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Esterco de vaca pode ser fonte de bactérias resistentes a antibióticos

30 abr

 Foto de 2012 mostra vacas leiteiras na cidade de Totoras, 360 km ao norte de Buenos Aires. (Foto: Reuters/Enrique Marcarian/Files)Estudo foi feito com esterco de vacas leiteiras
(Foto: Reuters/Enrique Marcarian/Files)

O esterco de vacas leiteiras, que frequentemente é utilizado como fertilizante para solos de cultivo, contém grande quantidade de genes recém identificados que são resistentes aos antibióticos, segundo um artigo publicado nesta terça-feira (22) pela revista “mBio”.

Os genes provêm de bactérias dos intestinos dos animais, e o estudo, publicado na revista da Sociedade Americana de Microbiologia, indica que o esterco das vacas pode ser uma fonte de novos tipos de genes com resistência aos antibióticos que se transferem para as bactérias nos solos onde os alimentos são cultivados.

“Considerando que há uma conexão entre os genes com resistência aos antibióticos que se encontram nas bactérias do ambiente e as bactérias dos hospitais, buscamos determinar que tipos de bactérias vão parar no ambiente por meio do esterco”, explicou Fabienne Wichmann, da Universidade de Yale e pesquisadora principal do estudo.

Os fazendeiros usam o esterco bovino, fresco ou decomposto, para fertilizar os solos onde cultivam verduras, frutas ou grãos e, eventualmente, as bactérias com resistência aos antibióticos podem chegar aos humanos desta maneira.

Os genes resistentes aos antibióticos podem passar a fazer parte do “ecossistema humano” porque as bactérias que os possuem criam colônias no homem ou transferem os genes para outras bactérias.

A pesquisa científica comprovou que as bactérias se transferem dos animais de fazenda para os humanos que têm contato com eles.

Os cientistas identificaram no esterco das vacas 80 genes únicos e funcionalmente resistentes aos antibióticos. No laboratório, os genes fizeram com que uma amostra da bactéria Escherichia coli se tornasse resistente a um de quatro tipos de antibióticos, os betalactâmicos (como a penicilina), os aminoglicósidos, tetraciclina e cloranfenicol.

Aproximadamente 75% dos 80 genes resistentes aos antibióticos tinham sequências remotamente vinculadas a outros genes já descobertos.

Os pesquisadores encontraram, além disso, uma nova família de genes que conferem resistência aos antibióticos do tipo cloranfenicol e são usados regularmente para o tratamento das doenças respiratórias do gado.

“A diversidade de genes que encontramos é notável, considerando que tínhamos apenas cinco amostras de esterco”, ressaltou Jo Handeslman, microbiólogo de Yale.

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Publicado por em 30 de abril de 2014 em Tecnologia

 

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