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Especialista analisa em tribunal porta atingida por Pistorius

13 mar

O investigador forense Gerhard Vermeulen mostra como a porta do banheiro da casa de Oscar Pistorius pode ter sido golpeada, durante julgamento do atleta na África do Sul (Foto: Alexander Joe/AP)O investigador forense Gerhard Vermeulen mostra
como a porta do banheiro da casa de Oscar
Pistorius pode ter sido golpeada, durante
julgamento do atleta na África do Sul (Foto:
Alexander Joe/AP)

A porta do banheiro através da qual Oscar Pistorius atirou quando matou sua namorada, Reeva Steenkamp, no dia 14 de fevereiro do ano passado, foi examinada nesta quarta-feira (12) por um especialista ante o tribunal que julga o atleta paralímpico sul-africano por suposto assassinato.

O atleta, amputado das duas pernas, mas que utiliza próteses, afirmou no ano passado que na noite do incidente disparou contra a porta do banheiro de seu quarto pensando que havia um ladrão no local, e não sua namorada.

Logo depois dos tiros, disse ter colocado as próteses e forçado a porta com um bastão de críquete para socorrer a vítima.

Em sua declaração, o coronel Gerhard Vermeulen, um especialista da polícia científica sul-africana, formulou uma hipótese que contradiz a declaração do atleta.

O perito explicou que na porta há duas marcas que constituem “a prova irrefutável de que foi utilizado um bastão de críquete para derrubá-la”.

Depois verificou a altura das marcas e a posição que Pistorius deveria estar para tentar abrir a porta, forçando-a primeiro e depois utilizando o bastão para fazê-la ceder.

“O bastão atravessou a porta, e em sua ponta há marcas que correspondem ao que ocorreu. De alguma forma, a pessoa girou o bastão para forçar a porta”, declarou o especialista, mostrando o bastão de críquete utilizado na noite do crime.

O especialista explicou que, se Pistorius tivesse atingido a porta utilizando as próteses, teria sido muito incômodo. Ele se ajoelhou para ilustrar a posição mais provável adotada pelo atleta para abrir a porta.

“A marca corresponde, com toda lógica, ao fato de não ter colocado suas próteses”, acrescentou o especialista, que tem 30 anos de experiência.

Pistorius alega que, depois de ter baleado Reeva por engano, tentou abrir a porta do banheiro com um bastão para salvá-la.

Já a promotoria ressalta que o atleta inicialmente atingiu a porta com o bastão para tentar alcançar Reeva, e, diante do fracasso, atirou contra a porta.

Vermeulen não forneceu detalhes sobre a sequência.

Esta quarta-feira é o oitavo dia do processo de Pistorius, acusado do assassinato de sua namorada, a modelo Reeva Steenkamp, de 29 anos. O julgamento, realizado em Pretória, deve prosseguir até 20 de março.

Fonte G1

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Publicado por em 13 de março de 2014 em Brasil

 

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