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Programadores criam modelo de ‘loja sem dono’ com Bitcoin

29 abr

Um trio de programadores entusiastas da moeda virtual Bitcoin criou um sistema de “loja sem dono” chamada DarkMarket (“mercado escuro”). Se colocado em prática em conjunto com tecnologias de anonimato, o DarkMarket criaria um comércio descentralizado para a venda de produtos ilegais, dificultando a ação das autoridades.

A tecnologia foi demonstrada em uma conferência no Canadá no início do mês, segundo uma reportagem da revista “Wired”. O código fonte do DarkMarket é aberto e pode ser obtido no site GitHub (acesse aqui). O software, porém, não está finalizado e os três programadores responsáveis pelo projeto – Amir Taaki, Damian Cutillo e William Swanso -, não pretendem finalizá-lo. “É só um protótipo simples, mas queríamos mostrar que era possível”, afirmou Taaki.

O estabelece uma rede ponto-a-ponto (P2P) entre todos os participantes. Qualquer um pode comprar e vender. O diferencial do DarkMarket é uso da moeda virtual Bitcoin para solucionar disputas de pagamento. O DarkMarket traria mais desafios para as autoridades, que não poderiam derrubar o comércio ilegal com uma única ação contra os servidores de uma loja, como ocorreu com o site de drogas Silk Road, fechado pelo FBI.

Quando dois usuários decidem fazer negócio, um terceiro usuário chamado de “árbitro” é escolhido. O dinheiro da compra é colocado em um endereço de Bitcoin que exige a autorização de duas das três partes para ser usado. Dessa forma, se um desentendimento ocorrer entre o comprador e o vendedor,  caberá ao árbitro liberar ou bloquear o dinheiro, fazendo o mesmo papel de um banco ou operadora de cartão de crédito.

Os árbitros também são usuários normais da rede – qualquer participante do DarkMarket pode ser um árbitro. Cada usuário deve manter uma lista de “árbitros confiáveis” e quando dois participantes realizam um negócio, um árbitro é selecionado aleatoriamente entre aqueles que constam na lista de ambos.

O software do DarkMarket no computador de cada participante permite a configuração de uma “página de venda”, mostrando os produtos disponíveis. Como está incompleto, o DarkMarket não possui funções de busca por usuário ou por produto, fornecendo apenas uma lista “crua” de endereços da rede e exigindo que o usuário clique em cada um para verificar o que está à venda. De acordo com os criadores, porém, essas funções poderiam ser adicionadas

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Publicado por em 29 de abril de 2014 em Tecnologia

 

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