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Campos defende que votação do marco civil seja adiada para 2015

Eduardo Campos em inauguração de fábrica da Ambev, em Pernambuco (Foto: Katherine Coutinho / G1)O governador de Pernambuco, Eduardo Campos
(Foto: Katherine Coutinho / G1)

Potencial candidato à Presidência da República, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), defendeu nesta terça-feira (18), durante evento em São Paulo, que o Congresso Nacional adie para o ano que vem a votação do Marco Civil da Internet, projeto que regulamenta o uso da rede mundial de computadores.

Segundo Campos, que acumula o comando do governo pernambucano com a presidência nacional do PSB, o Brasil precisaria discutir mais a proposta e não votá-la rápido apenas para apresentar a nova legislação na conferência internacional que será realizada no país, em abril, para discutir um marco civil de governança global da internet.

“Acho melhor aguardar para o próximo ano para que um governo legitimamente eleito, que vai, inclusive, definir sua posição com clareza no debate eleitoral, afirmar o que entende que é relevante no marco civil. Para que a gente não tenha o marco civil só porque vai ter um encontro internacional em abril, e tem que ter o marco civil de qualquer jeito. Não estamos em tempo de fazer as coisas de qualquer jeito”, disse Campos durante palestra em evento da revista “Carta Capital”, na capital paulista.

Na manhã desta terça, os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Ideli Salvatti (Secretaria de Relações Institucionais) se reuniram com deputados da base governista para tentar viabilizar a votação da proposta ainda nesta semana. Após o encontro a portas fechadas com líderes aliados, os dois auxiliares da presidente Dilma Rousseff admitiram fazer “ajustes” no trecho que prevê o armazenamento de dados da rede no Brasil para que o projeto possa ser submetido ao plenário da Câmara nesta quarta (19).

Talvez seja melhor a gente não submeter o debate do marco civil a um ambiente contaminado pela política menor. Nós não queremos estar misturando marco civil com debate político”Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB

Principal sócio do PT no governo federal, o PMDB é o principal opositor ao texto relatado pelo deputado Alessandro Molon (PT-RJ). Os peemedebistas são contrários à chamada “neutralidade da rede”, regra que impede as provedoras de internet de oferecerem planos de acesso que permitam aos usuários utilizar só e-mail, redes sociais ou vídeos.

Na visão do governador de Pernambuco, o Marco Civil da Internet tem de ser debatido em um ambiente que não seja “de governo nem de oposição”. Ele classificou a crise que se instalou na base aliada do governo Dilma de “ambiente contaminado pela política menor”.

“Talvez seja melhor a gente não submeter o debate do marco civil a um ambiente contaminado pela política menor. Nós não queremos estar misturando marco civil com debate político”, enfatizou.

Campos atribuiu a crise política no Legislativo à suposta ausência de uma aliança baseada em projetos e programas. “Dá nisso. Quando a aliança não está calçada numa agenda que dialoga com a necessidade da população, aí o debate passa a ser esse. O cargo para fulano, o cargo para cicrano. Se vai ser um deputado, se vai ser um senador. Isso não tem nada a ver com o Brasil real. E é por isso que o Brasil, cada vez mais, se sente distante de Brasília”, opinou o governador pernambucano.

Chapa com Marina
Questionado sobre se irá compor uma chapa com a ex-senadora Marina Silva (PSB-AC) para disputar a Presidência da República em outubro, Eduardo Campos disse que está concluindo a etapa de seminários regionais para então definir a candidatura.

De acordo com o provável adversário de Dilma, ele deve oficializar a chapa no mês que vem. “É provável que no mês de abril vai viver outra fase, que é a de composição da chapa.”

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Publicado por em 19 de março de 2014 em Tecnologia

 

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Crimeia quer assumir estatais da Ucrânia e campos em seu território

A Crimeia vai assumir a propriedade das empresas estatais ucranianas em seu território, incluindo os campos de gás natural no mar Negro, disse o primeiro vice-premiê da região, consolidando a independência da península antes de um referendo sobre a anexação à Rússia.

A Crimeia, uma região no sul da Ucrânia que abriga a frota russa do mar Negro, votará no domingo a adesão à Rússia. Desde que separatistas pró-Rússia tomaram o controle do Parlamento regional há quase duas semanas, a região foi declarada parte da Federação Russa.

Em uma entrevista coletiva transmitida pela televisão russa, Rustam Temirgaliev disse: “Nos próximos dias, a transferência está sendo preparada… para uma série de bens, pertencentes ao Estado ucraniano, que estão localizados no território da Crimeia”.

Ele disse ainda que empresa de energia Chornomornaftohaz e a companhia ferroviária estatal seriam incluídas, além de vários resorts de propriedade de ministérios em Kiev.

“A propriedade de empresas privadas e particulares permanece propriedade dessas entidades”, disse ele, acrescentando que os proprietários devem voltar a registrar seus bens sob a lei russa.

arte crimeia 05.04 (Foto: Arte/G1)a

Gás do Mar Morto
Caso a Chornomornaftohaz deixe de ser ucraniana, Kiev perderia um elemento essencial em seus esforços para reduzir a dependência crescente das importações de gás russo.

A Ucrânia usa mais de 50 bilhões de metros cúbicos de gás por ano, avaliados em cerca de 20 bilhões de dólares em termos atuais do mercado europeu, sendo mais de metade importada da Rússia.  As disputas entre a Rússia e a Ucrânia já levaram a cortes de abastecimento, provocando esforços de Kiev para desenvolver novas fontes de energia. A busca da Ucrânia por novos campos de gás no mar Negro têm atraído vários investidores do setor de energia, incluindo Exxon Mobil, Royal Dutch Shell, Eni e OMV.

A Ucrânia espera que sua produção de gás no Mar Negro passe de apenas 1 bilhão de metros cúbicos por ano atuais para mais de 3 bilhões de metros cúbicos em 2015, e 5 bilhões de metros cúbicos até o final da década.

Os planos são apoiados pela União Europeia através da adesão da Ucrânia à comunidade energética da UE. Como parte dessa associação, a Comissão Europeia pretende converter a Ucrânia de uma nação de trânsito de gás em um centro de produção de energia.

Andrew Swiger, vice-presidente sênior da Exxon Mobil, disse a investidores na semana passada que as atividades da empresa na Ucrânia estavam suspensas devido às circunstâncias atuais.

A Crimeia está ligada à infraestrutura de gás da Ucrânia, não da Rússia. Se for anexada à Rússia após o referendo, analistas dizem que a Ucrânia provavelmente cortará o suprimento de gás da Crimeia.

A Rússia poderia tentar usar os campos de gás no mar Negro para abastecer Crimeia.

Fonte G1

 
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Publicado por em 13 de março de 2014 em Brasil

 

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Em Viena, abelhas fogem dos campos e migram para centro urbano

Ciclo de polinização das abelhas e flores tem se adiantado conforme fica mais quente (Foto: Cortesia/ J.S. Ascher)Segundo apicultores de Viena, abelhas  (Foto: Cortesia/ J.S. Ascher)

A Catedral, a Ópera e até uma refinaria de petróleo em Viena se transformaram em um lar mais seguro para as abelhas que as zonas rurais, onde o uso de pesticidas e a decrescente diversidade de flores ameaça esses insetos.

“Ao contrário do que as pessoas pensam, estudos recentes afirmam que o mel das cidades pode ser ainda melhor do que o do campo, pois as abelhas polinizam as plantas não contaminados, que não têm pesticidas’, disse Félix Munk, presidente da organização dos apicultores urbanos Stadt-Imker.

Há oito anos, esta associação trabalha para preservar a vida de um inseto cuja população caiu drasticamente nos últimos anos. ‘Há dez anos, quando se passava de carro pelo campo, era necessário limpar o para-brisas de tantas abelhas que viviam na região. Atualmente em 80% da área da Áustria não existem mais abelhas, pois todas morreram”, lamentou Munk.

“O desaparecimento das abelhas não deixa de ser um problema comercial, em Viena existem 200 espécies de abelhas selvagens que devem ser protegidas, nós temos um grande trabalho a fazer”, disse o apicultor.

Um relatório publicado pela ONU em 2011 alertou para o desaparecimento das abelhas na Europa, Estados Unidos, Austrália, Japão, Ásia e Norte da África. De acordo com o documento, a morte do inseto aconteceu devido ao ácaro varroa, uma praga que mata as abelhas, pela poluição, pela mudança climática e pela agricultura industrial.

“O problema principal não é a varroa, que só afeta as abelhas produtoras de mel, mas a agricultura industrial”, destacou Munk, que também denuncia que o uso de pesticidas e a prática de monoculturas “são muito mais perigosos que a ação do parasita”. Por culpa das monoculturas, as abelhas não encontram os diferentes tipos de pólen que precisam para sobreviver.

Abrigos provisórios
Por isso, os telhados e jardins das grandes cidades são uma boa alternativa para sua sobrevivência. Atualmente, 16 apicultores associados são responsáveis pelos cuidados de 80 apiários localizados em toda a cidade, alguns estacionados em enclaves, como os palácios de Schönbrunn e Belvedere, o parque de diversões Prater, o Museu de História Natural, a Catedral e a Opera.

Além da produção de mel, o objetivo dos ecologistas é cultivar a sobrevivência das abelhas silvestres, as mais ameaçadas. Cada colônia de abelhas tem entre 80 mil e 100 mil abelhas no verão, que produzem entre 15 e 20 quilos de mel. Em Stephansdom, por exemplo, cada enxame fabrica 20 quilos de mel, cuja venda é usada para manter o templo.

Munk explicou que cada projeto é individual, em cada prédio há condições e um patrocinador diferente. “Instalar enxames é complicado, as pessoas têm medo e, além disso, são edifícios históricos. Para o apiário do Belvedere discutimos durante quatro anos”, contou.

Abelhas ‘petroleiras’
Surpreendentemente, um dos lugares onde mais se produz mel é junto à refinaria de Viena, administrada pela empresa OMV. A empresa é uma das patrocinadoras do projeto do Stadt-Imker, financiado exclusivamente mediante contribuições.

“Paradoxalmente, o terreno em volta da refinaria é idôneo para que vivam as abelhas: não há edificações, não está poluído e é muito rico em biodiversidade”, enumerou o ativista.

O Stadt-Imker estendeu nos últimos meses sua ação à Suíça e à Alemanha e a comunicação com os parceiros (na Áustria há mais de 150) se realiza mediante uma plataforma web, que também tem uma loja online que vende mel.

Em outras cidades como Berlim, Paris, Londres e Melbourne também estão sendo desenvolvidos projetos similares, impulsionados pela necessidade de proteger os insetos, e também pela moda surgida em torno dos alimentos orgânicos.

Fonte G1

 
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Publicado por em 29 de janeiro de 2014 em Tecnologia

 

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Horrores de campos de detenção norte-coreanos são expostos na ONU

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Execuções públicas e torturas são ocorrências cotidianas nas prisões da Coreia do Norte, segundo o dramático testemunho de ex-detentos a uma comissão de inquérito da ONU que começou a funcionar nesta terça-feira em Seul.

Essa é a primeira vez que a situação dos direitos humanos na Coreia do Norte é examinada por uma comissão de especialistas, embora o regime comunista norte-coreano não reconheça a legitimidade da comissão e não tenha autorizado visitas dos investigadores.

Desertores hoje radicados na Coreia do Sul fizeram horripilantes relatos sobre como os guardas cortaram o dedo de um homem, forçavam presos a comerem sapos, e obrigaram uma mãe a matar seu próprio bebê.

“Não fazia nem ideia…, achava que minha mão inteira seria decepada no pulso, então fiquei grato por ter só meu dedo arrancado”, disse Shin Dong-hyuk, punido por deixar cair uma máquina de costura.

Nascido em uma prisão chamada Campo 14 e obrigado a assistir à execução da sua mãe e do seu irmão, que ele entregou para garantir sua própria sobrevivência, Shin é o mais conhecido desertor e sobrevivente de prisões da Coreia do Norte. Ele disse considerar que a comissão da ONU é a única forma de melhorar a situação dos direitos humanos no seu miserável e isolado país natal.

“Uma vez que o povo norte-coreano não pode pegar em armas como na Líbia e na Síria…, eu pessoalmente acho que essa é a primeira e última esperança que resta”, disse Shin. “Há muito para eles acobertarem, embora eles não admitam nada.”

Estimativas independentes apontam para 150 a 200 mil pessoas detidas nos campos prisionais norte-coreanos, e desertores dizem que os presos ficam desnutridos e trabalham até morrer.

Jee Heon-a, de 34 anos, contou à comissão que desde o primeiro dia de prisão, em 1999, percebeu que sapos salgados eram um dos poucos alimentos disponíveis. “Os olhos de todos estavam afundados. Todos pareciam animais. Os sapos eram pendurados em botões nas ruas roupas, colocados em um saco plástico e tinham a pele arrancada, disse ela. “Eles comiam sapos salgados, então comi também.”

Em voz baixa, ela suspirou profundamente ao contar em detalhes como uma mãe teve de matar seu bebê. “Era a primeira vez que eu via um recém-nascido, e fiquei feliz. Mas de repente houve passos, e um guarda de segurança chegou e disse à mãe para virar o bebê de cabeça para baixo em uma vasilha com água”, contou a mulher.

“A mãe implorou ao guarda para poupá-la, mas ele continuou batendo nela. Então a mãe, com as mãos trêmulas, pôs o rosto do bebê na água. O choro parou, e uma bolha subiu quando ele morreu. Uma avó que havia entregado o bebê discretamente o levou embora.”

Poucos especialistas esperam que a comissão tenha um impacto imediato sobre a situação dos direitos humanos, mas ela servirá para divulgar uma campanha que tem pouca visibilidade global.

“A ONU já tentou de várias formas pressionar a Coreia do Norte ao longo dos anos no campo dos direitos humanos, e essa é uma forma de intensificar um pouco a pressão”, disse Bill Schabas, professor de direito internacional na Universidade de Middlesex, na Grã-Bretanha.

“Mas é óbvio que a Coreia do Norte é um osso duro de roer, e os meios da ONU são limitados. Haveria a necessidade de profundas mudanças políticas na Coreia do Norte para que houvesse avanços no campo dos direitos humanos”.

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Publicado por em 22 de agosto de 2013 em Brasil

 

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