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Ataque usa brecha que afeta todas as versões do Internet Explorer

A Microsoft confirmou a descoberta de uma nova vulnerabilidade que atinge as versões 6, 7, 8, 0, 10 e 11 do navegador Internet Explorer, ou seja, um quarto do mercado global de navegadores.

Usando a brecha, um hacker pode criar um site que instala um vírus no computador caso a página seja acessada pelo Internet Explorer. O vírus executado terá a mesma permissão do usuário logado, podendo realizar qualquer tarefa que o usuário tenha permissão, como ler e apagar dados pessoais.

A FireEye, que descobriu o ataque, não informou de que forma as páginas maliciosas estão sendo enviadas para as vítimas. Para burlar proteções de segurança do navegador que teriam impedido o funcionamento da falha, o código de ataque faz uso do plugin do Flash.

“Por enquanto os ataques estão concentrados em algumas poucas vítimas e explorando apenas as versões 9 a 11 do Internet Explorer. Mas é bem provável que esse ataque em breve seja explorado diariamente na web”, afirma Altieres Rohr, colunista de segurança digital do G1.

Em sua página de segurança, a Microsoft não listou o Windows XP, que perdeu o suporte da empresa no dia 8 de abril, nem como sistema vulnerável nem como sistema afetado. Ainda não se sabe se usuários do XP receberão assistência para a falha grave.

A empresa disse que vai investigar o caso antes de publicar uma correção para a falha.

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Publicado por em 29 de abril de 2014 em Tecnologia

 

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Falta de saneamento afeta educação e produtividade do país, diz estudo

Imagem de 2011 mostra crianças da comunidade São Nicolau, em São Paulo, em área onde esgoto passava a céu aberto. Área sofria com a ausência da coleta e tratamento de esgotos (Foto: Divulgação/Instituto Trata Brasil)Imagem de 2011 mostra crianças da comunidade São Nicolau, em São Paulo, em área onde esgoto passava a céu aberto. Área sofria com a ausência da coleta e tratamento de esgotos (Foto: Divulgação/Instituto Trata Brasil)

Estudo brasileiro divulgado nesta quarta-feira (19) indica que a falta de saneamento básico nas cidades pode afetar a economia nacional por reduzir a produtividade do trabalhador, impactar o aprendizado de crianças e jovens, além de afastar o interesse turístico de regiões que sofrem com o despejo de esgoto e ausência de água encanada.

A pesquisa sugere que a queda na eficiência de trabalhadores e estudantes é causada por doenças provocadas pela ausência de saneamento, como as infecções gastrointestinais, que levam a diarreia e vômito – resultantes do consumo de água contaminada.

Segundo o relatório “Benefícios econômicos da expansão do saneamento brasileiro”, lançado nesta quarta-feira (19), essa deficiência de infraestrutura influencia a posição do país nos principais índices de desenvolvimento, como o de mortalidade infantil e longevidade da população.

No contexto mundial, o país ocupa a 112ª posição num ranking de saneamento que engloba 200 países. A pontuação do Brasil no Índice de Desenvolvimento do Saneamento — indicador que leva em consideração a cobertura por saneamento atual e sua evolução recente — foi de 0,581 em 2011, inferior às médias da América do Norte e da Europa. O índice brasileiro também está abaixo do de países latino-americanos como Honduras (0,686) ou Argentina (0,667).

“Queremos mostrar que o saneamento traz também outras formas de riqueza, como a geração de trabalho, evolução do turismo, melhora na escolaridade e que a falta dele pode provocar uma crise de produtividade”, disse Édison Carlos, presidente-executivo do Instituto Trata Brasil, um dos organizadores do documento com o Conselho Empresaria Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, o CEBDS.

Crise econômica
O estudo estima que 14,3 milhões de moradias não têm água encanada e 35,5 milhões vivem sem coleta de esgoto. As informações são provenientes do cruzamento de dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, do Ministério das Cidades, e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o novo relatório, o Brasil precisa investir pouco mais que R$ 313 bilhões até 2033 para que o saneamento básico alcance 100% da população.

Para exemplificar os danos que a ausência desses serviços básicos podem causar à população, foram formuladas estatísticas baseadas na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e em outros levantamentos do governo federal.

De acordo com a pesquisa, ausências no trabalho de funcionários que tiveram sintomas de infecção gastrointestinal representam por ano a perda de 849,5 mil dias de trabalho – baseado em dados de 2012, leva em conta que, para cada afastamento por diarreia ou vômito, o trabalhador precisa de três dias para se recuperar.

Estima-se que ao ano as empresas gastam R$ 1,11 bilhão em horas pagas não trabalhadas, dinheiro que, segundo o estudo, poderia ser revertido em investimentos e contratações.

A análise apontou também que os trabalhadores sem acesso à coleta de esgoto ganham salários, em média, 10,1% inferiores aos daqueles com as mesmas condições de empregabilidade.

Para as organizações que elaboraram o levantamento, a universalização dos serviços de água e esgoto reduziria em 23% o total de dias de afastamento por diarreia e diminuiria o custo das empresas em R$ 258 milhões.

“Quisemos fazer correlações para ver como a falta de saneamento impacta a vida do cidadão, mostrando os custos que temos nas empresas e como isso impacta a produtividade do trabalho. Para conseguirmos um país mais competitivo, temos que resolver esses problemas”, disse Marina Grossi, presidente do CEBDS.

Moradores sofrem com córrego com falta de canalização na Zona Leste de SP (Foto: Marcos Alves de Oliveira/VC no G1)Moradores sofrem com córrego sem
canalização na Zona Leste de São Paulo
(Foto: Marcos Alves de Oliveira/VC no G1)

Impacto na educação e no turismo
De acordo com o relatório, alunos sem acesso à coleta de esgoto e água tratada sofrem um atraso escolar maior em comparação com estudantes com as mesmas condições socioeconômicas, mas que moram em locais onde há saneamento.

A pesquisa aponta que a universalização do saneamento reduziria em 6,8% o atraso escolar, com reflexos no ganho de produtividade do trabalho e aumento na remuneração futura.

“A partir do momento que a pessoa fica doente, ela se afasta do estudo. Isso tem consequência para a sociedade: se ela estuda menos, seu desempenho no mercado de trabalho será pior e sua remuneração poderá ser inferior em comparação com a dos demais”, disse Fernando Garcia, um dos autores do estudo e consultor do Trata Brasil.

Outro problema apontado é que o país poderia arrecadar anualmente R$ 7,2 bilhões com atividades turísticas em áreas onde atualmente não há serviços de coleta de esgoto e água encanada. O setor geraria 500 mil postos de trabalho com o saneamento e valorização ambiental das áreas beneficiadas.

“Não é à toa que países do Caribe e Oceania, que dependem do turismo, têm saneamento total. Eles cuidaram dessas condições para evitar essa perda de renda”, explica Garcia.

Ele complementa dizendo que o governo “investe metade do que deveria” por falta de capacitação humana, indispensável para elaboração de projetos para as cidades. “Nós temos dinheiro para universalizar o saneamento”, conclui.

De acordo com o Ministério das Cidades, entre 2011 e 2014 foram investidos R$ 45 bilhões para a área de saneamento dentro do Plano de Aceleração do Crescimento 2, o PAC.

Fonte G1

 
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Publicado por em 19 de março de 2014 em Tecnologia

 

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Spyware suspeito de ter fabricação russa afeta governos da UE e EUA

Um tipo sofisticado de spyware (programa automático de computador) vem infetando sigilosamente centenas de computadores de governos por toda a Europa e nos Estados Unidos, em um dos mais complexos programas de espionagem cibernética descobertos até hoje.

Vários pesquisadores em segurança e funcionários da área de inteligência ocidentais dizem acreditar que o malware, conhecido como “Turla”, é obra do governo russo e está ligado ao mesmo software usado para promover uma violação maciça de dados no Exército dos EUA, descoberto em 2008.

O programa espião também está sendo vinculado a uma enorme operação previamente conhecida de espionagem cibernética mundial, apelidada de Outubro Vermelho, e cujo alvo eram redes de pesquisa nuclear diplomática e militar.

Essas constatações se baseiam na análise das táticas empregadas pelos hackers, bem como indicadores técnicos e as vítimas que eram seu alvo.

“É um malware sofisticado, que está ligado a outras façanhas dos russos, usa criptografia e tem como alvo os governos ocidentais. Tem pegadas russas por toda parte”, disse Jim Lewis, um ex-funcionário do serviço externo dos EUA, agora membro sênior do Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais, em Washington.

No entanto, especialistas em segurança alertam que embora a probabilidade de que o Turla seja russo pareça forte, é impossível confirmar essas suspeitas, a menos que Moscou assuma a responsabilidade. Isto porque os desenvolvedores desses programas geralmente usam técnicas para mascarar a sua identidade.

A ameaça veio à tona nesta semana, após uma empresa alemã antivírus pouco conhecida, a G Data, ter publicado um relatório sobre o vírus, que chamou de Uroburos, o nome codificado que pode ser uma referência ao símbolo grego da serpente que come o próprio rabo.

Especialistas em ataques cibernéticos patrocinados por Estados dizem que os hackers bancados pelo governo da Rússia são conhecidos por serem altamente disciplinados, hábeis em esconder seus rastros, extremamente eficazes em manter o controle de redes infectadas e mais seletivos na escolha de alvos do que os seus homólogos chineses.

“Eles sabem que a maioria das pessoas não quer ter o conhecimento técnico ou a coragem para vencer uma batalha com eles. Quando eles percebem que alguém está em seu encalço, eles ficam inativos”, disse um especialista que ajuda vítimas de pirataria patrocinada por Estados.

Um ex-funcionário do setor de inteligência ocidental comentou: “Eles podem recorrer a alguns programadores e engenheiros de grau muito elevado, incluindo os muitos que trabalham para grupos do crime organizado, mas que também agem como corsários”.

O Escritório Federal de Segurança da Rússia se recusou a comentar o assunto, como também autoridades do Pentágono do Departamento de Segurança Interna dos EUA.

A BAE Systems Applied Intelligence, da Grã-Bretanha, publicou as conclusões de sua investigação sobre o spyware, que chamou de “cobra”.

A absoluta sofisticação do software, disse a empresa, estava muito além do que anteriormente foi encontrado — embora não tenha atribuído culpa pelo ataque.

“A ameaça … realmente dificulta as coisas em termos do que alvos potenciais, e a comunidade de segurança em geral, têm que fazer para se manter à frente dos ataques cibernéticos”, disse Martin Sutherland, diretor da BAE Systems.

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Publicado por em 11 de março de 2014 em Tecnologia

 

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Incêndio atinge vários prédios em Tóquio e afeta trem-bala no Japão

Bombeiros trabalham no interior da estação de trem de Yurakucho. (Foto: Pres Jiji / Via AFP Photo)Bombeiros trabalham no interior da estação de trem de Yurakucho. (Foto: Pres Jiji / Via AFP Photo)

Um grande incêndio atingiu vários prédios no centro de Tóquio, no Japão, na manhã desta sexta-feira (3). Um dos edifícios afetados é o da estação de trem de Yurakucho, informa a rede de TV “NHK”.

Não há informações sobre feridos.

Ao menos quatro prédios pegaram fogo. Com a estação afetada, efeito cascata provocou atrasos nos trens-bala em todo o país.

A polícia informou que o fogo começou em uma loja de videogames no térreo de um dos prédios e se alastrou em pouco tempo.

Pelo menos cinquenta carros do Corpo de Bombeiros trabalharam no combate das chamas. A operação para controlar o fogo demorou cerca de seis horas.

Fonte G1

 
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Publicado por em 4 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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Pentágono diz que paralisação afeta credibilidade dos EUA com aliados

A paralisação do governo dos EUA vai minar a credibilidade norte-americana no exterior e levar aliados a questionar o comprometimento dos EUA com obrigações de tratados, advertiu nesta terça-feira (1º) o chefe de Defesa dos EUA, que se prepara para colocar 400 mil trabalhadores civis em licença sem remuneração.

O secretário de Defesa, Chuck Hagel, em visita à Coreia do Sul para celebrar os 60 anos do tratado de defesa mútua das duas nações, disse que os advogados do Pentágono estão analisando uma nova lei aprovada pelo Congresso para ver se mais trabalhadores civis podem ser poupados das licenças.

Mas, no momento, quando os 800 mil civis do departamento se apresentarem para o trabalho nesta terça-feira, cerca de metade será informada que não está isenta da lei da paralisação do governo e solicitada a voltar para casa, disse Hagel a repórteres.

O Pentágono e outras agências do governo dos EUA começaram a implementar planos de paralisação nesta manhã, depois que o Congresso não conseguiu chegar a um acordo para o financiamento do governo federal no ano fiscal que começou nesta terça-feira.

Uma medida de última hora aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Barack Obama vai garantir que 1,4 milhão de funcionários militares do Pentágono em todo o mundo continuem a receber salários durante a paralisação. Eles eram obrigados a trabalhar sob a lei anterior, mas não receberiam salário até que o Congresso aprovasse o financiamento.

A nova lei também assegura que os civis que são obrigados a trabalhar, apesar da paralisação, também sejam pagos, segundo Hagel. Mas sob a lei, qualquer pessoa que não esteja diretamente envolvida na proteção de vidas e bens não são consideradas isentas e devem ser colocadas de licença.

O chefe do Pentágono disse que desde que chegou a Seul, na noite de domingo, tem sido questionado por autoridades sul-coreanas sobre a paralisação do governo dos EUA.

“Isso tem um efeito sobre nossos relacionamentos ao redor do mundo e leva direto à pergunta óbvia: você pode contar com os Estados Unidos como um parceiro de confiança para cumprir os compromissos com seus aliados?”, disse Hagel a repórteres.

Fonte G1

 
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Publicado por em 2 de outubro de 2013 em Brasil

 

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Pai descobre sozinho mutação genética que afeta sua filha

É comum se dizer que os pais conhecem seus filhos melhor que ninguém. Mas Hugh Rienhoff chegou ao extremo de conhecer até mesmo os genes de sua pequena Beatrice.

Hugh Rienhoff descobriu sozinho a mutação genética da filha (Foto: Hugh Rienhoff )Hugh Rienhoff descobriu sozinho a mutação genética da filha (Foto: Hugh Rienhoff )

Insatisfeito com os diagnósticos que recebeu dos médicos sobre sua filha, que nasceu há 9 anos com um distúrbio raro, Rienhoff, um empresário do ramo de biotecnologia, decidiu resolver o problema com as próprias mãos.

Após quase uma década de exames clínicos, consultas com especialistas e até testes de DNA caseiros com equipamentos usados, ele publicou em julho deste ano um ensaio científico na revista americana Medical Genetics, em que descreve em detalhes o que ele assegura ser o problema de seu filha: uma mutação em um gene essencial para o crescimento normal dos músculos.

No processo, a julgar pela maneira como foi descrito em matérias médicas, esse pai de três filhos se transformou em um exemplo do que se pode conseguir na biologia em termos de ‘faça você mesmo’ (veja quadro abaixo).

Mas, em entrevista à BBC Mundo, Rienhoff garante que prefere manter um perfil discreto e confessa que não pode descansar: ainda que tenha descoberto o que sua filha tem, ele agora precisa entender como a doença se desenvolve.

Enigma

Desde antes do nascimento de Bea, o mundo de Rienhoff já girava em torno de doenças raras. Ele estudou genética clínica nos anos 1980, mas se concentrou profissionalmente em empresas biotecnológicas, algo que lhe permitiu obter contatos que se provariam valiosos.

Com a chegada de sua filha, em 2003, ele estava treinado para notar que havia algo estranho: o bebê custava a ganhar peso, tinha uma mancha no rosto e suas pernas eram desproporcionalmente longas.

Mas os médicos não tinham um diagnóstico convincente, e Bea passou a ser um entre centenas de bebês que nascem a cada ano com um distúrbio não-identificado.

Reinhoff decidiu, então, usar sua experiência para desvendar esse enigma pessoal e doloroso. Assim nasceu um projeto que, em certa medida, passou a definir sua carreira.

Genoma familiar

Com a ajuda de colegas, extraiu o DNA de sua filha e, graças a equipamentos usados que comprou por US$ 2 mil em sites como eBay e instalou em casa, ele amplificou esse material genético para que um laboratório pudesse analisar as cadeias do DNA.

Com o resultado em mãos, copiou a sequência inteira em um documento de Word e comparou cada fragmento com o que encontrou do Projeto do Genoma Humano.

No entanto, logo percebeu que a empreitada era grande demais e decidiu dar publicidade ao seu projeto, dando conferências, criando sites na internet e concedendo entrevistas.

E conseguiu o apoio de uma organização dirigida por um velho amigo – a qual pôde, em escala maior, sequenciar os genes necessários de Bea e seus parentes e, assim, todo o genoma familiar.

Essa análise foi crucial para que, após muitas idas e vindas, Rienhoff pudesse chegar a uma conclusão científica preliminar: uma mutação em um gene associado a uma síndrome de pouca massa muscular.

‘Foi um momento emocionante, porque eu suspeitava que esse gene poderia estar na família, e isso se provou correto’, disse ele à BBC Mundo.

Dilemas

Mas a jornada foi um “vaivém de emoções”, porque a princípio ele não sabia o que ia encontrar.

“Temia que fosse uma mutação conhecida e que o destino (de Bea) estivesse traçado”, confessa.

Sobre os risgos e dilemas inerentes de fazer ciência com base em sua própria filha, Reinhoff acha que não tinha opção: se ele tinha a habilidade de investigar o que acontecia com Bea, não poderia simplesmente esperar que seu problema fosse eventualmente tema de uma pesquisa científica.

Ele contou com a ajuda de outros especialistas. Por questões éticas e de parentesco, a publicação científica do Hospital Johns Hopkins, nos EUA, diz que ele nunca tirou sangue de Bea nem realizou procedimentos diretos na menina.

Ele também diz que não publicou seus resultados em busca de satisfação pessoal – mas sim porque ainda há investigações a fazer e porque são necessários mais casos para entender melhor a mutação. E, além disso, para entender como será a vida de Bea daqui para frente.

“O que eu realmente queria saber é qual a história natural disso”, afirma Rienhoff. Para tal, é preciso estudar outros pacientes e – seu próximo passo – investigar a mesma mutação em camundongos de laboratório.

Enquanto isso, ele se diz satisfeito de ter identificado o gene e sua variante. Agrega que sua filha está bem de saúde e tem sorte de não ser portadora de doenças vasculares graves – hipótese que chegou a ser contemplada pela família.

E o quanto ela entende a respeito do que passa ao seu redor?

“Ela não sabe muito”, afirma Rienhoff. “Mas ela está feliz que vai ganhar um camundongo!”

Fonte G1

 
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Publicado por em 22 de setembro de 2013 em Brasil

 

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Transição energética na Alemanha já afeta grandes empresas do setor

O plano de transição energética da Alemanha, que pretende substituir usinas poluentes, como as de carvão, ou aquelas consideradas perigosas, como as nucleares, por complexos renováveis já traz consequências negativas para empresas do setor, que têm planos de fechar unidades ou mesmo transferir plantas para outro país.

O futuro das usinas movidas a carvão e gás é um dos grandes pontos de interrogação desta transição, que deve levar a Alemanha a abandonar, em 20 anos, a energia nuclear, e as fontes renováveis a se tornarem 80% da produção elétrica até 2050.

Merkel, que espera se eleger para um terceiro mandato nas legislativas de 22 de setembro, reivindica o popular abandono da energia atômica.

Mas esta política energética vai privar os produtores de eletricidade, EON e RWE em primeiro lugar, de ganhos proveitosos obtidos com suas usinas atômicas. A empresa energética alemã RWE quer fechar seis usinas na Alemanha e a EON pretende se mudar para a Turquia.

E a partir de agora, ela transforma suas usinas de gás e carvão, marginalizadas pela concorrência das renováveis, em fontes de prejuízo. “Muitas de nossas usinas operam no prejuízo”, afirmou recentemente o diretor financeiro da RWE, Bernhard Günther.

Como consequência, a RWE pretende fechar várias usinas na Alemanha e na Holanda, que representam uma capacidade acumulada de 4.300 Megawatts (Mw). E outras podem seguir o mesmo caminho, acrescentou Günther.

A Agência de Redes, que deve avaliar estes fechamentos, recebeu desde o fim de 2012 quinze pedidos de fechamento, segundo um porta-voz. A norueguesa Statkraft, entre outras, anunciou que fechará duas instalações na Alemanha.

Em função do boom de energia solar nos últimos anos, devido a um regime generoso de subsídios, a capacidade instalada das renováveis atualmente é tal que, se o vento soprar ou o sol brilhar, inclusive ao mesmo tempo, a Alemanha pode em algumas oportunidades deixar de usar suas usinas convencionais.

Eólica e solar são prioridades
O apoio às renováveis se traduz, sobretudo, na prioridade dada à própria energia que alimenta a rede. Tudo o que as eólicas e os painéis solares produzem deve passar, enquanto a produção de carbono e gás só serve para tapar buraco.

Em função do boom de energia solar nos últimos anos, devido a um regime generoso de subsídios, a capacidade instalada das renováveis atualmente é tal que, se o vento soprar ou o sol brilhar, inclusive ao mesmo tempo, a Alemanha pode em algumas oportunidades deixar de usar suas usinas convencionais.

Entre abril e maio, algumas usinas da RWE funcionaram a menos de 10% de sua capacidade, explicou Günther. Como o preço do atacado da eletricidade é o mais baixo da Europa, isto se traduz em perdas substanciais.

Recentemente, o problema dizia respeito às usinas a gás, mas, segundo ele, a partir de agora até mesmo o carvão não é mais obrigatoriamente rentável.

A EON brigou durante meses com as autoridades regionais sobre o destino de sua usina a gás de Irshing, na Bavária. Inaugurada em 2010, a central funciona precariamente. O grupo concordou em mantê-la em serviço, como desejavam reguladores e poder público em uma solicitação de garantia de abastecimento, mediante o pagamento de uma compensação.

Garantia de abastecimento
A Agência de Redes advertiu que não aprovará mais fechamentos de usinas no sul do país, onde a demanda é maior. A geração a partir de fontes renováveis é inteiramente dependente do clima e as fontes convencionais precisam garantir o abastecimento quando estas falham. Quando isto ocorre, os operadores pedem compensação.

Atualmente, as usinas do grupo EON “trabalham por nada”, lamentou recentemente o diretor Johannes Teyssen, que estuda outros cenários de fechamento e – por que não? – transferir a empresa para a Turquia, onde o grupo está solidamente implantado. “Eu acredito que é sempre uma ameaça, será muito, muito complicado, e me espantaria que pensassem nisso seriamente’, comentou uma fonte do setor.

Neste período pré-eleitoral, as ameaças fazem parte do jogo. Todo o setor espera do futuro governo uma revisão profunda das modalidades da transição energética. “Todos os problemas são conhecidos e identificáveis, não haverá descanso para o futuro governo”, advertiu Hildegard Müller, presidente da federação do setor, BDEW.

G1 visitou a Alemanha
Em 2011, o G1 visitou o estado de Baden-Württemberg, no sul da Alemanha, e mostrou projetos do país voltados à geração de energia limpa e que terão a responsabilidade de substituir, principalmente, as usinas nucleares em operação por todo o território alemão (veja reportagens).

O emprego das energias renováveis no país, como a solar, eólica e biomassa, saltariam para 80% até 2050, segundo o plano oficial. A potência instalada de fontes renováveis deverá chegar a 163,3 GW.

É como se em quatro décadas a Alemanha construísse o equivalente a mais de 14 usinas com a mesma potência da de Belo Monte, que terá capacidade para produzir 11,2 GWh de energia no Rio Xingu, no Pará.

À esquerda, exemplos de turbinas de energia eólica que funcionam em regiões da Alemanha; à direita, casas sustentáveis que são abastecidas com luz solar em bairro de Freiburg (Foto: Eduardo Carvalho/Globo Natureza)À esquerda, exemplos de turbinas de energia eólica que funcionam em regiões da Alemanha; à direita, casas sustentáveis que são abastecidas com luz solar em bairro de Freiburg (Foto: Eduardo Carvalho/G1)

Fonte G1

 
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Publicado por em 22 de setembro de 2013 em Tecnologia

 

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