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Governos buscam ‘investimento social’ para recuperação de presos

Índices preocupantes de reincidência de detentos, bem como a dificuldade em obter dinheiro público para financiar programas de prevenção de crimes, têm levado Estados Unidos e Grã-Bretanha a testar um modelo financeiro na tentativa de evitar que ex-presidiários voltem para a prisão.

No interior da Inglaterra e no Estado americano de Nova York estão sendo implementados programas-piloto usando financiamento privado, obtido por meio da emissão de Títulos de Impacto Social (TIS, social impact bonds em inglês), também chamados de títulos sociais.

A ideia é aplicar a lógica do mercado financeiro a iniciativas de impacto social: investidores privados compram os títulos do governo destinados a cada projeto, gerando dinheiro para financiar ações de prevenção à reincidência – que por sua vez são implementadas por organizações a serviço do Estado.

Títulos foram emitidos em 2012 para financiar projetos de reinserção de ex-detentos de Rikers Island (EUA) (Foto: AP)Títulos foram emitidos em 2012 para financiar projetos de reinserção de ex-detentos de Rikers Island (EUA) (Foto: AP)

Depois que as ações estiverem em prática, um terceiro agente, independente, avalia seus resultados. Caso elas tenham sido bem-sucedidas, o Estado paga um prêmio em dinheiro aos investidores privados, recompensando seu investimento inicial.

Caso as iniciativas não tenham êxito, os investidores perdem dinheiro – assim como ganhariam ou perderiam na Bolsa de Valores dependendo dos lucros ou prejuízos das empresas das quais têm ações.

‘Quebrar ciclo de reincidência’
A vantagem para o Estado é que ele desembolsa dinheiro apenas se as iniciativas forem bem-sucedidas – no caso, se for notada uma redução na reincidência de crimes pelos ex-detentos que participam dos projetos.

A iniciativa mais recente foi lançada pelo Estado de Nova York em dezembro, quando o Bank of America Merrill Lynch anunciou a captação de US$ 13,5 milhões (cerca de R$ 31 milhões) para financiar um programa de cinco anos e meio destinado a ajudar 2 mil ex-detentos a conseguir emprego.

A meta, segundo o banco, é “quebrar o ciclo de reincidência entre esse grupo, reduzir os custos de aprendizados e poupar o dinheiro do contribuinte relacionado a gastos judiciais e perdas da vítima do crime”.

O banco lembra que os investidores correm o risco de perder todo o aporte investido caso o programa fracasse, mas agrega que há uma ‘forte tendência entre nossos clientes de buscar investimentos que não apenas tragam lucros, mas também ajudem a trazer mudanças sociais’.

Comparar resultados
O projeto nova-iorquino foi idealizado pela organização britânica Social Finance, que também coordena iniciativa semelhante em curso desde 2010 no presídio de Peterborough, no interior da Inglaterra.

“Tínhamos organizações capazes de fazer um bom trabalho (contra a reincidência de presidiários), mas dificuldade em financiá-las. Daí a ideia de testar o modelo de títulos sociais e comparar os resultados da iniciativa com o restante da Inglaterra”, diz à BBC Brasil Alisa Helbitz, diretora de pesquisas e comunicação da Social Finance.

O projeto britânico conta com cerca de 5 milhões de libras (R$ 19 milhões) obtidos com 17 investidores, entre organizações e fundações – que, segundo Helbitz, se interessaram pela ideia de investir em uma ação social e, ao mesmo tempo, possivelmente receber algum retorno financeiro.

O projeto de Peterborough envolve mil detentos sentenciados a um ano ou menos de prisão. Eles recebem a orientação de mentores ao serem libertados, para ajudá-los a conseguir emprego, moradia e (caso necessário) grupos de apoio contra drogas.

Segundo relatório de 2010 da própria Social Finance, a cada libra (R$ 3,90) investida em programas para prevenir a reincidência em crimes, o governo britânico chega a economizar 10 libras (R$ 39) em custos sociais.

Resultados preliminares divulgados em outubro sugerem uma queda inicial de 12% na frequência de condenações entre ex-detentos de Peterborough, na contramão de um aumento de 11% na reincidência na Grã-Bretanha.

Se os resultados se confirmarem na avaliação oficial – prevista para os próximos meses – e a reincidência cair em ao menos 10% no presídio, os investidores começarão a receber dividendos, pagos pelo governo.

“Ainda não sabemos se isso acontecerá, mas os resultados até agora são otimistas”, afirma Helbitz. “O objetivo é gerar interesse (em torno do projeto) para construir mais programas sociais que sejam flexíveis e foquem a prevenção a longo prazo.”

Um terceiro projeto também em andamento existe desde 2012 na cidade de Nova York, onde quase 50% dos adolescentes que deixam a prisão voltam a ser detidos em menos de um ano.

O programa foca nos detentos de 16 a 18 anos de idade do presídio de Rikers Island e, segundo a prefeitura, prevê ‘educação, treinamento, e aconselhamento para melhorar habilidades pessoais, incluindo a tomada de decisões e a resolução de problemas’.

O projeto, cujos resultados ainda não foram avaliados, foi financiado pelo banco Goldman Sachs, que só terá lucros se a reincidência cair mais de 10%. “Quanto maior o sucesso do programa – ou seja, quanto maior a redução na reincidência -, maiores serão a economia da cidade (com custos sociais) e, portanto, os pagamentos (pelos títulos)”, declarou na época a prefeitura de Nova York.

Aplicável no Brasil?
Programas do tipo poderiam funcionar no Brasil? Aqui, dados do Conselho Nacional de Justiça sugerem que cerca de sete entre cada dez ex-detentos voltam a cometer crimes.

Já há esforços de organizações como o Banco Interamericano de Desenvolvimento em implementar Títulos de Impacto Social em outras áreas no Brasil, para financiar projetos de educação.

Na área de segurança pública, a ideia parece “interessante”, mas só seria viável em pouquíssimos nichos do deficiente sistema carcerário brasileiro, opina à BBC Brasil Rodrigo Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo, especialista em Análise Social da Violência e Segurança Pública do Fórum Brasileiro de Segurança.

“A situação dos presídios brasileiros é tão emergencial e a superlotação tão crônica que seria preciso antes superar um patamar mínimo de falta de garantias absolutas no sistema”, opina.

“Além disso, não temos tradição de engajamento da sociedade civil (nessa área). Muitos não querem associar a marca de suas empresas a projetos com a população carcerária; muitas pessoas aceitam a situação caótica dos presídios porque acham que os presos merecem; e o Estado (não se envolve) porque isso não dá voto.”

Ghiringhelli de Azevedo relata que já há esforços isolados de prevenir a reincidência entre presidiários brasileiros e oferecer-lhes empregos durante e depois do cumprimento da pena. Mas, no geral, o sistema é uma “bomba-relógio”, diz.

“Quem entra por crimes menos graves sai de lá com dívidas e compromissos, o que necessariamente significa estar sob alguma facção ilegal. E a geração de renda é uma grande dificuldade para quem perdeu seus vínculos sociais.”

E, assim, é grande a probabilidade de que esse ex-detento volte ao crime, explica.

Fonte G1

 
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Publicado por em 21 de março de 2014 em Brasil

 

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Investigações sobre avião que sumiu buscam pistas no simulador de voo

A investigação sobre o desaparecimento do avião da Malaysia Airlines, que sumiu no último dia 8 com 239 a bordo, concentra-se agora no simulador de voo criado pelo piloto em sua própria casa, e também na tentativa de apagar os dados que foram apagados dos treinamentos anteriores do piloto.

“Chamos técnicos internacionais e nacionais para examinar o simulador do piloto. Há certa informação que foi apagada há pouco tempo e estamos tentando recuperá-la”, disse o ministro da Defesa e interino da pasta de Transportes da Malásia, Hishamudin Husein, durante entrevista à imprensa em Penang, a 50 quilômetros de Kuala Lumpur.

Fontes próximas à investigação indicaram â agência EFE que o programa do simulador encontrado na casa do piloto, que era comandante do voo que sumiu, possui treinamentos de aterizagens realizados nas Maldivas, no Sri Lanka, no sul da Índia e em uma base militar dos Estados Unidos em Diego Garcia, uma ilha no Oceano Índico.

Os dados não foram confirmados nem desmentidos durante a coletiva à imprensa.

O simulador foi encontrado pela polícia na casa do piloto, o comandante Zaharie Ahmad Shah, que fazia o voo na semana passada. O avião teve os sistemas de comunicação cortados e mudou de rota deliberadamente.

Arte avião MH370 17/03 sumido malásia (Foto: Arte G1)

O programa não era segredo porque o próprio piloto havia revelado sua criação em um fórum alemão de internet. A polícia da Malásia também investiga o copiloto, Fariq Ab Hamid, de 29 anos. “Todos os passageiros, a tripulação e o pessoal em terra que trabalharam na preparação do avião estão sendo investigados”, disse o ministro.

As Madivas anunciaram que estão investigando relatos de pessoas que viram uma aeronave a baixa altitude sobrevoando o país, mas ainda não há nenhuma confirmação.  A Tailândia

Informações de radares
Vários países enviaram à Malásia dados de radar sobre suspeitas do avião, mas algumas informações, obtidas por radares militares, não podem ser divulgadas, informaram as autoridades malaias.  

Suspeita de suicídio
O líder da oposição na Malásia, Anwar Ibrahim, afirmou ser ilógica a especulação de que o piloto poderia ter cometido suicídio. Anwar, de 66 anos, e ex-vice-premiê, disse que o capitão possuia contatos com seu enteado.

Buscas
Segundo os últimos dados de satélite recolhidos, o avião da Malaysia Airlines pode ter voado rumo ao norte, em uma área compreendida entre o Laos e o Mar Cáspio, ou para o sul, entre a ilha de Sumatra, na Indonésia, e o sul do Oceano Índico.

Mais de 40 aeronaves (inclusive mais de 12 aviões Orion P-3 e Hércules C-130) e 34 embarcações participam das tarefas de rastreamento do Boeing 777.

Os países que colaboram nos trabalhos de buscas são: Malásia, China, Estados Unidos, França, Japão, Reino Unido, Rússia, Austrália, Nova Zelândia, Coreia do Sul, Tailândia, Bangladesh, Mianmar, Brunei, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Índia, Indonésia, Cazaquistão, Quirguistão, Laos, Paquistão, Cingapura, Turcomenistão, Uzbequistão e Vietnã.

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Fonte G1

 
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Publicado por em 20 de março de 2014 em Brasil

 

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Na BA, pesquisas com o cacau buscam resistência e produtividade

Produtores de cacau da Bahia ganharam novas opções para conter o avanço da vassoura de bruxa. As novas variedades vêm de estudos realizados pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac). As mudas foram clonadas de plantas mais resistentes à doença e com boa produtividade.

A nova indicação feita pela entidade reúne 18 clones, 12 já conhecidos e 6 recomendados pela primeira vez. Os clones são reproduções de plantas feitas entre si, a partir do cruzamento de variedades que se destacaram identificadas pelos próprios produtores da região.

Junto aos clones, o programa de melhoramento do cacau ainda conta com estudos e avaliações que partem do Centro de Pesquisas da Ceplac. Hoje, o órgão trabalha com cerca de 600 clones.

Um dos destaques deste último estudo é a variedade salobrinho 3. Avaliada em 11 fazendas, ela chamou a atenção pela resistência ao fungo causador da doença conhecida como vassoura de bruxa e pela produtividade.

No campo, esses dados representam otimismo para os produtores. Com cinco mil pés de cacau plantados em 50 hectares, João Carlos Santos tem acompanhado a variedade e está confiante com os primeiros resultados.

A lista com novas variedades de cacau indicadas pela Ceplac é divulgada a cada quatro anos. Outra variedade entre os seis novos clones indicados é a vencedora 20, planta que com apenas um ano e meio está completamente carregada de birros, frutinhos pequenos que dentro de três meses já vão estar transformados em frutos maduros.

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Fonte G1

 
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Publicado por em 13 de março de 2014 em Tecnologia

 

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Em eleições, curdos iraquianos buscam maior autonomia de Bagdá

Os curdos iraquianos votaram neste sábado (21) por um novo parlamento, que segundo analistas deve liderar a região produtora de petróleo em um caminho para uma maior autonomia de Bagdá.

Governantes da região, em desacordo com o governo central sobre o controle das reservas de petróleo, têm enfurecido Bagdá ao negociar seus próprios negócios com grandes empresas de petróleo.

As eleições acontecem ao mesmo tempo em que trabalhadores constroem a reta final de um duto que vai do Curdistão até a Turquia — uma rota de exportação que poderia tornar o governo curdo financeiramente auto-suficiente e lhe dar força para buscar maiores concessões de Bagdá.

“Os riscos estratégicos estão extraordinariamente altos”, disse Ramzy Mardini, do Instituto Iraquiano de Estudos Estratégicos, em Beirute.

“O governo 2013-2017 em Arbil será responsável pelas mais importantes decisões para os curdos iraquianos em um quarto de século.”

Aeroportos foram fechados no sábado e foi imposta uma suspensão das viagens entre as cidades nas três províncias que compõem a região curda por razões de segurança.

Pelo menos duas pessoas foram mortas por balas disparadas para o ar durante um mês de agitadas campanhas eleitorais. Bandeiras enfeitavam as ruas e cartazes de aspirantes a parlamentares estampavam quase todas as paredes.

Fonte G1

 
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Publicado por em 22 de setembro de 2013 em Brasil

 

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Carreira: empresas buscam mais de mil profissionais de TI em dezembro

Mercado de trabalho está aquecido. Mesmo nessa época do ano, companhias estão à caça de bons talentos.

21 de dezembro de 2012 – 07h30

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Enquanto muitas pessoas estão na contagem regressiva para as férias coletivas, empresas de TI estão a todo vapor em busca de profissionais para preencher vagas ainda em dezembro ou até o começo de 2013. Entre as quais estão Capgemini, Alog, BRQ e Asyst International + Rhealeza, que juntas contam com mais de mil oportunidades de emprego e têm pressa em achar seus novos talentos em um mercado em que há carência de mão de obra especializada.

Normalmente, dezembro e janeiro são meses de baixa sazonalidade para contratações, pois é o período em que as companhias estão mais voltadas para balanços e planejamentos. O RH anda mais lentamente nessa época. A busca por talentos costuma retomar entre fevereiro e março. Não é o que está acontecendo em algumas empresas de TI.

O mercado de trabalho está aquecido e algumas contratações podem acontecer ainda este ano. Quem está buscando novas oportunidades deve ficar atento e também se manter informado sobre as áreas mais quentes para o ano de 2013.

Fazer cursos para aprimoramento da carreira e atualizar o currículo no LinkedIn são algumas das recomendações dos especialistas em RH. Mesmo os que não têm condições de investir em cursos para atualização profissional há a opção de fazer treinamento de graça.

Alguma empresas estão oferecendo capacitação sem custos. Há também oportunidades para concorrer à bolsa de estudos.

Contratação a todo vapor

“Estamos a todo vapor fazendo entrevistas e minha equipe não para no final do ano”, conta Malena Martelli, vice-presidente da área de Recursos Humanos da Capgemini Brasil. A multinacional de origem francesa está com 452 vagas abertas e anunciará em breve mais 110 posições para novos projetos, com contratações em diversas regiões do País.

As vagas são para programadores, arquitetos e analistas de sistemas com domínio em Java,.Net e mainframe, técnicos de infraestrutura, assistentes de service desk, gerentes de pré-vendas SAP, gerentes de projetos e executivos de vendas.

Malena explica que as contratações na companhia estão muito associadas ao plano de negócio da companhia. Cada vez que é fechado um novo projeto é necessário aumentar o quadro de pessoas. Os projetos geralmente são da área de consultoria e fábrica de software.

O processo de contratação para algumas vagas leva de 20 a 40 dias na Capgemini. Mas a busca por executivo para posições mais top é mais demorada. Nesse caso, o processo  pode levar uns 90 dias, segundo Malena.

A executiva reconhece que tem dificuldade para buscar especialistas com certificação em determinadas tecnologias. Atualmente é a mobilidade uma das áreas mais quentes e com carência de especialistas.

Por ser uma companhia global, alguns dos profissionais buscados pela Capgemini têm que ser fluentes em inglês, competência, que Malena afirma não ser fácil de ser encontrada nos candidatos.

Os caminhos mais percorridos pela Capgemini para o recrutamento são redes sociais (LinkedIn, Facebook e Twitter), sites de emprego e divulgação interna para que empregados se candidatem ou indiquem amigos. Esse último tem se mostrado um dos meio mais rápido e eficiente.

“Geralmente os funcionários indicam pessoas com bom comportamento e que se identificam com a cultura da empresa”, conta Malena. Ela informa que a empresa incentiva bastante esse tipo de iniciativa e premia os que apresentarem pessoas que passam pelo período de experiência de 90 dias.

Uma boa parte dos candidatos não atende aos requisitos dos cargos ofertados, mas a executiva de RH da Capgemini afirma que não é apenas a capacitação que é analisada na hora da contratação.

Os que se identificam com a empresa têm mais chance de serem contratados. Nesse caso a companhia tenta treiná-lo nas áreas em que eles apresentam deficiência, dependendo da situação.

Para os profissionais mais valorizados, que estão mais preocupados apenas com o salário, Malena diz que eles levam mais tempo para fechar a contratação. Sua recomendação é que eles olhem a proposta como um todo, analisando o crescimento da carreira. “Não seja imediatista, olhando só o salário. Os ganhos têm que ser em todas as áreas”, aconselha a executiva.

Outra dica de Malena é que os candidatos selecionem apenas oportunidades para qual estão qualificados, pesquisem bem as empresas e que não fiquem dando tiros para todos os lados.

Na BRQ, prestadora de serviços de TI, há mais de 200 vagas abertas para especialistas nas linguagens Java, .Net e mainframe para atuação no Rio de Janeiro e região Nordeste do Brasil.

A empresa busca profissionais em todos os níveis: júnior, pleno e sênior, que tenham alguma vivência na análise e desenvolvimento das linguagens em foco na posição desejada.

Nubia Galvão Maciel, responsável pela área de RH da BRQ, confirma que achar talentos certos para preencher as vagas abertas não é tarefa fácil. Os candidatos têm que ter nível superior, certificação e domínio do inglês.

Na avaliação da executiva é a fluência na língua inglesa uma das maiores barreiras para contratação. “O brasileiro não estuda para conversar e falar outros idiomas. Os profissionais técnicos não priorizam estudos de línguas porque acham que vão usar quando se tornarem executivos”, constata Patrícia Salgado, responsável pela o departamento de RH da Asyst International + Rhealeza.

A prestadora de serviços de service desk está com 141 vagas abertas analista de suporte, administrador de redes, técnico em manutenção de impressoras e analista de telecomunicações. A empresa exige para algumas posições domínio do espanhol e francês.

Aproximação dos que estão empregados

Outra que está em ritmo acelerado de crescimento e tem pressa para contratar novos talentos é a Alog, empresa de data center. A companhia que está com 49 vagas abertas para as unidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Tamboré.

A prestadora de serviços está recrutando profissionais para atuar nas áreas de gerência de hosting, suporte técnico, processos, produtos, operações de TI, monitoramento e segurança da informação.

A Alog vai inaugurar mais um data center no Rio de Janeiro em junho e planeja abrir mais 30 vagas para profissionais que vão atuar na nova unidade.

Victor Arnaud, diretor de Marketing, Processos, RH e Tecnologia da Alog, conta que a empresa está crescendo a uma média de 30% ao ano, o dobro da taxa do mercado e constantemente precisa buscar talentos para sustentar a expansão dos negócios.

Mas como o Brasil está com uma taxa de desemprego de apenas 6%, segundo os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), as companhias de TI têm que ser bastante agressiva nas contratações para içar bons talentos.

Dados da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação sinalizam que o País deverá fechar 2012 com um déficit de mão de obra especializada no setor de aproximadamente 112 mil profissionais, ante 92 mil em 2011.

“Estamos num momento de pleno emprego e está mais difícil achar bons profissionais”, afirma Arnaud, que leva entre 30 a 60 dias para preencher cargos abertos, depois que os candidatos passaram pelo filtro do currículo.

Como muitos dos bons talentos já estão contratados, uma das estratégias que a Alog vem adotando é tentar se aproximar dos que não estão procurando emprego, principalmente pelas redes sociais.

Arnaud menciona pesquisas do LinkedIn que revelam que aproximadamente 60% dos associados estão empregados. Entretanto, se souberem da existência de uma vaga atraente vão querer saber do que se trata.

“Não abordamos esses profissionais, mas usamos ferramentas da Alog para que as pessoas que estão empregadas vejam nossas oportunidades”, conta o executivo, que explora bastante as redes sociais para pescar profissionais, dependendo do cargo.

Para os que querem fazer parte do time Alog uma das dicas de Arnaud é que as pessoas não mentam no currículo, mencionando habilidades que não possuem. Apresentar competências que não tem fecha portas.

Correr atrás de informações e manter-se atualizado conta ponto e a proatividade também, principalmente na área de serviço, que a empresa tem sempre que se antecipar para superar as expectativas dos clientes.

“As companhias esperam proatividade. As pessoas têm que pegar uma situação e resolver”, afirma Arnaud que costuma pedir aos candidatos durante as entrevistas que narrem um fato em que foram vítimas e encontraram a solução dos problemas.

Conforme o tempo gasto no relato, o diretor de RH da Alog sabe como o candidato administra situações de crise e também sobre sua resiliência, competência muito exigida pelas companhias atualmente para avaliar o quanto suas equipes estão preparadas para suportar situações adversas.

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Publicado por em 10 de fevereiro de 2013 em Tecnologia

 

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Empresas buscam data center para continuidade dos negócios

Banco Pine, BMC, Controlar e S4B Digital selecionaram prestadores de serviços para garantir contingência dos negócios.

Prestar serviço público é tarefa de grande responsabilidade. É preciso garantir qualidade e alta disponibilidade ao cidadão. Por essa razão, a Controlar, que implementou e opera o Programa de Inspeção e Manutenção de Veículos em Uso na cidade de São Paulo, possui um plano de continuidade de negócios, que proporciona total estabilidade ao serviço de inspeção veicular, que somente em 2011, atendeu a 3.120.411 veículos, entre automóveis, motos, ônibus e caminhões, com aprovação de 97,03%.

De acordo com Andrea Lucia Gouvinhas, gerente de TI da Controlar, não foi fácil escolher um data center para hospedar a operação. Não queriam um serviço de hosting, para que tivessem nas mãos a gestão do negócio. “Trabalhamos com informações confidenciais e que não são da Controlar e sim do governo. Então, temos de ter o controle. A opção foi por colocation”, diz a gerente.

Em 2009, a Controlar escolheu a Global Crossing, que, hoje, depois da sua compra, tornou-se Level 3. Segundo Andrea, a seleção do data center consumiu cerca de um ano de avaliações. “O que dificultou é que nem todos os data centers trabalham com colocation.”

A Controlar, prossegue, queria um prestador de serviços que proporcionasse confiabilidade, experiência comprovada e um bom SLA (contrato de qualidade de serviço). “Precisávamos de um data center  que trabalhasse com variadas operadoras de telefonia com as quais mantínhamos relacionamento e a Global Crossing atendeu ao requisito”, lembra Andrea, que acrescenta ter sido um fator de grande importância na decisão o profissionalismo com que eles trataram a Controlar. “Posso dizer que foi decisivo e marcante.”

A necessidade de ter um plano de disaster recovery (DR) é fundamental para manter a operação no ar. “Os cidadãos têm de agendar a inspeção pelo site. Se ele não estiver disponível, irá causar um grande problema. Por isso, ter contingência é fundamental”, avalia.

A Controlar usava o data center da Oi como contingência. Hoje, o da Vivo é o responsável. O modelo adotado é estratégico. Não é o de redundância total. A preocupação da empresa foi duplicar o site, para garantir disponibilidade do serviço de agendamento e também das informações relacionadas à inspeção. “Nosso sistema de ERP também está contingenciado. Ele é que recebe as guias de arrecadação. Todos esses são altamente críticos e, então, estamos seguros”, completa.

A gerente de TI ressalta que o aquecimento do mercado de data centers trouxe proliferação de pacotes e muitos deles atraentes. “É impressionante a modernidade dos que estão sendo construídos recentemente”, constata e acrescenta que o que a faria mudar seria o oferecimento de um nível de qualidade de serviços maior do que ela tem hoje, a um preço menor. “Pode parecer óbvio, mas é o que o usuário busca todo o tempo.”

Segundo ela, por outro lado, “ambientes novos tendem a dar problemas, até estabilizarem. Sendo assim, é preciso oferecer garantias extras para apostarmos neles. Contudo, experimentá-los como contingência, é uma possibilidade.”

Ter contingência da operação não é uma exigência ditada por lei, segundo Andrea, apesar de ser prestação de serviço público. “Mas é uma questão de responsabilidade. O processo de inspeção veicular tem de ser contínuo e disponível.”

Na verdade, paga-se por algo que não se quer usar, prossegue Andrea. Ela contabiliza que em pouco mais de um ano e meio de contratação do serviço, a Controlar o usou, de fato, duas vezes, em situação de contingência. “Também nos servimos dele para realizar manutenção no site principal”, argumenta.

Outro ponto destacado por Andrea é que o serviço tem de ser provido por um data center próximo da empresa. “É inviável contratar um provedor fora do estado, por exemplo. E se acontece um problema? No momento, estou com um técnico de telecom lá. É claro que não precisa ser tão perto, mas o limite máximo, para nós, é de uma distância de 60 quilômetros.”

A modernização do parque de máquinas, todas da IBM, também foi apontada por Andrea como forma de reduzir custos com KVA [Kilo Volt Amperes]. Ela conta que a ideia é consolidar a estrutura e se valer de equipamentos que consumam menos energia e emitam menos calor.
“Pretendemos aposentar mais alguns servidores e também construir uma cloud privada. Dessa forma, estaremos mais próximos da eficiência. O que deve acontecer entre o próximo semestre deste ano e 2013”, adianta.

“O consumo de energia é o grande vilão dos custos. Por isso, buscamos um data center que estivesse em conformidade com o meio ambiente. E também virtualizamos cada vez mais.”

Banco Pine
Especializado no atendimento completo a empresas, com base no relacionamento personalizado, o Banco Pine sentiu a necessidade de investir em solução de continuidade de negócios para sustentar o crescimento da companhia, com resiliência aos serviços prestados.

Escolheram a IBM para aumentar o nível de confiabilidade de suas operações e garantir conectividade aos clientes de forma ininterrupta, considerando que qualquer parada no sistema do Pine pode representar perdas imensuráveis para os clientes.

O projeto incorpora duas soluções da IBM. A Work Area Recovery, parte de uma estratégia que inclui componentes compartilhados e promove a recuperação da área de trabalho para atender aos funcionários em uma situação de emergência, além de recursos de TI que permitem restaurar o ambiente produtivo da companhia.

A outra é resultado de análise das aplicações do Banco Pine para o site de contingência, que conta com ambiente de TI dedicado ao banco, onde as aplicações mais críticas são replicadas em solução de contingência HOT e as demais aplicações recuperadas em tempo de contingência.

Com a adoção dessa continuidade de negócios em um site secundário, onde estão espelhados todos os dados da operação principal da empresa, o Banco Pine torna-se capaz de lidar com rupturas das atividades em caso de desastres ou imprevistos.

“Concluímos que era preciso aumentar o alcance da nossa ferramenta de continuidade de negócios e decidimos trabalhar com uma tecnologia que oferecesse mais conhecimento e confiança para aumentarmos capacidade e agilidade”, explica Antonio Felipe Redondo de Oliveira, superintendente-executivo de TI do Banco Pine.

O objetivo da continuidade de negócios é identificar e mapear os processos críticos e assim atuar de forma a reduzir os riscos e impactos de indisponibilidade causados por paradas não planejadas. Em situação de interrupção do site principal, o de contingência assume a produção com rapidez, de forma transparente ao cliente e ao usuário final.

“Com a indústria financeira cada vez mais complexa e interconectada, o risco e o custo de uma paralisação no serviço prestado podem trazer um grande transtorno para a empresa. Assim, desenvolvemos em conjunto com a IBM uma solução que nos proporcionará além da agilidade, redução de custo total”, diz Oliveira.

De acordo com a IBM, os ambientes de recuperação foram projetados para restaurar o funcionamento da empresa no menor período de tempo e minimizar os riscos de possíveis perdas. O foco é ajudar a garantir a segurança dos dados, manter os funcionários responsáveis por trabalhos críticos online, conservar os principais processos da empresa em funcionamento e, então, quando o sistema principal estiver restaurado, migrar os dados inteiros de volta ao ambiente principal.

Leia mais nas versões impressa e iPad da COMPUTERWORLD

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Publicado por em 17 de junho de 2012 em Tecnologia

 

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