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Putin diz que pode reconsiderar empresas ocidentais na Rússia

30 abr

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta terça-feira (29) que a Rússia não vê nenhuma necessidade de aplicar sanções contra o Ocidente, mas que pode reconsiderar a participação de companhias ocidentais em sua economia, incluindo projetos de energia, se as sanções continuarem.

Nesta segunda, os Estados Unidos anunciaram novas sanções que têm como alvo líderes de negócios e empresas ligadas a Putin, enquanto a União Europeia divulgou nesta terça 15 nomes de russos e ucranianos atingidos por congelamento de bens e proibição de viagens, por conta da crise política na Ucrânia.

“Nós não gostaríamos de recorrer a qualquer medida em resposta (às sanções aplicadas por Estados Unidos e União Europeia)”, disse o presidente russo a jornalistas depois de uma reunião com líderes da Bielorrússia e do Cazaquistão. “Mas se elas continuarem, é claro que nós teremos que pensar sobre quem está trabalhando nos setores chaves da economia russa, incluindo o setor energético, e como (estão trabalhando)”.

Já o ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, que havia anunciado que a Rússia responderia às sanções, criticou nesta terça as sanções dos Estados Unidos e da União Europeia contra a Rússia. Ele disse que as punições desafiam o bom senso e são o trabalho de políticos ocidentais fracos “tentando pôr a culpa em outros”.

Nesta terça-feira, a UE anunciou o de 15 russos e ucranianos em resposta às ações da Rússia na Ucrânia, um dia depois de os EUA anunciarem sanções a sete russos e 17 empresas ligadas ao presidente russo, Vladimir Putin.

“Rejeitamos sanções em quaisquer de nossas relações, especialmente aquelas patrocinadas pelos Estados Unidos e pela União Europeia, que desafiam o bom senso em relação aos acontecimentos na Ucrânia”, afirmou Lavrov durante uma visita a Cuba.

“As tentativas de culpar outros é o resultado de políticos fracos, ou daqueles políticos que entendem que suas ambições geopolíticas fracassaram e estão tentando culpar outros”, disse Lavrov.

A Rússia anexou a região da Crimeia depois que o presidente ucraniano pró-Moscou Viktor Yanukovich foi deposto em fevereiro por manifestantes que exigiam laços mais próximos com a Europa. Kiev e o Ocidente acusam a Rússia de incitar uma campanha separatista no leste ucraniano, região predominantemente de etnia russa, uma acusação que Moscou refuta.

Lavrov está fazendo uma viagem planejada há tempos à América Latina nesta semana e recebeu nesta terça-feira o apoio do ministro cubano das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, que disse que seu país “rejeita energicamente” as sanções.

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Publicado por em 30 de abril de 2014 em Brasil

 

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