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EUA poderão enviar tropas aos países bálticos, diz Biden

Os Estados Unidos poderão enviar tropas aos países bálticos para tranquilizar estas ex-repúblicas soviéticas, preocupadas com a incorporação da Crimeia à Rússia, declarou nesta quarta-feira (19), em Vilnius, o vice-presidente americano Joe Biden.

“Estamos estudando um certo número de medidas adicionais para aumentar o ritmo e o alcance de nossa cooperação militar, incluindo a rotação das forças americanas na região do Báltico para realizar exercícios terrestres e navais, assim como missões de treinamento”, declarou Biden.

Atualmente, os Estados Unidos contam apenas com seis aviões na região, dentro de uma missão das Nações Unidas.

“Enquanto a Rússia continuar em seu caminho sombrio, deverá fazer frente a um crescente isolamento político e econômico”, disse ainda Biden, durante uma coletiva com a presidente lituana Dalia Gribauskaite e seu colega letão Andris Berzins.

Gribauskaite acusou a Rússia de “redesenhar o mapa da Europa” e que esta situação é “uma ameaça direta” para a segurança regional.

O vice-presidente americano chegou a Vilnius depois de visitar Varsóvia, onde condenou, na véspera, as ações da Rússia na Crimeia.

Integração
Nesta quarta-feira, o Tribunal Constitucional russo validou por unanimidade a incorporação à Rússia da península da Crimeia, que decidiu de forma unilateral separar-se da Ucrânia.

O tratado de incorporação, assinado na terça-feira (18) pelo presidente Vladimir Putin, “está de acordo com a Constituição russa”, afirmou o presidente do tribunal, Valeri Zorkin.

A anexação da Crimeia à Rússia ocorreu após referendo realizado no domingo (16) em que a população apoio com maioria o desmembramento da Ucrânia.

Fonte G1

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Publicado por em 20 de março de 2014 em Brasil

 

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Vice-presidente dos EUA encontra líderes bálticos e promete apoio

O vice-presidente dos EUA, Joe Biden, se reuniu nesta quarta-feira com os líderes da Lituânia e da Letônia, como parte de uma rápida viagem destinada a tranquilizar aliados bálticos preocupados com as consequências da assertividade russa na região.

Esses países criticaram o governo russo por anexar a península ucraniana da Crimeia, e a Casa Branca disse estar preparando uma nova rodada de sanções a Moscou por causa disso.

A visita de Biden busca tranquilizar países como Polônia e os bálticos sobre o compromisso da Otan de proteger seus aliados. Estônia, Letônia, Lituânia (antigas repúblicas soviéticas do mar Báltico) e a Polônia são países integrantes da União Europeia e da Otan (aliança militar ocidental). Já a Ucrânia não participa desses blocos.

Biden disse na segunda-feira ao presidente estoniano, Toomas Hendrik Ilves, que os EUA podem reordenar suas forças na região a fim de conduzir exercícios terrestres e navais e missões de treinamento. Washington também reforçou sua frota de caças voltados para a patrulha do espaço aéreo sobre a região do Báltico.

Biden também se reuniu com os presidentes da Lituânia, Dalia Grybauskaite, e da Letônia, Andris Berzins, no palácio presidencial lituano. Grybauskaite descreveu a visita de Biden como “simbólica”. “A situação é alarmante”, disse ela no começo da reunião.

Jovita Neliupsiene, assessora de política externa da presidente lituana, disse que as conversas seriam abrangentes. “Vamos falar sobre quais medidas devem ser tomadas para garantir a segurança na região. Não nos referimos apenas a medidas de segurança nacional ou militares, mas também de energia e segurança cibernética, que devemos tomar juntos”, afirmou ela a uma TV.

Os países bálticos se preocupam não só com as intenções da Rússia, mas também como o impacto econômico das tensões caso Moscou retalie com sanções comerciais ou corte do fornecimento de gás natural.

Na semana passada, a Rússia suspendeu as importações de alimentos pelo principal porto lituano, Klaipeda, o que empresas locais viram como uma forma de pressão política por parte de Moscou

O ministro letão de Finanças disse na segunda-feira que a UE deve compensar os países que forem eventualmente prejudicados por sanções contra a Rússia.

Fonte G1

 
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Publicado por em 20 de março de 2014 em Brasil

 

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