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Na BA, pesquisas com o cacau buscam resistência e produtividade

Produtores de cacau da Bahia ganharam novas opções para conter o avanço da vassoura de bruxa. As novas variedades vêm de estudos realizados pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac). As mudas foram clonadas de plantas mais resistentes à doença e com boa produtividade.

A nova indicação feita pela entidade reúne 18 clones, 12 já conhecidos e 6 recomendados pela primeira vez. Os clones são reproduções de plantas feitas entre si, a partir do cruzamento de variedades que se destacaram identificadas pelos próprios produtores da região.

Junto aos clones, o programa de melhoramento do cacau ainda conta com estudos e avaliações que partem do Centro de Pesquisas da Ceplac. Hoje, o órgão trabalha com cerca de 600 clones.

Um dos destaques deste último estudo é a variedade salobrinho 3. Avaliada em 11 fazendas, ela chamou a atenção pela resistência ao fungo causador da doença conhecida como vassoura de bruxa e pela produtividade.

No campo, esses dados representam otimismo para os produtores. Com cinco mil pés de cacau plantados em 50 hectares, João Carlos Santos tem acompanhado a variedade e está confiante com os primeiros resultados.

A lista com novas variedades de cacau indicadas pela Ceplac é divulgada a cada quatro anos. Outra variedade entre os seis novos clones indicados é a vencedora 20, planta que com apenas um ano e meio está completamente carregada de birros, frutinhos pequenos que dentro de três meses já vão estar transformados em frutos maduros.

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Fonte G1

 
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Publicado por em 13 de março de 2014 em Tecnologia

 

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Pesquisa diz que cacau é originário da Amazônia, não da América Central

Fruto de cacau, com os grãos usados para fazer o chocolate em seu interior. (Foto: USDA/Divulgação)Fruto de cacau, com os grãos usados para fazer o chocolate em seu interior. (Foto: USDA/Divulgação)

Diferentemente do que se imaginava, o cacau tem origem amazônica – e não centro-americana – e já era consumido há 5,5 mil anos, aponta uma pesquisa desenvolvida por vários arqueólogos equatorianos e franceses, que chegaram a encontrar restos de uma grande cultura no sudeste do Equador.

Este grupo encontrou evidências químicas e físicas de cacau da variedade “fino de aroma”, muito apreciada atualmente pela indústria do chocolate, nos vestígios de recipientes encontrados na província de Zamora Chinchipe, na Amazônia equatoriana.

Francisco Valdez, que dirige a missão de pesquisa na jazida Santa Ana-La Florida, no cantão Palanda de Zamora Chinchipe, declarou à Agência Efe que o cacau foi criado na alta Amazônia e de lá, de alguma forma, foi levado à América Central.

“Na realidade, o cacau não é original dessa região, da América Central, como pensavámos até agora, pois se presume que, inclusive, há 7 mil anos ele já existia na bacia alta da Amazônia”, diz. Seu uso social foi iniciado há 5,5 mil anos, segundo os testes de carbono 14 a que foram submetidos os vestígios encontrados na cultura Mayo-Chinchipe-Marañón, descoberta em 2002 na região e que aparentemente se estendeu pela floresta peruana até o maior afluente da parte alta do rio Amazonas.

Na América Central, existem dados do uso do cacau, por parte da cultura Olmeca, que nos remetem há 3 mil anos, quando obteve um desenvolvimento importante e se estendeu pela Guatemala, Honduras e Nicarágua, além do México e da América do Norte.

“O cacau é amazônico e, por algum mecanismo, foi levado a esta região da América Central, onde ganhou uma importância cultural muito grande”, acrescentou Valdez, que lidera o projeto em Zamora Chinchipe, com o auspício dos institutos de Patrimônio Cultural (INPC) do Equador e de Investigação para o Desenvolvimento (IRD) da França.

Para ele, a descoberta arqueológica poderia transformar a história americana como a mesma é conhecida atualmente. Segundo suas pesquisas, a cultura Mayo-Chinchipe-Marañón teve uma organização sofisticada e, aparentemente, teve relação com culturas dos Andes e da costa do Equador.

Para o pesquisador, o achado de conchas marinhas na floresta dá conta da relação entre os povos amazônicos com os do litoral, com os quais, seguramente, trocavam produtos de cada região.

Além de outros vegetais, como a mandioca, os amazônicos também levavam cacau para o litoral, onde também floresceu a cultura Valdivia, uma das mais antigas da América do Sul e que habitou a zona tropical do Equador há cerca de 6 mil anos.

Segundo Valdez, esta e outras descobertas arqueológicas poderiam contrariar a história antiga, sobretudo a visão de que “a Amazônia era selvagem e que a floresta impedia o desenvolvimento de cultivos”.

A Mayo-Chinchipe-Marañón é a cultura “mais antiga da Amazônia ocidental” e “apresenta sinais de uma sofisticação social” complexa, acrescentou Valdez. A arqueologia também foi alvo de muitos debates na semana passada na capital equatoriana, já que a cidade abrigou o 3º Encontro Internacional de Arqueologia Amazônica.

Fonte G1

 
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Publicado por em 22 de setembro de 2013 em Tecnologia

 

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