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Argentinos criam app que transforma celular em aparelho auditivo

Aplicativo pode ajudar pessoas de baixa renda e que têm problemas auditivos (Foto: Reprodução/Google)Aplicativo pode ajudar pessoas de baixa renda e que
têm problemas auditivos (Foto: Reprodução/Google)

Um grupo de estudantes de engenharia de Jujuy, extremo norte da Argentina, criou o aplicativo uSound, capaz de transformar o celular em um poderoso aparelho auditivo de baixo custo para pessoas com problemas de audição, uma opção já está disponível para usuários do sistema Android.

“Só uma em cada 40 pessoas com perda auditiva tem acesso ao equipamento médico necessário para mitigar seus problemas”, disse Ezequiel Escobar, de 28 anos, um dos fundadores do uSound, o equipamento que deu origem ao aplicativo homônimo.

A invenção tomou forma junto com seus colegas da Universidade Católica de Santiago del Estero, em sua sede de San Salvador de Jujuy, 1.500 km ao norte de Buenos Aires.

Ao preço de US$ 30 por ano, Escobar e outros cinco estudantes – a maioria alunos de engenharia de sistemas e todos com idades entre 20 e 28 anos – conseguiram com o uSound “emular as funções de um aparelho auditivo que custa entre US$ 500 e US$ 2.000 com um smartphone e fones Bluetooth ou cabo”, contou.

Com o uSound, os jovens participaram da competição internacional Cup da Microsoft e foram selecionados, após a inovação ter sido difundida na mídia local argentina. Atualmente, pode-se baixar o programa gratuitamente e o interessado pode conseguir uma licença sem ter que pagar nada por 30 dias para testar o serviço com todas as suas funções.

O custo do aplicativo é de US$ 2,5 mensais ou US$ 30 anuais e está disponível na Google Store.

Uma invenção para um amigo
A inspiração para a invenção, contou Escobar, foi um colega de faculdade que acabou abandonando a carreira porque não ouvia bem, e quando não conseguia um lugar perto do professor, perdia a aula.

“Com o uSound, por exemplo, uma pessoa hipoacústica pode colocar o celular na mesa do professor e, não importa a que distância esteja, usando fones Bluetooth, pode ouvir perfeitamente”, explicou o jovem empreendedor.

Escobar explicou que durante o período de testes, houve mais de 3.000 downloads de Argentina, Brasil, Espanha e Estados Unidos, entre outros países. O aplicativo também oferece a possibilidade de realizar, preventivamente, uma audiometria com o celular. Depois de realizá-la, o usuário entra no aplicativo e o programa altera automaticamente o nível de audição necessária para o usuário.

O grupo já tem escritórios em Jujuy, capital da província homônima do estado do norte da Argentina, e em Santiago do Chile. Além disso, esperam abrir no começo de 2015 outros na Espanha, aliado à Telefónica, e nos Estados Unidos (Houston ou Vale do Silício).

Especialistas da organização sem fins lucrativos MAH (Mutualidad Argentina de Hipoacúsicos) comemoraram o lançamento deste aplicativo, mas advertiram para a necessidade de que os pacientes tenham acompanhamento e controle médico e evitem a automedicação.

“Ainda não testamos o aplicativo, mas deve-se levar em conta que, segundo a legislação vigente, o uso de próteses auditivas deve ser prescrito por um otorrinolaringologista e a escolha é feita por fonoaudiólogos”, disse Horacio Cristiani, diretor geral da instituição.

O especialista considerou que “é um aplicativo que pode ajudar as pessoas a aproximar os usuários da tecnologia da amplificação a um custo reduzido, sem que se sintam complexados pelo uso de uma prótese”.

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Publicado por em 31 de maio de 2014 em Tecnologia

 

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‘Sumiço’ de Cristina sugere novo estilo e divide argentinos

Presidente costumava fazer discursos diários, mas tem aparecido menos diante das câmeras (Foto: Reuters)Presidente costumava fazer discursos diários, mas tem aparecido menos diante das câmeras (Foto: Reuters)

A presidente Cristina Kirchner retornou à Casa Rosada, a sede da Presidência, na última segunda-feira, após passar quase um mês sem falar à nação e 19 dias de isolamento em sua casa particular em El Calafate, na Patagônia, extremo sul do país.

O sumiço da presidente, que gerou críticas da oposição e de seus críticos, dividiu a opinião dos argentinos e sugere um novo estilo, segundo analistas ouvidos pela BBC Brasil.

A presidente era vista em cerimônias quase diárias, transmitidas ao vivo por diferentes emissoras, e em discursos em redes nacionais de televisão, mas sem permitir perguntas da imprensa.

Cristina também era forte adepta das redes sociais, preferindo emitir anúncios e opiniões em sua conta no Twitter. Ela tem mais de 2,5 milhões seguidores na rede social, mas até o meio desta semana seu último tuíte era de 13 de dezembro do ano passado.

Para analistas e populares, um dos principais fatores que levaram a esta mudança de comportamento é a derrota do candidato do governo na maior província do país (Buenos Aires), na eleição de outubro.

Além disso, logo após o pleito, ela foi submetida a uma cirurgia para a retirada de um hematoma no crânio e passou 47 dias de repouso – fato que contribuiu para os rumores na virada do ano.

Ausência
O analista político Roberto Bacman, do instituto CEOP, que apoiou o governo em eleições anteriores, disse estar ‘surpreso’ com o que chamou de ‘novo estilo’ da presidente.

‘Os Kirchner, Néstor (morto em 2010) e ela, nunca tiraram férias longas. Por isso agora essa atitude dela chamou atenção. Não é que o país esteja sem governo, mas ela esteve ausente, mesmo quando ocorreram fatos fortes como a greve dos policiais, os saques e mortes e durante a onda de calor recorde que afetou a energia elétrica’, disse Bacman.

Para o analista, também ‘causou surpresa’ o fato de a presidente ter colocado um chefe de gabinete ‘tão presente’ e com ‘aparições diárias’.

O governador de Chaco, Jorge Capitanich, nomeado por Cristina para o cargo, fala diariamente com os jornalistas na Casa Rosada, o que antes não ocorria.

Ele se tornou chefe de gabinete na reforma ministerial promovida pela presidente após a eleição legislativa do ano passado.

‘A presidente o empossou, ele passou a cumprir o papel de virtual primeiro-ministro e ela tirou férias. Não acho que a oposição tenha razão ao dizer que existe vazio de poder, porque ela governa, mas surgiram esses fatos novos’, disse Bacman.

O analista econômico Orlando Ferreres disse que existe uma ‘estética da ausência e ninguém sabe porque existe’. Segundo ele, esse silêncio da presidente ‘abre espaço para as especulações e afeta planos de investimentos e pode influenciar o crescimento econômico e a geração de empregos’.

Divisão
Para Bacman, a questão dividiu a população argentina; alguns acham que ‘ela é humana e merece férias’, outros, que não a apoiam, que ‘existe algo estranho por trás da ausência’.

Nas ruas de Buenos Aires na quarta-feira, os eleitores pareciam reforçar essa opinião. ‘Dizem que ela pode renunciar. Será verdade?’, perguntou Alejandra, professora de inglês, que preferiu não ter o sobrenome divulgado.

‘Acho que ela resolveu tirar longas férias depois da derrota do ano passado. E sinceramente pra mim não faz a menor diferença. Estávamos já cansados. Agora, é acostumar e esperar a eleição de 2015’, disse a contadora aposentada Mariel Muñoz, de 63 anos.

Uma funcionária pública que se identificou apenas como Gimena, de 35 anos, disse que votou na presidente na primeira eleição e na reeleição e entende que ‘ela precisava de descanso’.

‘Acho que ela fez e faz muitas coisas boas para o país, mas ficou sentida com o resultado das urnas. Acho que os que não votaram nela queriam um tempo da sua presença e ela entendeu isso e resolveu colocar um chefe de Gabinete (Casa Civil) para falar a nação. Mas quem governa é ela’, disse.

Fonte G1

 
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Publicado por em 10 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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