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Pesquisadores descobrem autor de carta misteriosa para Lincoln

Pesquisadores descobriram a autoria de uma carta destinada ao ex-presidente americano Abraham Lincoln, da qual um fragmento havia sido encontrado, há 15 anos, em um ninho de ratos dentro da casa de Lincoln em Springfield, no estado americano de Illinois.

Segundo eles, o autor da carta era o editor de jornal Andrew Johnston. em 10 de março de 846, ele mandou a carta a partir de Quincy, também no estado de Illinois, em resposta a um poema que lhe havia sido enviado pelo futuro presidente.

A descoberta foi feita por pesquisadores do projeto “The Papers or Abraham lincoln”, administrado pela biblioteca e pelo museu dedicados ao ex-presidente.

Fragmento da carta enviada ao futuro presidente americano Abraham Lincoln (Foto: AP)Fragmento da carta enviada ao futuro presidente americano Abraham Lincoln (Foto: AP)

Fonte G1

 
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Publicado por em 4 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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Autor de ‘Get lucky’, Nile Rodgers diz ter sorte de ser ‘Forrest Gump do pop’

Nile Rodgers, do Chic, se apresenta no segundo dia do festival Glastonbury (Foto: Reuters)Nile Rodgers, guitarrista do Chic e parceiro de Daft Punk, Madonna, David Bowie, Mick Jagger, Michael Jackson, Diana Ross e outros (Foto: Reuters)

“Você sempre tem que estar lá quando algo acontece?”. Essa é a pergunta que Nile Rodgers diz ouvir dos amigos, impressionados com quantos fatos marcantes da música pop ele viveu. Nile se tornou conhecido como guitarrista do Chic, ícone do funk de Nova York nos anos 70. Ele já trabalhou com Madonna, David Bowie, Michael Jackson, Mick Jagger, Diana Ross e outros.

Nile Rodgers abriu shows para o Jackson 5 e foi sampleado no início do hip hop. Após parecer rumar ao ostracismo a partir dos anos 90, gravou o “hit do verão de 2013”, segundo ele mesmo: “Get lucky”, com o Daft Punk. Agora aposta em Avicii, DJ com quem colaborou e que está em primeiro lugar em vários países, inclusive o Brasil.

“Eu me sinto o músico mais sortudo do mundo”, diz Nile ao comentar que os amigos o chamam de “Forrest Gump do pop”. A comparação com o personagem de Tom Hanks que vive vários momentos importantes da história norte-americana não o deixa encabulado: “Sempre estou fazendo algo, então coisas acontecem à minha volta”, ele diz.

Forrest Gump do pop
Nile Rodgers estava lá em cenas musicais marcantes desde os anos 70
– 1973: Abre shows do Jackson 5 com a Big Apple Band.

– 1977: Funda o Chic, de hits funk como ‘Le freak’.

– 1979: Produz o hino gay ‘We are family’, do Sister Sledge.

– 1979: ‘Good times’, do Chic, é sampeada em ‘Rapper’s delight’, um dos marcos iniciais do hip hop.

– 1980: Produz ‘Diana’, de Diana Ross.

– 1983: Produz ‘Let´s dance’, disco mais vendido de David Bowie.

– 1984: Produz ‘Like a virgin’, 1º disco nº1 na ‘Billboard’ de Madonna.

– 1985: Produz ‘She’s a boss’, 1º disco solo de Mick Jagger.

1986: Produz ‘True colours’, de Cindy Lauper.

– 1995: Toca em ‘Money’, do álbum de Michael Jackson ‘History’.

– 1997: ‘We are family’ é sampleada em ‘Getting jiggy wit’ it’, 1º hit de Will Smith.

– 2003: Indicado pela primeira vez ao ‘Rock ‘n’ Roll Hall of fame’.

– 2004: Toca em ‘You had me’, maior hit de Joss Stone no Reino Unido.

– 2013: É coautor e grava ‘Get lucky’, hit do Daft Punk.

– 2013: Toca em ‘True’, de Avicii, um dos sucessos do ano.

Na conversa com o G1, Nile diz que Madonna “era louca” e foi a pessoa mais esforçada que conheceu. Ele também elogia o Jota Quest, com quem gravou “Mandou bem”, e comenta a polêmica performance de Miley Cyrus no VMA. Adivinhe quem estava lá enquanto tudo acontecia?

G1 – Qual é a música deste verão, “Get lucky” ou “Blurred lines”?
Nile Rodgers –
“Get lucky”. Foi número 1 em mais países. Não digo isso por ser autor, mas por ter conquistado mais países. “Blurred lines” foi número 1 nos EUA. Mas muita gente diz que é por causa do vídeo.

G1 – É difícil competir com um vídeo de mulheres seminuas?
Nile Rodgers –
Exatamente [risos]. Robin Thicke é meu amigo, e Pharrell também – e meu coautor. Não quero comparar as músicas, mas é uma análise estatística. “Get lucky” conseguiu o primeiro lugar em mais países só pela música, sem clipe.

G1 – O site WhoSampled conta mais de 250 faixas que samplearam coisas do Chic. Você fica feliz ou preocupado por ter direitos autorais “roubados”?
Nile Rodgers –
Só isso? Foi muito mais! Fico muito feliz. Não me preocupo em ser roubado, é uma coisa que você não pode parar.

G1 – Você nunca processou ninguém por isso?
Nile Rodgers –
Apenas na primeira vez, por “Rapper’s delight” [faixa de 1979, do Sugarhill Gang, um dos marcos iniciais do hip hop]. Depois nunca tive que me preocupar com isso. Porque as pessoas honestas pedem autorização. E as pessoas que você deveria processar, na verdade não precisa. É só mandar uma notificação, aí elas se retratam.

G1 – O que achou da ideia do Daft Punk e do Jota Quest de ter você no estúdio? Eles poderiam apenas emular seu estilo.
Nile Rodgers –
É mais divertido assim. A diferença foi que o Jota Quest tinha a música preparada e eu só cheguei e fiz o que sei, com a guitarra do meu estilo. No Daft Punk, toquei e eles construíram a canção em torno disso. Eu estava lá desde o início. Mas é normal entrar no final também.

G1 – Você trabalhou com muitas das maiores estrelas do pop. Entre Madonna, David Bowie, Michael Jackson e Mick Jagger, quem te impressionou mais?
Nile Rodgers –
Todos foram inacreditáveis. Por exemplo, Madonna foi a pessoa mais esforçada que eu conheci. Eu a encontrei no início da carreira, e nunca vi alguém que trabalhasse tão duro. David Bowie, por outro lado, foi o artista mais interessante e único com quem trabalhei. Ele vê o mundo de maneira muito diferente da maioria. Todos são especiais.

Agora estou trabalhando com Avicii, menino de 23 anos fazendo mais hits que você imagina. Ele é como eu aos 23. Todos me criticam por trabalhar com esse moleque. E eu respondo: ‘Quantos anos acha que eu tinha quando escrevi ‘Le freak’, single mais vendido da história da Atlantic Records? 25’. Avicii é meu parceiro favorito. E eu trabalho com muita gente.

G1 – O que te faz dizer que Madonna é a pessoa mais esforçada que você conheceu?
Nile Rodgers –
Não importa o que acontecesse, ela trabalhava mais que todo mundo. Nunca pedia uma pausa, nunca! Especialmente no começo, em 1984. Ela era louca. E eu trabalho duro, nunca durmo. Ela estava tentando me superar!

Veja só o meu maior disco, ‘Like a virgin’, de Madonna.  Aquela faixa me deixou desconfortável. Achei que era uma música só ok. Aquele disco tem “Angel”, “Material World”. ‘Like a virgin’ não estava no mesmo nível

G1 – Você estava no VMA deste ano, certo? O que achou da performance de Miley Cyrus?
Nile Rodgers –
Não sei por que ficaram tão preocupados. Eu vi Madonna beijando Britney. Vi Madonna quase pelada, com o sutiã de Jean Paul Gaultier, praticando sadomasoquismo. Miley Cyrus só estava simulando masturbação com uma música que teve um vídeo com garotas peladas. Fez sentido para mim. Acho que é porque as pessoas a viram no Disney Club. Se fosse uma artista nova com esse show hardcore, hipersersexualizado, como Madonna, Lady Gaga, J-Lo, nada disso teria acontecido. Elas são todas bonitas e sexy. Na idade delas, sexo é muito importante. Veja só o meu maior disco, “Like a virgin”, de Madonna.  Aquela faixa me deixou desconfortável. Ela falou: ‘Temos que fazer!’. Eu disse que não. Mas ela: ‘Vamos sim’.

G1 – Por que você ficou desconfortável com “Like a virgin”?
Nile Rodgers –
Achei que era uma música só ok. Aquele disco tem “Angel”, “Material World”, músicas ótimas. “Like a virgin” era tipo “I made through da doo da da” [imita com ironia], não estava no mesmo nível. Mas era o contexto. Era Madonna sendo esperta o bastante para saber que mulheres jovens estavam ligadas na sexualidade. E foi um gesto enorme naquela época. Miley Cyrus faz o mesmo. Ela diz: ‘Ei, nos masturbamos, todas fazemos isso, é assim que tomamos consciência do nosso corpo’. Sem problemas.

O guitarrista e produtor Nile Rodgers (Foto: Jerry Barnes)O guitarrista e produtor Nile Rodgers em foto no
estúdio com o Jota Quest (Foto: Jerry Barnes)

G1 – Então você ficou incomodado, mas hoje entende o gesto de Madonna?
Nile Rodgers –
Sim. Ela foi uma das que me fez entender isso. Eu era um homem crescido. E acredite, eu sou da época da liberação sexual feminina. Mas mesmo assim fiquei incomodado, porque sabia que o público dela era muito jovem. Ela me fez entender. “Nile, para uma garota jovem, alguém pensando em fazer sexo, isso é uma coisa muito importante: perder a virgindade. Com quem vai ser a sua primeira vez”.

G1 – Entender isso mudou algo para você? Pois o tipo de som que você faz lida bastante com a sexualidade.
Nile Rodgers –
Sempre tive boa compreensão de música para mulheres. Lembre-se, “Like a virgin” foi em 1984, bem antes de eu trabalhar com Diana Ross. Trabalhei em grandes hinos para a comunidade gay nos anos 70. “I’m coming out”, “We are Family”. Essa questão de “Like a virgin” foi mais na letra, não no espírito e na consciência da época. Foi só Madonna percebendo bem sua base de fãs.

G1 – Alguns anos atrás, todo mundo só falava em soul. O funk não estava na moda, mas hoje parece a bola da vez. O que acha dessa mudança?
Nile Rodgers –
Acho que o funk foi muito renegado. Não sei se realmente voltou, mas vou fazer tudo o que posso para tentar trazer de volta.

G1 – Você conhece algo que chamam aqui de funk carioca? É derivado do Miami bass, e muita gente diz que não é o “funk real”, como o seu.  Acha que o seu funk é “o real”?
Nile Rodgers –
Não conheço o funk carioca. E não é meu papel dizer “meu funk é de verdade, o deles não”. Meu funk é algo que se tornou natural para mim. Porque eu não queria me tornar como o funk do meio-oeste ou da costa oeste. Queria ter o meu estilo nova-iorquino. Que é muito diferente de Parliament, Funkadelic. Amo a todos, mas não queria soar domo eles. Éramos uma nova era do funk.

Nile teve câncer de próstata e diz que ‘Get lucky’ o ajudou a vencer a batalha.

G1 – Você tem um som muito particular. Tocou com muitos artistas que gostam de se reinventar, como Madonna e Bowie. Ao contrário deles, mantém um estilo constante. Pensa nisso?
Nile Rodgers –
Faço a música que sinto. Quero o melhor para a música ou o artista. Tenho orgulho de ter meu estilo. Acredito que possa funcionar com qualquer um. Com alguém mais tradicional ou alguém novo, como Avicii.

G1 – Como você conheceu o Jota Quest e por que se interessou neles?
Nile Rodgers –
Meu baixista do Chic está produzindo o disco deles. Ele tocou algumas músicas e soavam “funky”. E eu pensei “Uau, isso vem do Brasil?”. E falei: “Coloque para gravar, vamos lá!”.

Taylor Swift recebe prêmio por 'I knew you were trouble' das mãos de Pharrell Williams, Daft Punk e Nile Rodgers no VMA 2013 (Foto: Rick Diamond/Getty Images for MTV/AFP)Taylor Swift recebe prêmio por ‘I knew you were
trouble’ das mãos de Pharrell Williams, Daft Punk
e Nile Rodgers no VMA 2013 (Foto: Rick Diamond/
Getty Images for MTV/AFP)

G1 – Jota Quest é uma banda de sucesso comercial no Brasil. Eles teriam chance no mercado dos EUA? Alguns os comparam com o Jamiroquai.
Nile Rodgers –
Se eu fosse o produtor deles, o que eu teria feito é uma colaboração. A melhor coisa da música atual são os duetos. Você não vê Justin Timberlake, Daft Punk ou outros grandes artistas sem alguém junto. Talvez no Brasil isso não seja tão comum, mas deveria.

G1 – Tem planos de tocar no Brasil?
Nile Rodgers –
Temos planos de ir à América do Sul. Mas apenas no Chile e Argentina. Não tenho certeza se iremos ao Brasil. O problema é datas livres. Adoraria tocar aí, fazer uma jam com o Jota Quest.

G1 – Você disse que o sucesso de “Get lucky” te ajudou a se livrar do câncer. Como?
Nile Rodgers –
Música é o que me faz sentir bem. Não sei se faz algo fisicamente, mas espiritualmente sim. Tive que fazer tanta coisa para “Get lucky”. No meio da turnê do Chic, tive que voar para gravar esta e “Lose yourself to dance”, além do vídeo. Da Suíça para a Califórnia para a Alemanha etc. Eu era o porta-voz do projeto, os robôs só fizeram duas entrevistas. Eu fiz 30 ou 40. Gastei muita energia, mas também foi um tempo em que eu não pensava no câncer.

Eu me sinto o músico mais sortudo do mundo.”

G1 – Você se sentia mal na época de gravar “Get lucky”?
Nile Rodgers – Não. Quando eu toco, nunca me sinto mal. Nem me lembro, porque eu guardo os dias bons. Nos dias em que eu estava mal, sei que não estava tocando. Estava na cama, ou andando por Manhattan. Tirei um período depois da minha cirurgia para não fazer nada. Depois continuei a trabalhar. Depois disso, ainda tive que fazer duas cirurgias, mas mesmo assim não perdi nem um show. Saía do hospital direto para o palco.

G1 – Você esteve em vários momentos importantes da música pop desde os anos 70. Você se vê como um Forrest Gump da música pop [personagem de Tom Hanks que participou de vários momentos da história norte-americana]?
Nile Rodgers – É engraçado, muitas pessoas me chamam assim, o Forrest Gump do Pop. “Você sempre tem que estar lá quando algo acontece?”. E eu digo que é porque eu saio muito. Sempre estou fazendo algo, então coisas acontecem à minha volta – muitas vezes eu sou o motivo para acontecerem. Eu me sinto o músico mais sortudo do mundo.

Fonte G1

 
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Publicado por em 13 de setembro de 2013 em Música

 

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Autor do massacre em Fort Hood é sentenciado à morte

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O ex-psiquiatra do Exército americano Nidal Hassan em foto sem data divulgada pelas autoridades (Foto: AP)O ex-psiquiatra do Exército americano Nidal Hassan em foto sem data divulgada pelas autoridades (Foto: AP)

O ex-psiquiatra do Exército americano Nidal Hassan, condenado pelo massacre de 13 soldados em Fort Hood, em 2009, foi sentenciado nesta quarta-feira (28) à morte, por uma corte marcial na base militar do Texas.

Reunidos em uma Corte Marcial em Fort Hood, os 13 membros do júri militar tomaram a decisão de forma unânime, após quatro horas de deliberações.

Na semana passada, Nidal Hasan, de 42 anos, havia sido considerado culpado das 45 acusações que pesavam contra ele.

Uma coronel militar, cujo nome não foi informado, anunciou que o condenado será expulso do Exército e perderá todos os seus benefícios salariais.

Hassan, de origem muçulmana, escolheu defender a si mesmo e abertamente declarou-se culpado do tiroteio.

Sua atitude perante o júri – ele não convocou testemunhas e não quis apresentar as alegações finais – evidenciavam sua intenção de ser condenado à pena de morte.

Em 5 de novembro de 2009, Hassan abriu fogo contra seus colegas em Fort Hood.

Doze dos 13 mortos e 30 dos 32 feridos eram militares.

Ele é o primeiro militar condenado à morte desde 2005, quando o ex-sargento Hasan Akbar foi sentenciado por ter matado dois soldados durante um ataque com granadas e disparos no Kuwait, em 2003. Uma apelação por problemas psiquiátricos continua em curso.

Se Nidal Hasan for executado, será a primeira execução de um militar nos últimos 52 anos, segundo o jornal “New York Times”.

As execuções de soldados nos Estados Unidos são pouco frequentes e necessitam da aprovação do presidente.

O acusado é considerado um “lobo solitário” da rede terrorisda da Al-Qaeda.

Ele admitiu, reiteradamente, que matou 12 militares e um civil, além de ter feridos dezenas de pessoas em Fort Hood, em 5 de novembro de 2009. Seu objetivo era impedir que soldados participassem das guerras do Afeganistão e do Iraque, as quais Hasan considera ilegais.

O promotor militar Steven Henricks disse que Hasan, que seria enviado para o Afeganistão, pensava em cumprir “seu dever de matar (em nome da) Jihad”.

Hassan deve ser executado por injeção letal.

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Publicado por em 1 de setembro de 2013 em Brasil

 

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Sargento autor de massacre no Afeganistão pega prisão perpétua

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O sargento americano Robert Bales, que admitiu ter assassinado 16 civis no Afeganistão, foi sentenciado nesta sexta-feira (23) à prisão perpétua sem direito a liberdade condicional.

Mas ele poderá pedir “clemência” ao exército após 20 anos de reclusão. Caso seja perdoado, Bales poderá entrar com um pedido de liberdade condicional.

Os seis membros do júri, reunidos na base militar de LewisMcChord, nas proximidades de Seattle (estado de Washington, noroeste dos Estados Unidos), demoraram menos de duas horas para deliberar a sentença.

A condenação à prisão perpétua já havia sido sentenciada no momento em que o acusado declarou-se culpado. O júri deveria apenas se pronunciar sobre uma eventual possibilidade de liberdade condicional.

Pela primeira vez, Bales pediu desculpas às famílias das vítimas, ao afirmar que teve um comportamento “covarde”.

Bales tomou a palavra durante a audiência na qual foi anunciada a sentença pelo que é considerado o crime mais grave cometido por um militar americano na guerra do Afeganistão.

“O que fiz foi um ato de covardia, por trás de uma máscara de medo, mentira e valentia”, declarou, de acordo com o jornal “Seattle Time”.

Sargento Robert Bales (esq.), em foto de agosto de 2011 (Foto: Spc. Ryan Hallock / DVIDS / AFP)Sargento Robert Bales (esq.), em foto de agosto de 2011 (Foto: Spc. Ryan Hallock / DVIDS / AFP)

O sargento de 40 anos se declarou, em junho, culpado de ter matado 16 civis, entre eles nove crianças, depois abandonar sua base em 11 de março de 2012 no distrito de Panjwayi, na província de Kandahar, sul do Afeganistão.

“Sinto muito, verdadeiramente sinto, pelo que fiz a estas pessoas”, disse Bales.

“Matei suas famílias. Se pudesse trazer seus parentes de volta, eu faria em um instante”.

Ao se declarar culpado, ele evitou a possibilidade de ser sentenciado à pena de morte.

“Não há sentença mais adequada para o massacre desmedido de 16 inocentes, uma sentença reservada aos piores crimes e aos piores criminosos, e é a prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional”, declarou o tenente-coronel e procurador militar Joseph Morse na manhã desta sexta-feira antes da deliberação do júri.

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Publicado por em 24 de agosto de 2013 em Brasil

 

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Autor do massacre em Fort Hood é condenado por todas as acusações

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O ex-psiquiatra do Exército americano Nidal Hassan em foto sem data divulgada pelas autoridades (Foto: AP)O ex-psiquiatra do Exército americano Nidal Hassan em foto sem data divulgada pelas autoridades (Foto: AP)

O ex-psiquiatra do Exército americano Nidal Hassan, acusado pelo massacre de 13 soldados em Fort Hood, em 2009, foi considerado nesta sexta-feira (23) culpado de todas as acusações, inclusive homicídio premeditado, por uma corte marcial na base militar do Texas.

Com este veredicto, Hassan, de 42 anos, pode ser sentenciado à pena de morte por injeção letal.

A fase de decisão da sentença deve começar na próxima segunda-feira (26).

Hassan, de origem muçulmana, escolheu defender a si mesmo e abertamente declarou-se culpado do tiroteio.

Sua atitude perante o júri – ele não convocou testemunhas e não quis apresentar as alegações finais – evidenciam sua intenção de ser condenado à pena de morte.

Em 5 de novembro de 2009, Hassan abriu fogo contra seus colegas em Fort Hood.

Doze dos 13 mortos e 30 dos 32 feridos eram militares.

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Publicado por em 23 de agosto de 2013 em Brasil

 

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Obama brinca e diz que novo cão da família é autor de ‘vazamentos’

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O presidente Barack Obama revelou nesta sexta-feira (23) uma nova fonte de vazamentos da Casa Branca, afirmando que a filhotinha Sunny tem causado alguns “acidentes” nos corredores da residência presidencial.

Em uma entrevista à CNN, Obama disse que seu novo cachorrinho faz muita companhia a ele e sua esposa Michelle, já que cada vez menos eles veem suas filhas adolescentes, Malia, 15 anos, e Sasha, 12.

Sunny é a nova irmã de Bo, o cachorro da família há quase cinco anos (Foto: Official White House Photo/Pete Souza)Sunny é a nova irmã de Bo, o cachorro da família há quase cinco anos (Foto: Official White House Photo/Pete Souza)

“Acho que eu e Michelle sabemos o que está por vir e precisamos nos certificar que teremos alguém que nos receba na porta quando chegarmos em casa”, afirmou ainda.

Ele disse ainda que o cão mais velho da família, Bo, estava se sentindo um pouco triste pelo mesmo motivo e que agora está feliz por ter uma companheira de brincadeiras.

Obama contou que Michelle está cuidando da educação da pequena Sunny para que a cachorrinha aprenda os truques básicos e não faça mais pipi onde não deve.

Os dois cães são da raça cão d’água português, que Obama escolheu para não prejudicar o problema de alergia de sua filha Sasha.

Bo, à esquerda, e Sunny, no jardim da Casa Branca, em foto oficial divulgada nesta segunda-feira (19) (Foto: AP/The White House, Pete Souza)Bo, à esquerda, e Sunny, no jardim da Casa Branca, em foto oficial divulgada nesta segunda-feira (19) (Foto: AP/The White House, Pete Souza)

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Publicado por em 23 de agosto de 2013 em Brasil

 

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Justiça britânica indicia gêmeos após DNA não distinguir autor de estupro

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Caso dos gêmeos será julgado em dezembro, no tribunal de Reading (Foto: BBC)Caso dos gêmeos será julgado em dezembro, no
tribunal de Reading (Foto: BBC)

Dois gêmeos idênticos estão sendo acusados na Grã-Bretanha de estuprar uma adolescente. Os promotores do caso dizem ter certeza de que pelo menos um deles cometeu o crime, mas não sabem qual deles. Por isso, ambos estão sendo levados à Justiça.

Nem mesmo o exame de DNA consegue distinguir um do outro.

De acordo com o jornal The Times, Mohammed e Aftab Asghar, ambos de 22 anos, foram presos depois que o DNA de um deles – ou ambos – foi achado na cena do crime.

O estupro da jovem de 17 anos aconteceu em novembro de 2011, em Purley Park, próximo à cidade de Reading, no sudeste da Inglaterra.

‘É um caso pouco comum. Eles são gêmeos idênticos. A acusação é de estupro. Ainda há trabalho para se fazer, mas há sinais que indicam que um deles não estava no local. Isso pode significar que apenas um deles irá a julgamento’, disse a promotora Sandra Beck, segundo o The Times.

Uma porta-voz do tribunal de Reading disse à BBC Brasil que o julgamento dos gêmeos está marcado para o dia 2 de dezembro deste ano.

Até lá, os promotores terão que conseguir juntar provas para condenar um dos gêmeos, ou ambos.

Um caso semelhante aconteceu em Marselha, na França, quando vítimas de seis estupros acusaram um par de gêmeos do crime, mas não conseguiram identificar com precisão qual deles era o culpado.

Na ocasião, o teste de DNA também não foi rigoroso o suficiente para diferenciar os gêmeos. Testes mais sofisticados de DNA conseguem fazer isso, mas eles são muito caros, e nem sempre a Justiça tem recursos para custeá-los.

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Publicado por em 21 de agosto de 2013 em Brasil

 

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