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Greve em consulados brasileiros pode dificultar vistos para Copa

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Funcionários de 13 representações diplomáticas brasileiras no exterior anunciaram a realização de uma paralisação de 48 horas a partir desta terça-feira para exigir reajustes salariais e maiores garantias trabalhistas, entre outras reivindicações.

Serão afetados os consulados de Nova York, Atlanta, Los Angeles, Hartford, São Francisco e Houston, nos Estados Unidos; os consulados de Londres, Montreal, Frankfurt e Bruxelas; o consulado e a embaixada em Paris, e a embaixada em Berna.

Itamaraty diz que não haverá interrupção no atendimento ao público nas repartições em greve. (Foto: Reuters)Itamaraty diz que não haverá interrupção no atendimento ao público nas repartições em greve. (Foto: Reuters)

O movimento é organizado pela Associação dos Funcionários Locais do Ministério das Relações Exteriores no Mundo (Aflex), organização que não inclui servidores de carreira que também atuam nas missões brasileiras no exterior, como diplomatas e oficiais de chancelaria.

Segundo a presidente da Aflex, Claudia Rajecki, os funcionários querem negociar um aumento de salário que acompanhe a inflação. A associação defende que se priorizem os casos de salários congelados há mais de três anos ou de funcionários com ganhos aquém das funções exercidas.

A associação quer ainda a aprovação do Projeto de Lei 246/2013, em tramitação no Congresso, que garante benefícios trabalhistas (como 13º salário, férias com adicional de um terço e licenças maternidade e paternidade) a funcionários contratados por missões brasileiras no exterior.

“Vamos aguardar que algum representante do governo entre em contato conosco”, disse Rajecki à BBC Brasil.

Segundo a Aflex, caso o Itamaraty não negocie, os funcionários vão interromper os serviços por tempo indeterminado, o que poderia afetar a emissão de vistos de turistas que virão para a Copa do Mundo, no mês que vem.

“Queremos negociar. Ninguém quer ficar em casa”, afirma a presidente da Aflex, que é funcionária do Consulado-Geral do Brasil em Atlanta.

Outro ponto defendido pelos funcionários é o “direito à liberdade de expressão, à liberdade política, à livre representação de classe e o cessamento imediato de perseguições, assédios e ameaças de demissão aos dirigentes da Aflex”.

Segundo Rajecki, membros da Aflex vêm sofrendo ameaças, e funcionários de outros consulados nos Estados Unidos não vão aderir ao movimento por medo de represálias ou demissões.

As representações diplomáticas brasileiras nos Estados Unidos têm aproximadamente 340 funcionários locais, responsáveis por atividades como emissão de vistos e passaportes, disse ela.

‘Limbo jurídico’
Em Nova York, o consulado brasileiro tem 55 funcionários locais. Desses, 28 trabalham no setor consular e atendem a uma média de 350 a 400 pessoas por dia.

No ano passado, o consulado em Nova York emitiu 81.767 vistos brasileiros para estrangeiros e 14.013 passaportes brasileiros. Só na semana passada, o consulado disse ter emitido 2.504 vistos, dos quais 692 eram específicos para a Copa do Mundo.

Os organizadores do movimento reclamam que os funcionários locais do consulado de Nova York estão há cinco anos sem aumento de salário ou reajuste.

Afirmam ainda que esses funcionários vivem em um “limbo jurídico”, já que não são regidos pelas leis trabalhistas brasileiras nem reconhecidos legalmente pelos Estados Unidos. De acordo com a Aflex, os Estados Unidos dizem não ter autonomia jurídica para legislar sobre esses funcionários, já que são pagos e contratados pelo governo brasileiro.

Os organizadores reclamam também do que consideram discrepâncias entre os salários de funcionários com mesma função e categoria nos três escritórios do Ministério de Relações Exteriores em Nova York – o consulado, o escritório financeiro e a missão do Brasil na ONU.

Citam como exemplo o piso salarial para auxiliar administrativo, de US$ 2.750 (R$ 6.100) no consulado e US$ 3.500 (R$ 7.770) no escritório financeiro.

“Os critérios são completamente subjetivos”, diz Rajecki.

Outra discrepância citada pela Aflex é em relação às férias. Enquanto no escritório financeiro e na missão os funcionários locais têm direito a 30 dias de férias desde o primeiro ano de trabalho, no consulado só podem ter um mês de férias a partir do terceiro ano.

“Não queríamos paralisar, mas a situação chegou ao limite”, diz Rajecki. “Nós estamos abandonados pelo nosso governo”.

Atendimentos emergenciais
O consulado em Nova York diz que permanecerá aberto durante a greve, com prioridade para atendimentos emergenciais. Os demais serviços serão mantidos na medida do possível.

Em nota, o Itamaraty afirmou que os contratos dos funcionários locais são regidos pela lei do país onde estão instalados, como determinam a Lei 11.440/06 e o Decreto 1.570/95.

“Os salários seguem a legislação e as condições de mercado locais… Tendo em conta que os países têm legislações específicas e condições de mercado diferentes, o ministério entende que não há como fazer uma negociação global de salário com a Aflex”.

Segundo o Itamaraty, não haverá interrupção no expediente e no atendimento ao público nas repartições diplomáticas e consulares.

“Os postos afetados pela greve tomarão as medidas cabíveis de acordo com a legislação local para garantir o funcionamento do atendimento ao público”.

Caso necessário, diz o órgão, funcionários de outros setores serão deslocados para o atendimento ao público.

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Publicado por em 14 de maio de 2014 em Brasil

 

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Brasileiros criam aplicativo para evitar morte de bichos em estrada

O aplicativo Urubu Mobile, desenvolvido por ambientalistas para evitar atropelamento de animais (Foto: Reprodução)O aplicativo Urubu Mobile, desenvolvido por
ambientalistas para evitar atropelamento de
animais (Foto: Reprodução)

Um aplicativo para smartphones pode se transformar no principal aliado do Brasil para reduzir as mortes de animais silvestres atropelados nas estradas, estimada em 450 milhões ao ano.

O programa permite a qualquer pessoa que tenha um celular enviar a foto de um animal atropelado que, automaticamente, se somará a dados como o lugar (GPS), a data e a hora em que a imagem foi feita.

Trata-se do “Urubu Mobile” (disponível para Android e Google Play), que em apenas um mês foi baixado por mil pessoas.

Os responsáveis esperam que se popularize não só entre biólogos, guardas florestais, fiscais ambientais e policiais rodoviários, mas também entre motoristas de caminhões e ônibus.

A intenção é criar um banco de dados unificado sobre os atropelamentos de animais selvagens no país e, com isso, reunir informações que possam servir como base para políticas ou medidas que tentarão reduzir este tipo de acidente.

“Queremos identificar com precisão quantos e quais espécies são atropeladas por quilômetro e por dia no país”, explicou Alex Bager, professor de Ecologia na Universidade Federal de Lavras (UFLA), um dos principais especialistas em “Ecologia de Estradas”.

Segundo Bager, que coordena um grupo de cientistas de cinco universidades que estuda o tema, além de oferecer informações confiáveis sobre o atropelamento de animais, o aplicativo permitirá criar um “selo de qualidade” para certificar as estradas mais seguras para a fauna e determinar em quais vias é necessário adotar medidas preventivas.

“Queremos ajudar na conservação da fauna selvagem e só conseguiremos propor ações efetivas para reduzir os atropelamentos se tivermos informações concretas”, acrescentou ele, para quem o programa permitirá desenhar mapas das regiões e espécies mais atingidas.

Infraestrutura para animais

Onça é encontrada atropelada em rodovia de MS (Foto: Robison Vieira/VC no G1)Onça é encontrada atropelada em rodovia de Mato Grosso do Sul (Foto: Robison Vieira/VC no G1)

De acordo com o coordenador, após a identificação dos trechos mais perigosos para os animais, é possível sugerir a instalação de túneis, redes de proteção, passarelas ou até cordas que possam ser usadas pelos animais que vivem nas árvores.

O projeto vai permitir ainda criar uma metodologia única e confiável para contabilizar e validar as mortes de animais nas estradas. Os pesquisadores calculam, a partir de estudos com mostras limitadas, que 450 milhões de animais morrem atropelados por ano.

Em sua primeira pesquisa sobre o tema, em 2002, Bager calculou em 100 mil as mortes anuais de animais em um trecho de estrada de 150 quilômetros, com uma taxa de 2,1 animais por quilômetro por dia.

Levando em consideração que a malha viária do Brasil chega a 1,7 milhões de quilômetros, os especialistas concluíram que, a cada ano, morrem atropelados 450 milhões de animais. Destes, 400 milhões são pequenos vertebrados e três milhões grandes vertebrados.

As principais vítimas são antas, capivaras, tartarugas, gambás, gatos selvagens, cachorro-do-mato e tamanduás. O “Urubu Mobile” também permitirá, com a ajuda de 300 pesquisadores vinculados ao CBEE, identificar as espécies mais afetadas.

“Cada foto será analisada por cinco especialistas e a identificação da espécie será incluída no banco de dados quando, pelo menos, três deles concordarem”, afirmou.

O aplicativo também pretende apoiar os administradores de reservas ambientais cortadas por estradas para que adotem medidas de proteção mais eficazes.

Uma das maiores preocupações dos responsáveis pela tecnologia, atualmente, é um projeto de lei discutido no Congresso que flexibiliza as normas sobre construção de estradas em reservas ambientais.

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Publicado por em 14 de maio de 2014 em Tecnologia

 

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Brasileiros criam aplicativo para evitar morte de bichos em estrada

O aplicativo Urubu Mobile, desenvolvido por ambientalistas para evitar atropelamento de animais (Foto: Reprodução)O aplicativo Urubu Mobile, desenvolvido por
ambientalistas para evitar atropelamento de
animais (Foto: Reprodução)

Um aplicativo para smartphones pode se transformar no principal aliado do Brasil para reduzir as mortes de animais silvestres atropelados nas estradas, estimada em 450 milhões ao ano.

O programa permite a qualquer pessoa que tenha um celular enviar a foto de um animal atropelado que, automaticamente, se somará a dados como o lugar (GPS), a data e a hora em que a imagem foi feita.

Trata-se do “Urubu Mobile” (disponível para Android e Google Play), que em apenas um mês foi baixado por mil pessoas.

Os responsáveis esperam que se popularize não só entre biólogos, guardas florestais, fiscais ambientais e policiais rodoviários, mas também entre motoristas de caminhões e ônibus.

A intenção é criar um banco de dados unificado sobre os atropelamentos de animais selvagens no país e, com isso, reunir informações que possam servir como base para políticas ou medidas que tentarão reduzir este tipo de acidente.

“Queremos identificar com precisão quantos e quais espécies são atropeladas por quilômetro e por dia no país”, explicou Alex Bager, professor de Ecologia na Universidade Federal de Lavras (UFLA), um dos principais especialistas em “Ecologia de Estradas”.

Segundo Bager, que coordena um grupo de cientistas de cinco universidades que estuda o tema, além de oferecer informações confiáveis sobre o atropelamento de animais, o aplicativo permitirá criar um “selo de qualidade” para certificar as estradas mais seguras para a fauna e determinar em quais vias é necessário adotar medidas preventivas.

“Queremos ajudar na conservação da fauna selvagem e só conseguiremos propor ações efetivas para reduzir os atropelamentos se tivermos informações concretas”, acrescentou ele, para quem o programa permitirá desenhar mapas das regiões e espécies mais atingidas.

Infraestrutura para animais

Onça é encontrada atropelada em rodovia de MS (Foto: Robison Vieira/VC no G1)Onça é encontrada atropelada em rodovia de Mato Grosso do Sul (Foto: Robison Vieira/VC no G1)

De acordo com o coordenador, após a identificação dos trechos mais perigosos para os animais, é possível sugerir a instalação de túneis, redes de proteção, passarelas ou até cordas que possam ser usadas pelos animais que vivem nas árvores.

O projeto vai permitir ainda criar uma metodologia única e confiável para contabilizar e validar as mortes de animais nas estradas. Os pesquisadores calculam, a partir de estudos com mostras limitadas, que 450 milhões de animais morrem atropelados por ano.

Em sua primeira pesquisa sobre o tema, em 2002, Bager calculou em 100 mil as mortes anuais de animais em um trecho de estrada de 150 quilômetros, com uma taxa de 2,1 animais por quilômetro por dia.

Levando em consideração que a malha viária do Brasil chega a 1,7 milhões de quilômetros, os especialistas concluíram que, a cada ano, morrem atropelados 450 milhões de animais. Destes, 400 milhões são pequenos vertebrados e três milhões grandes vertebrados.

As principais vítimas são antas, capivaras, tartarugas, gambás, gatos selvagens, cachorro-do-mato e tamanduás. O “Urubu Mobile” também permitirá, com a ajuda de 300 pesquisadores vinculados ao CBEE, identificar as espécies mais afetadas.

“Cada foto será analisada por cinco especialistas e a identificação da espécie será incluída no banco de dados quando, pelo menos, três deles concordarem”, afirmou.

O aplicativo também pretende apoiar os administradores de reservas ambientais cortadas por estradas para que adotem medidas de proteção mais eficazes.

Uma das maiores preocupações dos responsáveis pela tecnologia, atualmente, é um projeto de lei discutido no Congresso que flexibiliza as normas sobre construção de estradas em reservas ambientais.

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Publicado por em 14 de maio de 2014 em Tecnologia

 

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Itamaraty apura se há brasileiros entre mortos após ataque no Iêmen

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O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, após reunião no Palácio do Planalto (Foto: Juliana Braga/G1)O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto
Figueiredo (Foto: Juliana Braga/G1)

O ministro de Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, afirmou nesta quarta-feira (30) que o Itamaraty apura se há brasileiros mortos após ação do Exército contra terroristas no Iêmen. De acordo com autoridades locais, uma operação das tropas iemenitas resultou na morte de 18 militares e 12 supostos integrantes da rede Al-Qaeda, incluindo brasileiros. A ofensiva foi nas últimas duas semanas no sul do país.

“Nós temos que ver se a pessoa que eventualmente portava um documento brasileiro era de fato um brasileiro. Você pode imaginar que não é difícil pensar que um terrorista possa ter um documento que não necessariamente seja um documento real dele. E, portanto, nós temos que ver com bastante cuidado se realmente há brasileiros para que nós possamos tomar providências”, explicou Figueiredo.

Uma vez confirmada a nacionalidade, o governo entrará em contato com os familiares, para acertar o retorno dos restos mortais ao Brasil.

Segundo o ministro, as reuniões com o governo do Iêmen são feitas pela Embaixada do Brasil na Arábia Saudita, porque não há representação no país. Ele afirmou também que residem hoje no Iêmen menos de 100 brasileiros.

Os conflitos
Segundo militares, soldados realizaram ações nas províncias de Shabwa e Abyan, onde há a presença de integrantes da Al-Qaeda. A operação foi realizada dias após ataque aéreo que matou 60 pessoas. Os confrontos também deixaram dez soldados feridos.

O presidente iemenita anunciou reforço nas medidas de segurança para combater eventuais novos ataques da rede. O ministro da Defesa, Mohamed Naser Ahmed, está no sul do país para supervisionar as ações do Exercito.

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Publicado por em 30 de abril de 2014 em Brasil

 

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Maioria dos rios brasileiros tem baixa qualidade, aponta estudo

Limpeza lago ibirapuera (Foto: Epitácio Pessoa/Agência Estado)Água do Lago do Ibirapuera, no parque de mesmo nome localizado em São Paulo, tem a qualidade ruim, segundo levantamento da ONG SOS Mata Atlântica (Foto: Epitácio Pessoa/Agência Estado)

Estudo divulgado nesta quarta-feira (19) pela organização SOS Mata Atlântica analisou a qualidade da água de 96 rios, córregos e lagos de 7 estados das regiões Sul e Sudeste e aponta que 41% desses cursos d’água foram classificados como ruins e péssimos.

Apenas 11% dos rios e mananciais mostraram boa qualidade – todos eles localizados em áreas protegidas e que contam com matas ciliares preservadas.

As principais fontes de poluição e contaminação, segundo a ONG, são decorrentes da falta de tratamento de esgoto doméstico, produtos químicos lançados nas redes públicas e da poluição proveniente do lixo.

Em São Paulo, foram feitas 34 coletas em rios das 32 subprefeituras da cidade. O levantamento apontou que em fevereiro deste ano 23,53% dos rios tinham qualidade péssima, 58,82% estavam com qualidade ruim e 17,65% tinham qualidade regular. Nenhum rio teve índice bom ou ótimo.

A qualidade do Lago do Ibirapuera foi classificada como ruim, assim como a água da represa Billings, na região de Cidade Ademar.

Outros nove cursos d’água, como o Rio Tamanduateí, no trecho da Sé, o Riacho Podre e o Córrego do Oratório, na Vila Prudente, tinham qualidade péssima.

Um dia após as fortes chuvas que causaram alagamentos, queda de energia e outros problemas no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (25) era possível ver do alto a poluição no canal da Joatinga, localizado na Barra da Tijuca (Foto: Genilson Araujo/Parceiro/Agência O Globo)Ppoluição no canal da Joatinga, localizado na Barra
da Tijuca (Foto: Genilson Araujo/Parceiro/Agência O Globo)

No Rio de Janeiro, foram analisados 15 pontos de coleta também em fevereiro e 100% das amostras eram ruins e regulares.

A água dos canais do Jockey, no Jardim Botânico, e do Mangue, na Vila Isabel, do Rio Comprido, no bairro de mesmo nome, e do Rio Joana, na Vila Isabel, foi classificada como de qualidade ruim.

Os córregos e rios da capital fluminense desaguam diretamente no mar. Em alguns casos, a água passa por um tratamento prévio antes de se encaminharem para emissários submarinos, que também lançam os efluentes no oceano, mas longe da costa.

“Os dados têm o principal objetivo de alertar para que coloquemos a água numa agenda estratégica para a sociedade e para os governantes. Para que o assunto vire pauta das eleições para criação de políticas públicas”, disse Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da SOS Mata Atlântica.

Evolução na preservação
O estudo fez uma comparação entre 2010 e 2014 de 88 pontos em 34 cidades de São Paulo e Minas Gerais. De acordo com o relatório, o número de rios de qualidade péssima caiu de 15 para 7 no período; cursos d’água classificados como bom eram 5 e agora são 15; pontos analisados que tinham classificação regular caíram de 50 para 37.

No entanto, a quantidade de rios de qualidade ruim subiu de 18 para 29. “Não é que aumentou o ruim. Tivemos a diminuição da quantidade de classificações péssima”, disse Gustavo Veronesi, um dos organizadores do levantamento.

Rio Paraíba do Sul, em Resende (Foto: Reprodução/TV Rio Sul)Rio Paraíba do Sul, em Resende, no trecho do Vale
do Paraíba fluminense (Foto: Reprodução/TV Rio Sul)

Água para o Sistema Cantareira
Na coletiva, a porta-voz da SOS Mata Atlântica comentou sobre a reunião entre o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e a presidente Dilma Rousseff, que debateu uma possível transposição do Rio Paraíba do Sul, que abastece o Rio de Janeiro e o Vale do Paraíba.

Alckmin se reuniu com Dilma em Brasília e pediu que a água do rio, que é interestadual, fosse despejada no Sistema Cantareira, que está em estado crítico devido à escassez das chuvas. A medida depende da autorização Agência Nacional de Águas (ANA).

Segundo Malu, o assunto da transposição já está em debate há 8 anos e é considerado um método arriscado para sanar o problema de falta de água. Para ela, isso “não deve ser discutido no gabinete da presidente, mas sim com os integrantes das bacias hidrográficas”.

Ela compara o risco de transpor o Paraíba do Sul ao que aconteceu quando a represa Billings foi criada. Segundo Malu, canais do Rio Tietê foram desviados para formar o reservatório, que ajuda na geração de energia da Baixada Santista, mas acabou “matando o Rio Pinheiros, que agora recebe muito esgoto”.

Guerra pela água
Toda essa discussão, segundo ela, faz com que o Brasil e a Região Metropolitana de São Paulo sejam vistos por organizações internacionais como um dos locais com alto potencial de conflito pelo uso da água. “Essa disputa entre Rio de Janeiro, Paraná, São Paulo e Minas Gerais faz com que cada gota da água seja preciosa”, explica.

Sobre a viabilidade do projeto de transposição do Paraíba do Sul para o Sistema Cantareira – que receberia investimentos para construção de canais e túneis para passagem da água – Malu Ribeiro disse que é preciso avaliar a viabilidade do projeto com um estudo de impacto ambiental.

Fonte G1

 
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Publicado por em 19 de março de 2014 em Tecnologia

 

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Mais de 90% dos apps baixados por brasileiros são gratuitos, diz pesquisa

Aplicativo táxi Uberlândia (Foto: Reprodução/TV Integração)Aplicativo táxi Uberlândia (Foto: Reprodução/TV
Integração)

Os aplicativos pagos não têm vida fácil no Brasil. A cada dez app baixados para smartphones no país, nove (93%) são gratuitos, segundo o estudo que foi elaborado pela Qualcomm e a consultoria Cnovergência Research.

Dos brasileiros que possuem smartphones (estimados em 47,8 milhões de aparelhos), 65% baixaram algum aplicativo. As empresas ouviram 1,4 mil pessoas, em entrevistas pessoais e pela internet, em 2013.

Dos mexicanos que têm smartphone, 76% baixam apps. Entre os britânicos, esse índice é de 94%. Além de não ser um dos povos que mais baixa aplicativos e preferir o gratuito ao pago, o brasileiro também não gasta muito na hora de visitar App Store ou a Google Play. O valor consumido nas lojas de aplicativos mais recorrente é de US$ 1,26 (o equivalente a R$ 2,96).

Os aplicativos mais baixados são os jogos (19%), seguido dos de mensagens instantâneas (17%), os de vídeo, fotografia e TV (12%), redes sociais (9%) e os de gestão do telefone, navegadores e destinados a aumentar a produtividade (8%).

Os dez mais mencionados são, em ordem de preferência: WhatsApp, Facebook, Instagram, Skype, Pou, Facebook Messenger, Candy Crush e Angry Birds.

Como a lista demonstra, os aplicativos nacionais não são dos mais buscados pelos brasileiros. Do total, apenas 15% dos apps são desenvolvidos no país. As categorias de nacionais mais citados são a de entretenimento (83% são locais), serviços bancários, pagamento e finanças (82%) e portais de notícias (53%).

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Publicado por em 19 de março de 2014 em Tecnologia

 

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Em buscas, brasileiros preferem ‘O Lobo de Wall Street’ para o Oscar

Leonardo DiCaprio vence o prêmio de melhor ator de comédia ou musical por 'O lobo de Wall Street' no 71º Globo de Ouro, que acontece neste domingo (12), em Los Angeles. (Foto: REUTERS/Lucy Nicholson)Leonardo DiCaprio é o ator mais buscado pelos
brasileiros, segundo o Google
(Foto: REUTERS/Lucy Nicholson)

As buscas do Google sobre os filmes que concorrem ao Oscar 2014, de acordo com a empresa, mostram quais produções os brasileiros mais gostam e torcem para ganhar a premiação. O Google divulgou uma lista dos filmes, atores, atrizes, coadjuvantes, filmes estrangeiros, animação e diretores que se destacaram entre os internautas nos últimos 3 meses, de acordo com o crescimento das pesquisas no Brasil.

O filme mais buscado pelos brasileiros é “O Lobo de Wall Street”, que teve um crescimento de 2.046% nas pesquisas nos últimos três meses. O segundo colocado, “12 Anos de Escravidão”, apresentou crescimento de 10 vezes, seguido por “Trapaça” com aumento de mais de 7 vezes. A lista ainda tem, em ordem de preferência, “Nebraska”, “Philomena”, “Gravidade”, “Ela”, “Clube de Compras Dallas” e “Capitão Phillips”.

Filmes favoritos ao Oscar, segundo as buscas dos brasileiros

1 – “O Lobo de Wall Street”;
2 – “12 Anos de Escravidão”;
3 – “Trapaça”;
4 – Nebraska;
5 – “Philomena”;
6 – “Gravidade”;
7 – “Ela”;
8 – “Clube de Compras Dallas”;
9 – “Capitão Phillips”.

Entre os atores, Leonardo DiCaprio é o favorito dos brasileiros com crescimento de 95% nas pesquisas . O segundo colocado, Christian Bale, apresentou crescimento de 44%. A lista ainda tem, do terceiro ao quinto lugar, Matthew McConaughey, Bruce Dern e Chiwetel Ejiofor.

Já a atriz Amy Adams, de “Trapaça” é a mais buscada pelos brasileiros no Google, com crescimento de 76% nas buscas. Cate Blanchett, na segunda colocação, cresceu 57%, e Sandra Bullock, na terceira posição, cresceu 11% nas buscas nos últimos três meses.

Entre os atores e atrizes coadjuvantes, Jonah Hill e Jennifer Lawrence são os mais buscados. Entre os diretores, o favorito é Martin Scorcese, de “O Lobo de Wall Street”; entre os filmes estrangeiros o mais buscado é “A Grande Beleza” e a animação mais buscada é “Frozen”, da Disney.

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Publicado por em 7 de março de 2014 em Tecnologia

 

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