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Sondagens apontam que 93% dos crimeios votam a favor da separação

A Criméia encerrou às 20h locais as pesquisas de boca de urna sobre o referendo separatista. De acordo com uma enquete divulgada por meios de comunicação russos, 93% dos eleitores optaram pela anexação Rússia.

Fonte G1

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Publicado por em 16 de março de 2014 em Brasil

 

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Pesquisas apontam as diferenças entre o açaí produzido no AM e no PA

A reportagem especial que marca os 13 anos das edições diárias do Globo Rural traz o melhoramento genético do açaí. Há diferenças entre o fruto das palmeiras do Pará e do Amazonas.

A voadeira, uma canoa com motor na popa, navega pelo Rio Solimões em direção às comunidades da região de Manacapuru, no centro-leste do Amazonas, onde há moradores que vivem da extração do açaí. A palmeira que predomina na região é chamada de açaí do Amazonas ou açaí solteiro. A planta da espécie euterpe precatoria é caracterizada por possuir uma única estipe, que é como os pesquisadores chamam o caule.

Alguns frutos caem naturalmente pelo caminho durante o transporte. Sem perceber, os coletores semeiam pés de açaí pela floresta. As mudas que não foram plantadas crescem ao acaso e contribuem para o aumento da quantidade de açaizeiros justamente em áreas aonde há extração do fruto. Os pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), em Manaus, tentam esclarecer as dúvidas dos produtores. O instituto realiza estudos com o objetivo de conhecer melhor a espécie para buscar o aumento da produtividade.

“Eu coleto populações de açaí ao longo do Rio Solimões e vou comparar a genética dessas populações. Essa é a primeira informação a ser gerada para o melhoramento genético. É muito diferente do açaí do Pará”, diz a Poliana Perrut, pesquisadora do INPA.

Na Ilha do Combu, no Pará, é possível encontrar o açai do pará, um tipo de palmeira da espécie euterpe olerácea que não há no Amazonas. A principal característica dos açaizais das regiões de várzea é o que os especialistas chamam de perfilhamento ou brotação. O estipe da palmeira, como é chamado o tronco dessa espécie, multiplica-se rapidamente e dá origem a vários outros estipes na mesma planta.

“Uma característica da palmeira açaí é a presença nesse tipo de solo úmido, solo úmido, hidromófico alagado. A presença de água e a quantidade de matéria orgânica que aqui existe faz com que várias bactérias se associem ao sistema radicular da palmeira formando esse conjunto de bactérias que vão ajudar na oxigenação da planta. Por esse motivo ela cresce intensivamente”, diz o engenheiro florestal Mário Augusto Jardim.

O extrativista Rosivaldo Quaresma, que pertence a uma família de extrativistas no Combu, usa com habilidade a peconha, espécie de corda feita com cordas da palmeira que fica presa aos pés e apoiada no tronco. A peçonha é utilizada facilitar a subida aos cachos. Ele faz a colheita de açaí preto e de açaí branco, que na verdade fica verde quando está maduro. Os açaizeiros rendem 4,5 mil frutos por cacho, também chamado de touceira.

Com tantas palmeiras brotando de uma mesma planta, Rosivaldo Quaresma não tem motivos para reclamar nem na entressafra, período em que extrai o palmito da parte mais alta e nova do açaizeiro. Com um facão, ele corta o caule até chegar a um ingrediente usado em várias receitas. “A gente derruba os palmitos da adulta e os perfilhos ficam dando fruto pra poder continuar a colheita”, diz.

Há 30 anos, a Embrapa realiza estudos de domesticação do açaí do Pará. As pesquisas resultaram em um banco de germoplasma que tem mais de 800 mudas de açaí plantadas numa área de terra firme, em Belém. Depois, foram selecionadas 25 plantas de elite, que deram mais frutos e de melhor qualidade. Os estudos da formação e do material genético da planta melhoraram a produção das sementes, que deram origem a outras duas plantações de açaí.

Os resultados já começaram a surgir. As palmeiras já estão frutificando precocemente, ou seja, um ano e meio mais cedo do que os açaizeiros encontrados na floresta. O próximo passo é verificar em laboratório se esses frutos têm mais polpa e mais antocianina, um corante natural muito benéfico à saúde.

Fonte G1

 
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Publicado por em 9 de outubro de 2013 em Tecnologia

 

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Documentos da NSA apontam Dilma Rousseff como alvo de espionagem

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Documentos classificados como ultrassecretos, que fazem parte de uma apresentação interna da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, obtidos com exclusividade pelo Fantástico, mostram a presidente Dilma Roussef, e o que seriam seus principais assessores, como alvo direto de espionagem da NSA. Um código indica isso.

O jornalista Glenn Greenwald, coautor desta reportagem, foi quem recebeu os papéis das mãos de Edward Snowden – o ex-analista da NSA que deixou os EUA com documentos da agência com a intenção de divulgar o sistema de espionagem americano no mundo.

Glenn afirmou que recebeu o documento na primeira semana de junho, quando esteve com Snowden em Hong Kong. “Ele me deu esses documentos com todos os outros documentos no pacote original.”

O pacote tinha milhares de documento secretos. Glenn analisou esses papéis com Snowden durante uma semana em Hong Kong. Pouco depois, Snowden fugiu para a Rússia, onde passou 38 dias na área de trânsito do aeroporto de Moscou, até ter seu pedido de asilo aceito no país.

Durante a produção, a reportagem conversou com Snowden por um programa de bate-papo protegido contra espionagem. Escondido em algum ponto do território russo, ele disse que por exigência do governo local não pode comentar o conteúdo dos papéis, mas disse que acompanha a repercussão que os documentos estão tendo pelo mundo, inclusive no Brasil.

Fantástico: como é que a gente pode avaliar o documento e saber se foram operações que foram consumadas, e não apenas projetos?

“Ficou muito claro, com esses documentos, que a espionagem já foi feita, porque eles não estão discutindo isso só como alguma coisa que eles estão planejando. Eles estão festejando o sucesso da espionagem”, afirmou Glenn.

Os documentos mostram que foi feita espionagem de comunicações da presidente Dilma com seus principais assessores. Também é espionada a comunicação dos assessores entre eles e com terceiros.

A apresentação secreta se chama “filtragem inteligente de dados: estudo de caso México e Brasil.” Segundo a apresentação, o programa possibilita encontrar, sempre que quiser, uma “agulha no palheiro.”

O palheiro, no caso, é o volume imenso de dados a que a espionagem americana tem acesso todos os dias, espionando as redes de telefonia, internet, servidores de e-mail e redes sociais. A agulha é quem eles escolherem.

No documento, de junho de 2012, são dois alvos: o presidente do México, Enrique Peña Nieto, então candidato líder nas pesquisas para a presidência, e a presidente do Brasil, Dilma Rousseff.

Como funciona
Selecionado o alvo, são monitorados os números de telefone, os e-mails e o IP (a identificação do computador). É feito o mesmo para os interlocutores escolhidos – no caso, assessores.

O que eles chamam de um “pulo” é toda a comunicação entre o alvo e os assessores. Um “pulo e meio” é quando os assessores conversam entre eles. “Dois pulos” é quando eles conversam com outras pessoas.

Investigação de Peña Nieto
Para espionar o então candidato mexicano Peña Nieto, o serviço de segurança internacional da NSA para América Latina – fez uma ação intensiva. Para isso, usou dois programas – um deles é chamado “Mainway” e serve para coletar o grande volume de informações que passa pelas redes de comunicação.

As mensagens de texto por telefone do candidato também foram interceptadas, usando o programa “Association”, que pega as informações que circulam nas redes sociais. Daí, as mensagens vão para outro filtro – o “Dishfire” – que busca por determinadas palavras-chave.

Sob o título “mensagens interessantes”, está a prova de que o conteúdo das mensagens foi acessado. Dois trechos são citados. Num deles, Peña Nieto conta quem seriam alguns de seus ministros – que só tomariam posse seis meses depois da eleição.

Investigação da presidente Dilma
Na sequência, vem a explicação de como foi feita a espionagem da presidente Dilma. “Goal” é o objetivo da operação: “melhorar a compreensão dos métodos de comunicação e dos interlocutores da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e seus principais assessores”.

O que eles chamam de “sementes” são os endereços eletrônicos e números de telefones monitorados.

Um dos programa usados pela NSA é chamado de “DNI selectors” – que segundo outro documento vazado por Snowden, captura tudo o que o usuário faz na internet, incluindo o conteúdo de e-mails e sites visitados.

Um gráfico mostra toda a rede de comunicações da presidente com seus assessores. No gráfico, cada bolinha representa uma pessoa.

A imagem ampliada mostra que legendas ou nomes de quem teve a comunicação interceptada foram apagados para a apresentação.

No documento, não há exemplos de mensagens ou ligações entre a presidente e seus ministros, como aconteceu quando o agora presidente do México foi mencionado.

Mas na última página o documento diz que o método de espionagem usado é “uma filtragem simples e eficiente que permite obter dados que não são disponíveis de outra forma. E que pode ser repetido.” Se pode ser repetido, tudo indica que foi levado a cabo.

Conclui, ainda, dizendo que a união de dois setores da NSA teve sucesso contra alvos de alto escalão: Brasil e México. Alvos importantes, que sabem do perigo de espionagem e protegem sua comunicação. Novamente, se houve sucesso é porque foram exemplos reais.

Comunicações de brasileiros
No mês passado, uma reportagem do jornal “O Globo”, mostrada também no Fantástico, revelou, com documentos vazados por Snowden, que os EUA interceptam milhões de comunicações de brasileiros.

Na ocasião, o embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon, negou que e-mails e telefonemas de cidadãos brasileiros estivessem sendo espionados. Admitiu apenas que eram acessados os chamados metadados (o total de conexões, que passavam pelo Brasil).

Falta de clareza
Não está claro se a interceptação das ligações da presidente Dilma foi feita apenas com acesso às redes de comunicação, ou se houve participação de espiões em território brasileiro.

James Bramford, especialista que escreveu três livros sobre a NSA, falou com o Fantástico, em Washington. Ele diz que a NSA tem espiões nas embaixadas e consulados americanos pelo mundo.

“Temos uma grande embaixada em Brasília e um consulado no Rio de Janeiro. A NSA opera nesses prédios”, afirmou. Antenas nas embaixadas podem interceptar sinais de microondas e telefones celulares, disse Bramford.

Ainda em Hong Kong, quando se encontrou com Glenn Greenwald, Edward Snowden comentou os documentos que envolvem a espionagem à presidente Dilma.

Ele disse o seguinte: “a tática do governo americano desde o 11 de setembro é dizer que tudo é justificado pelo terrorismo, assustando o povo para que aceite essas medidas como necessárias. Mas a maior parte da espionagem que eles fazem não tem nada a ver com segurança nacional, é para obter vantagens injustas sobre outras nações em suas indústrias e comércio em acordos econômicos”.

No mês passado a revista “Época” publicou com exclusividade um documento comprovando que a espionagem americana é também comercial.

Trata-se de uma carta escrita pelo atual embaixador americano no Brasil, Thomas Shannon, em 2009, quando ainda era subsecretário de estado.

Ele agradece à NSA pelas informações repassadas à diplomacia americana antes da 5ª Cúpula das Américas – um encontro entre os chefes de estado do continente para discutir assuntos comerciais e diplomáticos da região.

Na carta, Thomas Shannon escreveu: “mais de 100 relatórios que recebemos da agência nos deram uma compreensão profunda dos planos e intenções dos outros participantes da cúpula e permitiram que nossos diplomatas estivessem bem preparados para aconselhar o presidente Obama em como lidar com questões controversas”.

“Em questões comerciais, saber o que os outros estão pensando antes das reuniões multilaterais é como jogar pôquer sabendo quais as cartas de todos na mesa”, disse Bramford.

Outro documento obtido com exclusividade pelo Fantástico diz que uma divisão inteira da NSA é dedicada à política internacional e atividades comerciais, com um setor encarregado de países da Europa Ocidental, Japão, México e Brasil.

Um terceiro documento ultrassecreto enumera os desafios geopolíticos dos Estados Unidos para os anos de 2014 a 2019. O surgimento do Brasil e da Turquia no cenário global é classificado como risco para a estabilidade regional.

E o Brasil aparece de novo, junto com outros países, como uma dúvida no cenário diplomático americano: nosso país seria amigo, inimigo ou problema? Também são citados Egito, Índia, Irã, Turquia, México.

“Quando o país fica mais independente, mais forte, como o Brasil está (…), competindo com os Estados Unidos, empresas americanas. E por causa disso, o governo americano está pensando diferente sobre o Brasil”, afirmou Glenn.

Fantástico: por que Edward Snowden torna públicos esses documentos?

“Ele me disse: olha, eu acho que a privacidade do norte-americano é muito importante, mas também eu acho que o privacidade dos estrangeiros, das pessoas na América Latina, dos brasileiros, é muito importante também. A importância é igual. E eu não quero proteger somente a privacidade do norte-americano. Eu quero proteger a de todas as pessoas.”

Nesta semana, o jornal americano “Washington Post” publicou o orçamento secreto dos serviços de espionagem americanos, o equivalente a R$ 126 bilhões.

Reação do governo brasileiro
Neste domingo (1º), o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, se reuniu com a presidente Dilma Rousseff para discutir a reação as novas revelações de espionagem do governo americano. O governo brasileiro decidiu tomar três medidas: o Ministério das Relações Exteriores vai chamar o embaixador americano no Brasil, Thomas Shannon, para que ele dê novos esclarecimentos, vai cobrar explicações formais do governo dos Estados Unidos e vai ainda recorrer aos órgãos internacionais, como a ONU, para discutir a violação de direitos de autoridades e cidadãos brasileiros.

“Se forem comprovados esses fatos, nós estamos diante de uma situação que é inadmissível, inaceitável, por que eles qualificam uma clara violência à soberania do nosso país. O Brasil cumpre fielmente com suas obrigações e gostaria que todos os seus parceiros também as cumprissem e respeitassem aquilo que é muito caro para um país que é a sua soberania”, disse Cardozo.

O ministro esteve na semana passada nos Estados Unidos, onde se reuniu com o vice-presidente, Joe Biden. Ele levou a proposta de que as comunicações só sejam acessadas com autorização da Justiça e no caso de investigações criminais. A proposta não foi aceita.

Procuradas, as embaixadas dos Estados Unidos e do México não se manifestaram.

Veja o site do Fantástico

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Publicado por em 2 de setembro de 2013 em Brasil

 

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Documentos da NSA apontam Dilma Rousseff como alvo de espionagem

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Documentos classificados como ultrassecretos, que fazem parte de uma apresentação interna da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, obtidos com exclusividade pelo Fantástico, mostram a presidente Dilma Roussef, e o que seriam seus principais assessores, como alvo direto de espionagem da NSA. Um código indica isso.

O jornalista Glenn Greenwald, coautor desta reportagem, foi quem recebeu os papéis das mãos de Edward Snowden – o ex-analista da NSA que deixou os EUA com documentos da agência com a intenção de divulgar o sistema de espionagem americano no mundo.

Glenn afirmou que recebeu o documento na primeira semana de junho, quando esteve com Snowden em Hong Kong. “Ele me deu esses documentos com todos os outros documentos no pacote original.”

O pacote tinha milhares de documento secretos. Glenn analisou esses papéis com Snowden durante uma semana em Hong Kong. Pouco depois, Snowden fugiu para a Rússia, onde passou 38 dias na área de trânsito do aeroporto de Moscou, até ter seu pedido de asilo aceito no país.

Durante a produção, a reportagem conversou com Snowden por um programa de bate-papo protegido contra espionagem. Escondido em algum ponto do território russo, ele disse que por exigência do governo local não pode comentar o conteúdo dos papéis, mas disse que acompanha a repercussão que os documentos estão tendo pelo mundo, inclusive no Brasil.

Fantástico: como é que a gente pode avaliar o documento e saber se foram operações que foram consumadas, e não apenas projetos?

“Ficou muito claro, com esses documentos, que a espionagem já foi feita, porque eles não estão discutindo isso só como alguma coisa que eles estão planejando. Eles estão festejando o sucesso da espionagem”, afirmou Glenn.

Os documentos mostram que foi feita espionagem de comunicações da presidente Dilma com seus principais assessores. Também é espionada a comunicação dos assessores entre eles e com terceiros.

A apresentação secreta se chama “filtragem inteligente de dados: estudo de caso México e Brasil.” Segundo a apresentação, o programa possibilita encontrar, sempre que quiser, uma “agulha no palheiro.”

O palheiro, no caso, é o volume imenso de dados a que a espionagem americana tem acesso todos os dias, espionando as redes de telefonia, internet, servidores de e-mail e redes sociais. A agulha é quem eles escolherem.

No documento, de junho de 2012, são dois alvos: o presidente do México, Enrique Peña Nieto, então candidato líder nas pesquisas para a presidência, e a presidente do Brasil, Dilma Rousseff.

Como funciona
Selecionado o alvo, são monitorados os números de telefone, os e-mails e o IP (a identificação do computador). É feito o mesmo para os interlocutores escolhidos – no caso, assessores.

O que eles chamam de um “pulo” é toda a comunicação entre o alvo e os assessores. Um “pulo e meio” é quando os assessores conversam entre eles. “Dois pulos” é quando eles conversam com outras pessoas.

Investigação de Peña Nieto
Para espionar o então candidato mexicano Peña Nieto, o serviço de segurança internacional da NSA para América Latina – fez uma ação intensiva. Para isso, usou dois programas – um deles é chamado “Mainway” e serve para coletar o grande volume de informações que passa pelas redes de comunicação.

As mensagens de texto por telefone do candidato também foram interceptadas, usando o programa “Association”, que pega as informações que circulam nas redes sociais. Daí, as mensagens vão para outro filtro – o “Dishfire” – que busca por determinadas palavras-chave.

Sob o título “mensagens interessantes”, está a prova de que o conteúdo das mensagens foi acessado. Dois trechos são citados. Num deles, Peña Nieto conta quem seriam alguns de seus ministros – que só tomariam posse seis meses depois da eleição.

Investigação da presidente Dilma
Na sequência, vem a explicação de como foi feita a espionagem da presidente Dilma. “Goal” é o objetivo da operação: “melhorar a compreensão dos métodos de comunicação e dos interlocutores da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e seus principais assessores”.

O que eles chamam de “sementes” são os endereços eletrônicos e números de telefones monitorados.

Um dos programa usados pela NSA é chamado de “DNI selectors” – que segundo outro documento vazado por Snowden, captura tudo o que o usuário faz na internet, incluindo o conteúdo de e-mails e sites visitados.

Um gráfico mostra toda a rede de comunicações da presidente com seus assessores. No gráfico, cada bolinha representa uma pessoa.

A imagem ampliada mostra que legendas ou nomes de quem teve a comunicação interceptada foram apagados para a apresentação.

No documento, não há exemplos de mensagens ou ligações entre a presidente e seus ministros, como aconteceu quando o agora presidente do México foi mencionado.

Mas na última página o documento diz que o método de espionagem usado é “uma filtragem simples e eficiente que permite obter dados que não são disponíveis de outra forma. E que pode ser repetido.” Se pode ser repetido, tudo indica que foi levado a cabo.

Conclui, ainda, dizendo que a união de dois setores da NSA teve sucesso contra alvos de alto escalão: Brasil e México. Alvos importantes, que sabem do perigo de espionagem e protegem sua comunicação. Novamente, se houve sucesso é porque foram exemplos reais.

Comunicações de brasileiros
No mês passado, uma reportagem do jornal “O Globo”, mostrada também no Fantástico, revelou, com documentos vazados por Snowden, que os EUA interceptam milhões de comunicações de brasileiros.

Na ocasião, o embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon, negou que e-mails e telefonemas de cidadãos brasileiros estivessem sendo espionados. Admitiu apenas que eram acessados os chamados metadados (o total de conexões, que passavam pelo Brasil).

Falta de clareza
Não está claro se a interceptação das ligações da presidente Dilma foi feita apenas com acesso às redes de comunicação, ou se houve participação de espiões em território brasileiro.

James Bramford, especialista que escreveu três livros sobre a NSA, falou com o Fantástico, em Washington. Ele diz que a NSA tem espiões nas embaixadas e consulados americanos pelo mundo.

“Temos uma grande embaixada em Brasília e um consulado no Rio de Janeiro. A NSA opera nesses prédios”, afirmou. Antenas nas embaixadas podem interceptar sinais de microondas e telefones celulares, disse Bramford.

Ainda em Hong Kong, quando se encontrou com Glenn Greenwald, Edward Snowden comentou os documentos que envolvem a espionagem à presidente Dilma.

Ele disse o seguinte: “a tática do governo americano desde o 11 de setembro é dizer que tudo é justificado pelo terrorismo, assustando o povo para que aceite essas medidas como necessárias. Mas a maior parte da espionagem que eles fazem não tem nada a ver com segurança nacional, é para obter vantagens injustas sobre outras nações em suas indústrias e comércio em acordos econômicos”.

No mês passado a revista “Época” publicou com exclusividade um documento comprovando que a espionagem americana é também comercial.

Trata-se de uma carta escrita pelo atual embaixador americano no Brasil, Thomas Shannon, em 2009, quando ainda era subsecretário de estado.

Ele agradece à NSA pelas informações repassadas à diplomacia americana antes da 5ª Cúpula das Américas – um encontro entre os chefes de estado do continente para discutir assuntos comerciais e diplomáticos da região.

Na carta, Thomas Shannon escreveu: “mais de 100 relatórios que recebemos da agência nos deram uma compreensão profunda dos planos e intenções dos outros participantes da cúpula e permitiram que nossos diplomatas estivessem bem preparados para aconselhar o presidente Obama em como lidar com questões controversas”.

“Em questões comerciais, saber o que os outros estão pensando antes das reuniões multilaterais é como jogar pôquer sabendo quais as cartas de todos na mesa”, disse Bramford.

Outro documento obtido com exclusividade pelo Fantástico diz que uma divisão inteira da NSA é dedicada à política internacional e atividades comerciais, com um setor encarregado de países da Europa Ocidental, Japão, México e Brasil.

Um terceiro documento ultrassecreto enumera os desafios geopolíticos dos Estados Unidos para os anos de 2014 a 2019. O surgimento do Brasil e da Turquia no cenário global é classificado como risco para a estabilidade regional.

E o Brasil aparece de novo, junto com outros países, como uma dúvida no cenário diplomático americano: nosso país seria amigo, inimigo ou problema? Também são citados Egito, Índia, Irã, Turquia, México.

“Quando o país fica mais independente, mais forte, como o Brasil está (…), competindo com os Estados Unidos, empresas americanas. E por causa disso, o governo americano está pensando diferente sobre o Brasil”, afirmou Glenn.

Fantástico: por que Edward Snowden torna públicos esses documentos?

“Ele me disse: olha, eu acho que a privacidade do norte-americano é muito importante, mas também eu acho que o privacidade dos estrangeiros, das pessoas na América Latina, dos brasileiros, é muito importante também. A importância é igual. E eu não quero proteger somente a privacidade do norte-americano. Eu quero proteger a de todas as pessoas.”

Nesta semana, o jornal americano “Washington Post” publicou o orçamento secreto dos serviços de espionagem americanos, o equivalente a R$ 126 bilhões.

Reação do governo brasileiro
Neste domingo (1º), o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, se reuniu com a presidente Dilma Rousseff para discutir a reação as novas revelações de espionagem do governo americano. O governo brasileiro decidiu tomar três medidas: o Ministério das Relações Exteriores vai chamar o embaixador americano no Brasil, Thomas Shannon, para que ele dê novos esclarecimentos, vai cobrar explicações formais do governo dos Estados Unidos e vai ainda recorrer aos órgãos internacionais, como a ONU, para discutir a violação de direitos de autoridades e cidadãos brasileiros.

“Se forem comprovados esses fatos, nós estamos diante de uma situação que é inadmissível, inaceitável, por que eles qualificam uma clara violência à soberania do nosso país. O Brasil cumpre fielmente com suas obrigações e gostaria que todos os seus parceiros também as cumprissem e respeitassem aquilo que é muito caro para um país que é a sua soberania”, disse Cardozo.

O ministro esteve na semana passada nos Estados Unidos, onde se reuniu com o vice-presidente, Joe Biden. Ele levou a proposta de que as comunicações só sejam acessadas com autorização da Justiça e no caso de investigações criminais. A proposta não foi aceita.

Procuradas, as embaixadas dos Estados Unidos e do México não se manifestaram.

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Publicado por em 2 de setembro de 2013 em Brasil

 

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iPad mini será um sucesso nas empresas, apontam analistas

Anunciado nesta semana, o novo iPad mini, com 7,9 polegadas, fará sucesso entre os usuários corporativos, preveem analistas do setor. O motivo? Vários. A começar pelo preço de 329 dólares para o modelo com Wi-Fi e 16 GB, tornando-o um dispositivo acessível para profissionais adeptos do modelo do BYOD (traga seu próprio dispositivo).

O iPad mini também pode executar todos os aplicativos desenhados para o iPad 2 na mesma resolução (1024 x 768 pixels). Analistas do mercado observaram que o novo dispositivo da Apple é leve e fino (7,2 mm) e pode ser manuseado com apenas uma das mãos.

Outra razão, talvez a mais importante, é que muitos departamentos de TI já permitem que os trabalhadores usem iPads para tarefas relacionadas ao trabalho. Portanto, trata-se de uma versão atrativa, de baixo custo, menor do que o iPad tradicional e que pode executar aplicativos existentes.

O analista da Forrester Frank Gillett aponta que o iPad mini por ser fino e leve “será um enorme sucesso” no ambiente de trabalho. “E o preço é um grande negócio.” A nova versão, prossegue, abre oportunidades para negócios, e atrai especialmente as mulheres.

Tablets menores, com 7 polegadas, incluindo os da Amazon e da Barnes and Noble têm-se tornado popular entre as mulheres, observa Gillett. Elas podem facilmente guardar dispositivos desse tamanho em uma bolsa, enquanto os homens podem fazer o mesmo em um bolso grande.

Jack Gold, analista da J. Gold Associates, também espera que o iPad mini ganhe popularidade entre os trabalhadores. “Muitos profissionais vão preferir o tamanho menor, e as empresas também vão apreciar o preço”, destaca.

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Uma vez que as aplicações para o dispositivo são compatíveis com o iPad de 9,7 polegadas, “as empresas podem oferecer uma escolha para usuários finais – e usuários finais gostam do fato de poder escolher o dispositivo”, ressalta.

Os tamanhos variados de laptops utilizados pelos profissionais é uma indicação de como eles vão gostar de ter uma escolha também no tamanho do tablet, indica Gold.

Gold observa que a Apple já “tem uma vantagem grande nas empresas”, devido à popularidade dos outros modelos de iPad, o que torna mais difícil para os fabricantes de tablets Android ou Windows ampliarem a participação nesse mercado.

O CEO da Apple, Tim Cook, divulgou nesta semana que a fabricante vendeu cerca de 100 milhões de iPads em 2,5 anos, e que 90% de toda a navegação na web efetuada a partir de tablets é realizada por meio de dispositivos da Apple.

“Atualmente, a Apple domina o mercado de tablets. Por isso, se já era um mercado desafiador para os concorrentes, agora vai ficar ainda mais difícil. Muitos clientes não se importam de pagar uma quantia extra para obter um iPad mini”, relata Julien Blin, analista da Infonetics. Blin acredita que a Apple venderá o novo modelo por 200 dólares ao longo de 2013.

Para os analistas, a Research in Motion adotou a estratégia de incluir a tela de 7 polegadas em seu tablet PlayBook e atraiu especialmente usuários corporativos. Esse dispositivo não tem tido uma trajetória tão bem-sucedida, apesar de o mercado culpar a falta de aplicações disponíveis para uso.

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Carolina Milanesi, analista do instituto de pesquisas Gartner, indica que enquanto o iPad mini não for visto como um dispositivo de produtividade forte para os profissionais, ele vai ser um grande companheiro de usuários de MacBook ou laptops MacBook Air, ambos da Apple.

“Quanto menor o iPad, melhor companhia será para o Air ou até mesmo para usuários  que podem ter um tablet do Windows oferecido pela organização”, acrescenta Carolina.

Fornecedores de gerenciamento de dispositivos móveis também esperam que o iPad mini atraia os olhares das empresas e impulsione o uso de tecnologias de gestão de aparelhos.

Srinivas Krishnamurti, diretor sênior da VMware para soluções móveis, chamou o iPad mini de “um marco importante na tendência em curso de movimentação de usuários de PCs para tablets”. “A VMware espera que ele acelere a adoção de tablets em organizações de todos os tamanhos devido ao seu preço, especialmente atraente para pequenas e médias empresas”, conclui.

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Publicado por em 7 de janeiro de 2013 em Tecnologia

 

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Vírus Stuxnet e Flame têm relação, apontam pesquisadores

Kaspersky Lab afirma que módulo do Flame foi incorporado anteriormente em uma versão do Stuxnet.

Pesquisadores em segurança da empresa de antivírus Kaspersky Lab descobriram uma evidência que o time de desenvolvedores dos vírus-espiões Flame e Stuxnet colaboravam entre si.

Os pesquisadores do Kaspersky determinaram que o Flame – o qual acreditavam ter sido criado em 2008 – e uma versão de 2009 do Stuxnet compartilham um componente que serviu para o mesmo propósito e possuem um código similar.

De volta a outubro de 2010, os pesquisadores do Kaspersky analisaram uma amostra que foi automaticamente classificada pelo sistema da companhia como uma variante do Stuxnet. Naquela época, os pesquisadores identificaram essa comparação como um erro no sistema, porque o código da amostra não tinha nada em comum com o do Stuxnet.

No entanto, depois do Flame ter sido descoberto no fim do mês de maio, analistas do Kaspersky Lab procuraram em seu banco de dados por amostras de malwares que poderiam estar relacionados à nova ameaça e descobriram que aquela amostra detectada como Stuxnet em 2010 era, de fato, um módulo do Flame.

O módulo utiliza o autorun.inf para infectar computadores via USB e explora uma vulnerabilidade de privilégio do sistema para executar o código malicioso e obter todos os privilégios.

Após uma pesquisa aprofundada, analistas do Kaspersky determinaram que o Stuxnet.A – criado no início de 2009 – utiliza o mesmo autorun.inf e a mesma vulnerabilidade para espalhar-se via drive USB. Na verdade, o código fonte responsável por isso é quase idêntico ao que compõe o Flame. “Parece que a plataforma do Flame foi utilizada para iniciar rapidamente a plataforma do Stuxnet”, disse o pesquisador sênior do time de pesquisas e análises globais do Kaspersky Lab, Roel Schouwenberg, durante uma conferência por telefone com a imprensa.

Pesquisadores do Kaspersky já sabiam que o Stuxnet e o Flame se aproveitaram da mesma vulnerabilidade do sistema, mas isso não era uma prova conclusiva de que seus desenvolvedores colaboraram uns com os outros. Schouwenberg afirmou que o exploit poderia ter sido criado por um terceiro time que vendeu o mesmo código a ambos os desenvolvedores.

No entanto, a descoberta sugere que os criadores dos dois malwares de fato compartilharam um código fonte que possui propriedade intelectual, ou seja, normalmente não poderia ser compartilhado entre os dois times. “Nós agora temos 100% de certeza que os grupos que desenvolveram o Flame e o Stuxnet trabalharam juntos”, disse Schouwenberg.

Quando a Microsoft declarou a vulnerabilidade do sistema em 2009 – apenas alguns meses depois da criação do Stuxnet.A – os desenvolvedores do Stuxnet pararam de utilizar o módulo do Flame para propagação e começaram a explorar uma nova vulnerabilidade: a extensão .LNK, utilizada para criar atalhos para arquivos.

Segundo Schouwenberg, essa teoria evidencia outro ponto importante: Flame e Stuxnet foram criados por dois times distintos, mas como parte de duas operações diferentes encomendadas por uma mesma nação-estado. Flame foi provavelmente utilizado para espionagem e o Stuxnet para sabotagem.

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Publicado por em 19 de junho de 2012 em Tecnologia

 

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