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Adora-Roda evoca tradição do samba em curta temporada no Grande Recife

14 maio

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Adora Roda (Foto: Diego Bresani / Divulgação)Depois de passar por Rio e Salvador, Adora-Roda chega ao Recife (Foto: Diego Bresani / Divulgação)

Não precisa de muito tempo de conversa para saber que, com o grupo brasiliense de samba Adora-Roda, para qualquer lado que se aborde, o assunto dominante será o mais famoso dos ritmos brasileiros – como se o palíndromo que batiza a banda integrasse também a personalidade do grupo. O dicionário Houaiss explica: palíndromo é “frase ou palavra que se pode ler, indiferentemente, da esquerda para a direita ou vice-versa”. Os rapazes, que estão em turnê pelo Brasil, fazem curta temporada no Grande Recife, com três shows marcados, de sexta a domingo.

A banda está em divulgação do primeiro disco, “Mensageiros do samba”, lançado no final de 2013. “Qualquer pessoa que canta os sambas da antiga é mensageiro do samba. Tem que estar com o peito aberto, é quase uma oração. O nome não é uma exclusividade nossa. Somos mais um, operários, porque há muitas pessoas fazendo esse trabalho de resgatar sambas antigos”, conta o percussionista Breno Alves, em conversa com o G1. O trabalho soma 13 faixas, das quais oito são autorais e as demais, assinadas por compositores tidos pelo Adora-Roda como referências, a exemplo de Monarco e Carlos Elias da Portela, Nelson Cavaquinho, João da Baiana, Riachão e Sérgio Magalhães.

Antes de chegar à capital pernambucana, o grupo já passou por Rio de Janeiro e Salvador, com ótima recepção, garante Breno. “Foi nosso primeiro show no Rio, uma felicidade tamanha tocar no Circo Voador, um palco onde a história da MPB também é contada. Foi um marco para a nossa carreira. Salvador também foi incrível, tocamos no pátio de uma igreja com mais de 300 anos, muito cheio, muita gente, e a gente ali com o sincretismo do samba, falando de temas africanos durante o repertório”, comenta.

Para Breno, a viagem proporciona outras oportunidades, além de conhecer novos músicos e compositores em cada cidade. “Tem sido importante ver também um pouco da história do país, e como o samba consegue contar essa história. A força do negro, a cultura que resiste e permanece até hoje”, exemplifica.

A expectativa para os shows no Recife não poderia ser melhor, uma vez que Breno esteve na cidade no começo do ano e já conhece um pouco do trabalho desenvolvido pelos sambistas e compositores da terra. “Fiquei maravilhado e surpreso com a força do movimento. Fui às vésperas do carnaval, pude ver a força das escolas de samba, e ensaios de algumas baterias. Não deixa a desejar para lugar nenhum. No Rio tem um bairrismo deles pensarem que o samba só existe ali, e o samba nasce no coração, em qualquer lugar, em todo lugar do Brasil”, acredita.

Para as apresentações na cidade, grupos como Terra e Raízes estão escalados. “Essas bandas não conheço, vai ser uma surpresa, mas tenho certeza de que vai ser maravilhoso. Vamos conversar bastante, trocar figurinhas e pensar o samba. Não existe bairrismo, tem que ser uma união, porque trata-se de um ritmo que rompeu todas as fronteiras”, pontua.

O Adora-Roda começou em 2007, em Brasília, com a intenção de criar uma autêntica roda de samba na capital federal. Depois de passar por alguns espaços, fixou-se no Bar do Calaf, onde toca semanalmente, toda terça-feira. “O público foi chegando e o grupo foi tomando forma, criando corpo. A galera começou a compor.. Estão florescendo grupos e compositores em Brasília, é um movimento muito legal”, atesta Breno. Além dele, que canta e toca pandeiro, formam a banda Guto Martins (percussão), Kadu Nascimento (tantan, surdo e voz), Tito Silva (cavaco e voz), Vinícius de Oliveira (banjo e voz) e Vinícius Magalhães (violão 7 cordas).

Serviço:
Adora-Roda com a turnê “Mensageiros do Samba”

» Sexta (09), no Sétima Arte Bar e Restaurante
Rua Capitão Lima, 195 – Santo Amaro – 22h
Ingressos: R$ 15, à venda no dia, no local
Informações: (81) 8810.0755

» Sábado (10), na Escola de Samba Galeria do Ritmo
Rua Belarmino Henrique, 147, Morro da Conceição – 14h
Com Grupo Terra e Grupo Raízes
Ingressos: R$ 10, à venda no dia, no local
Informações: (81) 8671.0958

» Domingo (11), na Pitombeira dos 4 Cantos
Rua 27 de Janeiro, 128 – Olinda – 16h
Com Original Bamba Style e convidados
Ingressos: R$ 10, à venda no dia, no local
Informações: (81) 8810-0755

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Publicado por em 14 de maio de 2014 em Música

 

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