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Governo fecha acordo para nova tecnologia de smartphones no país

14 maio

O governo brasileiro assinou nesta quinta-feira (8) memorando de entendimento com a Qualcomm Serviços de Telecomunicações, subsidiária de empresa que é uma das líderes mundiais de semicondutores para dispositivos móveis, para para que empresas instaladas no Brasil possam produzir, no fim deste ano, ou em 2015, uma nova tecnologia de “alta performance” para “smartphones” no país, informou o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Ricardo Schaefer.

O presidente da Qualcomm para a América Latina, Rafael Steinhauser, informou que o acordo fechado com o governo brasileiro prevê a validação, até o fim deste ano, e venda posterior no Brasil, de uma  nova tecnologia para smartphones que ainda não existe no mercado. “Não existe comercialmente ainda, mas não é um semicondutor novo. Pode ter impacto na performance, no tamanho, na velocidade e no custo [dos aparelhos]”, declarou ele, que não quis dar mais detalhes sobre o projeto. Segundo o governo, duas empresas instaladas no Brasil devem levar este projeto adiante.

Steinhauser lembrou que a Qualcomm não tem fábricas próprias e que atua somente no modelo de negócios. “Desenhamos e contratamos uma rede de parceiros que fabricam estes produtos e depois comercializamos. Como não fabricamos, temos uma grande quantidade de empresas que fazem esses dispositivos. A Qualcomm conhece profundamente cadeia de valor, empresas e países onde estão assentados e sabemos quais são as condições mínimas para atrair investimentos”, concluiu ele.

Atração de investimentos
Além do projeto de validação e produção de uma nova tecnologia “smartphones” no país, o governo também assinou outro memorando de entendimentos com a Qualcomm para identificar as condições que o Brasil precisa ofertar para atrair investimentos no setor de semicondutores, que movimenta, anualmente, US$ 351 bilhões. O déficit do Brasil relativo a componentes de semicondutores é de US$ 11 bilhões a US$ 12 bilhões por ano, informou o Ministério do Desenvolvimento.

“O objetivo é realizarmos conjuntamente com a Qualcomm uma avaliação dos instrumentos de politica pública e de condições que o Brasil precisa ofertar para atração de investimentos produtivos dessa cadeia global no Brasil. A Qualcomm tem compreensão como essa cadeia vem se organizando no mundo e quais são as condições inexoráveis que precisamos desenvolver atrair o investimento estrangeiro direto”, explicou Schaefer, do Ministério do Desenvolvimento.

Ele observou que a indústria de semicondutores é “muito complexa” e que demorou décadas para ser implementada em outros países. “O Brasil conseguiu criar um pequeno ecossistema de semicondutores, fruto desse esforço que o governo realizou nos últimos anos. Agora vamos dar um salto de qualidade junto com a Qualcomm, que vai nos ajudar a definir quais são nossos alvos de adensamento da cadeira de semicondutores e quais condições exatas precisamos criar para que esses investimentos venham para o Brasil”, acrescentou Schaefer.

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Publicado por em 14 de maio de 2014 em Tecnologia

 

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