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G1 ouviu: ‘Barbie rapper’, Iggy Azalea exalta dinheiro e desdenha do amor

28 maio

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Iggy Azalea (Foto: Divulgação)Iggy Azalea (Foto: Divulgação)

Uma boneca Barbie está entre as 17 coisas com as quais a rapper Iggy Azalea se parece. A cantora também lembra o personagem animado Doug Funnie de peruca loira e até uma cumbuca de sopa de mariscos. A lista de semelhanças feita por um site dos EUA é um dos sinais da atual obsessão dos norte-americanos pela australiana de 23 anos.

Iggy exalta o dinheiro e dispensa romance no LP de estreia, “The new classic”. “Fuck love, give me diamonds” (foda-se o amor, me dê diamantes) é um dos melhores refrãos. O maior hit é “Fancy”. A parceria com Charlie XCX está em 2º lugar na “Billboard”. A revista aposta em “Fancy” como hit do verão (no hemisfério norte). “Problem”, com Ariana Grande, também está em alta, mas não está no CD.

O que põe “Fancy” acima do disco mediano é o refrão matador da parceira. A inglesa, outra revelação pop, dá um alívio de diversão ao falatório egocêntrico. Charlie XCX é a desconhecida mais ouvida da música atual. Além do provável hit do verão deste ano, ela também colaborou com um dos sucessos do ano passado, “I love it”, do Icona Pop.

De ‘popozuda’ a glamourosa
“The new classic” começa morno, com faixas que não justificam a atenção dada à cantora. “Walk the line” e “Don’t need y’all” batem na mesma tecla: “Ninguém me deu bola, e agora que sou ‘hot’, não vou dar moleza”. Algo como o “você não acreditou, nem sequer notou” de “Baba baby”, de Kelly Key.

Parece exagero abrir o álbum declarando vitória, mas o discurso faz sentido. Iggy Azalea saiu da Austrália aos 16 anos para ser rapper nos EUA. Em 2011, teve algum destaque com o single “Pu$$y”, de letra sexualmente explícita, entre outras faixas. A cintura fina e quadril avantajado levaram alguns críticos a tratá-la como só mais uma “popozuda” no concorrido mercado do rap. Iggy se mostrou mais que isso.

Foram três anos entre chamar atenção e lançar o álbum. Ela provou o talento em “Work”, ótimo single de 2013. A faixa resume sua trajetória em narrativa esperta (“Sem família, sem dinheiro, 16 anos no meio de Miami”). Lançar o disco já é uma vitória. Apesar da sensualidade de “Bounce”, ela quer mesmo é parecer vencedora e glamourosa. E, assim como a brasileira Valesca, é do alto da área VIP que vê os detratores.

A “Barbie rapper” não precisa de um Ken ou outro homem para se dar bem na vida. Ela tem boas ideias, apesar de desperdiçar parte delas exaltando as supostas virtudes.

Iggy Azalea no clipe de ‘Bounce’ (Foto: Divulgação)Iggy Azalea no clipe de ‘Bounce’ (Foto: Divulgação)

Romantismo financeiro
Nas poucas vezes em que fala de amor, Iggy Azalea mostra visão peculiar. “Vamos formar uma joint venture, ser parceiros até nossas ações se valorizarem”, propõe em “Change your life”. Em “Fuck love”, o argumento para rejeitar a nova paixão é irrefutável: “Já estou apaixonada por mim mesma”. Ela cita a referência óbvia: “Material girl”, de Madonna.

A autoestima rompe limites em “Goddess”, em que a aspirante a estrela se declara deusa. Pelo menos a faixa mostra mais verve que o início de “The new classic”. É um dos momentos que vale o álbum. Solo saturado de guitarra e tensão crescente à Kanye West sustentam autoelogios.

Azalea volta a derrapar no fim. “Rolex” reforça o romantismo financeiro. A lógica é: “se tempo é dinheiro e você me fez perder tempo, devolva a grana”. Ela faz referência ao fim de namoro com um rapper. O nome do ex é apropriado para a garota que ama cifrões: A$ap Rocky. No encerramento, volta a aludir ao término, com discurso choroso que contradiz o resto do disco.

Controvérsia
“O hip hop é comandado por uma mulher branca, loira e australiana”, disse a revista “Forbes”. A reportagem foi ironizada por Nicki Minaj, atual rapper mais poderosa dos EUA, ameaçada pela estrangeira. Outros fãs e críticos também consideraram o artigo exagerado e racista. A revista mudou a frase. Não é o primeiro nem o último tumulto causado por Iggy Azalea.

Iggy Azalea se apresenta no festival 'The Sound of Change' no estádio Twickenham, em Londres, neste sábado (1º). O show faz parte de uma campanha em defesa da mulher organizada pela Chime for Change, fundada por Salma Hayek, Frida Giannini e Beyoncé. (Foto: REUTERS/Neil Hall)Iggy Azalea se apresenta no festival ‘The Sound of Change’, em Londres (Foto: Reuters /Neil Hall)

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Publicado por em 28 de maio de 2014 em Música

 

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