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Ativista tenta transformar buscador de animais perdidos em aplicativo

Andreia Giust tenta, via financiamento coletivo, criar aplicativo para agilizar as buscas de animais perdidos (Foto: Dogtown Photography/Divulgação)Andrea Giust tenta, via financiamento coletivo, criar aplicativo (Foto: Dogtown Photography/Divulgação)

A ativista paulista Andrea Giust, de 29 anos, quer diminuir o número de animais nas ruas com a ajuda de um aplicativo para celular. Fundadora do buscador “Procura-se Cachorro”, ela recorreu a um site de financiamento coletivo especifico para animais e quer ampliar a forma de cadastro do serviço virtual que já oferece há um ano e meio.

A oito dias do prazo final, a jovem espera arrecadar o montante necessário e torce para disponibilizar o aplicativo até junho, quando estima que os casos de bichos perdidos tripliquem por conta dos rojões durante os jogos da Copa do Mundo.

“Hoje o pico do ano é no réveillon pelo mesmo motivo. E nos jogos serão dias seguidos de rojões. Os cães arranham portas e perdem unhas, pulam portões, saem em disparada e dezenas morreram de parada cardíaca no ano novo”, explica.

Em 18 meses, o buscador de animais localizou 1.095 bichos nas ruas e recebeu cadastro de 2.687 perdidos. Destes, 408 foram os casos com finais felizes. No Brasil, a taxa de casos resolvidos pelo site atingiu 16%. Em São Paulo, estado que representa 67% de todas as ocorrências, o índice de reencontros é um pouco maior: 20%.

De acordo com a fundadora, a página rastreia qualquer novidade do animal dentro de um raio de 10 km. O serviço cruza as informações entre perdidos e achados e avisa a possibilidade de alguém ter localizado o bichinho. Por meio de mapas, a ferramenta sinaliza os cachorros desaparecidos (família procurando) e os achados (procurando a família de volta) em todo o país.

Andrea defende que o aplicativo poderá agilizar o serviço de busca e, consequentemente, aumentar o número de casos solucionados. “A divulgação rápida é muito importante. Faltava o app como complemento do serviço do site. A pessoa que perder, por exemplo, no parque vai poder cadastrar na mesma hora e ver as novidades, basta fotografar ou ter uma imagem do cão. Não é preciso mais esperar chegar em casa para cadastrar. Também vai ser possível ver os animais desaparecidos na região, caso alguém queira apenas colaborar ao ver um animal na rua”, esclarece.

Pagina do site de financiamento coletivo para projetos voltados a causa animal (Foto: Reprodução )Página do site de financiamento coletivo ‘Bicharia’ (Foto: Reprodução )

O projeto surgiu quando a ativista acompanhou o caso de um cachorro perdido no Parque do Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo. Ela acredita que o resgate do animal poderia ter sido feito rapidamente se a ferramenta já existisse. “A pessoa passou o dia todo procurando. Só cadastrou no site por volta de 18h, quando retornou para casa. Um seguidor do Instagram informou que havia visto a cadela, passou detalhes de horário e direção, ela foi encontrada naquela madrugada. Se já existisse o app, ela teria cadastrado ali mesmo, e ele teria visto o anuncio do próprio celular.”

A jovem revela que já investiu boa parte do dinheiro necessário para começar a desenvolver a ferramenta mobile. Para finalizar o projeto, entretanto, precisará da doação coletiva. Os benfeitores ganham de agradecimentos simbólicos a brindes personalizados. Até segunda-feira (28), 61 pessoas tinham contribuído com R$ 4.295,00 de R$ 6.420,00.

“Ainda falta um pouco, mas no fundo eu acho que vai chegar. É muito importante que as pessoas que perderam seus animais, acharam um na rua, entendam a importância do serviço rápido. Ninguém que perdeu imaginou que pudesse acontecer”, disse. “Acho que basta gostar de animais para ajudar, eles merecem voltar para casa. Tenho certeza que estou contribuindo para diminuir o numero de animais das ruas.”

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Publicado por em 30 de abril de 2014 em Tecnologia

 

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Ativista britânica dos direitos animais é condenada a seis anos de prisão

Uma ativista britânica dos direitos dos animais foi condenada nesta quinta-feira (17) a seis anos de prisão por sua participação em uma campanha de cerco a um laboratório que utilizava animais em experiências.

Debbie Vincent, de 52 anos, um ex-militar que se tornou uma mulher depois de uma operação de mudança de sexo, foi julgada por um tribunal de Winchester por cumplicidade com as atividades criminosas do SHAC (Stop Huntingdon Animal Cruelty).

Presa em 2012, Debbie tornou-se porta-voz do grupo após a condenação de sete de seus membros em 2009, mas não participou diretamente em suas ações.

O SHAC visava os laboratórios britânicos HLS (Huntingdon Life Sciences), seus fornecedores e parceiros.

Assim, em maio de 2009, roubou uma urna contendo as cinzas da mãe de Daniel Vasella, o presidente da multinacional suíça Novartis.

Seus membros também lançaram falsas acusações de pedofilia contra funcionários dos laboratórios, ameaças de morte e colocaram bombas caseiras.

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Publicado por em 30 de abril de 2014 em Tecnologia

 

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‘Ficou bem natural’, diz ativista do Greenpeace sobre ensaio; veja fotos

Fotos de Ana Paula vão ser publicadas em uma revista masculina (Foto: Luane Pariz/Arquivo Pessoal)Fotos de Ana Paula vão ser publicadas em uma revista masculina (Foto: Luane Pariz/Arquivo Pessoal)

Ansiosa para conferir a repercussão da foto que será publicada na edição de março de uma revista masculina, a bióloga Ana Paula Maciel, de 32 anos, gostou do resultado das imagens, realizadas em fevereiro. A ativista do Greenpeace ficou presa por cerca de dois meses na Rússia, após um protesto no Ártico. A gaúcha aparecerá de biquíni na Playboy que chega às bancas nesta terça-feira (11), mas a expectativa de Ana Paula é que a foto renda um convite para um ensaio nu. O possível cachê seria usado para criar um santuário para animais.

Ativista quer posar nua e usar cachê para financiar a construção de um santuário para animais (Foto: Luane Pariz/Arquivo Pessoal)Ativista quer posar nua e usar cachê para financiar
a construção de um santuário para animais
(Foto: Luane Pariz/Arquivo Pessoal)

Com um biquíni de cor prata e sandálias pretas, a ativista gaúcha também concedeu entrevista à revista. Na manhã desta segunda-feira (10), após compartilhar fotos de bastidores do ensaio, falou novamente sobre o trabalho.

“Achei bacana o resultado, ficou bem natural e passou o que realmente era a intenção, que era fazer uma analogia ao que aconteceu na Rússia, mas ao mesmo tempo mostrando a beleza da Ana Paula que estava presa”, disse a bióloga ao G1.

O ensaio foi realizado em fevereiro em Maringá, no Paraná. “Participei de tudo desde o princípio. Tudo foi compartilhado: cenário, como fazer as fotos, desde a maquiagem até a escolha do traje”, descreveu.

Ana Paula permaneceu presa na Rússia durante dois meses ao lado de outros membros do Greenpeace após um protesto no Ártico. Da ONG, só recebeu a orientação de deixar claro que se tratava de um projeto pessoal e não da organização.

No dia 19 de setembro, 28 ativistas e dois jornalistas que acompanhavam o grupo foram presos após membros da organização ambiental tentarem escalar uma plataforma da Gazprom para protestar contra a exploração de petróleo do Ártico. Eles foram surpreendidos pela polícia russa, que prendeu toda a tripulação do navio Arctic Sunrise. A embarcação também foi apreendida.

O grupo permaneceu detido durante dois meses, primeiro sob a acusação de pirataria e, em seguida, sob a acusação de vandalismo. Em novembro, eles receberam o direito de responder ao processo em liberdade mediante pagamento de fiança. Desde então, estavam livres na cidade de São Petersburgo, mas sem poder deixar o país. Todos os ativistas já foram soltos.

Ana Paula foi clicada por André Sanseverino. Na foto com a produtora Marcela Borges. (Foto: Luane Pariz/Arquivo Pessoal)Ana Paula foi clicada por André Sanseverino; aa foto, com a produtora Marcela Borges e o fotógrafo (Foto: Luane Pariz/Arquivo Pessoal)

Fonte G1

 
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Publicado por em 11 de março de 2014 em Tecnologia

 

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‘Estou ansiosa’, diz ativista do RS sobre foto em revista masculina

Ana Paula Maciel garante estar ansiosa com a repercussão da foto, que sairá na edição desta terça-feira da Playboy (Foto: Luiza Carneiro/G1)Ana Paula Maciel garante estar ansiosa com a repercussão da foto, que sairá na edição desta terça-feira da Playboy (Foto: Luiza Carneiro/G1)

A bióloga Ana Paula Maciel, de 32 anos, aguarda ansiosa a repercussão da sua foto publicada em uma revista masculina brasileira. A edição de março da revista sairá na próxima terça-feira (11), e contará com uma entrevista e uma imagem da ativista apenas de biquíni feita em Maringá, no Paraná. Com o sonho de construir um santuário para animais selvagens, a gaúcha, que mora atualmente em Porto Alegre, quer posar nua e usar o cachê para financiar o projeto. No ano passado ela ficou presa na Rússia por cerca de dois meses ao lado de outros ativistas do Greenpeace, após um protesto no Ártico.

“Eu estou super ansiosa com a repercussão que a revista do dia 11 poderá trazer. Estou esperançosa que dê certo. É a partir dessa foto que será possivel eu conversar com a revista sobre um possível ensaio, mas ainda não é nada garantido”, contou Ana Paula ao G1, antes de participar do programa Jornal do Almoço, da RBS TV, sobre o Dia Internacional da Mulher neste sábado (8) (veja no vídeo acima).

Ainda na Rússia, Ana Paula recebeu e-mails com a possível ideia de que poderia posar nua na revista Playboy. A decisão foi tomada de maneira súbita, sem nenhuma dúvida. Amigos, familiares e principalmente o namorado, que mora no México, incentivaram. Do Greenpeace só recebeu a orientação de deixar claro que se tratava de um projeto pessoal e não da organização.

“Tenho vontade de realizer esse sonho. O cachê está longe de me deixar rica, até porque vou usar para realizar o meu sonho, fazer a reserva, e isso envolve investimentos, profissionais. É um projeto a médio e longo prazo”, pontuou.

Sobre a relação de ganhar dinheiro expondo seu corpo, a ativista revela que não tem medo das repercussões negativas. Para ela, a ideia é melhor do que entrar para a política, por exemplo. “Já tive oportunidade de entrar para a política, já me questionaram do salário que eu ganharia em quatro anos, mas para mim isso não é honesto. Honesto é usar as ferramentas que eu tenho e aproveitar as oportunidades que a vida está me trazendo”, esclareceu.

Ana Paula elogiou a revista e disse ser o melhor canal neste momento para alcançar sua meta. “Entendo que a nudez é bem aceita na sociedade e que a revista é voltada ao público adulto, é inteligente, uma revista em moldes que não tem absolutamente nada com a pornografia ou vulgaridade. E isso é aceito”, completou.

Desde que revelou sua intenção, a bióloga tem acompanhado a repercussão em sua página pessoal no Facebook e em comentários de matérias publicadas. Segundo ela, as mensagens são de apoio. Ainda no programa da RBS TV, ela aproveitou e fez um pedido público: “Se você gostou, respeita meu negócio, tem que ligar para a Playboy e pedir mais. Este é meu sonho”.

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Fonte G1

 
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Publicado por em 10 de março de 2014 em Tecnologia

 

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Morre aos 79 anos o polêmico escritor e ativista Amiri Baraka

O poeta, dramaturgo e ativista Amiri Baraka (Foto: Mike Derer/AP)O poeta, dramaturgo e ativista Amiri Baraka
(Foto: Mike Derer/AP)

Morreu nesta quinta-feira (9), aos 79 anos, o polêmico poeta, dramaturgo e ativista americano Amiri Baraka, considerado “o Malcom X da literatura” e apontado como precursor do hip hop. Homem das letras e incansável agitador e militante, ele escreveu poemas influenciados pela cadência do blues e assertivo, além de peças e críticas. A obra o tornou uma força provocadora e inovadora da cultura dos Estados Unidos.

Sua agente literária, Celeste Bateman, afirmou à Associated Press que Baraka, cujo nome verdadeiro era Everett LeRoi Jones, estava hospitalizado desde dezembro no hospital Newark Beth Israel Medical Center.

Talvez nenhum escritor dos anos 1960 e 1970 tenha sido mais radical e polarizador do que Baraka, e ninguém se esforçou mais para levar usar nas artes os debates políticos da luta pelos direitos civis. Ele inspirou pelo menos uma geração de poetas, dramaturgos e músicos, e sua imersão na tradição oral e linguagem crua das ruas antecipou o rap, o hip-hop e a poesia slam (no orinal “slam poetry”, espécie de batalha de poetas, que usam microfone, nos moldes das batalhas de MCs).

O FBI o temia ao ponto de “homenageá-lo” com a seguinte idenfiticação: “a pessoa que provavelmente emergirá como o líder do movimento pan-africano nos Estados Unidos”.

Inicialmente um dos raros negros a se juntar à caravana Beat de Allen Ginsberg e Jack Kerouac, Baraka transformou-se num dos líderes do Black Arts Moviment e aliado do movimento Black Power que rejeitava o otimismo dos primeiros anos da década de 1960. Ele intensificou uma uma divisão sobre como e se os artistas negros deveriam participar das questões sociais.

Desprezando a arte pela arte e a busca por uma unidade entre negros e brancos, Baraka integrou a filosofia que pediu pelo ensino de arte e história negra e que produziu obras que clamavam declaramente pela revolução.

“Queremos poemas que matem”, escreveu no seu famoso “Black Art”, manifesto publicado em 1965, ano em que ele ajudou a fundar o Black Arts Movement. “Poemas assassinos. Poemas que disparem feito armas/ Poemas que derrubem policiais nas vielas/ E tomem suas armas deixando-os mortos/ com línguas de fora e enviados para a Irlanda”. 

Ele era tão eclético quanto prolífico: suas inflências variavam de Ray Bradbury a Mao Zedong, Ginsberg e John Coltrane, um músico. Baraka escreveu poemas, contos, novelas, ensaios, peças e críticas musicais e culturais, além de óperas de jazz. Seu livro de 1963 “Blues people” foi considerado a primeira grande história de música negra escrita por afro-americano.

Um verso de seu poema “Black people!” – “Up agains the wall mother fucker” (algo “mão na parede, filho da puta”, em tradução livre”) – se converteu num slogan da contracultura. Servia tanto a estudantes que participavam de protestos quanto à banda de rock Jefferson Airplane. Um poema que ele escreveu em 2002, alegando que alguns israelenses tinham conhecimento prévio dos ataques do 11 de Setembro, causou ira generalizada.

Baraka foi denunciado por críticos como bufão, homofóbico, antissemita e demagogo. Outros consideravam-no gênio, profeta e o Malcom X da literatura. Eldridge Clever o saudou como o bardo dos “assuntos funky”. Ishmael Reed responsabilizou o Black Arts Moviment por encorajar artistas de todas as origens e permitir a ascensão do multiculturalismo.

O acadêmico Arnold Rampersad o colocou ao lado de Frederick Douglass e Richard Wright no pantão das influências culturais dos negros. “Através de Amiri Baraka, eu aprendi que toda arte é política, embora eu não escreva ensaios políticos, disse o dramaturgo ganhador do prêmio Pulitzer August Wilson.

Publicado originalmente nos anos 1950, Baraka fez barulho na cena literária em 1964, no teatro Cherry Lane, no famoso bairro Greenwich Village, em Nova York, quando a peça “Dutchman” estrou e imediatamente fez história no auge do movimento pelos direitos civis. A montagem de um único ato retrata um confronto entre um homem de classe média negro, Clay, e uma mulher branca sexualmente ousada, terminando com uma discussão repleta de provocações e confissões.

Baraka ainda era LeRoi Jones quando escreveu “Dutchman.” Mas a Revolução Cubana, o assassinato de Malcom X em 1965 e as revoltas de Newark em 1967, quando o poeta foi preso e fotografado atordoado e sangrando, o tornaram radical. Jones deixou sua esposa (Hettie Chohen), cortou relações com seus amigos brancos e se mudou do Greenwich Village para o Harlem. Ele trocou o nome para Imamu Ameer Baraka, “líder espiritual e príncipe abençoado”, e rejeitou Martin Luther King, dizendo que se tratava de um “Negro que sofreu lavagem cerebral”.

O escritor ajudou a organizar em 1972 a National Black Political Convention e fundou o Congresso dos Povos Africanos. Também fundou grupos comunitários no Harlem e em Newark, sua cidade natal, para a qual acabou retornando.

O Black Arts Moviment teve força, essencialmente até meados da década de 1970, e Baraka deixou de corresponder a alguns de seus comentários mais duros – sobre Martin Luther King, sobre os gays e sobre brancos em geral. Mas ele seguiu causando controvérsia. No início dos anos 1990, quando o cineasta Spike Lee estava filmando a cinebiografia “Malcom X”, Baraka ridicularizou o diretor como “um pequeno burguês negro”, que não fazia jus ao seu personagem.

Em 2002, respeitado o suficiente para ser tido como laureado poeta de Nova Jersey, ele chocou de novo com “Somebody blew up America”, poema sobre o 11 de setembro. “Quem sabia que o World Trade Center ia ser ‘bombardeado'”, escreveu num verso. “Quem falou aos 4 mil trabalhadores israelenses das Torres Gêmeas para ficarem em casa naquele dia?”

O governador James E. McGreevey, assim como outras figuras públicas, exigiram desculpas. Baraka recusou, negando que “Somebody to blew up” fosse antissemita (o poema também ataca Hitler e o Holocausto). Ele condenou a “desonesta, conscientemente distorcida e insultante má interpretação” a obra.

O poeta, dramaturgo e ativista Amiri Baraka durante a Convenção Política Negra eGary, Indiana, em 12 de março de 1972 (Foto: Julian C. Wilson)O poeta, dramaturgo e ativista Amiri Baraka durante a Convenção Política Negra em Gary, Indiana, em 12 de março de 1972 (Foto: Julian C. Wilson)

Fonte G1

 
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Publicado por em 11 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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Ativista visita Tarso Genro e faz apelo para que gaúchos poupem água

Ana Paula Maciel esteve no Palácio Piratini e agradeceu o apoio do governo estadual (Foto: Vinicius Rebello/G1)Ana Paula Maciel esteve no Palácio Piratini e agradeceu o apoio do governo estadual
(Foto: Vinicius Rebello/G1)

Após ficar quase 100 dias presa na Rússia, acusada de vandalismo depois de um protesto do Greenpeace contra a exploração de petróleo no Ártico, Ana Paula Maciel retornou ao Brasil e, na manhã desta segunda-feira (30), foi recebida pelo governador Tarso Genro no Palácio Piratini. Desde que chegou ao estado, a ativista tem se dedicado a programas típicos dos gaúchos. Já comeu churrasco, passeou pelo Parque da Redenção e agora se atualiza sobre os problemas do dia a dia. O drama dos moradores de Gravataí, que estão sem abastecimento de água há vários dias, preocupa a bióloga.

“Eu gostaria de fazer um apelo para que as pessoas poupem água, que cuidem como se fosse um bem precioso. Ainda continuo vendo pessoas lavando o carro com mangueira, deixando a torneira aberta enquanto lava a louça. Temos que fazer alguma coisa para que a situação não chegue no ponto que está em Gravataí”, pede a integrante do Greenpeace.

Mais de 50 bairros do município da Região Metropolitana sofreram com a falta de água em cerca de uma semana. Nesta segunda, a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) informou que oito bairros seguem com o problema. Equipes trabalham para normalizar serviço durante o dia. Outras cidades também enfrentam períodos sem água e de forte calor com temperaturas perto dos 40°C.

Na cerimônia no Palácio Piratini, que contou também com a presença do secretario de Justiça, Fabiano Pereira, e da mãe da ativista, Rosângela Maciel, a gaúcha agradeceu o apoio que vem recebendo desde que foi presa.

“O apoio que recebi do governo do meu estado foi imprescindível. Estou aqui para agradecer. A mídia também deu um apoio muito importante. Sem esta ajuda acho que estaríamos presos até agora. A Rússia deu uma bola fora. Não esperavam pela repercussão do caso em todo o mundo”, disse.

Tarso Genro explicou as diferenças no tratamento em relação às questões ambientais no Brasil e na Rússia e também falou sobre o papel do governo estadual na libertação dos ativistas que estavam detidos no país europeu.

“Aqui o que consideramos vandalismo nada tem a ver com questões ambientais. Aqui se considera vandalismo quando as pessoas atacam ônibus, atacam pequenos negócios, atingem moradias. Isto é vandalismo aqui. Nada tem a ver com questões ambientais. O governo do Rio Grande do Sul desencadeou um processo para que o governo brasileiro exigisse um tratamento dentro da lei, de forma democrática. E a própria Rússia aceitou a pressão, tanto que liberou os ativistas”, disse o governador gaúcho.

Ana Paula Maciel chegando ao Palácio Piratini com a mãe Rosângela (ao fundo) (Foto: Vinicius Rebello/G1)Ana Paula Maciel chegando ao Palácio Piratini com
a mãe Rosângela (ao fundo)
(Foto: Vinicius Rebello/G1)

Ana Paula Maciel fez um pedido a Tarso Genro para que o governo faça um maior investimento em projetos para a geração de energia eólica e se disse satisfeita com as propostas que ouviu.

“Ele disse que está sendo feito um grande investimento no processo de energia eólica e o governo está tentando achar maneiras de usar o carvão de uma forma mais racional e sustentável. O carvão é uma das energias mais sujas que se possa ter”, comentou.

Durante todo o ano de 2013, Ana Paula Maciel esteve apenas um mês e meio na capital gaúcha. Envolvida com o Greenpeace, acompanhou mais pela internet os protestos que ocorreram pelo Brasil. Sobre a possibilidade de ser candidata, a ativista descarta completamente.

“Eu tenho outras formas de lutar e mudar o mundo. Quero trabalhar com animais selvagens, defender as araras azuis do Pantanal, as baleias jubarte em Abrolhos. Não tenho a intenção de me candidatar”, pontuou.

Fonte G1

 
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Publicado por em 4 de janeiro de 2014 em Tecnologia

 

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Ativista brasileira detida na Rússia obtém visto para deixar o país

Ana Paula Maciel, ativista do Greenpeace, se encontra no aeroporto de São Petersburgo, na Rússia, com a sobrinha Alessandra e a mãe, Rosângela, neste domingo (24) (Foto: Dmitri Sharomov / Greenpeace)Ana Paula se encontra no aeroporto de São
Petersburgo, na Rússia, com a sobrinha
Alessandra e a mãe, Rosângela, em 24 de
novembro (Foto: Dmitri Sharomov/Greenpeace)

A bióloga brasileira Ana Paula Maciel, de 31 anos, obteve o visto de saída da Rússia, informou o Greenpeace Brasil, nesta sexta-feira (27). O visto era necessário para que ela pudesse voltar para a casa desde que a anistia do grupo  “Os 30 do Ártico” foi aprovada pelo Parlamento russo.

Ana Paula embarca ainda nesta sexta-feira com destino ao Brasil. Ela segue a Porto Alegre, onde passará o Réveillon com a família. A chegada da brasileira em Porto Alegre está prevista para acontecer às 11h deste sábado, 28, no Aeroporto Internacional Salgado Filho.

“Deixo a Rússia da mesma maneira como entrei: de cabeça erguida e com a consciência limpa. Temos a convicção de que fizemos o bem para proteger o planeta para esta e as futuras gerações. É uma vergonha um país permitir que tamanha injustiça tenha acontecido para defender os interesses das empresas de petróleo”, declarou Ana Paula.

Há 100 dias, um protesto pacífico causou a prisão dos ativistas do Greenpeace Internacional. Ana Paula e os 25 integrantes do grupo de nacionalidade não russa dependiam de uma autorização do Serviço Federal de Imigração para deixar o país, já que foram tirados de águas internacionais e levados presos pela guarda costeira.

Todos os estrangeiros já obtiveram seu visto de saída. Até o momento, sete deles, segundo o Greenpeace Brasil, já deixaram a Rússia e o restante deve partir entre hoje e o fim de semana. Segundo o Greenpeace, o sueco Dmitri Litvínov foi o primeiro tripulante do Arctic Sunrise a deixar o território russo na quinta-feira (26).

Crime não foi cometido
“Eles só pararam com as investigações. O que vai acontecer é que eles param de investigar, e colocam no seu histórico que fui acusada de vandalismo e recebi  a anistia. Continua não sendo justo”, disse Ana Paula, em entrevista ao G1.

Em sua opinião, o mais correto seria isentar de acusação o grupo de 30 pessoas detidas por protestar numa plataforma de petróleo no Ártico. “Recebemos a anistia por um crime que não cometemos. Estou preocupada pelos meus companheiros russos, pois eles terem uma ficha criminal dessa aqui na Rússia, é complicado”.

O britânico Anthony Perrett, primeiro militante do Greenpeace a receber visto russo, mostra seu passaporte com o visto russo. (Foto: AFP Photo/Olga Maltseva) Anthony Perrett foi o primeiro ativista do
Greenpeace a receber visto para deixar a Rússia
(Foto: Olga Maltseva/AFP)

Ana Paula  está afastada dos amigos e familiares há cinco meses – dois meses embarcada no navio Arctic Sunrise e três meses detida em Murmansk e São Petersburgo.

A brasileira diz que, por enquanto, não tem uma nova ação planejada, mas deve voltar a uma embarcação da organização ambientalista tão logo esteja descansada do período que passou presa.

Ana Paula ainda se preocupa com o que acontecerá com o navio que levou os ativistas até a plataforma da empresa Gazprom no extremo norte do globo. “Não temos ideia de quando pretendem devolver o navio. É um processo. Metade  do meu coração fica em Murmansk, pois o barco era nossa casa. Nos últimos cinco anos, vivi uns três anos dentro dele”, calcula.

A bióloga brasileira ainda lamentou que a ação do Greenpeace não impediu a companhia russa de explorar o petróleo na região ártica. “É um ciclo vicioso. As empresas exploram o petróleo, o uso de combustíveis fósseis aquece o planeta, fazendo o gelo do Ártico recuar e permitindo que áreas cada vez mais ao norte sejam exploradas”, disse.

Ativista brasileira Ana Paula Maciel é escoltada por policiais russos (Foto: Evgeny Feldman/AP)Ativista brasileira é escoltada por policiais russos, quando ainda estava detida (Foto: Evgeny Feldman/AP)

Fonte G1

 
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Publicado por em 3 de janeiro de 2014 em Tecnologia

 

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