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Fome é arma de guerra para exército sírio, diz Anistia Internacional

O exército sírio utiliza a fome como arma de guerra, em particular no campo de refugiados palestinos de Yarmuk, em Damasco, denunciou a Anistia Internacional (AI) em um relatório publicado nesta segunda-feira.

Quase 200 pessoas morreram no local devido às privações, das quais 128 de fome, desde que o exército sírio reforçou seu cerco, em julho de 2013, sitiando e impedindo a entrada de alimentos e medicamentos para milhares de civis, segundo a AI.

“A vida em Yarmuk se tornou cada vez mais insuportável para os civis que, desesperados, morrem de fome, presos em um ciclo de sofrimentos sem saída possível”, denunciou em um comunicado Philip Luther, responsável da AI para o Oriente Médio.

O campo de Yarmuk é “o mais mortífero de uma série de bloqueios armados em outras zonas civis, impostos pelas forças armadas sírias ou por grupos armados da oposição a 250 mil  pessoas através de todo o país”, acrescenta a ONG.

Multidão de moradores do bairro al-Yarmouk, transformado em campo de refugiados no sul de Damasco, aguardam a distribuição de alimentos pela agência UNRWA, da ONU. Os residentes se encontram encurralados no bairro há 8 meses devido à guerra na capital. (Foto: Reuters/UNRWA)Multidão de moradores do bairro al-Yarmouk, transformado em campo de refugiados no sul de Damasco, aguardam a distribuição de alimentos pela agência UNRWA, da ONU. Os residentes se encontram encurralados no bairro há 8 meses devido à guerra na capital. (Foto: Reuters/UNRWA)

O exército sírio sitia Yarmuk, no sul de Damasco, para tentar desalojar combatentes rebeldes, e assim converteu este bairro de 170 mil habitantes, com uma intensa vida comercial e cultural, em um campo de batalha no qual 20 mil civis seguem presos, segundo a agência da ONU encarregada da ajuda a refugiados palestinos (UNWRA).

Segundo a Anistia Internacional, as forças governamentais bombardeiam regularmente os edifícios civis em Yarmuk, o que constitui um crime de guerra.

Ao menos 60% dos civis bloqueados neste acampamento estão desnutridos, e comeram apenas umas poucas frutas e verduras em meses.

“As forças sírias cometem crimes de guerra utilizando a fome dos civis como uma arma de guerra”, insiste Luther, apontando “testemunhos de famílias que foram obrigadas a comer seus gatos e cachorros, e de civis baleados por franco-atiradores quando saíam para buscar comida”.

Entre os mortos, 18 são crianças e bebês, e os hospitais não possuem o material mais básico, a ponto de alguns terem precisado fechar, segundo a AI.

Há três anos na Síria havia oficialmente 500 mil refugiados palestinos. A metade deles foi deslocado devido ao conflito bélico.

Fonte G1

 
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Publicado por em 11 de março de 2014 em Brasil

 

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Presidente da Ucrânia revoga leis antiprotestos e anistia detidos

O presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, promulgou nesta sexta-feira (31) a revogação das leis repressivas que causaram os distúrbios em Kiev da semana passada e a anistia condicionada para os detidos durante os protestos dos últimos dois meses.

A anistia, que pode deixar em liberdade a maioria dos detidos desde 21 de novembro, quando começaram os grandes protestos em toda a Ucrânia, entrará em vigor apenas quando os ativistas opositores desocuparem todos os edifícios administrativos que tomaram desde então.

A oposição descarta essa condição.

O presidente Yanukovich é pressionado pela oposição, favorável à integração do país com a União Europeia.

Fonte G1

 
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Publicado por em 3 de fevereiro de 2014 em Brasil

 

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Anistia Internacional pede que Egito liberte jornalistas da ‘Al Jazeera’

A Anistia Internacional (AI) pediu ao Egito nesta quinta-feira (30) a ‘libertação imediata e incondicional’ de três jornalistas do canal catariano ‘Al Jazeera’, entre eles o australiano Peter Greste, acusados de divulgar notícias ‘falsas’ para servir aos interesses da Irmandade Muçulmana.

A Anistia Internacional considera que os três jornalistas são ‘prisioneiros de consciência e foram detidos unicamente pelo exercício pacífico de seu direito à liberdade de expressão’, segundo um comunicado de imprensa divulgado por sua filial na Austrália.

Greste foi detido no dia 29 de dezembro, junto com o egípcio de cidadania canadense Mohammed Fahmy e o egípcio Baher Mohammed, por supostamente divulgar, sob as ordens da ‘Al Jazeera’, notícias falsas sobre o Egito para apresentá-lo como um país em guerra civil, servindo aos interesses da Irmandade Muçulmana.

Ontem, a Procuradoria-Geral do Egito ordenou que um tribunal penal julgue 20 jornalistas, entre eles Greste, indiciados pela divulgação de notícias ‘falsas’ sobre o país e por incitação contra o povo egípcio, entre outras acusações.

A família do jornalista australiano, de 48 anos, disse que as últimas quatro semanas foram as ‘mais difíceis de suas vidas’ já que temem que Greste fique detido por dois anos sem passar por um tribunal de justiça e qualificaram a prisão de ‘vergonhosa e abusiva’.

‘Nossa liberdade e mais importante a liberdade de imprensa aqui (no Egito) não será concretizada sem a pressão forte e sustentada dos grupos de defesa dos direitos humanos e da sociedade civil, dos indivíduos e dos governos’, garantiu Peter Greste em uma carta divulgada no domingo.

A Procuradoria-Geral informou que os correspondentes estrangeiros detidos serão processados por ‘criar e financiar uma rede de informação composta de 20 pessoas, entre egípcios e estrangeiros, para esses fins’.

A promotoria considerou que os outros 16 jornalistas egípcios pertencem a um ‘grupo terrorista’ – em referência indireta à Irmandade Muçulmana – que pretende ‘violar as leis, impedir o funcionamento das instituições, atentar contra as liberdades individuais, prejudicar a união nacional e a paz social, e adotar o terrorismo como meio para conseguir seus objetivos’.

A AI alertou que se forem declarados culpados pelas autoridades egípcias, os jornalistas podem enfrentar penas que podem variar de três anos até a prisão perpétua.

‘A decisão ontem do procurador-geral (Hisham Barakat) de ordenar que vários jornalistas sejam julgados por acusações relacionadas com supostas atividades terroristas representa um duro golpe contra a liberdade de imprensa’, disse o secretário-geral da AI, Salil Shetty no comunicado.

Shetty expressou seu medo de que as acusações contra os jornalistas sejam uma tentativa de punir a linha editorial da ‘Al Jazeera’ e lembrou que com a proximidade das eleições é essencial que se exerça a liberdade de imprensa.

O governo da Austrália expressou ‘diretamente’ sua preocupação pela situação de Greste ao Executivo egípcio e afirmou que fornecerá assistência consular ao jornalista e sua família, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores australiano à emissora de TV ‘ABC’.

Fonte G1

 
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Publicado por em 30 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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Madonna apresentará Pussy Riot em show da Anistia Internacional em NY

Maria Alyokhinafor e Nadezhda Tolokonnikova posam para foto em Cingapura (Foto: Mohd Fyrol/AFP)Maria Alyokhinafor e Nadezhda Tolokonnikova,
integrantes da Pussy Riot (Foto: Mohd Fyrol/AFP)

A cantora Madonna afirmou nesta quarta-feira (29) que irá levar ao palco duas integrantes da banda punk russa Pussy Riot, que estavam presas, durante um show da Anistia Internacional em Nova York na próxima semana, chamando a dupla de “companheiras combatentes da liberdade”.

Maria Alyokhina, de 25 anos, e Nadezhda Tolokonnikova, de 24 anos, vão falar no concerto organizado pelo grupo de direitos humanos em 5 de fevereiro, sua primeira viagem a Nova York desde dezembro, quando receberam anistia do presidente russo, Vladimir Putin.

Elas se tornaram conhecidas internacionalmente e símbolos de campanhas de direitos humanos depois de ficaram presas na Rússia por quase dois anos.

“Estou honrada em apresentar as minhas companheiras combatentes da liberdade Masha e Nadya (diminutivos de Maria e Nadezhda, em russo) da Pussy Riot. Eu admiro a coragem delas e apoio seu comprometimento e os sacrifícios que fizeram em nome da liberdade de expressão e dos direitos humanos”, disse Madonna em comunicado, depois de postar a notícia em sua página do Facebook.

A Anistia Internacinal havia anunciado no início deste mês que a dupla, condenada em 2012 por vandalismo motivado por ódio religioso após invadirem a maior catedral de Moscou e rogarem à Virgem Maria que livrasse a Rússia de Putin, irá participar do evento.

Uma terceira integrante da banda, Yekaterina Samutsevich, foi libertada depois da suspensão de sua sentença por um recurso.

As bandas de rock alternativo Imagine Dragons e the Flaming Lips, além da cantora de R&B Lauryn Hill, vão se apresentar no concerto “Trazendo os Direitos Humanos para Casa” que ocorrerá no Brooklyn.

O evento irá retomar uma série de concertos globais que a Anistia Internacional, ganhadora de um Nobel da Paz, iniciou há 25 anos, com grandes nomes do rock como U2, Bruce Springsteen, Sting e Lou Reed.

Fonte G1

 
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Publicado por em 30 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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Parlamento ucraniano adota lei de anistia; oposição se abstém

O Parlamento ucraniano adotou nesta quarta-feira (29) uma lei de anistia para os manifestantes detidos durante os confrontos com a polícia, mas apresentou condições rejeitadas pela oposição, que se absteve.

Após várias horas de negociações, o texto foi aprovado por 232 deputados, dos 416 presentes, sob os gritos de protesto dos parlamentares da oposição, e a sessão foi suspensa.

A onda de manifestações na Ucrânia teve início depois que o governo desistiu de assinar, em 21 de novembro de 2013, um acordo de livre-comércio e associação política com a União Europeia, alegando que decidiu buscar relações comerciais mais próximas com a Rússia.

A lei estabelece como condição prévia para a libertação dos detidos que os opositores se retirem dos prédios que ocupam em Kiev há semanas.

O líder do partido nacionalista Svoboda (‘Liberdade’), Oleg Tyagnybok, condenou a lei e comparou os opositores detidos a ‘reféns’ porque não serão libertados até que os edifícios sejam desocupados.

‘Com esta lei, as autoridades admitiram que mantêm reféns em seu poder, como se elas fossem terroristas, e, com isso, podem negociar com eles’, disse Tyagnybok citado pela agência ucraniana Interfax.

O Parlamento, onde o Partido das Regiões, do presidente Viktor Yanukovitch tem maioria, estava reunido desde terça-feira em uma sessão extraordinária para tentar acabar com a crise atravessada pelo país e que, na terça, levou à renúncia do governo.

Yanukovich compareceu ao Parlamento para apoiar a lei.

Merkel pede que Putin apoie diálogo

Mas a insatisfação dos opositores não deve reduzir o impasse na Ucrânia.

Mais cedo, europeus e o governo russo – em lados opostos nesta crise -, esforçavam-se para ajudar a resolvê-la. Mas houve apenas repreensões de lado a lado.

Depois de uma conversa por telefone com Vladimir Putin, a chanceler alemã, Angela Merkel, pediu que o presidente russo colabore com um diálogo construtivo.

Já Putin alertou para ‘qualquer ingerência’ nos assuntos internos da Ucrânia, algo considerado por ele inadmissível. Putin também deixou claro que vai ‘aguardar a formação do novo governo ucraniano’ para se assegurar de que há como levar adiante os acordos concluídos em dezembro sobre uma ajuda de 15 bilhões de dólares.

A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, em viagem a Kiev nesta quarta, declarou que ‘a violência e as intimidações, de onde quer que venham, devem cessar’. Ela acrescentou aos jornalistas, na saída de um encontro com o presidente Viktor Yanukovitch, que as conversas entre o poder e os opositores deveriam ser ‘um verdadeiro diálogo’.

Catherine Ashton, que deve se reunir com os líderes da oposição, chegou na noite de terça-feira a Kiev ao final de uma reunião em Bruxelas entre a UE e a Rússia.

Vladimir Putin já havia pedido nessa ocasião aos europeus que não interviessem nos assuntos ucranianos.

Ucrânia ‘à beira da guerra civil’ Em declarações feitas durante a manhã diante dos deputados na retomada dos trabalhos parlamentares, Leonid Kravtchuk, primeiro presidente da Ucrânia depois da independência em 1991, ressaltou que seu país estava ‘à beira da guerra civil’.

Em seguida, ele pediu a adoção de ‘um plano de solução para o conflito’, sendo longamente aplaudido pela assembleia.

‘A oposição e o poder mantêm o diálogo para sair da crise (…). O governo, por sua vez, está preparado para garantir as condições necessárias para a estabilização nacional’, declarou o chefe interino de governo, Serguei Arbuzov.

Foi a primeira reunião do governo, encarregado de administrar os assuntos correntes, desde a demissão, na terça, do primeiro-ministro, Nikola Azarov, e todo seu gabinete.

Naquele dia, o poder havia feito um outro gesto de abertura com a revogação das leis de 16 de janeiro que reprimiam quase toda forma de manifestação. Elas levaram à radicalização dos protestos.

A incerteza ainda reinava nesta quarta quanto às consequências dessas concessões sobre o movimento de contestação.

‘A renúncia de Yanukovitch seria uma medida lógica’, declarou o ex-boxeador Vitali Klitschko, um dos líderes da oposição, propondo que os problemas sejam resolvidos ‘um a um’.

Mas, para o diretor da Inteligência americana (DNI), James Clapper, Viktor Yanukovitch tem a ‘firme intenção de se manter no poder’ e, ‘provavelmente, recorrerá à intimidação e a meios extra-legais’ para assegurar sua reeleição em 2015.

Fonte G1

 
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Publicado por em 30 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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