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Veja os principais casos de pedofilia entre integrantes do clero católico

06 fev

Muitos casos de pedofilia cometidos por membros do clero, muitas vezes acobertados por sua hierarquia, foram denunciados no passado. O Comitê de Direitos da Criança da ONU exigiu nesta quarta-feira (5) que o Vaticano denuncie os culpados.

CANADÁ: No final dos anos 1980, as revelações de abusos de crianças em um orfanato em Newfoundland (leste) nos anos de 1950 e 1960 provocaram um enorme escândalo. A hierarquia religiosa também foi acusada de não ter denunciado os casos de pedofilia em suas fileiras.

ESTADOS UNIDOS: Em 2004, uma investigação contabilizou 4.400 padres pedófilos e 11 mil crianças vítimas de abusos entre 1950 e 2002.

Um dos casos mais notórios envolveu o arcebispo de Boston, o cardeal Bernard Law, que foi forçado a renunciar em 2002 por ter protegido padres pedófilos.

Em 2007, a Arquidiocese de Los Angeles, então liderada pelo cardeal Roger Mahony, concordou em pagar 660 milhões dólares para 500 supostas vítimas.

Mahony, acusado de acobertar os padres pedófilos, foi demitido de seu cargo no início de 2013.

IRLANDA: Nos anos 2000, acusações de abusos sexuais cometidos durante décadas coloca em xeque a credibilidade das instituições católicas. Mais de 14.500 crianças teriam sido vítimas. Vários bispos e padres, acusados de esconder esses atos, foram punidos.

ALEMANHA: Desde o início de 2010, centenas de casos de abusos sexuais de crianças e adolescentes em instituições religiosas foram revelados. Um dos casos mais divulgados foi o do colégio jesuíta Canisius em Berlim envolvendo cerca de vinte crianças.

No final de 2012, um relatório indicou pelo menos 66 nomes de religiosos envolvidos em casos de pedofilia por um período de 10 anos.

ÁUSTRIA: Após uma série de revelações no início de 2010 de casos de abusos sexuais e maus tratos por sacerdotes entre as décadas de 1960 e 1980, uma comissão de inquérito é criada pela Igreja.

Cerca de 800 casos foram identificados e 8 milhões de euros concedidos às vítimas.

BÉLGICA: Em 2010, o bispo de Bruges, Roger Vangheluwe, renunciou após admitir ter abusado sexualmente de dois de seus sobrinhos.

Na sequência, milhares de testemunhos relataram casos de abuso sexual por monges belgas. Acusada de permanecer em silêncio, a hierarquia católica é atualmente alvo de um vasto inquérito judicial.

HOLANDA: No final de 2011, um relatório revelou o caso de “dezenas de milhares de crianças” abusadas sexualmente dentro da Igreja católica holandesa entre 1945 e 2010. Cerca de 800 supostos autores foram identificados.

AUSTRÁLIA: Em abril de 2013, é aberto uma investigação pública sobre o abuso sexual de crianças em associações religiosas e instituições públicas.

Cinco mil supostas vítimas devem ser entrevistadas.

POLÔNIA: Em agosto de 2013, o polonês Jozef Wesolowski, núncio na República Dominicana, foi destituído, e uma investigação foi instaurada no âmbito de outro padre polonês suspeito de crimes contra menores de idade.

Fonte G1

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Publicado por em 6 de fevereiro de 2014 em Brasil

 

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