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Análise: Papa ainda tem desafio de quebrar resistências dentro da Igreja

Papa Francisco bebe em uma cuia durante audiência na Praça São Pedro no Vaticano, em outubro de 2013. (Foto: Gabriel Bouys/AFP)Papa Francisco bebe em uma cuia durante audiência na Praça São Pedro no Vaticano, em outubro de 2013. (Foto: Gabriel Bouys/AFP)

Jamais a Santa Sé seria a mesma depois daqueles dias surpreendentes, entre os meses de fevereiro e março de 2013. Em Roma, como enviado especial da GloboNews para a cobertura do conclave convocado pelo próprio Papa Bento XVI, foi possível acompanhar uma série de acontecimentos inéditos no Vaticano, que teve início com a decisão de Ratzinger em renunciar ao seu pontificado. Isso não ocorria há seis séculos.

Tão surpreendente quanto a renúncia, foi também a escolha pelos purpurados que se reuniram na Capela Sistina naqueles dias de muito frio e chuva: depois de cinco escrutínios, foi eleito o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, o primeiro papa latino-americano, o primeiro papa jesuíta e o primeiro papa Francisco da história da Igreja.

O gesto revolucionário de Bento XVI abriria espaço para as mudanças que ele não havia conseguido fazer durante os oito anos que ficou à frente da Igreja.

Ao longo do primeiro ano de pontificado, Francisco promoveu profundas transformações dentro e fora dos muros do Vaticano. Em poucos meses, o novo Papa tirou a Igreja da agenda negativa em que vivia: disputa de poder na Cúria Romana, suspeitas de fraude no Banco do Vaticano, vazamento de documentos secretos e escândalos de pedofilia, entre outros problemas. Com seu estilo simples e pastoral, Francisco conquistou as massas, aumentou a frequência nas igrejas e deu novo vigor aos fiéis.

Recentemente, ouvi do cardeal de Aparecida, dom Raymundo Damasceno, presidente da CNBB, uma observação que me chamou atenção para definir o pontificado de Francisco: “As pessoas no tempo do Papa João Paulo II iam à Roma para ver o Papa. No tempo do papa Bento XVI, as pessoas iam para escutar o Papa Bento. E agora as pessoas estão indo à Roma para tocar no Papa Francisco.”

Também começo a perceber esse sentimento em relação ao Papa Francisco. Isso ficou claro na cobertura jornalística da primeira grande aparição internacional do novo papa, no Rio de Janeiro, em julho, durante a Jornada Mundial da Juventude.

Os olhos do mundo estavam em cada gesto e reação de Francisco. E foi durante a visita ao Brasil que o papa concedeu a primeira entrevista exclusiva, que foi ao ar pela Globonews e pelo Fantástico, da Rede Globo (ver vídeo acima).

Na longa conversa que tive com o Papa, ele antecipou as principais diretrizes do pontificado: condenou o luxo e pregou uma Igreja mais simples e acolhedora. “Para mim é fundamental a proximidade da Igreja. Porque a Igreja é mãe. E nem você nem eu conhecemos uma mãe por correspondência. A mãe… dá carinho, toca, beija, ama”, disse o Papa Francisco, numa síntese do seu pensamento.

Em outra longa entrevista, Francisco aprofundou o tema com novos recados para a Igreja. Foram três encontros com o jesuíta italiano Antonio Spadaro. O resultado dessa conversa foi publicado em setembro, na revista “La Civiltà Cattolica”. O texto mostra que Bergoglio não tocará na doutrina da Igreja Católica. Mas sinaliza para uma significativa mudança de tom na Santa Sé. O Papa ressalta que a Igreja não pode ser obcecada por temas morais como a condenação ao aborto, à contracepção e ao casamento entre homossexuais.

Contra o retrato de Super-Homem
A necessidade de mudança não se refletiu apenas no tom, mas também nas ações do novo Papa. Em pouco tempo, Francisco substituiu os titulares de cargos estratégicos na Cúria Romana. Na Congregação do Clero, saiu o cardeal conservador Mauro Piacenza e entrou o cardeal Beniamino Stella. Para a Secretaria de Estado, o papa substituiu o ex-poderoso cardeal Tarcisio Bertone pelo cardeal Pietro Parolin.

Para aprofundar o processo de reforma da Cúria, o governo da Igreja Católica, o Papa Francisco acionou o G-8, como é conhecido o conselho de oito cardeais. Um dos primeiros resultados dos encontros foi a criação de uma comissão para proteger os menores vítimas de abusos sexuais e combater os casos de pedofilia no clero.

Recentemente, ao fazer um balanço de seu primeiro ano de pontificado, Francisco tirou a Igreja das cordas sobre esse tema, ao afirmar em entrevista ao jornal italiano  “Corriere della Sera” que “ninguém tem feito mais na luta contra a pedofilia do que a Igreja Católica, que talvez seja a única instituição pública que atua com transparência e responsabilidade (sobre o assunto)”.

Nesse balanço de seu primeiro ano como Pontífice, Francisco contou ainda que não gosta da “mitologia” criada em torno dele e que considerou ofensivo um Papa ser retratado como um Super-Homem.

Além de levar a vida com extrema simplicidade, Francisco começou a cobrar o exemplo por parte dos integrantes da cúpula da Igreja. Numa decisão surpreendente, determinou o afastamento do bispo alemão Tebartz-Van Elst. Conhecido como “bispo de luxo” por gastar cerca de 35 milhões de euros em uma casa paroquial, ele foi obrigado a deixar a diocese por um período indeterminado.

Em outra atitude inédita, o Papa determinou que fosse enviado às paróquias de todo o mundo um amplo questionário para a preparação da Assembléia de Bispos, o sínodo sobre a família. O questionário de 38 perguntas aborda de forma direta temas-tabu, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, adoção por casais homossexuais e o divórcio.

Contra a redução de católicos
Em apenas um ano, a Igreja avançou em relação ao seu maior desafio atual: estancar a queda no número de católicos praticantes. Algumas pesquisas já apontam esse fenômeno na Europa. O “efeito Francisco” também chegou às redes sociais. Quando assumiu, a conta do Papa no Twitter tinha 2 milhões de seguidores. No fim de outubro, atingiu a marca de 10 milhões de seguidores  – um salto de 400% em sete meses.

Em dezembro, Francisco foi eleito a personalidade do ano pela revista norte-americana “Time”, que ressaltou que o Papa se tornou a voz da consciência e que poucas vezes, um novo ator no cenário mundial captou tanta atenção de maneira tão rápida como fez Francisco.

Mas se de um lado Francisco teve sucesso na estratégia de atrair mais fiéis para a Igreja, por outro, já começa a enfrentar reação de setores mais conservadores, incomodados com as mudanças.

O vaticanista espanhol Juan Arias, do jornal “El País”, registrou em artigo que o Papa levantou o debate sobre a situação dos divorciados na Igreja. Mas que, em seguida, o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, cardeal Ludwing Müller, afirmou em artigo no jornal “Observatório Romano” que não se pode mudar a doutrina católica para readmitir os descasados nos sacramentos. O gesto foi interpretado como uma referencia indireta à posição do Papa. O cardeal Marx, arcebispo de Munique, reagiu e afirmou que Müller não poderia impedir a discussão sobre a comunhão aos divorciados.

Fora da Igreja, também há críticas, como a dos integrantes do Tea Party, grupo americano de extrema direita do Partido Republicano, que chamou Francisco de marxista. O próprio Papa, em entrevista ao jornal italiano “La Stampa”, afirmou não se sentir ofendido em ser chamado de marxista. E defendeu a doutrina social da igreja.

Reforma da Cúria
No primeiro documento escrito exclusivamente pelo novo Papa, Francisco apresentou o plano da maior reforma feita no Vaticano em pelo menos meio século ao propor a descentralização da Igreja. Na Exortação Apostólica intitulada “A Alegria do Evangelho”, Francisco diz preferir uma Igreja ferida e suja, porque esteve nas ruas, a uma Igreja doente por estar confinada e agarrada à sua própria segurança.

Ele condenou o que define como a “globalização da indiferença” e reafirmou a “opção preferencial pelos pobres”. Ao destinar uma parte importante de seu texto à situação mundial, ele criticou o modelo econômico atual.

Em janeiro, o anúncio da primeira lista de criação de cardeais de Francisco foi um claro sinal do que ele deseja para o seu pontificado. Dos 16 purpurados com menos de 80 anos, e que, portanto, podem votar num conclave, apenas quatro ocupam cargos na Cúria Romana e 12 são titulares de arquidioceses espalhadas pelo Mundo.

A nomeação mais surpreendente foi a do monsenhor Chibly Langlois, bispo de Les Cayes: o primeiro cardeal do Haiti. Um forte sinal de que Francisco deve usar o título de cardeal para fortalecer a posição de prelados da Igreja em países periféricos e que enfrentam dificuldades políticas e socais.

Para a América Latina, além do Haiti, o Papa Francisco fez questão de indicar com as primeiras nomeações prelados próximos e de sua confiança, como dom Orani Tempesta, no Rio, e o sucessor dele em Buenos Aires, o arcebispo Mario Aurelio Poli.

Nessa primeira lista, chama atenção a ausência da nomeação de cardeais de sedes tradicionais, como a do patriarcado de Veneza ou do arcebispado de Turim. Ao invés de favorecer nomes da Cúria e da Itália, Francisco aprofundou a estratégia de universalização da Igreja.

Um destaque especial para a lista foi a nomeação de Loris Capovilla, de 98 anos, que foi secretário do Papa João XXIII. Apesar de não poder votar num conclave por causa da idade, a escolha de Capovilla foi uma homenagem e um símbolo de que Francisco quer resgatar a importância do pontificado de João XXIII, responsável por convocar o Concílio Vaticano II.

Esse, talvez, será o grande desafio de Francisco para os próximos anos: abrir caminhos e quebrar resistências em todos os níveis da Igreja Católica para conseguir implementar suas mudanças e retomar o concílio. Para um observador distante, os passos de Francisco podem ser lentos. Mas para os padrões da Santa Sé, a velocidade dessas transformações em tão pouco tempo é algo sem precedentes nas últimas décadas.

Mesmo assim, já é consenso dentro dos muros do Vaticano que muitas das mudanças sugeridas só devem ser adotadas nos futuros pontificados. Afinal, esse é o tempo da Igreja.

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Fonte G1

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Publicado por em 13 de março de 2014 em Brasil

 

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Facebook irá comprar empresa de análise de aplicativos para Android

O Facebook está no processo de aquisição da startup indiana Little Eye Labs, uma empresa que desenvolve ferramentas de monitoramento e análise de desempenho para aplicativos móveis de Android. A rede social espera impulsionar sua tecnologia conforme se foca na crescente receita originada em seu negócio móvel.

Primeiro do Facebook na Índia, o acordo pode aumentar o interesse sobre as startups do país. “A tecnologia da Little Eye Labs nos ajudará a continuar melhorando nossa base de código do Android para programar aplicativos mais eficientes, com melhor desempenho”, disse Subbu Subramanian, gerente de engenharia do Facebook.

Os termos do acordo não foram revelados, mas relatos da mídia sugerem que a transação foi concluída por menos de US$ 15 milhões. Um porta-voz do Facebook disse que a empresa não vai comentar os valores do acordo.

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Publicado por em 10 de janeiro de 2014 em Tecnologia

 

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IBM anuncia suíte para análise de mídias sociais e capacitação de talentos

Tecnologia permite que gestores de marketing e RH utilizem redes sociais para campanhas publicitárias de forma mais estruturada e precisa, afirma a fabricante.

14 de fevereiro de 2013 – 18h15

A IBM quer ajudar líderes de negócios a transformar suas organizações a partir de soluções de social business. Para isso, anuncia serviços e soluções baseados em software e cloud computing. 

A nova suíte, batizada de o IBM Employee Experience Suite, diz a fabricante, permitirá a integração das tecnologias analíticas e de redes sociais da IBM aos processos de negócios de empresas de todos os portes e setores de atuação, que enfrentam o desafio de avaliar e extrair conhecimento dos grandes volumes de dados gerados pelas redes sociais.

De acordo com fabricante, o IBM Employee Experience Suite, também ajuda os líderes de RH a atrair, capacitar e motivar talentos, resolvendo lacunas de qualificação e recursos. A plataforma integra a rede social corporativa da IBM com as soluções de recrutamento, integração, aprendizado e gerenciamento de desempenho da Kenexa, empresa adquirida pela IBM em dezembro de 2012, por 1,3 bilhão de dólares.

“A combinação da Kenexa e IBM contém forte potencial para mudar a forma como RH atrai, retém e treina talentos”, afirma Sidney Sossai, gerente de soluções de colaboração da IBM Brasil.

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Publicado por em 26 de junho de 2013 em Tecnologia

 

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VMware compra plataforma de análise de dados da Pattern Insight

A equipe da tecnologia Log Insight será transferida para a VMware, assim como a tecnologia subjacente ao produto.

A VMware, fabricante de software para virtualização, comprou a ferramenta de análise e gerenciamento de dados da Log Insight, da companhia norte-americana Pattern Insight. O valor da transação não foi divulgado.

Spiros Xanthos, CEO e cofundador da Insight Padrão, disse em um post no blog da empresa que desde a criação da Pattern Insight a missão da empresa é mudar a forma de buscar e analisar grandes quantidades de dados. O Log Insight traduz esse desejo. “Estamos muito entusiasmados com a oportunidade de acelerar a nossa visão e maximizar o impacto da nossa tecnologia com a compra pela VMware”, completou.

De acordo com ele, a VMware é casa perfeita para que Insight Log permaneça na trilha da inovação. A equipe da Log Insight será transferida para a VMware, assim como a tecnologia subjacente ao produto, informam.

Especial - IT Leaders 2011

O ITBOARD materializa a nova plataforma de conversas do Século XXI. Concentra o diálogo sobre tecnologia e inovação movido a tweets de quem está imerso nesses assuntos. ENTRE NA CONVERSA

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Publicado por em 14 de outubro de 2012 em Tecnologia

 

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SAS apresenta soluções de análise de risco e de fraude na Ciab 2012

Empresa apresentará tecnologias para processamento de grandes quantidades de dados.

O SAS, líder de mercado em soluções e serviços de inteligência analítica, estará presente na 22ª edição do Ciab Febraban – Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras, maior evento da América Latina do setor financeiro e da área de tecnologia. Durante o evento, a empresa apresentará suas soluções de análise de risco e prevenção à fraude para processamento de grandes quantidades de dados (Big Data). Realizado pela Febraban, Federação Brasileira de Bancos, o Ciab acontecerá entre os dias 20 e 22 de junho, no Transamérica Expo Center, com o tema “A Sociedade Conectada”.

Entre as principais novidades da empresa, destaca-se o SAS Enterprise Risk, solução de gerenciamento de risco, que recentemente recebeu o prêmio de inovação Risk Management Technology Award, concedido pela The Banker, uma das principais publicações financeiras do mundo. Segundo a revista, a solução do SAS é completa para a realização de análise de risco e cálculos de capital, fornecendo funcionalidade para todos os tipos de operações, bem como gestão de dados e relatórios. Ao implantar a solução SAS, as unidades dos bancos podem calcular medidas de risco independente e separadamente, bem como políticas, modelos e técnicas de agregação correlatas.

Outra solução importante para o setor financeiro visa à prevenção das fraudes. Segundo a Febraban, apenas as perdas por meio eletrônico (Internet Banking) somaram no ano passado R$ 685 milhões, um crescimento de 36% frente 2010. “Os golpes estão cada vez mais elaborados com a profissionalização dos criminosos, tanto os físicos quanto os ataques no mundo virtual. Para combate este cenário, oferecemos uma solução que auxilia as instituições financeiras na identificação de operações fraudulentas por meio de análises de padrões, tendências de comportamento e de relações entre indivíduos, visando chegar até à rede de criminosos”, explica Cassio Pantaleoni, diretor comercial do SAS para a região Brasil-Sul e responsável pelo setor de finanças.

Para reforçar essas áreas, o SAS contratou recentemente dois profissionais dos mercados financeiros e de seguros para liderarem os projetos de gestão de risco e prevenção de fraudes. “O Moises Santos se juntou ao SAS como especialista de soluções de risco agora em junho e o Ricardo Saponara, nosso especialista em fraude, está conosco desde maio desse ano. Ambos acumularam conhecimento de anos em seus respectivos setores e trabalharam em empresas como HSBC, Redecard, Unibanco AIG e Assurant, por exemplo. Contamos com a ajuda e experiências deles para crescer no mercado financeiro nessas duas áreas críticas”, afirma Pantaleoni.

No Brasil, o SAS conta com dois projetos em andamento para gestão de risco, com a Sicredi e o Banco do Brasil. Já na área de detecção e prevenção a fraudes, a empresa tem importantes projetos globais no segmento financeiro. O HSBC, por exemplo, confia no SAS para a detecção de transações fraudulentas de cartão de crédito em tempo real na América do Norte, Europa e Ásia (http://www.sas.com/success/HSBC.html). Além disso, dez dos 12 maiores bancos do País utilizam o SAS para diversas aplicações, tais como gerenciamento de dados, análises estatísticas, modelagens de crédito e de comportamento de clientes, gestão de riscos e detecção de processos impróprios e fraudulentos.

Por fim, a empresa apresentará ainda suas soluções de High-Performance Analytics (HPA), que estão transformando as relações das empresas com seus dados. “Ao utilizar essa nova tecnologia, os bancos podem analisar, em minutos, vários cenários hipotéticos usando a totalidade de seus dados, e não apenas com amostras. A análise de alta performance também contribui para que eles resolvam problemas rapidamente, pois elimina as barreiras tecnológicas impostas pela limitação do processamento de alta quantidade de dados”, explica o diretor comercial do SAS Brasil.

Material distribuído por SAS. A Computerworld não se responsabiliza pelas informações contidas nos releases.

Confira mais releases sobre o Ciab 2012

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Publicado por em 2 de julho de 2012 em Tecnologia

 

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Uma análise do cloud computing

Por Paulo Sartori

Muitos são os questionamentos sobre segurança em Cloud Computing. Temos de fazer uma análise mais aprofundada. O serviço não é mais algo novo, já que é uma realidade entre as empresas e veio para ficar. A Nuvem é utilizada, inclusive, por vários usuários de Internet que, em muitos casos, nem sabem que a estão usando.

Um estudo da empresa de pesquisas de mercado The NDP Group mostrou que apenas 22% dos consumidores norte-americanos estão familiarizados com o termo Cloud Computing. Usuários de Google, Gmail, ITunes e Facebook em qualquer país do mundo, por exemplo, podem não saber, mas utilizam o Cloud Computing para armazenamento e compartilhamento de seus dados.

Também precisamos entender que o Cloud Computing não está aumentando os riscos à segurança dos dados das pessoas e das empresas. Está, sim, modificando a maneira dos dados serem trabalhados, permitindo inúmeros benefícios aos usuários, como redução do custo de processamento e armazenamento de dados e a maior rapidez no acesso e compartilhamento dessas informações.

Ao falarmos sobre segurança da informação em cloud, temos de saber diferenciar o Cloud Computing público do privado, assim como o tratamento que cada empresa precisa assegurar em relação às informações que serão armazenadas na Nuvem. No Cloud privado, os níveis de segurança podem ser facilmente adequados às práticas e às necessidades de cada companhia, correspondendo a responsabilidade de zelar por esse ambiente.

Já no Cloud público, a política de segurança depende dos procedimentos e dos processos adotados pelo provedor, bem como dos equipamentos e sistemas específicos utilizados para esse fim. Normalmente, os diversos usuários compartilham de algumas funcionalidades de segurança predefinidas, além de um ou mais aplicativos ao mesmo tempo.

Ainda existe a modalidade de Cloud híbrido, que permite a ligação de recursos de origens privadas e públicas, visando a movimentação de cargas de trabalho entre elas para atender a picos de utilização. Nesse caso, a principal indicação é buscar provedores que sigam rigorosas práticas de segurança, o que pode ser verificado por meio de certificados que o provedor possui nessa área.

Por isso, avaliar a real necessidade da empresa e buscar o provedor mais adequado são questões extremamente importantes quando houver interesse na utilização de serviços de Cloud Computing. Os contratos devem constar o nível de comprometimento e atendimento aos requisitos de segurança, tanto para os aplicativos como para os equipamentos, além dos tradicionais Acordos de Nível de Serviço (SLA).

O Cloud Computing, devido à sua arquitetura, constitui-se em um dos recursos mais seguros de TI. Conta com camadas de segurança que vão além dos conhecidos firewalls, como, por exemplo, o Hypervisor, responsável por fornecer recursos de máquina física para as virtuais e segurança física, além de sofisticados sistemas de segurança cibernética que vários provedores de serviços em nuvem já agregam aos serviços.

Profissionais da área de TI, cada vez mais atuando como um Broker interno, vem identificando diariamente a necessidade de um maior poder e agilidade na computação e na gestão operacional por parte de outros setores das empresas. É isso que tem favorecido o ritmo acelerado para a migração corporativa para o Cloud.

Estudo apresentado pelo Gartner, instituto de pesquisa, sinaliza essa tendência ao mostrar que quase um terço das organizações entrevistadas disse que já usa ou tem a intenção de usar ofertas de software-as-a-service (SaaS) em Cloud para aumentarem a capacidade e a produtividade de suas atividades em Business Intelligence (BI).

O Cloud, portanto, deve ser escolhido não somente pela redução de custos, mas principalmente pela velocidade e flexibilidade das empresas no processo de inovação e criação de novos produtos e serviços com o auxílio de TI. O resultado final é que, a passos largos, o Cloud Computing está quebrando barreiras e aumentando a aceitação no mercado em todos os seus segmentos.

*Paulo Sartori é gerente de Produto e Marketing da Terremark no Brasil

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Publicado por em 29 de junho de 2012 em Tecnologia

 

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