RSS

Resgate monetário da Ucrânia pode mudar se país perder território, diz FMI

02 maio

AppId is over the quota
AppId is over the quota
Entenda a crise na Crimeia (Foto: Arte/G1)

A perda da Ucrânia de seu território no leste forçaria o Fundo Monetário Internacional (FMI) a redesenhar o resgate de US$ 17 bilhões do país e exigiria um financiamento adicional, alertou o fundo nesta quinta-feira (1º).

O FMI também disse que a deterioração das relações entre a Ucrânia e a Rússia, destino de um quarto das exportações de Kiev, poderia ferir ainda mais a economia ucraniana e forçar um ajuste do resgate, aprovado pelo Conselho do FMI na quarta-feira.

“Uma interrupção de longa duração das relações com a Rússia, que deprime as exportações, o investimento e crescimento ou uma perda de controle econômico sobre a parte leste do país, que reduz a receita orçamentária, exigiria uma recalibração significativa do programa e financiamento adicional, incluindo por parte de parceiros bilaterais da Ucrânia”, disse o FMI em relatório divulgado nesta quinta.

Ao delinear os riscos para o programa, o FMI também alertou para a incerteza sobre o compromisso do governo da Ucrânia com um amplo programa de reformas, muitas delas politicamente impopulares, especialmente após as eleições presidenciais de 25 de maio.

O resgate do FMI deve desbloquear outros US$ 15 bilhões em ajuda adicional à Ucrânia do Banco Mundial, União Europeia, Canadá e outros doadores, destinados a ajudar a Ucrânia a estabilizar a economia em meio ao pior tumulto civil desde sua independência em 1991.

Entenda a crise
A Ucrânia vive uma grave crise social e política desde novembro de 2013, quando o governo do então presidente Viktor Yanukovich desistiu de assinar,  um acordo de livre-comércio e associação política com a União Europeia (UE), alegando que decidiu buscar relações comerciais mais próximas com a Rússia, seu principal aliado.

A oposição e parte da população não aceitaram a decisão, e foram às ruas, realizando protestos violentos que deixaram mortos e culminaram, em 22 de fevereiro de 2014, na destituição do contestado presidente pelo Parlamento e no agendamento de eleições antecipadas para 25 de maio.

Houve a criação de um novo governo pró-União Europeia e anti-Rússia, acirrou as tensões separatistas na península da Crimeia, de maioria russa, levando a uma escalada militar com ação de Moscou na região. A Crimeia realizou um referendo que aprovou sua adesão à Rússia, e o governo de Vladmir Putin procedeu com a incorporação do território, mesmo com a reprovação do Ocidente.

Após a adesão da Crimeia ao governo de Moscou, outras regiões do leste da Ucrânia, de maioria russa, também começaram a sofrer com tensões separatistas. Militantes pró-Rússia tomaram prédios públicos na cidade de Donetsk e a proclamaram como “república soberana”, marcando um referendo sobre a soberania nacional para 11 de maio. A medida não foi reconhecida por Kiev nem pelo Ocidente. Outras cidades também tiveram atuação de milícias russas, como Lugansk e Kharkiv.

O conflito reflete uma divisão interna do país, que se tornou independente de Moscou com o colapso da União Soviética, em 1991. No leste e no sul do país, o russo ainda é o idioma mais usado diariamente, e também há maior dependência econômica da Rússia. No norte e no oeste, o idioma mais falado é o ucraniano, e essas regiões servem como base para a oposição – e é onde se concentraram os principais protestos, incluisive na capital, Kiev.

View the original article here

Anúncios
 
Deixe um comentário

Publicado por em 2 de maio de 2014 em Brasil

 

Tags: , , , , ,

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: