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América Latina tem 17 vezes mais mortes por raios que Europa e EUA

Cerca de 50 milhões de raios atingem o Brasil anualmente (Foto: AP/BBC)Cerca de 50 milhões de raios atingem o Brasil anualmente (Foto: AP/BBC)

A incidência de mortes por raios na América Latina é 17 vezes maior do que na Europa e nos Estados Unidos. Nos últimos anos, as descargas elétricas mataram, em média, 1,7 pessoa por milhão de habitante na América Latina contra 0,1 por milhão de habitante nos países desenvolvidos.

Os dados, obtidos com exclusividade pela BBC Brasil, fazem parte de um levantamento inédito realizado pelo Elat (Grupo de Eletricidade Atmosférica), ligado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

A pesquisa foi feita com base em informações obtidas junto a governos de dez países latino-americanos, assim como estudos científicos e outras notícias veiculadas na imprensa, informa o Elat.

O Brasil lidera o número de mortes em números absolutos, por ser o país mais populoso e por receber a maior quantidade de raios (50 milhões por ano, em média). Já Cuba e Panamá possuem o maior número proporcional de óbitos provocados pelo fenômeno natural, devido à grande densidade de descargas elétricas e a baixa infraestrutura.

‘Em geral, os dados revelam que as mortes por raios são muito mais frequentes na América Latina do que em países desenvolvidos, como Estados Unidos ou mesmo Europa, que também registram uma grande quantidade de raios’, disse à BBC Brasil Osmar Pinto Junior, coordenador do Elat.

Apesar de alguns países não fornecerem detalhes das circunstâncias das mortes por raios, chama a atenção dos pesquisadores a quantidade de fatalidades que ocorre dentro de casa no Brasil (20%) e na Colômbia (35%). Em países desenvolvidos, esse índice é de 1%.

‘Isso mostra que há uma carência de infraestrutura aqui e nos nossos vizinhos. As redes elétricas e telefônicas ainda são bem menos protegidas’, explicou Pinto Junior.

‘Além disso, as pessoas têm pouco acesso à informação sobre como se proteger contra descargas e a previsão sobre a ocorrência desse fenômeno no continente ainda é, muita vezes, imprecisa.’

‘Por causa disso, muitas pessoas simplesmente não dão a devida importância a cuidados básicos, como, por exemplo, evitar áreas abertas em dias com tempestades de raios’, acrescentou.

Brasil
País onde caem mais raios por ano (cerca de 50 milhões), o Brasil registrou no ano passado, pela primeira vez, o menor número de mortes provocadas por descargas elétricas. Foram 79 óbitos no total, o menor patamar da série histórica iniciada pelo Elat em 2000.

O Pará liderou o ranking, com dez mortes, seguido por Amazonas (nove), Maranhão (oito), São Paulo (sete), Minas Gerais e Mato Grosso, cada um com seis casos. O pico foi em 2001, quando foram registradas 193 mortes. Desde 2000, 1.680 pessoas morreram por causa de descargas elétricas no país.

Para Pinto Junior, a queda no número de mortes por raios em 2013 não está relacionada à redução da intensidade do fenômeno natural. O que tem feito a diferença, segundo o pesquisador, é a mudança de comportamento. ‘Desde que iniciamos o levantamento, há 14 anos, percebo que as pessoas estão mais informadas. Mesmo assim, ainda há um longo caminho a percorrer’, disse.

Ele prevê para 2014 uma nova diminuição na quantidade de óbitos relacionados a raios, devido ao verão atípico, sobretudo no Estado de São Paulo, campeão brasileiro de mortes por descargas elétricas e cuja capital registra a maior intensidade do fenômeno natural (cerca de 20 mil por ano). ‘Um sistema de alta pressão levou a temperatura a bater recorde na cidade de São Paulo e impediu a formação de chuvas neste verão’, afirmou.

Segundo o pesquisador, o verão 2013-2014 no Estado de São Paulo registrou 434 mil raios, frente aos 912 mil contabilizados no mesmo período (dezembro a março) durante temporada 2012-2013. ‘Presumo que, com menos descargas elétricas, o número de óbitos possa cair novamente neste ano’, concluiu.

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Publicado por em 30 de abril de 2014 em Tecnologia

 

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FHC e ex-presidentes da América Latina assinam carta sobre Venezuela

Uma carta conjunta assinada por quatro ex-presidentes latino-americanos foi divulgada nesta quinta-feira (6) criticando a condução da crise política pelo governo venezuelano.

O documento, assinado pelo expresidente da Costa Rica Oscar Arias Sánchez, pelo ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso, por Ricardo Lagos, ex-presidente do Chile e por Alejandro Toledo, ex-presidente do Peru, diz que as manifestações estudants contra o governo “têm sido objeto de uma repressão desmedida por parte das forças de segurança e de ataques por parte de grupos armados ilegais” e que “estes fatos estão na origem de uma alarmante escalada de violência e de uma rápida deterioração da situação dos direitos humanos no país.”

Manifestantes que pedem mudanças e outros que exigem a renúncia do presidente Nicolás Maduro têm realizado protestos e montado barricadas há semanas, resultando em confrontos com as forças de segurança e com apoiadores do governo. Ao menos 20 pessoas morreram.

Leia a íntegra do texto:

“Nós, abaixo assinados, Oscar Arias Sánchez, Fernando Henrique Cardoso, Ricardo Lagos e Alejandro Toledo, concordamos em formular a seguinte declaração conjunta:

Temos observado com preocupação e alarma os acontecimentos que vêm ocorrendo na Venezuela durante as últimas semanas. Manifestações estudantis de protesto pacífico contra as políticas do governo, fato normal em qualquer sociedade democrática, têm sido objeto de uma repressão desmedida por parte das forças de segurança e de ataques por parte de grupos armados ilegais que alguns meios de comunicações vinculam com partidos políticos no governo.

Estes fatos estão na origem de uma alarmante escalada de violência e de uma rápida deterioração da situação dos direitos humanos no país.

A violência já custou a vida de várias pessoas atingidas por balas; estudantes presos declararam publicamente terem sido submetidos a torturas e tratamento desumanos e degradantes por parte das autoridades; a imprensa independente tem sido perseguida e dificuldades foram criadas para impedir que os meios de comunicação informem sobre os acontecimentos, incluindo a retirada do ar de um canal internacional de televisão e ameaças de fazer o mesmo com outro, agressões físicas a jornalistas e limitações à aquisição de papel para a imprensa escrita.

Além disso, o protesto cívico e da oposição democrática tem sido criminalizado. Numerosos estudantes presos estão sob a ameaça de processos penais; o senhor Leopoldo López, líder de um partido de oposição, foi sumariamente privado de liberdade e acusado, por motivos políticos, de diversos delitos. Outros líderes democráticos também têm sido submetidos a perseguições judiciais por razões políticas.

Condenamos estes fatos e instamos o Governo venezuelano e todos os partidos e atores políticos a estabelecer um debate construtivo no marco de referência dos princípios democráticos universalmente reconhecidos, tal como definidos na Carta Democrática Interamericana.

Fazemos um apelo especial ao governo para que contribua para a criação, sem demora, das condições propícias para esse debate, com uma agenda compartilhada e sem exclusões. Para tanto é imperativo que se ponha fim de imediato à perseguição contra os estudantes e os líderes da oposição, colocando em liberdade o senhor Leopoldo López e todos os demais detidos ou perseguidos por razões políticas. Faz-se também necessária a condução de uma investigação independente e transparente sobre as denúncias de torturas e outras violações de direitos humanos. Devem cessar as restrições e hostilidades impostas à imprensa independente, o que inclui o restabelecimento do sinal do canal internacional de televisão bloqueado pelo governo.

É igualmente necessário que as manifestações de protesto dos partidos de oposição e de outras organizações sejam conduzidas de forma pacífica, como ocorre nas sociedades democráticas e com o respeito devido ao mandato das diferentes autoridades do país, nos termos definidos pela Constituição venezuelana.

Na condição de amigos da democracia venezuelana, confiamos que esse país será capaz de superar a extrema polarização e a intolerância que dominaram a cena política nos últimos anos – males que minaram a eficácia dos mecanismos internos de debate democrático e a confiança na independência e imparcialidade de numerosas e relevantes instituições. Ao mesmo tempo, fazemos um chamamento à comunidade internacional para que se junte a um esforço concertado em prol do fortalecimento da democracia e da preservação da paz na Venezuela.

OSCAR ARIAS SÁNCHEZ
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
RICARDO LAGOS
ALEJANDRO TOLEDO”

Fonte G1

 
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Publicado por em 7 de março de 2014 em Brasil

 

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Para Dilma, não haverá integração na América Latina e no Caribe sem Cuba

A presidente Dilma Rousseff discursa na 2ª cúpula da Celac, em Cuba (Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência)Dilma Rousseff discursa na 2ª cúpula da Celac, em Cuba (Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência)

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira (28) que não haverá plena integração na América Latina e no Caribe sem a inclusão de Cuba. Diante de uma plateia de chefes de Estados do continente latino-americano, a chefe do Executivo brasileiro voltou a criticar o embargo econômico imposto desde a década de 1960 pelos Estados Unidos a Cuba.

“Criticamos com empenho a política de bloqueio a Cuba. Temos a convicção de que não haverá verdadeira integração econômica na América Latina e no Caribe sem Cuba”, defendeu Dilma durante discurso na 2ª Cúpula dos Estados Latinoamericanos e Caribenhos (Celac).

A presidente classificou o embargo norte-americano como “anacrônico”. Ao destacar o “êxito” alcançado pelo país governado por Raúl Castro à frente da Celac, a petista enfatizou ter certeza de que sua posição sobre o bloqueio de Washington era compartilhado por todos aqueles que “nunca se conformaram em ver Cuba excluída dos fóruns regionais e multilaterais”.

O bloqueio dos Estados Unidos imposto a Cuba foi declarado em 1962, durante a Guerra Fria, após Fidel Castro implantar o regime socialista na ilha caribenha e estatizar diversas empresas norte-americanas que atuavam no país.

O embargo comercial determinado por Washington proíbe o comércio e transações financeiras entre os dois países. Em 2013, pelo 22º ano seguido, a Assembleia Geral da ONU condenou o bloqueio, que já é um dos mais longos da história.

Nesta segunda-feira (27), em meio à cerimônia de inauguração do Porto de Mariel, em Cuba, Dilma classificou como injusto o bloqueio da Casa Branca. Na ocasião, ela ressaltou que, apesar do embargo, o regime dos irmãos Castro gera o terceiro maior volume comercial do Caribe.

Superação das desigualdades
No discurso da cúpula da Celac, Dilma voltou a falar sobre a importância dos mercados latino-americanos e caribenhos em um cenário pós-crise econômica mundial. Na visão da presidente, o atual cenário internacional torna os países do continente mercados “cada vez mais estratégicos”.

“O inicio deste momento de pós-crise que agora vivemos e as turbulências geradas pela redução dos estímulos monetários pelos países desenvolvidos, ou seja, pela saída da crise dos países desenvolvidos, torna o tamanho de nossos mercados cada vez mais estratégicos e coloca no centro dos desafios a nossa capacidade de construir, de articular e de criar entre nós ações concretas de cooperação no âmbito da Celac”, destacou.

Ela também comentou sobre as diferenças econômicas, sociais e culturais da região. De acordo com Dilma, por terem optado por modelos políticos e econômicos “diversos”, as nações da América Latina e do Caribe terão de dialogar respeitosamente entre si e buscar cuidadosamente o consenso.

Copa do Mundo
Ao final de seu pronunciamento aos colegas latino-americanos e caribenhos, a chefe do Executivo convidou todos os representantes dos países do bloco a viajarem ao Brasil durante a Copa do Mundo de 2014.

“O Brasil receberá a todos os países do mundo e, aqui quero dizer, em especial aos povos latino-americanos e caribenhos, com quem repartimos a maestria do futebol na nossa região, para comparecer à Copa do Mundo. Serão todos muito bem-vindos”, disse.

Fonte G1

 
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Publicado por em 30 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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Fósseis no Uruguai sugerem humanos na América há 30 mil anos

Paleontologista Ricardo Fariña segura fóssil encontrado no Arroio de Vizcaino, em Montevidéu (Foto: Miguel Rojo/AFP)Paleontologista Ricardo Fariña segura fóssil encontrado no Arroyo del Vizcaino, em Montevidéu (Foto: Miguel Rojo/AFP)

Mais de 15 anos depois da descoberta, no Uruguai, de fósseis de animais pré-históricos com supostas marcas de ferramentas humanas, a publicação do caso em uma revista científica reavivou a discussão entre os que consideram que o material redefine a antiguidade do homem na América e os que desconsideram a evidência.

Divulgado recentemente na revista britânica “Proceedings of Royal Society”, o estudo, chefiado pelo paleontólogo uruguaio Richard Fariña propõe que os ossos encontrados em Arroyo del Vizcaíno (cidade de Sauce, 35 km ao norte de Montevidéu) mostram que havia presença humana no continente americano há 30 mil anos, o dobro do tempo estimado segundo as teorias mais aceitas.

“É surpreendente que este lugar tão antigo, se é que tem presença humana, esteja tão ao sul e tão ao leste como o Uruguai”, o que, se for aceito pela comunidade científica internacional, seria “uma descoberta de grande importância para toda a América”, declarou Fariña.

O que começou em 1997, quando uma forte seca deixou descobertos vestígios fósseis, que a princípio foram coletados por estudantes da região, pôs sobre o tapete uma jazida com “restos abundantes de megafauna sul-americana”, comentou Fariña a respeito dos mais de mil ossos descobertos até agora.

Segundo o paleontólogo e seus colaboradores, cerca de 5% dos fósseis encontrados apresentam marcas que têm as características de ferramentas humanas, sugerindo uma presença humana entre 29 mil a 30 mil anos atrás.

Para os pesquisadores, outra evidência de que a mão do homem está representada na jazida é a composição por idades dos ossos animais presentes no local: a alta representação de adultos em plenitude dentro dos restos se contrapõe com jazidas produto da ação continuada dos carnívoros, onde peças de juvenis e de anciãos são as mais numerosas.

Eles descartam, no entanto, que a ação fluvial na corrente de água tenha sido a causadora do acúmulo de ossos porque a corrente de água é frágil demais para mover este tipo de fóssil. Isto reforçaria a hipótese de que o homem foi o criador deste sítio, afirmam.

Sítio arqueológico?
Embora o estudo tenha gerado no Uruguai grandes expectativas na comunidade científica, alguns colegas de Fariña põem em dúvida o valor arqueológico do sítio estudado. O Arroyo del Vizcaíno “é um sítio paleontológico espetacular, mas a dúvida principal é se um sítio arqueológico (…) que tem marcas (supostamente humanas nos ossos) pode ter sido provocado por agentes naturais”, declarou o arqueólogo Rafael Suárez.

Suárez assegurou que a equipe que trabalha na jazida descoberta o faz sem atender a padrões de escavação arqueológica; além disso, tirou o caráter único da possível descoberta, afirmando que “não há dúvida de que o homem pode ter chegado há 30, 40, 50 mil anos atrás à América, isto não está em discussão”.

Calcanhar de Aquiles do estudo
Um dos aspectos mais discutidos da descoberta e sua possível relevância para os registros pré-históricos do continente americano surge da quase nula presença de ferramentas dentro da jazida. “A fragilidade que nós admitimos é que, por enquanto, há muito pouco elemento lítico, não há a grande quantidade que se esperaria para poder processar um número tão grande de animais como o que se encontra”, admitiu Fariña.

No entanto, destacou que esta fragilidade é “um argumento pequeno comparado com a força de outros argumentos”. Dentro das peças encontradas se destaca uma em forma de raspador que, estudada em microscópio, apresenta um micro-polimento característico de uma raspagem de couro, afirmaram os cientistas que em breve retomarão as escavações em busca de mais peças líticas.

Para Suárez, este artefato que seria prova da presença humana gera “sérias dúvidas de como se integrou ali, como entrou para fazer parte do local onde hoje se está escavando”.

“É uma peça do tamanho de uma unha e é preciso imaginar que esta peça teve que cortar pelo, couro, músculo e chegar ao osso destes mega-animais, muitos deles com 40 ou 50 centímetros de diâmetro”, questionou Suárez.

Com a publicação do estudo na revista britânica e a exibição de algumas partes encontradas em Arroyo del Vizcaíno no Museu de Arte Pré-colombiana de Montevidéu, o mundo da antropologia poderá aprofundar o estudo e suas hipóteses. Ao mesmo tempo, em território uruguaio, continua a busca de mais peças que avalizem a hipótese de seus criadores.

Fonte G1

 
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Publicado por em 17 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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Campus Party terá 1º caixa eletrônico de bitcoin da América do Sul

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Publicado por em 16 de janeiro de 2014 em Tecnologia

 

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Mudança climática pode ser causa da onda de frio na América do Norte

 Foto tirada nesta segunda-feira (6) mostra homem retirando neve de uma calçada de Detroit, em Michigan, nos Estados Unidos. O estado foi atingido por uma grande tempestade de neve. (Foto: Joshua Lott/Getty Images/AFP) Foto tirada nesta segunda-feira (6) mostra homem retirando neve de uma calçada de Detroit, em Michigan, nos Estados Unidos. O estado foi atingido por uma grande tempestade de neve (Foto: Joshua Lott/Getty Images/AFP)

A forte onda de frio que tem castigado a América do Norte é resultado de um “desvio” do ar do Ártico para o sul e as mudanças climáticas podem ser a causa deste evento incomum, afirmou um especialista nesta segunda-feira (6).

O ar do Ártico costuma ficar confinado no topo do mundo devido a um potente vento circular chamado vórtice polar, explicou Dim Coumou, cientista sênior do Instituto Potsdam de Pesquisas sobre o Impacto Climático (PIK), perto de Berlim.

Quando o vórtice perde força, o ar começa a se dirigir para o sul, levando neve e frio excepcionais para latitudes intermediárias. A mudança climática também é impulsionada por mudanças em um vento de altitude elevada chamada corrente de jato.

Esta convecção, que costuma circundar o hemisfério norte de forma robusta e previsível, começa a oscilar, criando círculos de clima extremamente frio ou de um clima moderado fora de época, dependendo da localização.

“Nós vimos uma forte oscilação da corrente de jato e o ar frio associado ao vórtice polar se moveu na direção sul. Neste caso, sobre as regiões leste do Canadá e dos Estados Unidos, levando este clima frio extremo”, afirmou Coumou.

Ele destacou que o fenômeno se repetiu nos últimos anos. O que impulsiona o vórtice polar é a diferença de temperaturas entre o Ártico e as latitudes medianas, disse Coumou.

Antes agudo, este diferencial foi perdendo nitidez nos últimos anos à medida que o Ártico – onde as temperaturas estão subindo cerca de duas vezes acima da média mundial – aquece, explicou.

“Nós temos visto este tipo de onda de frio com mais frequência nos últimos invernos na Europa, mas também nos Estados Unidos”, disse Coumou em entrevista por telefone.

“A razão pela qual nós vemos estas fortes oscilações ainda não é totalmente conhecida, mas está claro que o Ártico está esquentando muito rapidamente. Temos dados confiáveis sobre isto. As temperaturas no Ártico aumentaram muito mais do que em outras partes do globo”, acrescentou.

No mês passado, cientistas europeus indicaram que o volume de gelo marinho em novembro tinha sido cerca de 50% maior do que há um ano. Apesar dessa recuperação, o gelo marinho mantém baixas próximas do recorde documentado e a tendência geral é de recuo, afirmaram.

Coumou alertou que o gelo marinho do Ártico “é apenas um dos fatores importantes” por trás da disfunção do vórtice polar. “Outros fatores incluem a cobertura de neve, eventos de aquecimento estratosférico ou outros fenômenos de curto prazo”, afirmou.

Fonte G1

 
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Publicado por em 9 de janeiro de 2014 em Tecnologia

 

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Pesquisa diz que cacau é originário da Amazônia, não da América Central

Fruto de cacau, com os grãos usados para fazer o chocolate em seu interior. (Foto: USDA/Divulgação)Fruto de cacau, com os grãos usados para fazer o chocolate em seu interior. (Foto: USDA/Divulgação)

Diferentemente do que se imaginava, o cacau tem origem amazônica – e não centro-americana – e já era consumido há 5,5 mil anos, aponta uma pesquisa desenvolvida por vários arqueólogos equatorianos e franceses, que chegaram a encontrar restos de uma grande cultura no sudeste do Equador.

Este grupo encontrou evidências químicas e físicas de cacau da variedade “fino de aroma”, muito apreciada atualmente pela indústria do chocolate, nos vestígios de recipientes encontrados na província de Zamora Chinchipe, na Amazônia equatoriana.

Francisco Valdez, que dirige a missão de pesquisa na jazida Santa Ana-La Florida, no cantão Palanda de Zamora Chinchipe, declarou à Agência Efe que o cacau foi criado na alta Amazônia e de lá, de alguma forma, foi levado à América Central.

“Na realidade, o cacau não é original dessa região, da América Central, como pensavámos até agora, pois se presume que, inclusive, há 7 mil anos ele já existia na bacia alta da Amazônia”, diz. Seu uso social foi iniciado há 5,5 mil anos, segundo os testes de carbono 14 a que foram submetidos os vestígios encontrados na cultura Mayo-Chinchipe-Marañón, descoberta em 2002 na região e que aparentemente se estendeu pela floresta peruana até o maior afluente da parte alta do rio Amazonas.

Na América Central, existem dados do uso do cacau, por parte da cultura Olmeca, que nos remetem há 3 mil anos, quando obteve um desenvolvimento importante e se estendeu pela Guatemala, Honduras e Nicarágua, além do México e da América do Norte.

“O cacau é amazônico e, por algum mecanismo, foi levado a esta região da América Central, onde ganhou uma importância cultural muito grande”, acrescentou Valdez, que lidera o projeto em Zamora Chinchipe, com o auspício dos institutos de Patrimônio Cultural (INPC) do Equador e de Investigação para o Desenvolvimento (IRD) da França.

Para ele, a descoberta arqueológica poderia transformar a história americana como a mesma é conhecida atualmente. Segundo suas pesquisas, a cultura Mayo-Chinchipe-Marañón teve uma organização sofisticada e, aparentemente, teve relação com culturas dos Andes e da costa do Equador.

Para o pesquisador, o achado de conchas marinhas na floresta dá conta da relação entre os povos amazônicos com os do litoral, com os quais, seguramente, trocavam produtos de cada região.

Além de outros vegetais, como a mandioca, os amazônicos também levavam cacau para o litoral, onde também floresceu a cultura Valdivia, uma das mais antigas da América do Sul e que habitou a zona tropical do Equador há cerca de 6 mil anos.

Segundo Valdez, esta e outras descobertas arqueológicas poderiam contrariar a história antiga, sobretudo a visão de que “a Amazônia era selvagem e que a floresta impedia o desenvolvimento de cultivos”.

A Mayo-Chinchipe-Marañón é a cultura “mais antiga da Amazônia ocidental” e “apresenta sinais de uma sofisticação social” complexa, acrescentou Valdez. A arqueologia também foi alvo de muitos debates na semana passada na capital equatoriana, já que a cidade abrigou o 3º Encontro Internacional de Arqueologia Amazônica.

Fonte G1

 
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Publicado por em 22 de setembro de 2013 em Tecnologia

 

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