Música, Tecnologia

 

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Dicas para solucionar problemas quando o iPhone “estoura” a capacidade

Bug faz aparelho iOS superar capacidade de armazenamento sem explicação. Possíveis soluções incluem reiniciar iTunes e restaurar gadget.

Na semana passada, quando conectei o iPad ao iTunes, o gráfico de Capacidade (que você vê na parte inferior da janela quando o iPad é selecionado) surpreendentemente indicou que o aparelho estava “Acima da Capacidade” (“Over Capacity”). E não era por pouco: segundo o software, o aparelho tinha 11GB a mais do que o comportado, o que me deixou surpreso. 

Anteriormente, o tablet não tinha ficado nem próximo da sua capacidade máxima. Pelo que me lembrava, não havia feito nada de diferente para aumentar tanto a quantidade de dados armazenados no aparelho.

Ao analisar o gráfico de Capacidade no iTunes, percebi duas anomalias. A primeira é que a categoria Fotos (que tinha cerca de 5GB de dados) tinha desaparecido. A outra é que a categoria Outros havia “explodido” para mais de 10 vezes o seu tamanho anterior, contando inteiramente a razão pela qual o iPad não parecia mais ter nenhum espaço livre.

Uma busca na web revelou algumas soluções potenciais, que iam desde fechar e abrir novamente o iTunes até um apagar completo do aparelho por meio da opções Restaurar na tela de Resumo do iPad.

Depois que soluções simples como abrir novamente o iTunes não funcionaram para mim, optei por um meio termo: selecione Restaurar a Partir do Backup…por meio do menu contextual da listagem do aparelho na coluna esquerda do iTunes. Isso evita a restauração completa que consome mais tempo e teria exigido uma nova instalação do firmware.

E essa solução realmente funcionou – mas tive alguns pequenos problemas para reiniciar o iPad após a restauração. Quando o aparelho finalmente completou sua reinicialização, o erro “acima da capacidade” tinha desaparecido. As coisas tinham voltado ao normal.

A visão mais geral é que os dados da seção Outros representam principalmente arquivos temporários. Ocasionalmente, alguma coisa pode dar errado e esses arquivos param de ser removidos quando não são mais necessários. À medida que os arquivos acumulam, o espaço livre diminui. 

Infelizmente, não consegui encontrar uma explicação sobre o que exatamente acontece de errado ou como evitar essa situação.

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Publicado por em 9 de fevereiro de 2013 em Tecnologia

 

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Inovação: HDs cheios de Hélio prometem muito mais capacidade

Tecnologia desenvolvida pela Western Digital reduz o arrasto aerodinâmico sobre os pratos do disco, reduzindo temperaturas e permitindo mais pratos por unidade

Há mais de 50 anos, os HDs são cheios de ar. Mas isso vai mudar. A Western Digital está preparando o lançamento de uma linha de HDs cheios de Hélio, o que segundo a empresa irá reduzir drasticamente a fricção interna e o consumo de energia, ao mesmo tempo em que proporcionará um aumento de 40% na capacidade.

Projetados para uso em Data Centers, os discos de 3.5 polegadas foram desenvolvidos por uma subsidiária da Western Digital, a Hitachi Global Storage Technologies (HGST), e devem estar disponíveis no início do próximo ano. Os discos são hermeticamente selados e preenchidos com Hélio, que tem um sétimo da densidade do ar. Segundo Brendan Collins, VP de Marketing de Produto da HGST, isso reduz o arrasto sobre os pratos que compõem o disco, e o selo mantém a umidade e outros contaminantes do lado de fora. Com menor arrasto, e consequentemente menor atrito, os discos podem operar a temperaturas de cinco a sete graus menores do que os atuais discos de 7200 RPM, e também sob condições ambientais mais severas, adiciona Collins.

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Um HD Western Digital/HGST com cinco pratos. Só o prato superior é visível.

“A indústria passou os últimos 10 anos tentando fazer isso funcionar. Tentando se certificar de que o gás não vaze, e que os discos possam ser produzidos de forma eficiente e em grande volume. Essa é a chave de nossa tecnologia proprietária”, diz o executivo.

Collins chamou o anúncio da HGST de uma “plataforma tecnológica”, e não de produto. Os discos preenchidos com Hélio baseados na nova tecnologia serão usados em sistemas de computação em nuvem e data centers corporativos.

“Acreditamos que esta tecnologia ainda estará em uso nos próximos 10 anos, e que será a fundação para o armazenamento “na nuvem” em um data center”, disse Collins.

Os discos preenchidos com Hélio também permitirão que a HGST aumente a quantidade de pratos em um HD de cinco para sete. E ao mesmo tempo a tecnologia permite aumentar a densidade, ou número de trilhas por cada polegada quadrada, de cada prato. A HGST também espera usar combinar sua plataforma com novas tecnologias para discos de alta capacidade, a Heat Assisted Magnetic Recording (HAMR) e a Shingled Magnetic Recording (SMR). Ambas só entrarão em produção em cerca de dois anos, informou Collins.

“Estou realmente interessado em ver como a pessoas reagirão aos discos preenchidos com Hélio”, disse John Rydning, um analista do IDC. “Não acho que as pessoas tenham consciência de que essa tecnologia está em desenvolvimento há tanto tempo”.

Discos atuais da HGST para Data Centers oferecem capacidade de até 4 TB, com cinco pratos internos. Embora a empresa não tenha afirmado qual será a capacidade dos novos discos, ela pode chegar a 5.6 TB de acordo com as estimativas de um aumento de 40% em comparação com as tecnologias atuais.

Limitações atuais

Todos os atuais fabricantes de HDs estão chegando a um limite na capacidade de armazenamento devido à vibração nos pratos, que ocorre quando eles atingem milhares de rotações por minuto.

O movimento causa turbulência no ar dentro do disco, o que prejudica a capacidade da cabeça de leitura e gravação de acompanhar as trilhas onde são gravados os dados. O fenômeno é conhecido como “Trilha fora de registro” (TMR – Track Misregistration), e é amplificado à medida em que as trilhas ficam cada vez mais próximas.

Por exemplo, uma década atrás a tecnologia permitia um máximo de 100 mil trilhas por polegada no prato de um HD. A tecnologia atual nos permite colocar até 500 mil trilhas por polegada, diz Rydning. “É nesse ponto que fica difícil manter a cabeça alinhada com a trilha”, completa.

Mas ao usar Hélio a HGST eliminou a turbulência interna nos discos, evitando assim o problema com TMR. Assim, é possível usar pratos mais finos. A empresa afirma que os novos discos preenchidos com Hélio terão sete pratos, com peso por terabyte 29% menor do que os atuais discos de cinco pratos. Em outras palavras, um disco com Hélio e sete pratos pesará 690 gramas, o mesmo que os atuais discos de cinco pratos.

Reduzir o arrasto sobre os pratos também permitirá que os discos consumam 23% menos energia para movimentá-los. Um HD atual com cinco pratos consome 6.9 Watts quando em repouso, mas os novos discos de sete pratos com Hélio consomem apenas 5.3 Watts. Eles também terão um custo por gigabyte “50% menor” do que discos de 2.5 polegadas com quatro pratos, disse Collins.

Além do custo menor por unidade, os discos de maior capacidade significam que serão necessários menos servidores para oferecer a mesma capacidade em um data center. Por exemplo, para servir um Petabyte de dados hoje são necessários 20 servidores usando discos de 4 TB com cinco pratos cada. Mas segundo Collins, usando discos de sete pratos, a mesma quantidade de dados pode ser entregue com apenas 14 servidores.

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Publicado por em 13 de novembro de 2012 em Tecnologia

 

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Inovação: HDs cheios de Hélio prometem muito mais capacidade

Tecnologia desenvolvida pela Western Digital reduz o arrasto aerodinâmico sobre os pratos do disco, reduzindo temperaturas e permitindo mais pratos por unidade

Há mais de 50 anos, os HDs são cheios de ar. Mas isso vai mudar. A Western Digital está preparando o lançamento de uma linha de HDs cheios de Hélio, o que segundo a empresa irá reduzir drasticamente a fricção interna e o consumo de energia, ao mesmo tempo em que proporcionará um aumento de 40% na capacidade.

Projetados para uso em Data Centers, os discos de 3.5 polegadas foram desenvolvidos por uma subsidiária da Western Digital, a Hitachi Global Storage Technologies (HGST), e devem estar disponíveis no início do próximo ano. Os discos são hermeticamente selados e preenchidos com Hélio, que tem um sétimo da densidade do ar. Segundo Brendan Collins, VP de Marketing de Produto da HGST, isso reduz o arrasto sobre os pratos que compõem o disco, e o selo mantém a umidade e outros contaminantes do lado de fora. Com menor arrasto, e consequentemente menor atrito, os discos podem operar a temperaturas de cinco a sete graus menores do que os atuais discos de 7200 RPM, e também sob condições ambientais mais severas, adiciona Collins.

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Um HD Western Digital/HGST com cinco pratos. Só o prato superior é visível.

“A indústria passou os últimos 10 anos tentando fazer isso funcionar. Tentando se certificar de que o gás não vaze, e que os discos possam ser produzidos de forma eficiente e em grande volume. Essa é a chave de nossa tecnologia proprietária”, diz o executivo.

Collins chamou o anúncio da HGST de uma “plataforma tecnológica”, e não de produto. Os discos preenchidos com Hélio baseados na nova tecnologia serão usados em sistemas de computação em nuvem e data centers corporativos.

“Acreditamos que esta tecnologia ainda estará em uso nos próximos 10 anos, e que será a fundação para o armazenamento “na nuvem” em um data center”, disse Collins.

Os discos preenchidos com Hélio também permitirão que a HGST aumente a quantidade de pratos em um HD de cinco para sete. E ao mesmo tempo a tecnologia permite aumentar a densidade, ou número de trilhas por cada polegada quadrada, de cada prato. A HGST também espera usar combinar sua plataforma com novas tecnologias para discos de alta capacidade, a Heat Assisted Magnetic Recording (HAMR) e a Shingled Magnetic Recording (SMR). Ambas só entrarão em produção em cerca de dois anos, informou Collins.

“Estou realmente interessado em ver como a pessoas reagirão aos discos preenchidos com Hélio”, disse John Rydning, um analista do IDC. “Não acho que as pessoas tenham consciência de que essa tecnologia está em desenvolvimento há tanto tempo”.

Discos atuais da HGST para Data Centers oferecem capacidade de até 4 TB, com cinco pratos internos. Embora a empresa não tenha afirmado qual será a capacidade dos novos discos, ela pode chegar a 5.6 TB de acordo com as estimativas de um aumento de 40% em comparação com as tecnologias atuais.

Limitações atuais

Todos os atuais fabricantes de HDs estão chegando a um limite na capacidade de armazenamento devido à vibração nos pratos, que ocorre quando eles atingem milhares de rotações por minuto.

O movimento causa turbulência no ar dentro do disco, o que prejudica a capacidade da cabeça de leitura e gravação de acompanhar as trilhas onde são gravados os dados. O fenômeno é conhecido como “Trilha fora de registro” (TMR – Track Misregistration), e é amplificado à medida em que as trilhas ficam cada vez mais próximas.

Por exemplo, uma década atrás a tecnologia permitia um máximo de 100 mil trilhas por polegada no prato de um HD. A tecnologia atual nos permite colocar até 500 mil trilhas por polegada, diz Rydning. “É nesse ponto que fica difícil manter a cabeça alinhada com a trilha”, completa.

Mas ao usar Hélio a HGST eliminou a turbulência interna nos discos, evitando assim o problema com TMR. Assim, é possível usar pratos mais finos. A empresa afirma que os novos discos preenchidos com Hélio terão sete pratos, com peso por terabyte 29% menor do que os atuais discos de cinco pratos. Em outras palavras, um disco com Hélio e sete pratos pesará 690 gramas, o mesmo que os atuais discos de cinco pratos.

Reduzir o arrasto sobre os pratos também permitirá que os discos consumam 23% menos energia para movimentá-los. Um HD atual com cinco pratos consome 6.9 Watts quando em repouso, mas os novos discos de sete pratos com Hélio consomem apenas 5.3 Watts. Eles também terão um custo por gigabyte “50% menor” do que discos de 2.5 polegadas com quatro pratos, disse Collins.

Além do custo menor por unidade, os discos de maior capacidade significam que serão necessários menos servidores para oferecer a mesma capacidade em um data center. Por exemplo, para servir um Petabyte de dados hoje são necessários 20 servidores usando discos de 4 TB com cinco pratos cada. Mas segundo Collins, usando discos de sete pratos, a mesma quantidade de dados pode ser entregue com apenas 14 servidores.

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Publicado por em 11 de novembro de 2012 em Tecnologia

 

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