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População denuncia vazamento de minério em igarapé do Pará

14 maio

Empresa reconhece vazamento, mas diz que incidente teve pequena proporção (Foto: Divulgação / MPF)Empresa reconhece vazamento, mas diz que incidente teve pequena proporção (Foto: Divulgação / MPF)

Moradores de Barcarena, Nordeste do Pará, denunciam vazamento de caulim, um minério utilizado na produção de materiais como papel e cerâmica, no igarapé Curuperé. Segundo a população, o vazamento foi descoberto na noite de terça-feira (6), e começou na empresa Imerys, que beneficia caulim perto do Igarapé. Em nota, a empresa reconhece que houve vazamento, mas diz que o incidente foi de pequena proporção, e alega que o material não é tóxico.

Igarapé ficou tingido de branco por causa do caulim (Foto: Divulgação / MPF)Igarapé ficou tingido de branco por causa do caulim
(Foto: Divulgação / MPF)

O caso está sendo investigado pelos ministérios públicos do Estado (MPE) e Federal (MPF), que visitaram o local nesta quarta-feira (7). Segundo o MP, as famílias ribeirinhas que dependem do igarapé estão desde ontem sem acesso a água própria para o consumo.

A Delegacia de Meio Ambiente (DEMA) abriu inquérito para apurar se houve crime ambiental. Equipes das Secretarias de Meio Ambiente do Estado e do Município de Barcarena também estiveram no local.  Equipes do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves foram enviadas para Barcarena, e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente também foi acionado.

A Promotoria de Justiça de Barcarena instaurou um procedimento para investigar a extensão do vazamento, que pode ter atingido o igarapé Dendê, onde também moram famílias ribeirinhas. Esta não é a primeira vez que a população denuncia este tipo de ocorrência em Barcarena: o MPF já tem um procedimento que apura a poluição causada pelo pólo industrial de Barcarena.

Veja, na íntegra, a nota da Imerys
A Imerys informa que registrou o vazamento de um pequeno volume de caulim na planta industrial de Barcarena na noite desta terça-feira (06). O mesmo durou de 20h54 às 21h03 (9 minutos), quando foi totalmente contido. A causa do incidente está sendo investigada pela empresa.

“A ação da equipe da Imerys foi ágil reestabelecendo rapidamente a normalidade. Reiteramos o comprometimento com a segurança das nossas atividades e com o esclarecimento dos fatos às autoridades, que visitaram hoje a planta de Barcarena”, afirmou Isabela Malpighi, Diretora de Meio Ambiente, Saúde, Segurança e Sustentabilidade da empresa.

Não é verdadeira a informação de que houve risco de rompimento das bacias da empresa. Também não possui fundamento afirmações de danos provocados à pele pelo caulim. O caulim é inerte e não tóxico.

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Publicado por em 14 de maio de 2014 em Tecnologia

 

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