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Começa reunião internacional sobre mudanças climáticas no Japão

25 mar

O Painel Intergovernamental de Especialistas sobre as Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) começou nesta terça-feira (25) em Yokohama, Japão, uma reunião destinada a alertar sobre o impacto das mudanças climáticas e os estragos que provoca em nível humano e econômico.

“Esta reunião é muito importante. O relatório do grupo ampliará a compreensão das questões vinculadas ao impacto das mudanças climáticas”, disse no discurso de abertura Rajendra Kumar Pachauri, presidente do IPCC desde 2002.

A abertura da reunião do IPCC coincidiu com a publicação de um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) que adverte sobre o risco de poluição do ar, que em 2012 provocou a morte de 7 milhões de pessoas no mundo.

Depois de terem fornecido em setembro passado os últimos dados sobre a amplitude sem precedentes das mudanças climáticas, os especialistas do IPCC publicarão no dia 31 de março seu novo diagnóstico, não apenas sobre os efeitos de tal mudança, mas também sobre as adaptações necessárias para enfrentar isso.

Agravamento de fenômenos meteorológicos extremos, queda da sobrevivência de espécies animais e vegetais, modificação dos rendimentos agrícolas, evolução das doenças, deslocamento de populações: as consequências previstas pelas mudanças climáticas desestabilizarão os equilíbrios atuais, advertem os especialistas.

Naturalmente, as emissões de CO2 estarão no olho do furacão, na medida em que são o grande fator do desequilíbrio ambiental.

Segundo uma versão ainda não definitiva do documento do IPCC que será publicado, por cada grau centígrado suplementar (de aquecimento) os recursos de água potável diminuiriam 20% para o equivalente a 7% da população mundial.

Simultaneamente, os riscos de inundações, em particular na Europa e na Ásia, aumentariam sensivelmente devido à emissão de gases de efeito estufa.

A produção de cereais (trigo, arroz) mundial pode, por sua vez, cair 2% por década, enquanto a demanda aumentará 14% até 2050.

A pobreza, as migrações e a fome resultantes destas catástrofes naturais são fatores de conflitos, mas incentivam a concorrência com a diminuição de recursos como pano de fundo, adverte a versão preliminar do relatório.

Para este segundo volume, mais de 300 investigadores compilaram milhares de estudos e seus escritos foram submetidos à opinião da comunidade científica, e além disso é proposto um documento mais resumido, de 29 páginas, destinado às autoridades políticas.

Antes de sua publicação, no dia 31 de março em Yokohama, esta síntese chamada de “resumo para os decisores” terá que ser aprovada pelos representantes de 195 países.

“As mudanças climáticas no século XXI encorajarão os Estados a novos desafios e determinarão de maneira crescente as políticas de segurança nacional”, alerta o projeto de resumo.

Além disso, algumas repercussões transfronteiriças das mudanças climáticas – a redução das zonas geladas do planeta, as fontes de água compartilhadas ou a migração das populações de peixes – “têm o potencial de aumentar a rivalidade entre Estados”, afirma o relatório.

“É muito importante poder contar com este acordo sobre a constatação científica para conceder uma oportunidade de negociação”, explicava recentemente à AFP Sylvie Joussaume, climatologista no CNRS (Centro Nacional da Pesquisa Científica) da França, e do IPCC.

O objetivo da comunidade internacional é alcançar, durante a Conferência das Nações Unidas que será realizada em Paris em 2015, um acordo mundial vinculante que permita limitar o reaquecimento a 2 graus centígrados até 2100, em comparação com a era pré-industrial, limite acima do qual os cientistas consideram que as consequências mais dramáticas seriam inevitáveis.

No dia 13 de abril, o IPCC divulgará em Berlim seu terceiro volume sobre estratégias para enfrentar as emissões de gases de efeito estufa.

Várias ONGs presentes em Yokohama se somaram ao grito de alerta.

“A mudança climática já está devastando nações, já está destruindo vidas e provocando danos de bilhões de dólares”, declarou a organização ecologista Greenpeace.

Já a OXFAM advertiu que as mudanças climáticas podem prejudicar a luta contra a fome no mundo.

Fonte G1

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Publicado por em 25 de março de 2014 em Tecnologia

 

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