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Em Roma há um ano, religiosa de S. José relembra posse de Francisco

13 mar

Foto da religiosa mostra o momento em que o Papa Francisco apareceu na varanda do Basílica de São Pedro em 13 de março do ano passado. (Foto: Patricia Souza da Silva/Arquivo Pessoal)Foto da religiosa mostra o momento em que o Papa Francisco apareceu na varanda do Basílica de São Pedro em 13 de março do ano passado. (Foto: Patricia Souza da Silva/Arquivo Pessoal)

A religiosa Patricia Souza da Silva, da Congregação das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada de São José dos Campos (SP), não imaginava que uma viagem de estudos à Europa a faria vivenciar um dos momentos mais importantes da história da Igreja Católica. Cursando arquitetura e arte sacra em Roma, a irmã acompanhou a renúncia do então Papa Bento XVI e a posse de Francisco, ocorrida exatamente há um ano no Vaticano.

Patrícia relembra como foi o dia do anúncio da escolha do cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, quando a tradicional fumaça branca saiu da chaminé da Capela Sistina. “Assim que começou o conclave, tinham dois horários que soltavam a fumaça, na hora do almoço e de noite. No dia que ele foi eleito não era para eu estar na praça [de São Pedro]. Eu e uma irmã revezávamos, eu ia no horário do almoço e ela a noite. Nesse dia ela estava no centro da cidade e eu precisei ficar em casa. Aí ela disse que ia no horário do almoço e eu fui à noite, e foi quando saiu a fumaça. Foi uma emoção muito grande, pois ali na praça era um encontro do mundo inteiro”, contou.

Ela conta ainda que a espera até que o novo pontífice aparecesse na varanda central da Basílica de São Pedro para dar sua primeira bênção ‘Urbi et Orbi’ (para a cidade de Roma e para o mundo) foi de uma hora desde o momento em que os cardeais fizeram a escolha. “O lugar que fiquei era privilegiado, consegui ver bem e ouví-lo bem. Quando ele falou boa noite, foi uma flecha que ele lançou no nosso coração. Ele falou algumas palavras muito simples, se inclinou e pediu oração. Naquele momento foram alguns minutos de silêncio, foi inacreditável. Eu estava com a bandeira do Brasil, todo mundo viu que éramos brasileiros e todos falavam que éramos vizinhos do papa”, disse.

Irmã Patrícia quando a fumaça branca saiu da chaminé da Capela Sistina, anunciando a escolha do novo Papa. (Foto: Patricia Souza da Silva/Arquivo Pessoal)Irmã Patrícia quando a fumaça branca saiu da
chaminé da Capela Sistina, anunciando o Papa.
(Foto: Patricia Souza da Silva/Arquivo Pessoal)

Argentino, Francisco foi eleito o 266º Papa da Igreja – o primeiro latino-americano e também o primeiro jesuíta. Nascido em 17 de dezembro de 1936, em Buenos Aires, na Argentina, Bergoglio formou-se técnico em química, mas escolheu posteriormente o sacerdócio, sendo ordenado padre em 1969. Foi criado cardeal pelo então Papa João Paulo II, em 2001.

Telefonema de Francisco
Patrícia revela também que chegou a receber uma ligação telefônica do pontífice depois de escrever uma carta ao Santo Padre. “Ele respondeu através de um telefonema, infelizmente eu não estava em casa. Quem atendeu foi a irmã Cristiana, que ainda vive em Roma, ela ficou sem saber o que responder. Foi interessante como tudo aconteceu e tive oportunidade antes de volta para o  Brasil, vê-lo de pertinho novamente, cruzar o olhar com o dele, que é uma coisa que não é desse mundo”, contou.

A religiosa não desistiu de tentar o contato com Francisco e entregou uma segunda carta em maio de 2013 a um dos seguranças da comitiva papal durante uma audiência no Vaticano. Dois meses depois, quando já estava no Brasil, ela recebeu a resposta da carta através de um documento da Nunciatura Apostólica no Brasil, com selo do Vaticano. Segundo Patrícia, esse contato próximo do papa impressiona.

“Uma pessoa muito acessível e ele realmente é um pai para muitos católicos. A igreja precisava de colo, ele veio pra trazer esse carinho de Deus, não só para o católico. O Papa Francisco tem sido um grande homem de Deus no meio do povo, é um sinal de uma abertura da igreja com tantas dificuldades que temos no mundo. A igreja sempre esteve aberta, mas com ele tem sido muito mais evidente. É uma quebra de paradigmas. Ele é um grande profeta dos grandes tempos e tem uma humildade que demonstra um homem com grande força de espírito. O mundo precisava uma voz de pai, uma voz acolhida pelo mundo”, finalizou.

Patrícia (primeira à esq) segura a bandeira do Brasil junto a outras religiosas na Praça de São Pedro, em uma das primeiras aparições de Francisco. (Foto: Patricia Souza da Silva/Arquivo Pessoal)Patrícia (primeira à esq) segura a bandeira do Brasil junto a outras religiosas na Praça de São Pedro, em uma das primeiras aparições de Francisco. (Foto: Patricia Souza da Silva/Arquivo Pessoal)

(*) Colaborou Camilla Motta

Fonte G1

 
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Publicado por em 13 de março de 2014 em Brasil

 

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