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EUA alertam Otan sobre teste de mísseis da Rússia, diz ‘NYT’

Os Estados Unidos informaram seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em janeiro que a Rússia fez novos testes com mísseis, gerando preocupações em relação ao cumprimento do acordo de armas assinado entre EUA e Rússia em 1987, segundo o jornal “The New York Times”.

Oficiais americanos acreditam que Moscou começou a conduzir voos-teste com mísseis a partir de 2008. Testes do tipo são proibidos pelo tratado de 1987, assinado entre Ronald Reagan e Mikhail Gorbachev, que vetava o uso de mísseis de médio alcance. O acordo é visto como uma das bases para o fim da Guerra Fria.

Em maio do ano passado, Rose Gottemoeller, do Departamento de Estado americano, questionou o assunto repetidamente com oficiais russos, que responderam que investigaram o caso e o encerraram. Entretanto, funcionários da administração Obama ainda não estão prontos para determinar que os testes foram uma violação do tratado de 1987.

O Departamento está tentando achar uma forma de resolver o assunto, preservando o tratado e mantendo as portas abertas para futuros acordos para o controle de armas, segundo o jornal.

“Há um processo de revisão em andamento, e não queremos especular ou prejudicar seu resultado”, disse Jen Psaki, porta-voz do Departamento de Estado.

Outros integrantes do governo, que pediram para não serem identificados, disseram que não há dúvidas de que os testes vão contra o tratado e afirmaram que a administração americana já demonstrou considerável paciência em relação aos russos.

Uma disputa pública com a Rússia, entretanto, poderia se tornar um novo problema irritante na já conturbada relação entre os dois países – que discordam em relação à crise na Síria, ao caso de Edward Snowden, e à crise na Ucrânia.

Fonte G1

 
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Publicado por em 30 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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Pesquisadores alertam para expansão de transgênicos e agrotóxicos no Brasil

Agricultor em plantação no interior do Brasil (Foto: AFP)Agricultor em plantação no interior do Brasil (Foto: AFP)

O pedido para a liberação de sementes transgênicas de soja e milho resistentes ao herbicida 2,4-D esquentou o debate sobre a regulamentação de plantas geneticamente modificadas e agrotóxicos na agricultura brasileira.

Pesquisadores e o Ministério Público Federal (MPF) solicitaram em dezembro à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), encarregada de analisar pedidos de vendas de transgênicos, que suspendesse os trâmites para a autorização das sementes tolerantes ao 2,4-D, um herbicida usado contra ervas daninhas que consideram nocivo à saúde.

Eles dizem que a liberação desses transgênicos poderá multiplicar de forma preocupante o uso do 2,4-D no Brasil.

Paralelamente, cobram maior rigor dos órgãos reguladores na liberação tanto de agrotóxicos quanto de transgênicos e alertam para a associação entre esses dois produtos no país.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o Brasil é hoje o maior consumidor global de agrotóxicos. O mercado brasileiro de transgênicos também é um dos maiores do mundo. De acordo com a consultoria Céleres, quase todo o milho e a soja plantados no país hoje são geneticamente modificados.

Especialistas ouvidos pela BBC Brasil dizem que a expansão dos transgênicos estimulou o mercado de agrotóxicos no país, já que grande parte das sementes geneticamente alteradas tem como principal diferencial a resistência a venenos agrícolas. Se por um lado essa característica permite maior controle de pragas, por outro, impõe riscos aos consumidores, segundo os pesquisadores.

Agente laranja
No centro do debate, o herbicida 2,4-D é hoje vendido livremente no Brasil e utilizado para limpar terrenos antes do cultivo.

Pesquisadores dizem que estudos associaram o produto a mutações genéticas, distúrbios hormonais e câncer, entre outros problemas ambientais e de saúde. O 2,4-D é um dos componentes do agente laranja, usado como desfolhante pelos Estados Unidos na Guerra do Vietnã.

O MPF pediu à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que acelere seus estudos de reavaliação da licença comercial do 2,4-D. O órgão quer que o resultado da reavaliação da Anvisa, iniciada em 2006, embase a decisão da CTNBio sobre os transgênicos resistentes ao produto.

Já a Dow AgroSciences, que fabrica o agrotóxico e é uma das empresas que buscam a liberação dos transgênicos associados a ele, diz que os produtos são seguros. Em nota à BBC Brasil, a empresa afirma que ‘o 2,4-D é um herbicida que está no mercado há mais de 60 anos, aprovado em mais de 70 países’.

O herbicida teve o uso aprovado em reavaliações recentes no Canadá e nos Estados Unidos. Segundo a Dow, trata-se de uma das moléculas mais estudadas de todos os tempos, gerada após mais de uma década de pesquisa e com base nas normas internacionais de segurança alimentar e ambiental.

Agrotóxicos combinados
O pedido para a liberação das sementes resistentes ao 2,4-D reflete uma prática comum no mercado de transgênicos: a produção de variedades tolerantes a agrotóxicos. Geralmente, assim como a Dow, as empresas que vendem esses transgênicos também comercializam os produtos aos quais são resistentes.

‘É uma falácia dizer que os transgênicos reduzem o uso de agrotóxicos’, afirma Karen Friedrich, pesquisadora e toxicologista da Fiocruz.

Friedrich cita como exemplo a liberação de soja transgênica resistente ao agrotóxico glifosato, que teria sido acompanhada pelo aumento exponencial do uso do produto nas lavouras.

Caso também sejam liberadas as sementes resistentes ao 2,4-D, ela estima que haverá um aumento de 30 vezes no consumo do produto.

Segundo a pesquisadora, o 2,4-D pode provocar dois tipos de efeitos nocivos: agudos, que geralmente acometem trabalhadores ou pessoas expostas diretamente à substância, causando enjôo, dor de cabeça ou até a morte; e crônicos, que podem se manifestar entre consumidores muitos anos após a exposição a doses pequenas do produto, por meio de alterações hormonais ou cânceres.

O médico e professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Wanderlei Pignati, que pesquisa os efeitos de agrotóxicos há dez anos, cita outra preocupação em relação aos produtos: o uso associado de diferentes substâncias numa mesma plantação.

Ele diz que, embora o registro de um agrotóxico se baseie nos efeitos de seu uso isolado, muitos agricultores aplicam vários agrotóxicos numa mesma plantação, potencializando os riscos.

Pignati participou de um estudo que monitorou a exposição a agrotóxicos pela população de Lucas do Rio Verde, município mato-grossense que tem uma das maiores produções agrícolas do Brasil.

A pesquisa, diz o professor, detectou uma série de problemas, entre os quais: desrespeito dos limites mínimos de distância da aplicação de agrotóxicos a fontes de água, animais e residências; contaminação com resíduos de agrotóxico em todas as 62 das amostras de leite materno colhidas na cidade; e incidência 50% maior de acidentes de trabalho, intoxicações, cânceres, malformação e agravos respiratórios no município em relação à média estadual nos últimos dez anos.

O pesquisador defende que o governo federal invista mais no desenvolvimento de tecnologias que possam substituir os agrotóxicos – como o combate de pragas por aves e roedores em sistemas agroflorestais, que combinam a agricultura com a preservação de matas.

Já a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) diz que os agrotóxicos (que chama de produtos fitossanitários) são imprescindíveis para proteger a agricultura tropical de pragas e ervas daninhas, assim como para aumentar a produtividade das lavouras.

Cabo de guerra
Pesquisadores e o MPF também querem maior rigor dos órgãos que analisam pedidos de liberação de agrotóxicos e transgênicos.

A liberação de agrotóxicos exige aprovação da Anvisa (que analisa efeitos do produto na saúde), do Ibama (mede danos ao ambiente) e do Ministério da Agricultura (avalia a eficiência das substâncias).

Cobrada de um lado por pesquisadores e médicos, a Anvisa é pressionada do outro por políticos ruralistas e fabricantes de agrotóxicos, que querem maior agilidade nas análises.

Ana Maria Vekic, gerente-geral de toxicologia da Anvisa, diz que há várias empresas, entre as quais chinesas e indianas, à espera de entrar no mercado brasileiro de agrotóxicos.

Ela diz que a falta de profissionais na Anvisa dificulta as tarefas da agência. A irritação dos ruralistas tem ainda outro motivo: a decisão da agência de reavaliar as licenças de alguns produtos.

As reavaliações, explica Vekic, ocorrem quando novos estudos indicam riscos ligados aos agrotóxicos – alguns dos quais são vendidos no Brasil há décadas, antes da criação da Anvisa, em 1999.

‘Quando começamos a rediscutir produtos, passamos a ser um calo para os ruralistas’, ela diz à BBC Brasil.

Instatisfeitos, os representantes do agronegócio têm tentado aprovar leis que reduzem os poderes da Anvisa na regulamentação de agrotóxicos.

‘Fazemos o possível para nos blindar, mas a pressão é violenta’, diz Vekic.

Questionada sobre a polêmica em torno do 2,4-D, a CTNBio disse em nota que voltaria a discutir o assunto em fevereiro.

Segundo a comissão, o plantio de transgênicos não impede a produção de orgânicos ou de outras variedades de plantas.

A CTNBio disse ainda que não lhe compete avaliar os riscos de agrotóxicos associados a transgênicos, e sim a segurança dos Organismos Geneticamente Modificados.

Fonte G1

 
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Publicado por em 11 de janeiro de 2014 em Tecnologia

 

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EUA alertam Síria que opção militar continua sobre a mesa

Os documentos que a Síria enviou à ONU sobre a adesão ao tratado global antiarmas químicas, como parte de um acordo para evitar ataques aéreos dos Estados Unidos, não podem ser um substituto para o desarmamento ou uma tática para ganhar tempo, disse o Departamento de Estado dos EUA nesta quinta-feira (12).

Acompanhe a cobertura em tempo real.

A vice-porta-voz do Departamento de Estado Marie Harf afirmou que a opção dos EUA de usar a força militar continua sobre a mesa, enquanto prosseguem as discussões com a Rússia sobre como retirar da Síria o arsenal de armas químicas.

Fonte G1

 
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Publicado por em 12 de setembro de 2013 em Brasil

 

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Sites de namoro não são tão científicos quanto dizem, alertam pesquisadores

Os usuários correm para os sites de relacionamento em números cada vez maiores, mas apesar de seus anúncios publicitários, serviços como Match.com e eHarmony talvez não ofereçam potenciais parceiros(as) por meio de métodos científicos rigorosos, afirma um grupo de psicólogos e sociólogos da Universidade de Rochester.

“As companhias não tornaram seus algoritmos (para encontrar parceiros potenciais) para o público, nem para as autoridades reguladoras. Ninguém sabe como são esses algoritmos˜, afirmou o professor de psicologia da universidade, Harry Reis. “É certamente possível que eles tenham alguma fórmula mágica que ninguém nunca viu que possa realmente ser eficiente. No entanto, não há evidências sobre isso.”

Reis e outros psicólogos e sociólogos publicaram um extenso review de estudos científicos que foram realizados na última década sobre namoro online, que será publicado na edição de fevereiro da revista Psychological Science in the Public Interest. Encomendado pela Associação de Ciência Psicológica, o estudo revisa e resume mais de 400 estudos psicológicos e pesquisas de interesse público que foram realizados sobre o assunto.

Os próprios sites apontam o sucesso estatístico dos seus serviços, mesmo se recusando a revelar os algoritmos proprietários de combinação que levam ao seu sucesso. Como outros serviços da Internet – como a Google – os sites de namoro online guardam muito bem seus algoritmos como verdadeiros segredos. Mas tanto sigilo deveria evitar que eles fizessem afirmações de eficiência científica, alegam os pesquisadores.

“Os sites de relacionamento/namoro estão rapidamente tornando-se uma das principais maneiras pelas quais as pessoas conhecem seus parceiros(as). Está crescendo de modo muito rápido”, afirma Reis. “As pessoas sempre tentaram ajudar as outras a conseguirem namorados e namoradas. Por isso, as práticas que muitos sites adotam são apenas versões modernas do que está acontecendo desde tempos imemoráveis.”

Leia também: Um terço dos internautas já terminou namoro por Facebok, SMS ou e-mail

Ao longo dos últimos 10 anos, os sites de namoro online tornaram-se a segunda maneira mais popular para se conhecer parceiros, superado apenas pelo encontro por meio de amigos, descobriram os pesquisadores. No início dos anos 1990, menos de 1% da população se conhecia por meio de serviços comerciais de namoro, incluindo anúncios pessoais impressos. Na época, ainda havia um estigma quanto a essa prática, notam os autores do estudo.

Atualmente, esse estigma já desapareceu em grande parte. Em 2005, 37% dos americanos(as) adultos solteiros haviam saído com alguém que tinham conhecido online. E em 2009, 22% dos casais heterossexuais e 61% dos casais do mesmo sexo haviam encontrado seus parceiros pela web.

Os sites de namoro online fornecem a conveniência – e a diversão – de se examinar uma lista de potenciais pretendentes, verificando dezenas deles em poucos minutos. Mas os pesquisadores alertam que essa abordagem possui algumas limitações. As pessoas ficaram condicionadas a uma mentalidade de compra, em que podem apenas escolher os recursos desejados a partir de uma lista.

“A amplitude de escolhas pode ser algo positivo, ao dar para as pessoas muito mais opções de uma maneira muito eficiente em termos de tempo”, diz Reis. “Mas também pode encorajar uma mentalidade em que a pessoa olha para uma lista de possíveis parceiros da mesma maneira que olharia uma relação de livros na Amazon. E geralmente esse tipo de abordagem não é útil.”

Um aspecto dos serviços online de namoro que os pesquisadores destacaram foi a frequência com que eles sugeriam em suas anúncios e materiais promocionais que sua habilidade de encontrar parceiros e parceiras para os usuários é baseada em algoritmos científicos. O site eHarmony, por exemplo, alega `combinar` os candidatos usando `29 dimensões de compatibilidade`, juntando as pessoas por fatores como energia emocional, adaptabilidade, paixão romântica e outros fatores.

Os pesquisadores não destacaram especificamente o eHarmony no estudo, “mas ele é certamente o site que faz as alegações mais fortes sobre possuir uma base científica para os algoritmos que utiliza”, explica Reis. “Presumo que o site faça uma ciência real ao desenvolver seu algoritmo, mas nunca tornaram seu trabalho disponível para a comunidade científica, por isso ninguém sabe o que realmente há nele. Em outras palavras, o eHarmony “vende” seu serviço com a legitimidade científica, mas nunca passaram por uma revisão científica padrão para ser verificado válido cientificamente.

Em vez da pesquisa publicada, os sites podem postar pesquisas em seus próprios sites, não esclarecendo os método de estudo e coleta de dados. “Eu comparo isso com uma situação de uma empresa farmacêutica lançar um remédio, fazer uma afirmação sobre ele, e então não dizer a ninguém o que há no remédio”, afirma Reis.

O problema com tais afirmações é que as pessoas pensarão que, por meio de descobertas científicas, elas vão encontrar o parceiro perfeito, uma atitude que pode encorajar pontos de vistas irreais e até mesmo destrutivos quanto a relacionamento. Quando um relacionamento não sai exatamente como esperado, as pessoas podem se sentir frustradas e inseguras, afirmam os pesquisadores.

Alem disso, a abordagem se apoia na noção de que um parceiro perfeito pode ser encontrado ao se identificar traços comuns ou complementares, um pensamento questionado pelos pesquisadores.

“É altamente improvável que o que você descobre sobre duas pessoas antes de elas se conhecerem possa corresponder a pouco mais do que uma quantidade insignificante do que determina se um relacionamento dará certo por um longo período”, diz Reis. “O sucesso de um relacionamento a longo prazo depende de como as duas pessoas interagem uma com a outra. Depende do que acontece nas suas vidas, as adversidades e sucessos que encontram juntas, a maneira como suas vidas amadurecem e crescem. Essas simplesmente não podem ser descobertas antes de elas se conhecerem.

Procurado pela nossa reportagem, o eHarmony se recusou a comentar especificamente o estudo. “O sistema de combinação do eHarmony é baseado em anos de pesquisas clinicas e empíricas com casais”, afirmou uma porta-voz da empresa que não quis ter seu nome revelado. Ela afirmou que os algoritmos do eHarmony unem seus parceiros potenciais com base em aspectos de personalidade, valores e interesses “que mais proféticos quanto a satisfação do relacionamento.

Em média, 542 casais que se conheceram no eHarmony se casam diariamente nos Estados Unidos, de acordo com um estudo realizado para o site pela Harris Interactive. A companhia também postou estatísticas de números sobre como e porque os relacionamentos são bem-sucedidos, usando seus próprios dados.

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Publicado por em 5 de março de 2012 em Tecnologia

 

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Sites de namoro não são tão científicos quanto dizem, alertam pesquisadores

Os usuários correm para os sites de relacionamento em números cada vez maiores, mas apesar de seus anúncios publicitários, serviços como Match.com e eHarmony talvez não ofereçam potenciais parceiros(as) por meio de métodos científicos rigorosos, afirma um grupo de psicólogos e sociólogos da Universidade de Rochester.

“As companhias não tornaram seus algoritmos (para encontrar parceiros potenciais) para o público, nem para as autoridades reguladoras. Ninguém sabe como são esses algoritmos˜, afirmou o professor de psicologia da universidade, Harry Reis. “É certamente possível que eles tenham alguma fórmula mágica que ninguém nunca viu que possa realmente ser eficiente. No entanto, não há evidências sobre isso.”

Reis e outros psicólogos e sociólogos publicaram um extenso review de estudos científicos que foram realizados na última década sobre namoro online, que será publicado na edição de fevereiro da revista Psychological Science in the Public Interest. Encomendado pela Associação de Ciência Psicológica, o estudo revisa e resume mais de 400 estudos psicológicos e pesquisas de interesse público que foram realizados sobre o assunto.

Os próprios sites apontam o sucesso estatístico dos seus serviços, mesmo se recusando a revelar os algoritmos proprietários de combinação que levam ao seu sucesso. Como outros serviços da Internet – como a Google – os sites de namoro online guardam muito bem seus algoritmos como verdadeiros segredos. Mas tanto sigilo deveria evitar que eles fizessem afirmações de eficiência científica, alegam os pesquisadores.

“Os sites de relacionamento/namoro estão rapidamente tornando-se uma das principais maneiras pelas quais as pessoas conhecem seus parceiros(as). Está crescendo de modo muito rápido”, afirma Reis. “As pessoas sempre tentaram ajudar as outras a conseguirem namorados e namoradas. Por isso, as práticas que muitos sites adotam são apenas versões modernas do que está acontecendo desde tempos imemoráveis.”

Leia também: Um terço dos internautas já terminou namoro por Facebok, SMS ou e-mail

Ao longo dos últimos 10 anos, os sites de namoro online tornaram-se a segunda maneira mais popular para se conhecer parceiros, superado apenas pelo encontro por meio de amigos, descobriram os pesquisadores. No início dos anos 1990, menos de 1% da população se conhecia por meio de serviços comerciais de namoro, incluindo anúncios pessoais impressos. Na época, ainda havia um estigma quanto a essa prática, notam os autores do estudo.

Atualmente, esse estigma já desapareceu em grande parte. Em 2005, 37% dos americanos(as) adultos solteiros haviam saído com alguém que tinham conhecido online. E em 2009, 22% dos casais heterossexuais e 61% dos casais do mesmo sexo haviam encontrado seus parceiros pela web.

Os sites de namoro online fornecem a conveniência – e a diversão – de se examinar uma lista de potenciais pretendentes, verificando dezenas deles em poucos minutos. Mas os pesquisadores alertam que essa abordagem possui algumas limitações. As pessoas ficaram condicionadas a uma mentalidade de compra, em que podem apenas escolher os recursos desejados a partir de uma lista.

“A amplitude de escolhas pode ser algo positivo, ao dar para as pessoas muito mais opções de uma maneira muito eficiente em termos de tempo”, diz Reis. “Mas também pode encorajar uma mentalidade em que a pessoa olha para uma lista de possíveis parceiros da mesma maneira que olharia uma relação de livros na Amazon. E geralmente esse tipo de abordagem não é útil.”

Um aspecto dos serviços online de namoro que os pesquisadores destacaram foi a frequência com que eles sugeriam em suas anúncios e materiais promocionais que sua habilidade de encontrar parceiros e parceiras para os usuários é baseada em algoritmos científicos. O site eHarmony, por exemplo, alega `combinar` os candidatos usando `29 dimensões de compatibilidade`, juntando as pessoas por fatores como energia emocional, adaptabilidade, paixão romântica e outros fatores.

Os pesquisadores não destacaram especificamente o eHarmony no estudo, “mas ele é certamente o site que faz as alegações mais fortes sobre possuir uma base científica para os algoritmos que utiliza”, explica Reis. “Presumo que o site faça uma ciência real ao desenvolver seu algoritmo, mas nunca tornaram seu trabalho disponível para a comunidade científica, por isso ninguém sabe o que realmente há nele. Em outras palavras, o eHarmony “vende” seu serviço com a legitimidade científica, mas nunca passaram por uma revisão científica padrão para ser verificado válido cientificamente.

Em vez da pesquisa publicada, os sites podem postar pesquisas em seus próprios sites, não esclarecendo os método de estudo e coleta de dados. “Eu comparo isso com uma situação de uma empresa farmacêutica lançar um remédio, fazer uma afirmação sobre ele, e então não dizer a ninguém o que há no remédio”, afirma Reis.

O problema com tais afirmações é que as pessoas pensarão que, por meio de descobertas científicas, elas vão encontrar o parceiro perfeito, uma atitude que pode encorajar pontos de vistas irreais e até mesmo destrutivos quanto a relacionamento. Quando um relacionamento não sai exatamente como esperado, as pessoas podem se sentir frustradas e inseguras, afirmam os pesquisadores.

Alem disso, a abordagem se apoia na noção de que um parceiro perfeito pode ser encontrado ao se identificar traços comuns ou complementares, um pensamento questionado pelos pesquisadores.

“É altamente improvável que o que você descobre sobre duas pessoas antes de elas se conhecerem possa corresponder a pouco mais do que uma quantidade insignificante do que determina se um relacionamento dará certo por um longo período”, diz Reis. “O sucesso de um relacionamento a longo prazo depende de como as duas pessoas interagem uma com a outra. Depende do que acontece nas suas vidas, as adversidades e sucessos que encontram juntas, a maneira como suas vidas amadurecem e crescem. Essas simplesmente não podem ser descobertas antes de elas se conhecerem.

Procurado pela nossa reportagem, o eHarmony se recusou a comentar especificamente o estudo. “O sistema de combinação do eHarmony é baseado em anos de pesquisas clinicas e empíricas com casais”, afirmou uma porta-voz da empresa que não quis ter seu nome revelado. Ela afirmou que os algoritmos do eHarmony unem seus parceiros potenciais com base em aspectos de personalidade, valores e interesses “que mais proféticos quanto a satisfação do relacionamento.

Em média, 542 casais que se conheceram no eHarmony se casam diariamente nos Estados Unidos, de acordo com um estudo realizado para o site pela Harris Interactive. A companhia também postou estatísticas de números sobre como e porque os relacionamentos são bem-sucedidos, usando seus próprios dados.

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Publicado por em 4 de março de 2012 em Tecnologia

 

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