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Tártaros protestam na Crimeia com gritos de ‘Putin, vai embora’

15 mar

Tártaros protestam contra referendo no domingo (Foto: Viktor Drachev/AFP)Tártaros protestam contra referendo no domingo (Foto: Viktor Drachev/AFP)

Aos gritos de “Putin, vai embora” e “Soldados russos voltem para casa” centenas de tártaros da Crimeia se manifestaram nesta sexta-feira (14) para protestar contra o referendo de domingo (16) sobre a anexação desta península ucraniana à Rússia.

Os manifestantes, que exibiam bandeiras ucranianas, se concentraram nas principais ruas de Bajchisarai, reduto da minoria muçulmana na Crimeia, sob o olhar atento de milícias de autodefesa pró-russas. “Não queremos sequer pensar na possibilidade de voltar à Rússia”, declarou à AFP Fatima Suittarova, de 40 anos.

Os tártaros, uma minoria muçulmana instalada na península, foram deportados em massa por Joseph Stalin para a Sibéria e Ásia Central, mas começaram a voltar durante os últimos anos de Guerra Fría.

Atualmente, representam entre 12% e 15% dos dois milhões de habitantes da Crimeia.

A Rússia cedeu esta península à Ucrânia em 1954, quando as duas ex-repúblicas faziam parte da URSS. No entanto, Moscou manteve no porto de Sebastopol (Crimeia) a base de sua frota no Mar Negro.

O líder tártaro, Mustafa Djemilev, pediu na véspera o boicote ao referendo e solicitou que a Otan intervenha como fez em Kosovo, antes que ocorra um massacre.

Pró-russos preparam referendo
Nesta sexta, a tensão aumentou ainda mais no leste da Ucrânia om o anúncio feito por militantes pró-Rússia da cidade de Carcóvia de que no domingo (14) um referendo também será realizado concomitantemente com o da Crimeia.

Os simpatizantes de Moscou estão no mesmo embalo do ‘premiê’ separatista pró-Rússia da península ucraniana da Crimeia, Serguei Axionov. Ele acaba de convidar lideranças russófonas do leste a organizar referendos nos moldes do que será realizado neste domingo na Crimeia, que tratará da adesão à Rússia.

A petição feita pelo movimento pró-russo de Carcóvia, que anuncia também uma série de reuniões neste sábado nesta cidade, em Lugansk, Donetsk, Mariupol e Odessa, propõe uma votação inspirada na que ocorrerá na Crimeia, com duas opções: maior autonomia ou adesão à Rússia.

Os signatários do documento anunciam a instalação de 100 a 200 urnas em Carcóvia e se propõem também a ‘assumir o poder’ e ‘pedir a ajuda da Rússia’.

A iniciativa preocupou o governador da região, Igor Baluta, que convocou uma reunião extraordinária com os responsáveis pela segurança e lançou um apelo aos moradores para que evitem as reuniões, alertando para ‘possíveis atos terroristas’.

Fonte G1

 
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Publicado por em 15 de março de 2014 em Brasil

 

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