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‘Sinal de chamada’ de celulares de clientes de voo que sumiu é ‘habitual’

13 mar

O fato de os parentes dos passageiros do voo MH370, desaparecido desde sábado (8) na rota Kuala Lumpur-Pequim com 239 pessoas a bordo, alegarem ter completado ligações para os celulares de seus familiares aumentou a aura de mistério sobre o caso, mas pode não passar de uma peculiaridade técnica e “habitual” das redes de telefonia móvel.

O que acontece é que os celulares precisam trocar sinais com uma Estação Radio Base (ERB) para conseguir se comunicar entre si, explica ao G1 Carlos Nazareth, vice-diretor do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), de Santa Rita do Sapucaí (MG).

Quando dois aparelhos estão tão distantes um do outro a ponto de não serem cobertos pela mesma estação, essa comunicação não é feita instantaneamente. Com isso, a ligação tem de “pular” de central em central telefônica até localizar a ERB correta. Nesse intervalo, para o usuário não ficar com o telefone mudo, o tom de chamada pode ser emitido.

Sendo assim, mesmo que o celular de quem tenha discado emita esses sinais de chamada, o que dá a entender que a ligação foi completada, pode ser que o outro aparelho nem esteja chamando ainda. Segundo o site “China.org.cn”, 19 famílias assinaram um comunicado afirmando que as ligações telefônicas para seus familiares chamaram.

VALE ESTE 2 - mapa avião desaparecido malásia (Foto: Arte/G1)

Nazareth conta que o celular manda “mensagenzinhas para a operadora, dizendo: ‘eu estou aqui'”. A informação é registrada pela ERB que cobre a região em que ele está. No caso de o usuário estar em roaming internacional, a operadora internacional informará a localização do assinante à sua operadora de origem.

Se após “pular” de central em central a ligação chegar até a última ERB em que o celular foi avistado e não conseguir localizá-lo, a chamada não é completada. Em uma ligação como essa, em que os tons de chamada tocam por um tempo, a impressão que fica é que a outra pessoa simplesmente não atendeu.

No entanto, os especialistas ouvidos pelo G1 não descartam totalmente a possibilidade de a chamada ter sido completada. Para Fabrício Lira Figueiredo, engenheiro de telecomunicações do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), de Campinas (SP), a única hipótese nesse caso seria o telefone estar guardado em alguma bagagem e ter sobrevivido ao evento, além de estar dentro da área de cobertura de uma ERB.

“Imagine que ele está próximo à costa. Nesse caso, pode, sim, ter o sinal de uma torre de celular e receber a chamada”, diz.

O boeing 777-200, que ia da Malásia à China, foi visualizado pela última vez nas telas dos controladores de voo entre a localidade malaia de Kota Bharu e a ponta sul do Vietnã na madrugada de sábado (8). Depois de inicialmente focar as buscas no mar do Sul da China, a Malásia ampliou a operação de busca do avião para o Estreito de Malaca.

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Publicado por em 13 de março de 2014 em Tecnologia

 

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