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DF registra a maior redução no número de orelhões do país

07 maio

Homem fala ao celular ao lado de orelhão, em Brasília (Foto: Lucas Nanini/G1)Homem fala ao celular ao lado de orelhão em frente à sede da Anatel, em Brasília (Foto: Lucas Nanini/G1)

O Distrito Federal teve uma redução de 48% no número de orelhões nos últimos dez anos, o maior percentual do país, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A quantidade de aparelhos caiu de 22.646 unidades, em 2004, para 11.687 hoje.

A redução no DF é superior à média nacional. Levantamento do G1 com base nos dados da Anatel mostra que o país perdeu um terço dos aparelhos em uma década. Eram 1,3 milhão em 2004. Hoje, existem 850 mil.

Goiás aparece em segundo lugar entre as unidades da federação com maior redução no número de orelhões, com 45% de queda – de 51.239 para 27.984 aparelhos. Em terceiro lugar está o Rio de Janeiro, com 42% de diminuição – de 124.064 para 72.099.

Apenas duas unidades da federação tiveram queda abaixo dos 10%. Em Roraima, o número de orelhões foi reduzido de 2.711 para 2.620. Os aparelhos em Rondônia caíram de 7.750 para 7.114.

Em proporção ao número de habitantes, o DF tem 4,1 orelhões para cada grupo de mil moradores, 14º índice do país. A média nacional é de 4,3 aparelhos para cada mil habitantes. A unidade com mais aparelhos em relação à população é Roraima, com 5,3 orelhões para cada mil habitantes. O Amazonas tem o pior índice do país: 3,97 aparelhos para cada mil habitantes.

Orelhão sem manutenção em Taguatinga, no Distrito Federal (Foto: Lucas Nanini/G1)Orelhão sem manutenção em Taguatinga, no Distrito Federal (Foto: Lucas Nanini/G1)

Segundo a Anatel, 413 orelhões encontram-se em manutenção no DF. Em frente à própria agência, um dos aparelhos voltou a funcionar recentemente, segundo um comerciante da região. “Ficou uns quatro meses sem funcionar. Eu até achava que ainda não estava funcionando”, conta.

A Anatel afirma que o número de orelhões diminui à medida em que os aparelhos são menos utilizados. De acordo com a agência, metade dos equipamentos realiza duas chamadas por dia. O avanço da tecnologia, o crescimento no número de usuários de telefones celulares e de internet e novas necessidades de comunicação têm contribuído para o declínio na utilização dos orelhões, diz o órgão.

Eu tinha que buscar uma pessoa que vinha de São Paulo e eu estava sem o celular. Eu precisava falar com ela e não tinha orelhão, que é um bem público e devia ser obrigatório”Luiz Fernando Macedo Bessa, professor

Apesar da menor procura, os usuários ainda precisam recorrer aos telefones públicos. O motorista Kleber Alexandre Barros de Sousa, de Samambaia, diz que deixou de informar a mulher sobre um serviço bancário porque não encontrou orelhão por perto.

“O celular dela tinha dado problema, e eu deixei o meu com ela. Eu disse que iria ligar depois de passar no banco, na 504 Norte. Só que não tinha nenhum orelhão. Perguntei e me disseram que só tinha um duas quadras depois. Eu pensei ‘não vou andar isso tudo’. Deixei que ela [a mulher] pensasse que eu resolvi”, afirma.

O professor Luiz Fernando Macedo Bessa também precisou de um telefone público, mas não encontrou um aparelho quando estava em um shopping da capital. “Eu tinha que buscar uma pessoa que vinha de São Paulo e eu estava sem o celular. Eu precisava falar com ela e não tinha orelhão, que é um bem público e devia ser obrigatório”, diz.

Segundo Bessa, a administração do centro de compras ofereceu um telefone fixo para ele fazer a ligação. “Só se fala com celular [no shopping]. Eu acho uma coisa elitista, um pouco segregado.”

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Publicado por em 7 de maio de 2014 em Tecnologia

 

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