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Pesquisa revela a curiosa relação entre o bicho-preguiça e a traça

 Preguiça-de-três-dedos é fotografada na Fundação Aiunau, em Caldas, na Colômbia (Foto: AFP Photo/Raul Arboleda) Preguiça-de-três-dedos é fotografada na Fundação
Aiunau, em Caldas, na Colômbia (Foto: AFP Photo/
Raul Arboleda)

Imagine uma criatura tão preguiçosa que busca alimentos no próprio pelo e só se move uma vez por semana para defecar. Bom, esta criatura existe e é um tipo de bicho-preguiça que, como nas fábulas infantis, se beneficia de uma relação muito próxima com as traças.

Depois de estudar o comportamento ocioso deste mamífero arborícola de três dedos, a preguiça-de-bentinho (Bradypus tridactylus), natural das bacias dos rios Amazonas e Orinoco, uma equipe de biólogos americanos revelou nesta quarta-feira (22) até que ponto esses pequenos animais chegam para honrar seu nome.

Esses bichos-preguiça aperfeiçoaram em particular a arte da inércia através de uma lenta dança, cuidadosamente coreografada com uma variedade específica de traça, revelou um estudo publicado nas “Atas da Real Sociedade B.”, revista dedicada à biologia.

As preguiças habitam o chamado dossel florestal, formado pelas copas das árvores, onde se alimentam principalmente de folhas.

Mas, segundo este estudo, uma vez por semana, os animais descem para defecar no chão, o que os deixa particularmente vulneráveis aos predadores. Além disso, o esforço lhes custa “ao redor de 8% da energia que ingerem em um dia”.

Por que, então, as preguiças se incomodam em descer?

Os cientistas descobriram que, ao descer, as traças que vivem nos pelos da preguiça, põem seus ovos nas fezes do mamífero, onde as larvas se desenvolvem antes de emergir como adultos e voar para a copa da árvore para se unir ao resto da colônia.

As traças atuam como um tipo de fertilizante, potencializando os níveis de nitrogênio na pele da preguiça que, por sua vez, estimula o crescimento de algas.

A estrutura única do pelo da preguiça-de-bentinho, cujas ranhuras abrigam grande quantidade de água da chuva, permite que estas algas se reproduzam.

Estas verdadeiras hortas de algas, “especialmente ricas em carboidratos e gorduras digeríveis”, complementam a dieta da preguiça, à base de folhas muito pouco nutritivas, afirmaram os cientistas.

Essa “complexa” simbiose “reforça os aspectos fundamentais da conduta da preguiça e seu histórico de vida, e pode fomentar (sua) ociosidade”, destacou um resumo da pesquisa.

“Esta fonte até agora desconhecida de alimentos poderia explicar porque as preguiças-de-dentinho têm tanta dificuldade em se alimentar bem em cativeiro”, destacaram os pesquisadores.

“Além da ingestão de nutrientes, também é possível que esses cultivos de algas aumentem as chances de sobrevivência das preguiças ao se camuflarem de predadores aéreos” no meio da vegetação, acrescentaram.

Fonte G1

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Publicado por em 27 de janeiro de 2014 em Tecnologia

 

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Bicho-preguiça é resgatado no Distrito Industrial, em Ananindeua

Bicho-preguiça Fêmea Encontrado Belém Pará (Foto: Divulgação/BPA)Bicho-preguiça foi encontrado dentro de casa em 
Ananindeua (Foto: Divulgação/BPA)

Um bicho-preguiça foi encontrado dentro de uma residência no bairro do Distrito Industrial, no município de Ananindeua, região metropolitana de Belém, neste domingo (18). Segundo o soldado Alcindo Souza, do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), o animal é fêmea e tem aproximadamente três meses de vida.

“A moça que mora na casa repassou para a gente. Pelo porte dela, que é um bebê, é difícil ter ido parar sozinha lá na casa, eles podem ter pego em uma estrada”, afirma Souza. O soldado estima que o mamífero, que se alimenta de folhas, tenha entre 22 e 25 centímetros. “Aparentemente, ela está bem, não foi maltratada. Agora está sendo alimentada no BPA”, diz.

De acordo com o BPA, encontrar a espécie é comum na região metropolitana devido ser cercada de árvores. “Aqui onde tem o batalhão, tem lugares que encontramos, às vezes, 4 ou 5 preguiças em uma árvore só. Lá [no Distrito Industrial] tem empresas, barulho, aí eles vão se afastando. Na verdade, eles [população] que estão no habitat do animal”, conclui o soldado Souza.

Bicho-preguiça Fêmea Encontrado Belém Pará (Foto: Divulgação/BPA)Mamífero foi encaminhado para o Batalhão de Polícia Ambiental, em Belém (Foto: Divulgação/BPA)

A fêmea de bicho-preguiça será analisada por uma veterinária do BPA, que vai avaliar as condições do animal para decidir se ele irá permanecer no batalhão ou se será encaminhada para outro local que tenha assistência, levando em consideração que o mamífero tem apenas três meses.

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Publicado por em 22 de agosto de 2013 em Tecnologia

 

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