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Artigo da ‘Science’ aponta avanços e retrocessos do novo Código Florestal

Cerrado em Itirapina (Foto: César Fontenele/EPTV)Cerrado em Itirapina: pesquisadores mostram preocupação com aumento do desmatamento em biomas como o cerrado e a caatinga (Foto: César Fontenele/EPTV)

Uma análise feita por sete pesquisadores brasileiros e um americano publicada na edição desta quinta-feira (25) da revista “Science” afirma que o novo Código Florestal, aprovado em maio de 2012, diminui a área de floresta desmatada ilegalmente que deveria ser restaurada no país em 58%: de 50 milhões de hectares (500 mil km²) para 21 milhões de hectares (210 mil km²). Além disso, diz o texto, a lei permite o desmatamento legal de mais 88 milhões de hectares. Por outro lado, o artigo aponta para avanços ambientais alcançados pela lei, como a possibilidade de comercializar títulos referentes a propriedades que conservam a mata nativa.

A diminuição das áreas que devem ser reflorestadas deve-se à parte do Código que libera da recomposição da mata os pequenos proprietários que tenham praticado desmatamento ilegal antes de 2008. Segundo a lei, enquadram-se na categoria de pequenas propriedades desde terras de 20 hectares no sul do país até propriedades de 440 hectares na Amazônia. Dessa forma, 90% das propriedades rurais brasileira se qualificam para receber o benefício.

“Essas perdas podem ter um grande impacto na conservação da biodiversidade e programas de reflorestamento, especialmente na Mata Atlântica, onde restam apenas de 12% a 16% da cobertura florestal original”, diz o artigo, que tem como autor principal o pesquisador Britaldo Soares-Filho, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Segundo o texto da “Science”, o novo Código também torna especialmente vulneráveis o Cerrado e a Caatinga. Isso porque a lei determina que propriedades que ficam nesses biomas devem manter apenas 20% de reserva legal de mata nativa (na Amazônia, o mínimo é de 80%). Como esses biomas ainda têm grandes áreas de cobertura vegetal, lá existe espaço para ampliação do desmatamento legal.

Avanços
Soares-Filho enfatiza que, embora o novo código tenha apresentado alguns retrocessos, mecanismos introduzidos por ele, como o das cotas de reservas ambientais (CRA), representam avanços.

O sistema permite que propriedades que tenham mata nativa com áreas superiores à reserva florestal determinada pelo código (80% em propriedades na Amazônia e 20% em propriedades em outros biomas) possam vender títulos referentes a esse excedente a propriedades que estejam em dívida ambiental, como forma de compensação. “O grande sonho da conservação é agregar valor à floresta em pé. Hoje, a floresta só tem valor quando é derrubada para a exploração da madeira ou para pastagem”, diz Soares-Filho.

Para os autores do artigo, a alegação por parte de proprietários rurais de que o cumprimento do novo código poderia gerar grande prejuízo ao agronegócio é “infundada”. Levando em conta, por exemplo, os 4,5 milhões de hectares de matas ciliares que devem ser restaurados, apenas 1% está atualmente ocupado por plantações.

“Continuar sabotando o código é um tiro no pé do produtor. A produtividade agrícola depende da estabilidade do clima”, completa Soares-Filho.

Demora
Na opinião de Soares-Filho, um ponto crítico em relação ao Código Florestal é o fato de ele ainda não ter sido regulamentado e colocado em prática, dois anos após sua aprovação. “O texto é difícil de ser interpretado e não há uma diretiva clara do governo sobre quando ele será regulamentado. Isso gerou um impasse: muita gente que estava fazendo a recuperação ambiental paralisou, pois não se sabe mais quais regras seguir.”

Um dos principais entraves que impede que o código seja posto em prática, segundo o pesquisador, é a falta de regulamentação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), sistema que pretende reunir informações sobre todas as propriedades rurais brasileiras. “É preciso desenvolver um sistema transparente, integrado e federal de registro eletrônico das propriedades. Já existem vários sistemas estaduais, mas falta transparência”, diz o pesquisador.

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Publicado por em 29 de abril de 2014 em Tecnologia

 

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Assembleia Constituinte da Tunísia adota 1º artigo e rejeita lei islâmica

Membros do parlamento se reúnem na assembleia do país nesta sexta (3) para discutir a constituição (Foto: Aimen Zine/AP)Membros do parlamento se reúnem na assembleia
do país nesta sexta (3) para discutir a Constituição
(Foto: Aimen Zine/AP)

Os deputados da Assembleia Constituinte da Tunísia aprovaram neste sábado (4) o primeiro artigo da nova Constituição, que estabelece o islã como religião oficial do país, mas rejeitaram emendas nas quais se propunha que o Alcorão seja a “principal” fonte de direito.

“A Tunísia é um Estado livre, independente e soberano. O islã é sua religião, o árabe é sua língua e a República é seu regime. Não é possível modificar este artigo”, diz este texto, fruto de um compromisso entre os islamitas no poder e a oposição laica.

Ao mesmo tempo, os deputados rejeitaram duas propostas de emendas que propunham que o islã, o Alcorão e a suna (as palavras do profeta) fossem “a fonte principal da lei”.

“Adotar o islã como fonte principal da lei outorgará um apoio espiritual a todos os direitos e liberdades”, disse um defensor da lei islâmica, Mohamed Hamdi do pequeno partido Corrente de amor.

“Hoje, vivemos no sistema de lei temporário e estas emendas vão contra a modernidade”, destacou Mahmud Barudi, um deputado laico da Aliança Democrática.

O presidente da Assembleia Nacional Constituinte (ANC), Mustafá Ben Jaafar, suspendeu a sessão depois que o deputado Mongi Rahui, da coalizão de esquerda Frente Popular, levantou-se, exigindo a gritos que fosse dada a palavra a ele.

O processo de adoção da nova Constituição deve terminar antes do dia 14 de janeiro, terceiro aniversário da revolução no país que deu origem à Primavera Árabe.

Se for cumprido o calendário previsto, a Tunísia pode, enfim, sair da crise que paralisa a vida política desde o assassinato, atribuído a jihadistas, do deputado opositor Mohamed Brahmi no dia 25 de julho.

Fonte G1

 
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Publicado por em 10 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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Artigo de luxo, cacho de uva chega a custar mais de R$ 9 mil no Japão

Em lojas gourmet como a “Sun Fruits”, no centro comercial de Midtown, em Tóquio, no Japão, as frutas mais parecem joias.

Cacho de uva da variedade 'Ruby Roman' chega a ser vendido por 400 mil ienes (R$ 9.050) (Foto: Toru Yamanaka/AFP)Cacho de uva da variedade ‘Ruby Roman’ chega a ser vendido por 400 mil ienes (R$ 9.050) (Foto: Toru Yamanaka/AFP)

Um cacho de uva da variedade “Ruby Roman”, cultivada em Ishikawa, chega a ser vendido por 400 mil ienes (R$ 9.050), uma média de 11 mil ienes (quase R$ 250) por grão de uva.

Um melão cantaloupe, perfeitamente esférico e com a casca sem nenhuma marca, sai por 15.750 ienes (R$ 356) a unidade.

As famosas melancias quadradas chegam a custar mais de R$ 400.

Famosas melancias quadradas chegam a custar mais de R$ 400 (Foto: Toru Yamanaka/AFP)Famosas melancias quadradas chegam a custar mais de R$ 400 (Foto: Toru Yamanaka/AFP)

No Japão, dar de presente frutas é uma tradição, e o preço e a qualidade determinam o afeto ou a estima que tem quem presenteia perante seus parentes e colegas de trabalho, por exemplo.

Se as duas partes têm o mesmo status social, os presentes são equivalentes: uma pessoa que presenteia, por exemplo, com uma caixa de cerejas de 4 mil ienes (R$ 90,5) receberá em troca mangas de 5 mil ienes (R$ 113).

Mas, se um japonês quer demostrar para seu chefe que está realmente agradecido por uma promoção, o indicado é comprar um melão cantaloupe de mais de 15 mil ienes.

Melão cantaloupe de 15.750 ienes (R$ 356) é um ótimo presente para o chefe (Foto: Toru Yamanaka/AFP)Melão cantaloupe de 15.750 ienes (R$ 356) é um ótimo presente para o chefe (Foto: Toru Yamanaka/AFP)

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Publicado por em 2 de outubro de 2013 em Tecnologia

 

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Artigo: “Interface humana” é segredo para sucesso do design da Apple

Foco da empresa em criar aparelhos mais simples e fáceis de usar, como iPod, foi responsável pela virada em seu sucesso nos últimos anos.

Uma das chaves para o sucesso da Apple é a insistência da companhia em reduzir opções em nome de uma menor complexidade. As pessoas que chamam de forma negativa os usuários da Apple de “fanboys” atacam a nós e à companhia, dizendo que porque a fabricante escolheu focar em simplicidade, nós e ela também devemos ser simples. Essa é a interpretação errada dos fatos. Em vez disso, o foco da Apple em simplicidade não é sobre reduzir escolhas para fazer produtos “apenas para leigos”; é sobre focar nas parte importantes, em vez disso.

Nos anos 1990, os Macs eram para pessoas velhas e hipsters (na época “hipster” não era um termo que englobava qualquer um com menos de 30). Eles eram legais se você era o tipo artista, ou não conseguia usar um computador de verdade, mas para quem precisava do “trabalho feito”, o Windows era a única solução de verdade.

Ao menos, é claro, que você quisesse controlar seu computador em vez de deixá-lo controlar você. Nesse caso, você queria o Linux e suas intermináveis configurações. Enquanto isso, o Mac tinha seus próprios seguidores devotos, mas a maioria fora desse grupo se recusava a levar a Apple a sério. Não foi o primeiro iMac que chegou e mudou as coisas. Não foi nem mesmo o Mac OS X. Foi o iPod, e mesmo então, nem foi tudo de uma vez.

Música para nossos olhos

O primeiro iPod surgiu em 2001, e em 2005 já era possível ver aqueles fones de ouvido brancos em qualquer lugar (nos EUA). Claro, outras empresas produziam esses music player portáteis – alguns com Wi-Fi, outros com HD maiores. Mas nenhum rival capturava o público (e o dinheiro) como o iPod.

Por que? A resposta fácil é marketing. Esse é o mesmo argumento que costumava ser usado para explicar o sucesso da Microsoft, mas então Bill Gates e sua empresa lançaram o Zune e o mundo coletivamente bocejou. Obviamente que se as vendas fossem diretamente atribuíveis ao marketing, a Microsoft teria destruído o iPod nessa batalha. Apesar dos esforços da empresa criada por Bill Gates, até o Windows não é mais o que costumava ser.

A verdadeira vantagem do iPod era que ele simplesmente era mais fácil de usar. Tinha menos botões, um visual mais agradável, sincronizava com o iTunes, e era o único player do mercado na época que podia reproduzir faixas da iTunes Music Store. O iPod oferecia uma maneira simples para comprar música, gerenciar sua coleção, e ouvir suas músicas favoritas. O que os intermináveis rivais do aparelho da Apple não entenderam na época é que, para derrotar o iPod, você tinha de derrotar a experiência toda, não apenas o aparelho.

Desenvolvimentos no design

Design é uma série de decisões. Deve ser essa ou aquela cor? Qual a primeira coisa que você vê quando faz login? O que acontece quando o usuário clica aqui?

Algumas vezes essas perguntas são muito difíceis de serem respondidas, e a solução fácil é torná-las uma preferência para o usuário decidir. Mas os melhores designers costumam ver essa opção como admissão de fracasso. A Apple não se diferencia dos rivais na beleza estética, mas na sua habilidade e disposição em tomar decisões em interesse dos seus usuários.

Foi fácil pensar em um tocador de músicas como arquivos MP3 em um HD, e assim presentear os usuários com uma estrutura vertical. O que a Apple fez foi “quebrar” o produto não em como a tecnologia funcionava, mas na forma como as pessoas “funcionavam” ao usá-lo. Essa foi a abordagem com o primeiro Macintosh, e pode ser vista no mais recente iPad Mini. Durante os períodos em que a Apple mais teve sucesso, a companhia focou em linhas de produtos criadas e construídas por pessoas dedicadas que se importavam em tomar as decisões corretas.

A comunidade de código aberto por trás do Linux, por exemplo, aparentemente escolhe focar-se em lançar tecnologias importantes para frente. O mundo sempre vai precisar dessa perspectiva, mas a “corrida dos megahertz” acabou, e foi vencida pelas pessoas que só queriam verificar seus e-mails e navegar pela web sem precisar pensar muito no que estavam fazendo.

Enquanto a RIM estava ocupada fazendo BlackBerries que tinham apelo para administradores de rede, as pessoas que realmente precisam usar as coisas estavam saindo e comprando iPhones. Nenhuma surpresa, então, ao ver que o próximo grande passo na tecnologia foi a retirada do teclado e do mouse. O que poderia ser mais humano do que o toque?

O Linux e seu “primo” Android vencem entre os “hobbystas” e os entusiastas por tecnologia ao fornecer opções para tudo. Assim como o desenvolvimento em si, o uso de um aplicativo torna-se um “mapa aberto” de possibilidades. Mas então onde fica a linha entre configuração e programação?

A abordagem da Apple é remover complexidade e fazer escolhas muito antes de o usuário ver o produto. Para alguns, isso é como se o controle estivesse sendo tirado do usuário, e eles acusam a empresa de “emburrecer” seus produtos, dizendo o clichê antigo que os produtos da Apple são para pessoas estúpidas. Para quem prefere tecnologia com um toque humano, a mágica está no que podemos conseguir. Nossas ferramentas são extensões – não reflexões – de nós mesmos.

Estamos nos dias iniciais de um “renascimento” do design. A Apple, com o iPod e tudo que veio depois, provou que produtos simples, atraentes e úteis podem triunfar no mercado. O efeito em terceiros está dramaticamente evidente nas lojas de aplicativos iOS e para Macs, sem mencionar seus rivais – mas também está “espirrando” em locais inesperados. Serviços como Square e Simple estão mudando o mundo das finanças ao focar no lado humano da equação. A Nest iniciou e reinventou o termoestato doméstico. E isso só ficar mais interessante à medida que uma geração de jovens e crianças que cresceu com iPods e iPhones decidir que quer criar coisas para mudar o mundo.

Por décadas, alguns profissionais muito espertos passaram muito tempo e investiram muita energia para fazer as pessoas entenderem a tecnologia. Acontece que o verdadeiro segredo para tornar os computadores utilizáveis é fazê-los desaparecer. Nossa humanidade está finalmente alcançando nossa tecnologia.

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Publicado por em 24 de junho de 2013 em Tecnologia

 

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Artigo: “Interface humana” é segredo para sucesso do design da Apple

Foco da empresa em criar aparelhos mais simples e fáceis de usar, como iPod, foi responsável pela virada em seu sucesso nos últimos anos.

Uma das chaves para o sucesso da Apple é a insistência da companhia em reduzir opções em nome de uma menor complexidade. As pessoas que chamam de forma negativa os usuários da Apple de “fanboys” atacam a nós e à companhia, dizendo que porque a fabricante escolheu focar em simplicidade, nós e ela também devemos ser simples. Essa é a interpretação errada dos fatos. Em vez disso, o foco da Apple em simplicidade não é sobre reduzir escolhas para fazer produtos “apenas para leigos”; é sobre focar nas parte importantes, em vez disso.

Nos anos 1990, os Macs eram para pessoas velhas e hipsters (na época “hipster” não era um termo que englobava qualquer um com menos de 30). Eles eram legais se você era o tipo artista, ou não conseguia usar um computador de verdade, mas para quem precisava do “trabalho feito”, o Windows era a única solução de verdade.

Ao menos, é claro, que você quisesse controlar seu computador em vez de deixá-lo controlar você. Nesse caso, você queria o Linux e suas intermináveis configurações. Enquanto isso, o Mac tinha seus próprios seguidores devotos, mas a maioria fora desse grupo se recusava a levar a Apple a sério. Não foi o primeiro iMac que chegou e mudou as coisas. Não foi nem mesmo o Mac OS X. Foi o iPod, e mesmo então, nem foi tudo de uma vez.

Música para nossos olhos

O primeiro iPod surgiu em 2001, e em 2005 já era possível ver aqueles fones de ouvido brancos em qualquer lugar (nos EUA). Claro, outras empresas produziam esses music player portáteis – alguns com Wi-Fi, outros com HD maiores. Mas nenhum rival capturava o público (e o dinheiro) como o iPod.

Por que? A resposta fácil é marketing. Esse é o mesmo argumento que costumava ser usado para explicar o sucesso da Microsoft, mas então Bill Gates e sua empresa lançaram o Zune e o mundo coletivamente bocejou. Obviamente que se as vendas fossem diretamente atribuíveis ao marketing, a Microsoft teria destruído o iPod nessa batalha. Apesar dos esforços da empresa criada por Bill Gates, até o Windows não é mais o que costumava ser.

A verdadeira vantagem do iPod era que ele simplesmente era mais fácil de usar. Tinha menos botões, um visual mais agradável, sincronizava com o iTunes, e era o único player do mercado na época que podia reproduzir faixas da iTunes Music Store. O iPod oferecia uma maneira simples para comprar música, gerenciar sua coleção, e ouvir suas músicas favoritas. O que os intermináveis rivais do aparelho da Apple não entenderam na época é que, para derrotar o iPod, você tinha de derrotar a experiência toda, não apenas o aparelho.

Desenvolvimentos no design

Design é uma série de decisões. Deve ser essa ou aquela cor? Qual a primeira coisa que você vê quando faz login? O que acontece quando o usuário clica aqui?

Algumas vezes essas perguntas são muito difíceis de serem respondidas, e a solução fácil é torná-las uma preferência para o usuário decidir. Mas os melhores designers costumam ver essa opção como admissão de fracasso. A Apple não se diferencia dos rivais na beleza estética, mas na sua habilidade e disposição em tomar decisões em interesse dos seus usuários.

Foi fácil pensar em um tocador de músicas como arquivos MP3 em um HD, e assim presentear os usuários com uma estrutura vertical. O que a Apple fez foi “quebrar” o produto não em como a tecnologia funcionava, mas na forma como as pessoas “funcionavam” ao usá-lo. Essa foi a abordagem com o primeiro Macintosh, e pode ser vista no mais recente iPad Mini. Durante os períodos em que a Apple mais teve sucesso, a companhia focou em linhas de produtos criadas e construídas por pessoas dedicadas que se importavam em tomar as decisões corretas.

A comunidade de código aberto por trás do Linux, por exemplo, aparentemente escolhe focar-se em lançar tecnologias importantes para frente. O mundo sempre vai precisar dessa perspectiva, mas a “corrida dos megahertz” acabou, e foi vencida pelas pessoas que só queriam verificar seus e-mails e navegar pela web sem precisar pensar muito no que estavam fazendo.

Enquanto a RIM estava ocupada fazendo BlackBerries que tinham apelo para administradores de rede, as pessoas que realmente precisam usar as coisas estavam saindo e comprando iPhones. Nenhuma surpresa, então, ao ver que o próximo grande passo na tecnologia foi a retirada do teclado e do mouse. O que poderia ser mais humano do que o toque?

O Linux e seu “primo” Android vencem entre os “hobbystas” e os entusiastas por tecnologia ao fornecer opções para tudo. Assim como o desenvolvimento em si, o uso de um aplicativo torna-se um “mapa aberto” de possibilidades. Mas então onde fica a linha entre configuração e programação?

A abordagem da Apple é remover complexidade e fazer escolhas muito antes de o usuário ver o produto. Para alguns, isso é como se o controle estivesse sendo tirado do usuário, e eles acusam a empresa de “emburrecer” seus produtos, dizendo o clichê antigo que os produtos da Apple são para pessoas estúpidas. Para quem prefere tecnologia com um toque humano, a mágica está no que podemos conseguir. Nossas ferramentas são extensões – não reflexões – de nós mesmos.

Estamos nos dias iniciais de um “renascimento” do design. A Apple, com o iPod e tudo que veio depois, provou que produtos simples, atraentes e úteis podem triunfar no mercado. O efeito em terceiros está dramaticamente evidente nas lojas de aplicativos iOS e para Macs, sem mencionar seus rivais – mas também está “espirrando” em locais inesperados. Serviços como Square e Simple estão mudando o mundo das finanças ao focar no lado humano da equação. A Nest iniciou e reinventou o termoestato doméstico. E isso só ficar mais interessante à medida que uma geração de jovens e crianças que cresceu com iPods e iPhones decidir que quer criar coisas para mudar o mundo.

Por décadas, alguns profissionais muito espertos passaram muito tempo e investiram muita energia para fazer as pessoas entenderem a tecnologia. Acontece que o verdadeiro segredo para tornar os computadores utilizáveis é fazê-los desaparecer. Nossa humanidade está finalmente alcançando nossa tecnologia.

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Publicado por em 20 de março de 2013 em Tecnologia

 

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