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Figueiredo vai aos EUA nesta quinta ouvir explicações sobre espionagem

30 jan

O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, durante entrevista no Itamaraty (Foto: Ueslei Marcelino / Reuters)O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto
Figueiredo (Foto: Ueslei Marcelino / Reuters)

O ministro de Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, se reunirá nesta quinta-feira (30), em Washington, com a conselheira nacional de Segurança dos Estados Unidos, Susan Rice, segundo informou ao G1 o Palácio do Itamaraty.

O encontro servirá para discutir, entre outros temas, sobre as mudanças anunciadas no dia 17 pelo presidente Barack Obama no monitoramento pela Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês).

Em viagem a Cuba, onde participa da 2ª Cúpula dos Estados Latinoamericanos e Caribe (Celac), Figueiredo embarca nesta quarta (29) para a capital norte-americana.

De acordo com a assessoria do Itamaraty, o chanceler brasileiro aproveitará a passagem pelos Estados Unidos para se reunir com representante de Comércio do governo norte-americano, Mike Froman. O Ministério de Relações Exteriores não confirma qual será o tema do encontro. Segundo assessores, o convite foi feito pelos Estados Unidos.

Há 12 dias, o presidente dos Estados Unidos prometeu interromper as atividades de espionagem de chefes de Estado de países aliados. Depois das denúncias de que o governo norte-americano havia espionado cidadãos de outros países, além de presidentes e  auxiliares próximos, as regras que regem a NSA foram alteradas.

Após os dois encontros, Figueiredo deve falar com a imprensa brasileira nos Estados Unidos, informou a assessoria do ministério. A previsão é de que a entrevista ocorra às 11h desta quinta (horário de Washington).

Vazamentos
As mudanças anunciadas por Obama em meados de janeiro foram estimuladas pelos vazamentos de informações feitos, ao longo do último ano, por Snowden.

Snowden, um ex-contratado da NSA e agora exilado na Rússia, divulgou por meses nos meios de comunicação internacionais denúncias sobre a espionagem americana de líderes de outros países, como a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel. O Palácio do Planalto brasileiro e o Itamaraty informaram que não comentarão espionagem dos EUA.

As revelações enfureceram os aliados de Washington, envergonharam a Casa Branca e escandalizaram legisladores e ativistas do direito à privacidade.

O governo americano assegura que a informação que reúne é usada apenas para localizar suspeitos de terrorismo e que as autoridades não ouvem ligações telefônicas pessoais.

Em dezembro, um painel de cinco especialistas escolhidos por Obama formulou 46 recomendações para mudanças, muitas delas focadas no programa ultrassecreto de coleta de dados das chamadas telefônicas feitas no país.

O conjunto de propostas do presidente americano representa um compromisso entre as exigências dos defensores das liberdades civis, que consideram inconstitucional a coleta de dados, e as resistências a qualquer mudança na comunidade de inteligência.

Fonte G1

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Publicado por em 30 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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